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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Fake News: Polícia Federal contesta reportagem sobre suposto repasse de R$ 30 milhões para filme sobre Lula

Corporação afirma que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo divulgado pela revista Veja e informa que propostas de colaboração premiada foram rejeitadas. A matéria já é considerada a maior fake News desse segundo turno

A Polícia Federal (PF) divulgou uma nota de esclarecimento nesta sexta-feira (9) para contestar informações publicadas pela revista Veja sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e um suposto repasse de R$ 30 milhões para a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a reportagem, o empresário teria afirmado que o valor foi destinado ao filme em troca de acesso a recursos de fundos de pensão de servidores federais. A PF, no entanto, negou que Vorcaro tenha prestado depoimento com o teor relatado ou apresentado documentos, anexos e informações com o conteúdo descrito na publicação.

Na nota, a corporação informou ainda que recebeu uma notícia-crime solicitando providências urgentes para apurar os fatos relacionados à reportagem. O documento, conforme a PF, foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária cabíveis.

Outro ponto destacado pela Polícia Federal diz respeito às propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Daniel Vorcaro. De acordo com a instituição, as iniciativas não foram acolhidas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada que, segundo a corporação, é de conhecimento da defesa.

A manifestação da PF estabelece uma divergência entre o conteúdo atribuído ao banqueiro pela reportagem e as informações oficialmente reconhecidas pela instituição.

A eventual apuração dos fatos relacionados à publicação deverá esclarecer os pontos questionados. Até o momento, a nota da Polícia Federal não confirma as declarações atribuídas a Vorcaro sobre o suposto financiamento do documentário nem a alegada contrapartida envolvendo fundos de pensão. A matéria pode não ter passado de uma fake News, com objetivos políticos eleitorais. 

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Rodrigo Carvalheira é condenado a 22 anos por estupro de vulnerável

Empresário foi condenado por dois crimes ocorridos em 2018 e 2019; decisão também fixou indenização de R$ 100 mil

O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado nesta quinta-feira (24) a 22 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por estupro de vulnerável contra duas vítimas. A sentença foi proferida pela 17ª Vara Criminal do Recife.

Além da pena, a Justiça determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais, além das custas processuais. A defesa pode recorrer da decisão.

Segundo a sentença, um dos casos ocorreu em Fernando de Noronha, em novembro de 2018. A vítima relatou ter adormecido após receber um medicamento e, posteriormente, acordado durante o ato sexual.

O segundo episódio ocorreu em Boa Viagem, no Recife, em março de 2019. Conforme os autos, a vítima dormia no apartamento de uma amiga quando Carvalheira teria entrado no quarto e iniciado uma tentativa de relação sexual, interrompida após ela acordar.

Esta é a segunda condenação do empresário em processos relacionados a acusações de violência sexual. A primeira, em novembro de 2025, resultou em pena de 12 anos de prisão. A nova decisão é de primeira instância e pode ser contestada pela defesa. 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

PMs são punidos após atuarem como motoristas e fazerem segurança de Deolane em Pernambuco

Sindicância apontou uso de armas da corporação durante deslocamentos da influenciadora; militares receberam penas de detenção

Dois policiais militares de Pernambuco foram punidos com detenção após uma investigação administrativa concluir que eles atuaram como motoristas e fizeram a segurança da influenciadora Deolane Bezerra em diferentes deslocamentos pelo Estado. O caso foi apurado durante dois anos e teve origem após a prisão da influenciadora, em setembro de 2024, durante a Operação Integration.

Segundo o relatório da sindicância administrativa disciplinar, os militares atuaram armados durante os deslocamentos de Deolane por várias cidades pernambucanas, inclusive em horários de madrugada.

Os envolvidos são o 2º sargento Eduardo de Miranda Mendes, do 19º Batalhão da PMPE, e o 3º sargento Willney Bezerra Matias da Silva, do Batalhão de Polícia Rodoviária. No dia da deflagração da Operação Integration, os dois foram conduzidos ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no Recife, onde confirmaram que realizavam os deslocamentos da influenciadora.

Em depoimento, Eduardo afirmou que recebeu o convite do marido de uma prima de Deolane para “dar um apoio” nos deslocamentos. Segundo os autos, o policial disse ter aceitado com a expectativa de estabelecer contatos que poderiam contribuir para futuras promoções profissionais.

Willney apresentou justificativa semelhante. De acordo com a sindicância, ele afirmou que enxergava na atividade uma oportunidade de “networking” e de conhecer pessoas que poderiam ajudá-lo na carreira.

Os dois militares negaram ter recebido pagamento pelo trabalho. Ainda assim, a apuração considerou irregular a atividade, independentemente da existência de remuneração.

Um dos pontos centrais da investigação foi o fato de os policiais portarem armas de fogo pertencentes à Polícia Militar durante os deslocamentos.

A defesa argumentou que os militares mantinham o porte das armas inclusive durante as folgas por questões relacionadas à própria segurança. A decisão administrativa, porém, considerou que o armamento da corporação foi utilizado fora de suas finalidades institucionais.

Segundo a decisão do subcomandante-geral da PMPE, coronel Cláudio Ricardo Lopes, a atividade também comprometeria a dedicação integral exigida dos policiais e a imagem institucional da corporação.

Ao final do procedimento administrativo, Eduardo de Miranda Mendes recebeu 25 dias de detenção, enquanto Willney Bezerra Matias da Silva foi punido com 30 dias. Conforme informações divulgadas sobre o caso, os dois ainda podem recorrer da decisão.

A investigação administrativa não se confunde com a apuração criminal relacionada à Operação Integration. O procedimento que resultou nas punições dos policiais concentrou-se na atuação funcional dos militares e no exercício considerado irregular de atividade de segurança privada.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ex-secretário do Recife é alvo de mandado de prisão em investigação da Polícia Federal

              O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) expediu mandado de prisão contra João Guilherme de Godoy Ferraz, ex-secretário de Governo e Participação Social da Prefeitura do Recife durante a gestão do então prefeito Geraldo Julio. A informação é do site do Ricardo Antunes.

Considerado um dos principais articuladores do PSB em Pernambuco, Ferraz passou a ser alvo da Operação Check-in, conduzida pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo contratos de empresas terceirizadas com a Prefeitura do Recife.

A ordem de prisão foi expedida pela 13ª Vara Federal do Recife, sob decisão do magistrado César Arthur Cavalcanti de Carvalho.

Segundo as investigações, Ferraz é suspeito de ter recebido valores indevidos da Pernambuco Conservadora, empresa de terceirização contratada pelo município em 2020, período em que ele ocupava o cargo de secretário na gestão Geraldo Julio.

As apurações tiveram origem em elementos obtidos durante a Operação Firenze, deflagrada pela Polícia Federal há cerca de um ano para investigar um grupo formado por três empresas terceirizadas.

Entre os materiais apreendidos, investigadores encontraram canhotos de cheques que teriam sido utilizados para identificar supostos pagamentos de propina ao então secretário municipal. Esses elementos passaram a integrar o conjunto de provas analisado na Operação Check-in.

O caso agora avança para uma nova etapa com a ordem de prisão contra o ex-secretário, aprofundando as investigações sobre possíveis irregularidades em contratos públicos e o eventual envolvimento de agentes políticos e empresariais no esquema.

As acusações ainda estão sob investigação e dependem do devido processo legal e de decisão judicial definitiva. 

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Operação da PF desarticular quadrilha de traficantes em Arcoverde e 11 municípios do Nordeste

Operação Vicinitas cumpre 23 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão em quatro estados do Nordeste.

Uma megaoperação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira cortou os braços financeiros e logísticos de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de capitais. Batizada de Operação Vicinitas, a ação cumpriu 23 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Sergipe, Bahia e Paraíba, além de efetuar o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens do grupo.

Segundo as investigações, a estrutura criminosa movimentou mais de R$ 100 milhões entre 2025 e 2026.

As diligências mobilizaram forças de segurança em diversos pontos estratégicos do Nordeste. Pernambuco, em 6 municípios: ações concentradas em Arcoverde, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Belém do São Francisco, Petrolina e Carnaubeira da Penha. Em Sergipe, foram 4 municípios: Cumprimento de alvos em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros. Já na Bahia e Paraíba, os mandados foram executados nas cidades de Senhor do Bonfim (BA) e Cabedelo (PB).

O fio da meada começou em julho de 2025, a partir da prisão em flagrante de três indivíduos transportando cerca de 110 kg de maconha no município de Frei Paulo (SE).

Aprofundando as investigações, os agentes mapearam uma rede complexa de lavagem de dinheiro. O esquema envolvia depósitos fracionados, para burlar os alertas dos órgãos de fiscalização financeira; e ocultação de patrimônio, com o uso de laranjas.

A Operação Vicinitas foi liderada em Sergipe pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/SE), atuando em conjunto com o DENARC, COPE/SE, 2ª DM, BOPE/PM, GOPE/SE e o Núcleo de Garantias do TJ/SE. A articulação nos demais estados contou com o suporte direto das unidades regionais da FICCO em Pernambuco (FICCO/PE), Paraíba (FICCO/PB) e Bahia (FICCO/BA). 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Polícia pede apreensão de eletrônicos de ex-ator da Globo investigado por estupro de vulnerável

Marco Furlan foi preso em flagrante em Pindamonhangaba; investigação busca identificar possíveis provas digitais para reforçar o inquérito.

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça autorização para apreender celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos do ex-ator da TV Globo Marco Furlan, de 48 anos, preso em flagrante no último domingo (2), suspeito de estupro de vulnerável contra uma criança de 5 anos.

A medida tem como objetivo localizar arquivos, mensagens e demais informações que possam contribuir para o andamento das investigações. O inquérito tramita sob sigilo por envolver uma vítima menor de idade.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu em uma residência no município de Pindamonhangaba, no interior paulista. Familiares e convidados perceberam que havia algo errado após ouvirem o choro da criança. Ao entrar em um dos cômodos da casa, a mãe da vítima encontrou o suspeito sem roupas, próximo à criança.

As pessoas presentes impediram que Marco Furlan deixasse o local até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante e autuado pelo crime de estupro de vulnerável.

Conhecido por participações na televisão, Marco Furlan integrou o elenco da série "Aline", exibida pela TV Globo entre 2009 e 2011, além de atuar em produções publicitárias e filmes para a televisão.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda autorização judicial para ampliar a coleta de provas e dar continuidade ao inquérito. 

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Polícia Civil desarticula esquema de fraude em emplacamento de veículos no Detran de Pernambuco

          A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Dupla Identidade, que investiga um esquema de fraudes no primeiro emplacamento de veículos zero quilômetro nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) do Cabo de Santo Agostinho e de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Durante a operação, realizada na terça-feira (28), foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de quatro servidores públicos, que passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.

As investigações apontam que o grupo inseria informações falsas nos sistemas informatizados da administração pública para viabilizar registros irregulares de veículos, crime previsto no artigo 313-A do Código Penal.

Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia servidores responsáveis pelas etapas de conferência documental e validação do primeiro emplacamento. Aproveitando-se das funções exercidas nas Ciretrans, os investigados teriam alimentado o sistema com dados fraudulentos, comprometendo a regularidade do processo de registro de veículos novos.

Os detalhes da operação foram apresentados em coletiva de imprensa na sede da corporação, no Recife, pelos delegados responsáveis pelas investigações. De acordo com a polícia, o inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão das fraudes.

A Operação Dupla Identidade é conduzida pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e integra as ações da Polícia Civil de combate à corrupção e aos crimes praticados contra a administração pública em Pernambuco.

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Polícia prende 13 suspeitos e desarticula esquema de falsa corretora de investimentos no Recife

            A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou uma organização criminosa especializada em golpes financeiros pela internet durante a Operação Mirage, realizada no Recife. A ação resultou na prisão em flagrante de 13 suspeitos que atuavam em uma falsa corretora de investimentos e causaram prejuízos milionários a vítimas em diversos estados do país.

Segundo a investigação, o grupo operava um call center instalado em um empresarial na Avenida Agamenon Magalhães, de onde atraía investidores por meio da plataforma Aglobal Trade, que não possuía CNPJ nem autorização para atuar no mercado financeiro.

As investigações começaram em 2024, após uma vítima denunciar prejuízo superior a R$ 1,5 milhão. Durante a apuração, a polícia identificou outras pessoas lesadas, entre elas uma vítima que perdeu cerca de R$ 800 mil.

De acordo com a delegada Viviane Arruda, o golpe simulava uma corretora legítima. Os investidores recebiam login e senha para acessar uma plataforma com gráficos, extratos e supostos rendimentos, criando a falsa impressão de que os recursos estavam sendo aplicados em criptomoedas, bolsa de valores e outros ativos.

"Era uma fraude em que você simulava todo um painel de investimento financeiro. A pessoa acreditava que estava investindo em locais corretos", explicou a delegada.

Na prática, porém, nenhum investimento era realizado. O sistema era utilizado apenas para incentivar novos depósitos. Quando as vítimas tentavam resgatar o dinheiro, eram surpreendidas com cobranças de falsas taxas ou tinham o acesso bloqueado.

A Polícia Civil informou que o grupo possuía estrutura profissional, semelhante à de uma empresa de telemarketing, com operadores treinados para convencer as vítimas a investir quantias cada vez maiores.

Os 13 presos responderão pelos crimes apurados durante a investigação, enquanto a Operação Mirage continua para identificar outros envolvidos e calcular o prejuízo total causado pelo esquema.

A polícia orienta que investidores sempre verifiquem se corretoras e plataformas financeiras possuem autorização dos órgãos reguladores antes de realizar qualquer aplicação financeira.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

PF realiza nova fase da Operação Rent a Car e aprofunda investigação sobre Sóstenes Cavalcante (PL-RJ),

Terceira etapa da operação cumpre mandados no DF, Goiás e Minas Gerais; investigação apura possível esquema de desvio de recursos públicos e suspeitas de ocultação de provas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.

As diligências, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram realizadas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o objetivo é reunir novos elementos de prova relacionados à movimentação de recursos e à atuação de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Esta fase da operação tem como foco pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar, no entanto, não é alvo das medidas cumpridas nesta quarta-feira, embora já tenha sido alvo em etapa anterior da investigação.

De acordo com a Polícia Federal, a nova fase busca esclarecer a origem de R$ 47 mil em espécie encontrados durante buscas realizadas em dezembro do ano passado, em um endereço ligado ao deputado. Na ocasião, Sóstenes informou que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel. A PF, entretanto, considera necessária a realização de novas diligências para verificar essa versão.

Os mandados desta quarta-feira foram direcionados exclusivamente a advogados, cujas identidades não foram divulgadas. Conforme a investigação, há indícios da existência de um esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade ao suposto desvio de recursos públicos.

A Polícia Federal também aponta indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, circunstâncias que podem configurar fraude processual e ampliar o alcance das investigações.

A Operação Rent a Car segue em andamento, e os fatos ainda serão analisados no curso do processo. Até o momento, não houve manifestação pública dos investigados sobre as novas diligências. 

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sábado, 27 de junho de 2026

Investigação aponta empresário ligado ao PCC como sócio de empresa ligada ao filme sobre Bolsonaro

           As investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato milionário para instalação de pontos de internet sem fio na capital paulista revelaram que o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como "Escorpião do PCC" e apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), é sócio da empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar parte do projeto.

O contrato, firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB, previa inicialmente investimentos de R$ 108 milhões para a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi em comunidades da capital. Segundo as investigações, o valor pode alcançar R$ 157 milhões, enquanto auditorias apontam indícios de superfaturamento de até 230%.

De acordo com a Polícia Civil, o Instituto recebia R$ 1.800 por mês por cada ponto de internet instalado, enquanto a empresa pública Prodam prestava serviço semelhante por R$ 306 mensais. Além da diferença de valores, os investigadores afirmam que apenas 3,2 mil das 5 mil antenas previstas foram efetivamente instaladas.

Outro ponto destacado pela apuração envolve um pagamento de R$ 2,7 milhões referente à manutenção de 128 pontos de conexão durante 12 meses. Conforme a investigação, o serviço teria sido executado por apenas dois meses, período cujo custo estimado seria de aproximadamente R$ 273 mil.

O rastreamento financeiro realizado pela Polícia Civil aponta que cerca de R$ 12 milhões foram destinados à empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., pertencente a Alex Leandro. Até dezembro de 2025, a empresa já havia recebido mais de R$ 3,8 milhões.

A principal linha de investigação considera a hipótese de que parte dos recursos desviados possa ter sido utilizada para financiar o filme "Dark Horse", produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora responsável pela obra, a Go Up Entertainment, tem como sócia Karina Ferreira da Gama, que também preside o Instituto Conhecer Brasil.

Até o momento, não há decisão judicial que confirme essa hipótese, que segue sendo apurada pelas autoridades.

Alex Leandro possui um histórico com mais de 60 processos judiciais, incluindo condenações por roubo e extorsão mediante sequestro. Ele cumpriu aproximadamente 13 anos de prisão em unidades de segurança máxima do Estado de São Paulo.

Atualmente, o empresário está preso preventivamente e responde por feminicídio, acusado de matar sua companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, em novembro de 2025. Segundo a investigação, imagens do circuito interno do prédio registraram agressões à vítima momentos antes de sua queda do 10º andar de um edifício na Zona Sul da capital paulista.

As investigações também apontam possíveis tentativas de ocultar a participação de Alex Leandro na empresa contratada. Conforme a Polícia Civil, nos primeiros contratos o empresário teria assinado utilizando apenas o prenome "Alex", sem identificação completa.

Após a repercussão do caso de feminicídio, a empresa Favela Conectada alterou sua razão social para Urban Connect e transferiu formalmente o controle para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, pessoa que, segundo os investigadores, reside no mesmo endereço de Alex Leandro.

Até o fechamento desta reportagem, os investigados e as empresas citadas não haviam se manifestado sobre as acusações. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pela Justiça.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Operação da PF apura rombo bilionário em banco controlado por Edir Macedo

             A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Digimais. A ação apura suspeitas de manipulação contábil e utilização de fundos de investimentos para ocultar prejuízos bilionários da instituição financeira.

Por determinação da Justiça, foi autorizado o bloqueio de aproximadamente R$ 670 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. Entre os nomes citados nas investigações está o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, apontado pela Polícia Federal como controlador da instituição financeira.

Apesar de figurar entre os investigados, Edir Macedo não foi alvo de mandados de busca e apreensão por residir fora do Brasil.

Segundo a PF, após assumir o controle do banco, a instituição passou a concentrar suas operações em crédito consignado e financiamento de veículos. Embora tenha registrado crescimento inicial, os investigadores afirmam que houve posteriormente uma forte deterioração financeira, com prejuízos expressivos.

As apurações apontam que, entre 2023 e 2024, o banco passou a oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade superior a 110% do CDI. De acordo com a investigação, a estratégia estaria relacionada à necessidade de captação de recursos diante da fragilidade financeira da instituição.

A Polícia Federal também investiga uma exposição estimada em cerca de R$ 600 milhões do Banco Digimais a carteiras de crédito vinculadas ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial teria ampliado os riscos financeiros da operação.

Entre os alvos dos mandados de busca estão dirigentes e executivos ligados ao banco, incluindo o bispo João Urbaneja, seu filho Thiago Urbaneja, além dos executivos Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero.

A operação também alcançou representantes da gestora ID, responsável pela administração de fundos ligados ao Digimais. Os investigadores suspeitam que ativos desses fundos teriam sido sistematicamente superavaliados para mascarar a real situação financeira da instituição.

A Operação Miragem segue em andamento e busca reunir provas para esclarecer a extensão das supostas irregularidades. Até o momento, os investigados não haviam se pronunciado oficialmente sobre as acusações.

A Polícia Federal ressalta que as investigações ainda estão em curso e que os envolvidos têm garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Homem é condenado a 20 anos por tentativa de feminicídio contra ex-companheira no Recife

Réu já havia sido condenado pelo assassinato da mesma vítima e voltou a fazer ameaças durante julgamento

O Tribunal do Júri do Recife condenou, nesta quarta-feira (3), Jorge Bezerra da Silva a 20 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pela tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Priscila Monique Laurindo da Silva. A sentença foi proferida pela juíza Danielle Christine Silva Melo, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O crime ocorreu em abril de 2021, cerca de nove meses antes do feminicídio consumado que vitimou Priscila em janeiro de 2022. Pelo assassinato da ex-companheira, Jorge já havia sido condenado, em julho de 2025, a 29 anos e 8 meses de prisão.

Durante o julgamento desta semana, os jurados reconheceram que a tentativa de homicídio foi praticada por motivo torpe, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e sem que a vítima tivesse possibilidade de defesa.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Jorge não aceitava o fim do relacionamento e descumpriu medidas protetivas determinadas pela Justiça. Na época, ele utilizava tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento para ir até a residência onde Priscila estava abrigada.

De acordo com os autos do processo, Priscila estava na casa da mãe segurando nos braços a filha recém-nascida do casal quando foi surpreendida pelo agressor.

Armado com uma faca, Jorge desferiu diversos golpes contra a ex-companheira. Durante o ataque, a criança também foi atingida em uma das mãos. Conforme a investigação, ferimentos mais graves foram evitados porque a mãe utilizou o próprio corpo para proteger a filha.

A vítima sofreu múltiplas lesões, perdeu grande quantidade de sangue e precisou ser socorrida inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, sendo posteriormente transferida para o Hospital da Restauração.

O crime não foi consumado naquele momento porque familiares começaram a pedir socorro e a mobilizar pessoas próximas, fazendo com que o agressor fugisse do local.

O caso julgado nesta quarta-feira é considerado um dos episódios mais graves de um histórico de violência que culminou no assassinato de Priscila meses depois.

A condenação reforça o entendimento da Justiça de que a violência doméstica costuma apresentar sinais progressivos e que o descumprimento de medidas protetivas representa elevado risco para as vítimas.

Um fato que chamou atenção durante o julgamento foi o registro de novas ameaças atribuídas ao réu.

Segundo a juíza Danielle Christine Silva Melo, Jorge Bezerra ameaçou de morte Vitória da Silva Souza, irmã de Priscila e testemunha do processo, durante a própria sessão do Tribunal do Júri.

O episódio foi registrado na sentença e evidencia, segundo a magistrada, a persistência do comportamento violento do condenado mesmo durante o julgamento.

Com a nova condenação, Jorge Bezerra acumula penas que ultrapassam 49 anos de prisão pelos crimes cometidos contra a ex-companheira e sua família. 

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Deolane e Marcola são indiciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

             A influenciadora digital Deolane Bezerra e Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal liderança da facção criminosa PCC, foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A investigação apura a movimentação de aproximadamente R$ 327 milhões por meio de uma transportadora de valores sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista. Segundo os investigadores, a empresa estaria ligada a operações financeiras supostamente utilizadas para ocultação de recursos atribuídos à facção criminosa.

Além de Deolane e Marcola, outras cinco pessoas foram indiciadas. Entre elas estão familiares do líder da organização criminosa e empresários apontados pela polícia como participantes do suposto esquema financeiro investigado.

De acordo com a Polícia Civil, empresas vinculadas à influenciadora teriam movimentado cerca de R$ 140 milhões entre os anos de 2022 e 2024. Os investigadores também citam a exposição frequente de bens de alto valor nas redes sociais como um dos elementos analisados durante a apuração.

A corporação sustenta que existe a necessidade de aprofundar a análise sobre a compatibilidade entre o patrimônio ostentado e os rendimentos oficialmente declarados pelos investigados. No entanto, o indiciamento não representa condenação e o caso seguirá para avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Em nota e por meio de manifestações públicas, Deolane Bezerra negou qualquer vínculo com o PCC e afirmou que não possui participação em atividades criminosas. “Não sou bandida”, declarou a influenciadora após a operação policial.

Marcola também contestou as conclusões da investigação. Segundo informações divulgadas pela defesa, ele afirmou não conhecer Deolane Bezerra e declarou indignação diante das acusações apresentadas pela Polícia Civil.

A Operação Vérnix continua em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração sobre a origem e o destino dos recursos financeiros investigados.

O caso ganha grande repercussão nacional por envolver uma das maiores influenciadoras digitais do país e o nome apontado pelas autoridades como principal liderança da maior facção criminosa do Brasil. 

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Operação policial mira presidente da Câmara do Jaboatão e ex-prefeito de Ribeirão em investigação sobre duplo homicídio

              Uma operação conjunta da Polícia Civil do Ceará com apoio da Polícia Civil de Pernambuco cumpriu, nesta quinta-feira (28), mandados de busca e apreensão contra o presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão, Clóvis Paiva (ex-PP).

A investigação apura possíveis ligações dos dois agentes políticos com um pernambucano apontado como mandante de um duplo homicídio ocorrido em abril de 2025, na Praia do Futuro, em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o delegado da Polícia Civil do Ceará, Ícaro Coelho, o principal alvo da operação é Dinailton Tavares Pereira, natural de Petrolândia, preso nesta quinta-feira na cidade de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com as investigações, ele seria o mandante do crime.

Em Pernambuco, os mandados foram cumpridos na residência de Getúlio Belém, localizada na Reserva do Paiva, além da sede da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes.

Durante a ação, segundo relato da polícia, o presidente da Câmara teria tentado danificar um aparelho celular ao jogá-lo pela janela no momento do cumprimento da ordem judicial. Apesar da tentativa, o dispositivo foi recuperado e apreendido pelos investigadores.

No caso do ex-prefeito Clóvis Paiva, os policiais realizaram buscas em um imóvel localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Inicialmente, a operação previa apenas o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Contudo, durante a ação, os agentes encontraram uma arma adulterada.

Diante da situação, Clóvis Paiva foi conduzido à Delegacia da Boa Vista, no Recife. Conforme a legislação, o porte ou posse de arma adulterada é considerado crime inafiançável.

O ex-deputado afirmou aos policiais que mantinha a arma para defesa pessoal. Ele deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas.

A operação reforça o avanço das investigações sobre o duplo homicídio registrado na Praia do Futuro e amplia a repercussão política do caso em Pernambuco e no Ceará. 

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