Mostrando postagens com marcador POLÍCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍCIA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Disputa entre facções nacionais transforma Petrolina em novo foco de violência no Sertão

               O avanço de organizações criminosas interestaduais e a fragilidade no controle das fronteiras regionais colocaram Petrolina no centro de uma disputa violenta pelo domínio do tráfico de drogas. A recente sequência de homicídios registrada no município do Sertão pernambucano está diretamente relacionada ao confronto entre duas das principais facções em atuação no país: o Comando Vermelho e o Bonde do Maluco.

Somente na última semana, mais de dez mortes foram oficialmente contabilizadas, segundo registros policiais. A escalada da violência se intensificou logo após o Carnaval, período que, de acordo com fontes da segurança pública, marcou uma reorganização territorial entre grupos criminosos na região.

O Comando Vermelho, surgido no sistema prisional do Rio de Janeiro na década de 1970, expandiu sua presença ao longo dos anos e hoje possui atuação em praticamente todo o território nacional, com forte inserção no tráfico de drogas e armas. A organização tem como principal rival histórico o Primeiro Comando da Capital.

Já o Bonde do Maluco teve origem em 2015, dentro de uma unidade prisional em Salvador, e rapidamente consolidou domínio em diversas áreas da Bahia. Com alianças estratégicas e estrutura descentralizada, a facção ampliou seu raio de ação para outros estados. Relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), divulgado em 2023, apontou a presença do grupo em Sergipe, Piauí e Mato Grosso do Sul, além de indícios de participação em rotas internacionais do tráfico.

Petrolina, por sua localização estratégica na divisa entre Pernambuco e Bahia, tornou-se território sensível nesse cenário. Especialistas apontam que fragilidades históricas na fiscalização interestadual facilitaram a circulação de integrantes e a consolidação de bases operacionais.

Além das duas organizações principais, outros grupos menores tentam ocupar espaços deixados por rivais, ampliando a instabilidade e tornando o ambiente ainda mais volátil.

A intensificação do conflito pressiona as forças de segurança e reacende o debate sobre políticas integradas de combate ao crime organizado no Nordeste, especialmente em áreas de fronteira estadual, onde a cooperação entre polícias é determinante para conter o avanço das facções. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Receita Federal demite servidores por vazamento de dados e reforça controle interno após operação da PF

                A Receita Federal do Brasil confirmou a demissão de pelo menos três servidores por envolvimento em vazamento de informações sigilosas. As exonerações ocorreram após a conclusão de processos administrativos disciplinares instaurados no âmbito de investigações internas conduzidas pelo próprio órgão.

De acordo com a Receita, desde 2023 foram ampliados os mecanismos de controle sobre o acesso a dados fiscais. Entre as medidas adotadas estão a restrição mais rigorosa de perfis de usuários, monitoramento ampliado e aumento no número de alertas automáticos sobre acessos considerados atípicos.

No período, sete processos disciplinares foram finalizados. Além das três demissões, houve aplicação de outras sanções administrativas a servidores envolvidos.

A manifestação da Receita foi divulgada nesta terça-feira (17/2), em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga o vazamento de dados de autoridades, incluindo esposas de ministros de tribunais superiores. Em nota, o órgão afirmou que “o mesmo rigor orienta e orientará todo o processo”, reforçando o compromisso com a responsabilização de eventuais irregularidades.

O caso também mobiliza o Supremo Tribunal Federal. Em 12 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de auditoria completa nos sistemas da Receita, com o objetivo de identificar possíveis desvios no acesso a dados de ministros da Corte, familiares e outras autoridades nos últimos três anos.

O monitoramento foi incorporado a um procedimento já aberto pela Corregedoria da Receita Federal, instaurado com base em reportagens divulgadas pela imprensa.

Segundo o órgão, a auditoria abrange dezenas de sistemas e contribuintes. Eventuais irregularidades já detectadas foram comunicadas preliminarmente ao relator no STF. A Receita destacou que seus sistemas são totalmente rastreáveis, permitindo identificar, auditar e punir acessos indevidos, inclusive na esfera criminal. A investigação segue em curso.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Polícia Civil confirma morte de segundo filho de secretário em tragédia familiar em Itumbiara

             A Polícia Civil confirmou, na noite desta sexta-feira (13), a morte de Benício Araújo Machado, de 8 anos, segunda vítima da tragédia registrada dentro de uma residência em Itumbiara. O menino havia sido socorrido após ser atingido por disparos, mas não resistiu aos ferimentos.

Antes, já havia sido confirmada a morte do irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos. Ambos eram filhos do secretário municipal de Governo, Thales Naves Alves Machado, apontado pelas investigações preliminares como autor dos disparos.

De acordo com as autoridades, o secretário teria atirado contra os dois filhos dentro da residência da família e, em seguida, contra si. Ele também morreu no local. A ocorrência foi descoberta após familiares identificarem uma publicação em tom de despedida nas redes sociais do secretário. O conteúdo foi apagado pouco tempo depois.

Horas antes do crime, Thales havia publicado um vídeo ao lado dos filhos, acompanhado de uma mensagem de afeto. A esposa dele e mãe das crianças estava viajando no momento do ocorrido.

A Polícia Militar informou que realizou o isolamento da área até a chegada da perícia e das equipes especializadas. A Polícia Civil instaurou procedimento investigativo e afirmou que, até o momento, não há indícios de participação de terceiros.

Em nota, a corporação declarou que o caso é tratado como duplo homicídio seguido da morte do autor. As investigações seguem sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios.

Thales Naves Alves Machado era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo. O município permanece consternado diante da confirmação da segunda morte.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Terceira fase da Operação Barco de Papel apreende dinheiro e veículos de luxo

                A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que apura um suposto esquema de crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência e operações realizadas com o Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.

A nova etapa da investigação teve como foco o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, diante de indícios de ocultação de provas e tentativa de interferência no curso das investigações.

Durante as diligências, um dos investigados lançou pela janela de um imóvel uma mala contendo grande quantidade de dinheiro em espécie. O material foi apreendido pelos agentes, que também recolheram dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares, os quais serão submetidos à perícia técnica.

O principal alvo da operação é o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que já se encontra preso desde a semana passada. Segundo a PF, ele é suspeito de ter atuado para direcionar cerca de R$ 1 bilhão em aplicações consideradas irregulares, além de supostamente tentar obstruir a coleta de provas após o início das investigações.

A operação apura irregularidades na aquisição de Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões nesses títulos. A instituição financeira acabou sendo liquidada pelo Banco Central, fato que ampliou a gravidade das suspeitas envolvendo a destinação dos recursos previdenciários.

Nesta terceira fase, a Polícia Federal busca identificar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados de um apartamento ligado ao ex-gestor, já alvo de buscas na primeira etapa da operação, deflagrada em 23 de janeiro.

As investigações seguem em andamento e podem resultar em novas medidas judiciais, conforme o avanço da análise do material apreendido.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Violência em Pernambuco se concentra em poucos municípios, aponta mapeamento da Secretaria de Defesa Social

             Um levantamento estratégico da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) revelou um dado que chama a atenção das forças de segurança e gestores públicos: mais da metade das mortes violentas intencionais registradas no Estado em 2025 ocorreram em apenas 14 municípios. O recorte evidencia a necessidade de ações mais direcionadas nesses territórios, aliando repressão qualificada e políticas de prevenção social.

De acordo com os dados oficiais, 57% das 3.132 mortes violentas contabilizadas no ano passado aconteceram nessas cidades, que juntas representam apenas 8% do total de municípios pernambucanos. Apesar do avanço na redução da violência, o cenário reforça desigualdades territoriais no enfrentamento da criminalidade.

O Recife lidera o ranking absoluto de assassinatos, com 573 registros, seguido por Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu.

As estatísticas englobam homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte, além de óbitos decorrentes de intervenções policiais. Mesmo com a concentração elevada em áreas específicas, Pernambuco fechou 2025 com uma taxa de 32,76 mortes por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004.

Na comparação com 2024, houve uma redução de 9,5% no número de mortes violentas, embora o Estado ainda não tenha atingido a meta estabelecida pelo programa Juntos pela Segurança.

Em nota, a SDS afirmou que mantém um trabalho contínuo e estratégico nos municípios com maiores índices de violência, por meio da atuação integrada das forças operativas, e destacou que nove dos 14 municípios apresentaram resultados positivos na redução da criminalidade no comparativo anual.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Delação pode abalar esquema bilionário no setor de combustíveis e o mundo político

                Um pedido de delação premiada considerado explosivo, envolvendo suspeitas de corrupção em larga escala no setor de combustíveis, permanece sem avanço na Procuradoria-Geral da República (PGR) desde outubro do ano passado. A colaboração foi apresentada pelos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, apontados como os principais alvos da Operação Carbono, deflagrada pela Polícia Federal.

Ambos estão foragidos da Justiça, mas entregaram às autoridades um vasto conjunto de provas que inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento, que, segundo fontes ligadas à investigação, detalham um esquema de pagamento de propinas que ultrapassa R$ 400 milhões, entre os anos de 2022 e 2024.

De acordo com o material apresentado, os valores teriam sido destinados a autoridades e agentes políticos com o objetivo de evitar a cassação de licenças do grupo empresarial investigado, garantir vantagens tributárias indevidas e obter acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão regulador do setor.

Outro ponto sensível da delação diz respeito a informações sobre o vazamento da Operação Carbono. No dia da deflagração da ação, a Polícia Federal conseguiu cumprir apenas 6 das 14 ordens de prisão expedidas pela Justiça. Diante da frustração das prisões, a cúpula da PF determinou a abertura de um inquérito específico para apurar possível vazamento de informações sigilosas.

Enquanto o acordo permanece sem desfecho na esfera federal, o cenário é diferente no Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo apuração, as negociações para uma delação premiada no âmbito estadual estão em estágio avançado, com expectativa de homologação judicial em até 60 dias.

O impasse na PGR, somado à gravidade das acusações e ao volume de recursos supostamente desviados, aumenta a pressão sobre as instituições responsáveis pela condução do caso, considerado um dos mais relevantes já registrados no setor de combustíveis no país. Infrmações do G1


👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Justiça determina retirada de conteúdos que identifiquem adolescentes envolvidos em caso do cão Orelha

                   A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou, em decisão liminar, que plataformas digitais adotem medidas imediatas para conter a divulgação de conteúdos que exponham e identifiquem adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões contra o cão comunitário conhecido como Orelha. O animal, bastante conhecido na Praia Brava, não resistiu aos ferimentos e passou por eutanásia, o que gerou ampla comoção social e intensa repercussão nas redes.

A decisão judicial alcança as empresas Meta, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, e a Bytedance, controladora do TikTok. As plataformas terão de remover publicações e comentários que permitam a identificação dos adolescentes e impedir a republicação desse tipo de conteúdo.

Segundo a magistrada responsável, a medida visa assegurar a proteção integral prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbem a exposição da identidade de menores de idade envolvidos em atos investigados, independentemente da gravidade do caso ou da repercussão pública.

As empresas têm prazo de 24 horas para excluir postagens oriundas de contas listadas no processo que contenham elementos capazes de identificar os jovens, como nomes, apelidos, grau de parentesco, endereço, imagens ou vídeos. O descumprimento da decisão poderá resultar em multa diária, cujo valor ainda não foi divulgado.

O cão Orelha era um animal comunitário cuidado há cerca de dez anos por moradores da Praia Brava, que se revezavam na alimentação e nos cuidados, junto a outros dois cães. As agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, e, conforme a Polícia Civil, quatro adolescentes são suspeitos de participação no caso.

No desdobramento da investigação, a Polícia Civil indiciou três adultos, suspeitos de coagir ao menos uma testemunha durante o andamento do inquérito. As apurações seguem em curso.


👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 18 de janeiro de 2026

Investigação sobre lavagem de dinheiro revela elo entre fundos suspeitos e familiares de ministro do STF

                Uma investigação que avança sobre o sistema financeiro brasileiro lança luz sobre conexões sensíveis entre o mercado de investimentos, suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado e familiares de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No centro do caso está a compra de parte do Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro do Paraná, por fundos administrados pela gestora REAG, intermediados por um executivo atualmente investigado por suposta atuação em favor da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Silvano Gersztel, ex-braço direito de João Carlos Mansur — fundador e ex-CEO da REAG —, é apontado pelos investigadores como peça-chave na estruturação de fundos de investimento que teriam sido usados para dar aparência de legalidade a recursos de origem criminosa. Desde agosto deste ano, ele passou a ser formalmente investigado por sua participação direta nesses fundos.

Em setembro de 2021, dois fundos administrados pela REAG — Arleen e Leal —, ambos representados por Gersztel, adquiriram parte da participação de familiares do ministro Dias Toffoli no Resort Tayayá. O valor da transação foi de R$ 20 milhões, segundo revelação do jornal O Estado de S.Paulo, em apuração conduzida pelo repórter Luiz Vassalo e equipe.

Documentos da Junta Comercial do Paraná e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmam a operação e reforçam a atuação de Gersztel como representante legal de dezenas de CNPJs ligados à REAG. Essas estruturas jurídicas eram utilizadas pela empresa para administrar fundos que agora estão sob investigação das autoridades.

Chama atenção o fato de parte desses fundos ter recebido nomes de personagens da animação infantil Frozen, da Disney, como Hans 95, Olaf 95 e Anna FIDC. Segundo os investigadores, a nomenclatura escondia estruturas utilizadas para movimentar o chamado “dinheiro frio”, expressão usada para recursos de origem ilegal.

Na época da compra da fatia do resort, os fundos Arleen e Leal tinham como único cotista o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A relação entre os personagens reforça a complexidade da rede financeira sob apuração.

Posteriormente, o Resort Tayayá acabou sendo transferido para o controle do advogado goiano Paulo Humberto Barbosa, sócio e representante da J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Em 2023, a J&F foi beneficiada por uma decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu o pagamento de uma multa bilionária aplicada à empresa, o que reacendeu o debate público sobre conflitos de interesse e a necessidade de transparência institucional.

O caso segue sob investigação e amplia o debate nacional sobre governança, fiscalização do mercado financeiro e os limites entre negócios privados e o poder público. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Escritura de imóvel usada por Sóstenes para explicar dinheiro apreendido só foi registrada após ação da PF

             Novos detalhes envolvendo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, lançam dúvidas sobre a origem dos R$ 430 mil em dinheiro vivo apreendidos pela Polícia Federal em sua residência, em Brasília. A transação imobiliária apresentada pelo parlamentar como justificativa para os valores só foi formalizada em cartório quase duas semanas após a operação policial.

De acordo com documentos oficiais, a escritura de venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, foi assinada no dia 30 de dezembro, exatamente 11 dias depois da apreensão do dinheiro, ocorrida em 19 de dezembro, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura suposto desvio de recursos das cotas parlamentares.

Sóstenes afirmou que o dinheiro apreendido seria fruto da venda do imóvel, realizada, segundo ele, em 24 de novembro, por meio de um contrato particular firmado com o comprador. O deputado alegou ainda que manteve os valores em casa por não ter tido tempo de realizar o depósito bancário. O contrato particular citado pelo parlamentar é mencionado na escritura lavrada em dezembro, mas não consta entre os documentos apresentados ao tabelião no ato do registro.

A escritura apresenta ainda cláusulas consideradas atípicas para esse tipo de transação. O imposto de transmissão do imóvel não foi recolhido previamente e houve dispensa da apresentação de certidões fiscais municipais do imóvel, além de certidões cíveis e criminais do vendedor junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O imóvel foi vendido por R$ 500 mil, valor que teria sido pago integralmente em dinheiro vivo. O comprador é o advogado Thiago de Paula, com atuação em Minas Gerais e São Paulo. Procurado, ele não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A operação também chamou atenção pela valorização do imóvel. Segundo a escritura, Sóstenes adquiriu a casa por R$ 280 mil em fevereiro de 2023, o que representa uma valorização de 78% em menos de dois anos. O deputado, no entanto, afirma que o valor real pago foi de R$ 310 mil, incluindo comissão de corretagem, e atribui o aumento de preço a reformas realizadas no imóvel, que chegou a ser anunciado por R$ 690 mil.

Ainda segundo o parlamentar, o dinheiro da venda foi entregue em Brasília por um funcionário do comprador. Antes de adquirir o imóvel, Sóstenes havia declarado à Justiça Eleitoral, em 2022, um patrimônio de apenas R$ 4.926,76, integralmente depositado em conta bancária. Ele afirma que utilizou um empréstimo consignado para comprar o imóvel em Ituiutaba. A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Delegada recém-empossada é presa em operação contra o PCC e caso expõe infiltração do crime organizado em São Paulo

            A prisão de uma delegada recém-empossada da Polícia Civil de São Paulo provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16) e reacendeu o alerta das autoridades sobre a tentativa de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação conjunta que apura seu suposto vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país.

A delegada foi conduzida à sede da Corregedoria da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), as investigações indicam que Layla mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa, mesmo após assumir oficialmente o cargo de delegada de polícia.

De acordo com a promotoria, além dos vínculos investigados, Layla teria atuado de forma irregular como advogada em audiências de custódia, representando presos ligados a organizações criminosas, prática considerada ilegal após a posse no cargo público. A conduta é tratada como grave por violar princípios da legalidade, da moralidade administrativa e da função policial.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, em ação integrada com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do Ministério Público do Pará.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Além da delegada, a Justiça também expediu mandado de prisão temporária contra um integrante do PCC, que se encontrava em liberdade condicional.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, comentou o caso destacando a vigilância constante dos órgãos de controle. “Além da economia formal, o crime organizado tem se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido”, afirmou.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do envolvimento da delegada, possíveis favorecimentos e eventuais conexões com outros agentes públicos. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Toffoli manda provas da Operação Compliance Zero para o STF e decisão causa estranhamento entre investigadores

                 A mais recente fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal para apurar fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, ganhou um capítulo no mínimo incomum. Em decisão assinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinada a remoção imediata de todos os bens, documentos e materiais apreendidos durante a operação para serem lacrados e armazenados diretamente na sede da Suprema Corte.

A medida, rara em investigações criminais, chamou atenção — e causou estranhamento dentro da própria Polícia Federal. Tradicionalmente, materiais apreendidos permanecem sob custódia da PF ou do juízo responsável, sendo periciados e analisados no curso das investigações. Desta vez, porém, o destino das provas será o prédio do STF.

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a parentes próximos, incluindo pai, irmã e cunhado, em São Paulo. A operação também teve como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.

Apesar de ter autorizado a operação, o próprio ministro Dias Toffoli registrou, em seu despacho, críticas à atuação da Polícia Federal, alegando demora e falta de empenho no cumprimento de determinações judiciais anteriores. Ainda assim, foi além do protocolo ao ordenar que todo o material apreendido fosse retirado da esfera da PF.

“Determino que todos os bens e materiais apreendidos (…) deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal, até ulterior determinação”, escreveu Toffoli.

Nos bastidores da investigação, a decisão provocou surpresa. Investigadores ouvidos reservadamente apontam que o encaminhamento das provas ao STF não é comum, especialmente em fases iniciais de apuração, quando análises técnicas, perícias e cruzamentos de dados ainda estão em andamento.

O episódio adiciona um novo elemento de controvérsia à operação e reacende o debate sobre interferências, centralização de provas e o papel do Supremo em investigações criminais conduzidas pela Polícia Federal. Enquanto isso, o material que poderia avançar rapidamente nas apurações seguirá guardado — agora, sob a guarda direta da mais alta Corte do país. Abaixo, algumas das "coisinhas" apreendidas na operação desta quarta-feira.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

PF ouve dirigentes e avalia possível acareação em investigação sobre Banco Master

                A Polícia Federal dá mais um passo decisivo nas investigações que envolvem a crise financeira do Banco Master. Nesta terça-feira (30), a partir das 14h, serão colhidos os depoimentos de três personagens centrais no caso: o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master; o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa; e o diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Ailton de Aquino Santos.

As oitivas ocorrem em meio à apuração sobre a real situação financeira do Banco Master e as negociações que envolveram a tentativa de venda da instituição ao BRB. Após ouvir os depoentes, a delegada responsável pelo inquérito irá analisar se há contradições relevantes entre as versões apresentadas. Caso identifique divergências significativas, poderá determinar a realização de uma acareação entre os envolvidos.

Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de um representante do Ministério Público, o que reforça o peso institucional do caso.

As investigações tiveram início em 2024, no âmbito da Justiça Federal. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o Banco Master não dispunha de recursos suficientes para honrar títulos com vencimento previsto para 2025. Nesse contexto, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa teriam atuado conjuntamente nas negociações para a venda da instituição ao BRB, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

Antes de ser afastado do comando do BRB, após o avanço das investigações sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia publicamente a compra do Banco Master como uma saída para a crise enfrentada pela instituição privada.

Segundo investigadores, há expectativa de possíveis divergências no depoimento do diretor do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Embora ele não figure como investigado, diferentemente de Vorcaro e Costa, sua atuação foi técnica e institucional, envolvendo a análise de alternativas para a situação do Banco Master.

Essas alternativas incluíam aporte de recursos, mudança na diretoria, venda da instituição e, por fim, a liquidação. Conforme apuração da Polícia Federal, como as tentativas anteriores não avançaram, a Diretoria de Fiscalização do Banco Central, em conjunto com sua equipe técnica, recomendou a liquidação do banco.

A proposta de venda do Banco Master ao BRB acabou sendo vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, comandada por Renato Gomes. A decisão final foi submetida à diretoria colegiada da autoridade monetária, que aprovou, por unanimidade, a liquidação da instituição financeira. 

👉 Acompanhe mais notícias em nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Governo de Pernambuco identifica 14 envolvidos em agressão a turistas em Porto de Galinhas

            A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) já identificou 14 pessoas envolvidas na agressão a turistas ocorrida no último sábado (27), em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, Litoral Sul do estado. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Jornal, nesta segunda-feira (29).

Segundo a governadora, todos os envolvidos já foram qualificados e serão responsabilizados criminalmente. “Desde o último boletim que recebi da SDS, 14 das pessoas envolvidas na agressão foram qualificadas. Já sabemos quem são. E serão indiciados”, afirmou Raquel Lyra.

A chefe do Executivo estadual ressaltou que acompanha o caso desde as primeiras horas após o ocorrido e determinou a adoção imediata de medidas por parte das forças de segurança. “Desde o primeiro momento, acompanhando de perto com o secretário Alessandro Carvalho, determinei que fossem tomadas todas as providências, como a polícia vem fazendo com todos os crimes que temos”, destacou.

Durante a entrevista, Raquel Lyra também pediu desculpas publicamente pelo episódio, em nome do povo pernambucano. A governadora reforçou o compromisso do Estado com a segurança e com a preservação da imagem turística de Pernambuco. “Nossas praias são lindas, nosso povo é acolhedor e transpira carinho por aqueles que vêm nos visitar. Tenho dito sempre que um lugar é bom para visitar quando ele é bom para viver. Temos investido muito em segurança pública”, declarou.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Governo de Pernambuco informou que determinou o reforço imediato das ações de segurança em Porto de Galinhas, com atuação direta do setor de inteligência da SDS. O comunicado ressalta ainda que as ações de ordenamento e fiscalização do comércio são de responsabilidade do município.

A nota informa também a realização de uma reunião integrada envolvendo a Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Procon) e a Prefeitura de Ipojuca, com o objetivo de alinhar medidas conjuntas para evitar novos episódios e garantir a segurança de moradores e turistas. 

👉 Acompanhe mais notícias em nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 28 de dezembro de 2025

Apartamento de desembargadora é alvo de furto milionário em João Pessoa

               Criminosos invadiram o apartamento da desembargadora Fátima Bezerra, localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa, e furtaram um acervo de joias avaliado em cerca de R$ 3 milhões. O crime chamou a atenção das autoridades pelo alto valor dos bens levados e pela ausência de sinais aparentes de arrombamento.

Entre os itens furtados estão joias, relógios de alto valor e objetos pessoais que pertenceram ao ex-governador da Paraíba José Maranhão, figura histórica da política estadual. A forma como a ação foi executada reforça a suspeita de que o furto tenha sido planejado, possivelmente com conhecimento prévio da rotina do imóvel.

De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo portal Poder PB, a Polícia Civil da Paraíba já identificou os suspeitos envolvidos no crime e realiza diligências para efetuar as prisões e recuperar os bens subtraídos.

As investigações seguem sob sigilo, estratégia adotada para não comprometer o andamento das apurações nem a captura dos responsáveis. Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública não divulgou nota oficial sobre o caso. 

👉 Acompanhe mais notícias em nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 21 de dezembro de 2025

PF diz que “Careca do INSS” comandava entidade suspeita de desviar R$ 99 milhões de aposentados

                   A Polícia Federal (PF) afirmou que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, seria o dono de fato da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e da Aquicultura (CBPA), entidade investigada por realizar descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As informações constam na quinta fase da Operação Sem Desconto, deflagrada na última quinta-feira (18), com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um esquema milionário de desvios envolvendo benefícios previdenciários. Segundo a PF, a CBPA arrecadou R$ 99 milhões por meio de cobranças irregulares e apresentou crescimento acelerado a partir de 2023.

De acordo com os investigadores, Antônio Camilo atuava ao lado de Gabriel Negreiros e Tiago Schettini, que também teriam controle de fato sobre a entidade. “As evidências reunidas demonstram, de forma clara e consistente, que os três investigados atuam como donos de fato da CBPA”, afirma a Polícia Federal em relatório.

A investigação identificou ainda que a confederação realizou transferências financeiras para uma empresa vinculada a Antunes, com o objetivo de desviar recursos descontados dos aposentados.

Gabriel Negreiros e Tiago Schettini foram alvos de mandados de prisão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na mais recente fase da operação. As defesas dos dois não foram localizadas para comentar o caso.

Já a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que não irá se manifestar no momento, alegando não ter tido acesso aos autos do processo. 

👉 Acompanhe mais notícias em nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook