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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vídeo da PF mostra mala cheia de notas de R$ 200 em fraude bilionária contra o INSS

Nova fase autorizada pelo STF cumpre 31 mandados em três estados e no DF; esquema contra aposentados do INSS já acumula prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

Um vídeo impactante gravado pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (27) revelou o rastro financeiro de um dos maiores esquemas de fraude previdenciária recentes do país. As imagens capturaram o exato momento em que agentes federais localizam e fiscalizam uma mala abarrotada de dinheiro em espécie. A apreensão ocorreu durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que mira o desconto indevido em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A bagagem, aberta pelos agentes, guardava diversos sacos plásticos contendo pelo menos cinco malotes fechados, todos preenchidos com cédulas de R$ 200. A PF ainda trabalha na contabilidade do material e não divulgou o montante total apreendido.

A operação ganhou tração com o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico (tornozeleira), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O cerco se estende por Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.

O foco da corporação nesta fase é asfixiar a estrutura financeira da organização criminosa, aprofundando investigações sobre:

Crimes contra a administração pública;

Estelionato previdenciário;

Ocultação e dilapidação patrimonial (lavagem de dinheiro).

O histórico do esquema impressiona pelo volume. Esta ação é um desdobramento direto da Operação Indébito, deflagrada em março deste ano pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que já havia resultado em prisões no Ceará e no DF.

De acordo com os relatórios de inteligência, as entidades sob investigação realizavam descontos irregulares diretamente na folha de pagamento de idosos e pensionistas que, muitas vezes, sequer notavam o desfalque. Entre os anos de 2019 e 2024, a fraude movimentou e causou um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema e rastrear o destino dos ativos desviados. 

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Deolane Bezerra é presa em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC

               A influenciadora digital e advogada pernambucana Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante o desdobramento da Operação Vérnix, ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação também mira Marco Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, preso desde 1999, além do irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos que, segundo a polícia, estão fora do país. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva.

De acordo com as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, seria utilizada pela facção criminosa para movimentações financeiras suspeitas.

Além de Deolane, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de consideração da advogada, e um contador também são alvos de mandados de busca e apreensão. Policiais cumpriram diligências na residência da influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo, e em outros imóveis ligados a ela.

Antes da prisão, Deolane esteve em Roma, na Itália, e chegou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol. Ela retornou ao Brasil na última quarta-feira (20).

Segundo os investigadores, a Operação Vérnix teve início em 2019 e passou a concentrar apurações sobre a influenciadora após a identificação de depósitos considerados suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados entre os anos de 2018 e 2021.

As autoridades afirmam que foram realizados mais de 50 depósitos, totalizando aproximadamente R$ 700 mil. A fragmentação das transferências teria sido utilizada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Um homem residente na Bahia foi identificado como suposto “laranja” responsável pelo envio de parte dos valores investigados. A polícia suspeita que contas de terceiros eram utilizadas para ocultar a verdadeira origem do dinheiro.

Ainda conforme a investigação, os valores movimentados não teriam sido declarados oficialmente. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões ligados ao caso.

Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional nas redes sociais e também esteve no centro de outras investigações recentes. Em 2024, ela chegou a cumprir prisão temporária em Pernambuco, incluindo passagem pela penitenciária feminina de Buíque. 

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Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro

                A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do empresário e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do chamado caso Master.

Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República ainda poderá analisar a proposta de forma independente. O acordo vinha sendo negociado em conjunto entre a Polícia Federal e a PGR, mas até o momento o órgão não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Segundo investigadores, o material entregue pela defesa acrescenta poucas informações ao que já havia sido apurado pela corporação. A avaliação interna é de que Vorcaro estaria tentando proteger pessoas próximas durante as negociações da colaboração.

As investigações ganharam novos desdobramentos após a apreensão de mais de oito celulares do banqueiro. De acordo com a perícia inicial realizada em parte dos aparelhos, a PF identificou indícios de que o suposto esquema investigado ultrapassa fraudes financeiras, envolvendo também suspeitas de corrupção, organização criminosa e utilização de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

Nesta terça-feira (19), após solicitação da própria Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF, em Brasília. A partir de agora, o empresário ficará submetido às normas internas da corporação, inclusive no que diz respeito ao recebimento de visitas de advogados.

Antes da transferência, o banqueiro permanecia em uma sala no modelo de “Estado-Maior”, espaço que também foi utilizado para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

Daniel Vorcaro havia sido transferido, em 19 de março, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, localizada no centro da capital federal. Um dia antes da mudança, a defesa do banqueiro procurou a PF para informar o interesse do empresário em firmar um acordo de delação premiada.

Na mesma data, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade, iniciando oficialmente as negociações para colaboração. No início deste mês, os advogados concluíram os anexos da proposta, entregando o conteúdo às autoridades por meio de um pen drive.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal. 

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domingo, 17 de maio de 2026

PF prende foragido da Operação Compliance Zero em Dubai com apoio da Interpol

             A Polícia Federal do Brasil prendeu, neste sábado (16), um dos foragidos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O investigado, Victor Lima Sedlmaier, foi localizado e detido no aeroporto de Dubai, em uma ação conjunta que contou com apoio da Interpol e das autoridades locais. Ele já foi transferido para o Brasil, desembarcando no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Segundo as investigações, Victor Lima seria integrante do grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado como uma estrutura paralela de vigilância e intimidação com atuação por meio de hackers.

A operação também resultou, na última quinta-feira (14), na prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dentro do mesmo conjunto de investigações.

De acordo com a Polícia Federal, dois alvos seguem foragidos: o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e David Henrique Alves, apontado como líder do grupo “Os Meninos”.

Em depoimento, Victor Lima afirmou que prestava serviços a David Henrique Alves desde julho de 2024, tendo sido apresentado ao grupo por meio de um parente. Ele relatou atuação na área de manutenção de computadores e no desenvolvimento de software com uso de inteligência artificial.

A Operação Compliance Zero segue em andamento e apura a existência de uma rede estruturada com atuação em crimes financeiros e digitais. 

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Contrato aponta Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo de filme sobre Jair Bolsonaro

               O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta em contrato e em diálogos obtidos pelo Intercept Brasil e derruba mais uma narrativa dos Bolsonaro sobre o dinheiro de Vorcaro.

Os documentos indicam que Eduardo teve atribuições diretas na gestão financeira e estratégica do projeto audiovisual, o que contraria declarações feitas por ele em publicação nas redes sociais, nas quais afirmou ter apenas cedido direitos de imagem, sem exercer funções de gestão.

O contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente em janeiro de 2024, aponta a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como responsável pela produção do filme. O documento também lista Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos.

A função atribuída aos produtores inclui participação em decisões estratégicas relacionadas ao financiamento do longa, elaboração de materiais para investidores e atuação na captação de recursos, incluindo incentivos fiscais, patrocínios e parcerias comerciais.

Segundo o conteúdo revelado, Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente na articulação financeira do projeto. Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro, datada de março de 2025, reforça essa atuação. Na conversa, Miranda encaminha uma mensagem atribuída a Eduardo solicitando orientações para dar continuidade a ajustes contratuais relacionados à produção.

Apesar das atribuições detalhadas no contrato, não há confirmação pública sobre quais funções foram efetivamente desempenhadas por cada um dos envolvidos ao longo do desenvolvimento do filme.

O caso levanta questionamentos sobre a participação de figuras políticas em projetos audiovisuais de cunho biográfico e sobre a transparência na captação de recursos para esse tipo de produção.

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova fase de operação que apura fraudes e organização criminosa

              A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14), uma nova fase da Operação Compliance Zero e prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A prisão ocorreu no município de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Henrique Vorcaro é um dos alvos de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF nesta etapa da investigação, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada a fraudes financeiras e práticas ilegais de obtenção de informações.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em ações de intimidação, coerção, invasão de dispositivos informáticos e acesso indevido a dados sigilosos. A operação também tem como foco pessoas ligadas a Luiz Phillipi Mourão, apontado como operador central do esquema e identificado nas apurações pelo apelido de “Sicário”.

A Polícia Federal afirma que os investigados integrariam núcleos organizados conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Segundo os investigadores, “A Turma” seria responsável por uma estrutura paralela de vigilância e intimidação, supostamente vinculada ao entorno de Daniel Vorcaro. A denominação aparece em mensagens interceptadas ao longo da apuração.

Ainda conforme a PF, Henrique Vorcaro teria papel relevante na engrenagem do grupo, sendo apontado como responsável por demandar serviços e realizar pagamentos aos integrantes dos núcleos investigados. As autoridades sustentam que, nesses ambientes, eram articuladas práticas de coação e vazamento de informações.

A operação segue em andamento e, segundo a Polícia Federal, novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. 

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Brasileira é resgatada de cárcere no exterior após ação da Polícia Federal de Pernambuco

              Uma operação articulada internacionalmente resultou no resgate de uma brasileira de 38 anos que estava sendo mantida em cárcere privado no Suriname. A ação foi coordenada pela Polícia Federal do Brasil, por meio do Núcleo de Cooperação Internacional da Superintendência Regional em Pernambuco, com apoio de agentes destacados no país sul-americano.

De acordo com as investigações, a vítima foi atraída ao exterior mediante uma falsa promessa de emprego. Ao chegar ao destino, no entanto, teve sua liberdade cerceada e passou a ser submetida a um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas. Segundo apuração da PF, ela era coagida a ingerir cápsulas contendo cocaína, que seriam transportadas para países da Europa.

O caso evidencia o modus operandi de organizações criminosas que atuam no aliciamento de pessoas em situação de vulnerabilidade, utilizando propostas enganosas para inseri-las em redes de tráfico internacional. A prática, considerada extremamente perigosa, coloca em risco a vida das vítimas, devido à possibilidade de rompimento das cápsulas no organismo.

O resgate foi possível após intercâmbio de informações entre a Polícia Federal no Brasil e a Adidância da corporação no Suriname, estrutura responsável por intermediar ações de cooperação internacional. A articulação permitiu identificar a localização da vítima e viabilizar a intervenção das autoridades locais.

Após a operação, foram iniciadas tratativas diplomáticas para garantir o retorno seguro da brasileira ao país. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de origem da vítima, apesar de tentativas de contato feitas por veículos de imprensa junto à Polícia Federal.

As investigações continuam, com o objetivo de identificar e responsabilizar os integrantes da organização criminosa envolvida no aliciamento, sequestro e exploração da vítima. 

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Esquema milionário de sonegação em Pernambuco usou dezenas de empresas fantasmas

             Uma complexa engrenagem de fraude fiscal, sustentada por um sistema contínuo de criação e abandono de empresas, está no centro das investigações da Operação Cortina de Fumaça, que apura um esquema de sonegação fiscal em Pernambuco com prejuízo estimado em mais de R$ 132 milhões aos cofres públicos estaduais.

De acordo com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco, o grupo criminoso operava com uma estratégia sofisticada baseada na utilização de empresas de fachada, conhecidas como “laranjas”, para ocultar a real movimentação financeira e evitar o pagamento de tributos. Ao longo de uma década, ao menos 36 empresas foram utilizadas no esquema, com atuação concentrada no Ceasa do Recife e em estabelecimentos comerciais de Caruaru, no Agreste do estado.

Segundo o diretor-geral de Operações Estratégicas da Sefaz-PE, Antônio Emery, o modelo adotado pelo grupo consistia em uma sucessão empresarial fraudulenta. Empresas eram abertas em nome de terceiros e, ao acumularem dívidas tributárias elevadas, eram simplesmente abandonadas, dando lugar a novas pessoas jurídicas, registradas em nome de outros “laranjas”.

“Tratava-se de um mecanismo contínuo. Quando a carga tributária tornava a empresa inviável, ela era descartada, e uma nova era criada para manter o esquema ativo”, explicou.

As investigações apontam que os chamados “laranjas” incluíam funcionários, colaboradores do comércio e até familiares dos envolvidos. Em um dos casos, um garçom foi formalmente registrado como proprietário de uma empresa que acumulou dívida superior a R$ 3 milhões.

O delegado Breno Varejão, responsável pelo caso no âmbito do Departamento de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária, destacou que, até o momento, não há indícios de uso indevido de dados pessoais, indicando que os envolvidos tinham conhecimento do esquema.

Além da evasão fiscal, as empresas eram utilizadas para a emissão de notas fiscais sem lastro comercial, com o objetivo de gerar créditos tributários fictícios, ampliando os ganhos ilícitos do grupo.

A atuação criminosa não se restringia à capital e ao Agreste. Segundo as autoridades, o esquema também alcançava municípios como Camaragibe e Bezerros, evidenciando a capilaridade da organização.

O Ministério Público de Pernambuco informou que os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de documentos e ocultação de bens.

As investigações seguem em andamento, com novas diligências previstas para aprofundar o rastreamento financeiro e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. 

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

PF deflagra Operação e mira senador Ciro Nogueira por suspeita de vantagens indevidas

             A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os principais alvos da ação está o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

De acordo com as investigações, agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Piauí. O irmão dele, Raimundo Nogueira, também é alvo das diligências. Ao todo, a operação mobiliza o cumprimento de 10 mandados de busca e um de prisão temporária, além de medidas de bloqueio de bens que somam aproximadamente R$ 18,85 milhões.

A decisão que autorizou a ofensiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador teria atuado em favor de interesses privados do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em troca de vantagens econômicas indevidas.

Relatórios da investigação apontam que Ciro Nogueira seria o “destinatário central” dos benefícios financeiros supostamente pagos no esquema. Os investigadores indicam ainda que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o banco, incluindo a apresentação de emendas legislativas alinhadas aos interesses da instituição.

A operação também resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, realizada em Minas Gerais. Ele é apontado como operador financeiro no esquema investigado.

Ainda conforme apurado, mensagens analisadas pela PF sugerem a existência de pagamentos mensais recorrentes ao senador, com valores que teriam chegado a R$ 500 mil. As conversas indicam cobranças por atrasos nos repasses e negociações sobre os montantes transferidos.

A nova fase da Operação Compliance Zero amplia o alcance das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e o sistema financeiro, reforçando o foco das autoridades no combate à corrupção e ao uso indevido de cargos públicos para obtenção de vantagens. 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Caminhoneiro é resgatado e ação policial termina com dois presos e um morto no Sertão

             Uma operação policial realizada na madrugada desta terça-feira (6) resultou no resgate de um caminhoneiro sequestrado, na prisão de dois suspeitos e na morte de um terceiro após confronto armado no Sertão de Pernambuco. A ocorrência foi registrada na BR-232, no bairro do Planalto, em Salgueiro.

De acordo com a Polícia Militar, a ação ocorreu por volta das 3h durante a Operação Cactus, conduzida pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI). Durante patrulhamento, os policiais identificaram um veículo suspeito e deram ordem de parada, que foi desobedecida, dando início a uma perseguição.

Após acompanhamento tático, os ocupantes abandonaram o carro e fugiram por uma área de caatinga. Durante a vistoria, os policiais encontraram o caminhoneiro Rosemiro Joaquim dos Santos no porta-malas, imobilizado. Ele relatou ter sido rendido enquanto descansava em um posto de combustíveis na BR-316, em Araripina.

Nas buscas, um dos suspeitos, Weverton Félix da Silva, foi capturado. Outros integrantes do grupo conseguiram fugir inicialmente.

Pouco tempo depois, o caminhão roubado — que transportava uma carga de óleo de soja avaliada em mais de R$ 100 mil — foi localizado trafegando pela BR-232. Durante nova perseguição, os suspeitos abandonaram o veículo em movimento e passaram a atirar contra os policiais, que revidaram.

Na troca de tiros, um dos envolvidos, Valmir Fernandes, foi baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre .38. O caminhão acabou tombando às margens da rodovia durante a ação.

Durante o interrogatório, o suspeito detido informou a existência de um possível apoio logístico ao grupo. A partir das informações, os policiais localizaram e prenderam Felipe Melo Matos, que estaria em uma pousada às margens da rodovia. A polícia segue em diligências para localizar outros envolvidos no crime.

O caso será investigado pelas autoridades competentes, que apuram a atuação do grupo em crimes como roubo de cargas e sequestro de motoristas no Sertão pernambucano. 

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Operação “Cortina de Fumaça” mira esquema milionário de sonegação fiscal em Pernambuco

              Uma força-tarefa composta por órgãos estaduais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Cortina de Fumaça, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em Pernambuco.

As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros, onde foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Paralelamente, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco realizou fiscalizações em empresas ligadas ao grupo investigado.

A operação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco, integrado pelo Ministério Público de Pernambuco, Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco e Secretaria da Fazenda de Pernambuco.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para viabilizar práticas ilícitas de sonegação. Essas empresas emitiam notas fiscais sem lastro real para acobertar a circulação de mercadorias vendidas irregularmente por terceiros.

Entre os mecanismos identificados está a chamada “prestação de serviço ilegal”, usada para regularizar estoques de empresas que adquiriram produtos sem documentação fiscal. O esquema também envolvia a simulação de operações comerciais inexistentes, com o objetivo de justificar movimentações financeiras e reduzir a carga tributária.

Outro ponto identificado foi a criação de créditos tributários fictícios, estratégia utilizada para diminuir ou eliminar impostos devidos.

O volume de débitos fiscais já constituídos ligados às empresas envolvidas ultrapassa R$ 132 milhões, valor que ainda pode crescer com o avanço das auditorias e a conclusão de novos lançamentos tributários em andamento.

Para o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Roberto Brayner, os impactos desse tipo de crime vão além do prejuízo financeiro direto ao Estado.

“Os crimes contra a ordem tributária comprometem a capacidade de investimento público e afetam diretamente áreas essenciais como saúde, educação e segurança”, destacou. Ele também ressaltou que a sonegação cria um ambiente de concorrência desleal, prejudicando empresas que atuam dentro da legalidade. 

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Após operação policial, Raquel exonera servidores investigados por suposto esquema na Alepe

           O avanço das investigações da Operação Draft, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, já começa a produzir efeitos diretos na estrutura do Governo de Pernambuco. Nesta quinta-feira (16), a governadora Raquel Lyra (PSD) determinou a exoneração de dois servidores citados no inquérito que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

As dispensas foram oficializadas por meio do Diário Oficial do Estado e atingem o ex-deputado estadual Leonardo Dias e Carlos Tavares Bernardo, que ocupavam funções estratégicas na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo.

Segundo as investigações, o esquema teria operado entre os anos de 2015 e 2024, com prejuízos estimados em até R$ 6 milhões aos cofres públicos. A operação policial, deflagrada na quarta-feira (15), cumpriu mandados de busca e apreensão com o objetivo de aprofundar a apuração das irregularidades.

De acordo com os registros oficiais, Leonardo Dias exercia o cargo de secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, enquanto Carlos Tavares Bernardo atuava como Gestor de Articulação e Implementação. Ambos tiveram as exonerações retroativas ao dia 15 de abril, mesma data da deflagração da operação.

Em declaração à imprensa, a governadora reforçou o distanciamento institucional em relação às investigações. “A polícia tem cumprido seu papel. Peço que qualquer informação adicional seja dada pela própria Secretaria de Defesa Social. Eu não dirijo essas operações, não participo delas”, afirmou.

O caso segue sob responsabilidade dos órgãos de investigação e pode avançar para novas fases, à medida que provas sejam analisadas e eventuais responsabilidades sejam definidas. 

Operação Draft - Leonardo Dias e seu pai, Romário Dias (PL), que também é ex-presidente da Alepe e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário em gabinetes da Alepe.

Além dos parlamentares, Carlos e Schebna também foram alvos da operação: Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, Arthur Valença de Luna e José Natanael Mendes de Sá.

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Operação da PF prende ex-dirigente do BRB por suspeita de esquema milionário

               Uma nova etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, ampliou o cerco sobre suspeitas de irregularidades no sistema financeiro nacional. Nesta quinta-feira (16), agentes cumpriram mandados judiciais que resultaram na prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, apontado como peça-chave em um suposto esquema de favorecimento ilícito envolvendo operações sem respaldo financeiro.

A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apura indícios de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com ramificações no Distrito Federal e em São Paulo. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.

De acordo com os investigadores, o ex-dirigente do banco teria permitido a realização de negócios considerados de alto risco com o Banco Master, sem a devida observância de práticas de governança e lastro financeiro. Em contrapartida, ele é suspeito de ter recebido ao menos seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido repassados por Daniel Vorcaro, controlador do Master.

Parte desses empreendimentos estaria localizada em áreas nobres de Brasília, o que reforça a linha investigativa de que os bens foram utilizados como forma de pagamento indireto por facilitação de operações financeiras irregulares.

Outro alvo da operação é o advogado Daniel Monteiro, também preso preventivamente. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável pela administração de fundos utilizados para dificultar o rastreamento dos recursos, criando uma estrutura complexa para ocultação da origem ilícita do dinheiro.

As autoridades destacam que o foco da operação é desarticular mecanismos sofisticados de movimentação financeira que, em tese, burlavam controles legais e regulatórios. O caso segue sob sigilo parcial, e os investigados deverão responder por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e gestão fraudulenta.

A nova fase da operação reforça a atuação dos órgãos de controle no combate a práticas ilícitas no setor bancário e levanta questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de compliance adotados por instituições financeiras no país. 

 

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Operação da Polícia Civil mira ex-deputados Romário e Leonardo Dias em esquema de “rachadinha” na Alepe

                A nova fase de combate à corrupção em Pernambuco ganhou destaque nesta quarta-feira (15) com a deflagração da “Operação Draft”, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação coloca no centro das apurações nomes ligados à política estadual e a um suposto esquema estruturado de desvio de recursos públicos dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Entre os principais alvos estão os ex-deputados estadual Romário Dias e seu filho Leonardo Dias, apontados nas apurações como figuras centrais ou diretamente ligadas ao núcleo político investigado. Segundo a polícia, o esquema teria funcionado entre 2015 e 2024, período em que assessores parlamentares teriam parte de seus salários retidos — prática conhecida como “rachadinha”.

Além dos nomes do meio político, a operação também alcança um grupo de pessoas que, de acordo com as investigações, desempenhavam funções estratégicas na engrenagem financeira e operacional do esquema.

Entre eles, José Natanael Mendes de Sá é apontado como operador, com possível atuação na guarda de documentos e no fluxo de informações. Já Arthur Valença de Luna e Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida aparecem como intermediários, supostamente responsáveis pela articulação e circulação de valores.

Outros nomes como Carlos Tavares Bernardo, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque e Schebna Machado de Albuquerque são citados como integrantes da estrutura financeira, com indícios de participação na movimentação de recursos e uso de contas e documentos para viabilizar o esquema.

De acordo com os delegados responsáveis pela investigação, o montante desviado ultrapassa R$ 2,8 milhões, podendo chegar a R$ 6 milhões. O grupo é suspeito de utilizar mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como transações fracionadas, uso de terceiros e movimentação por meio de cheques.

Segundo a investigação os salários desviados variavam de R$ 6 mil a R$ 18 mil por mês. As pessoas acertavam os vencimentos com os gabinetes dos ex-deputados, ficavam com apenas R$ 300 e devolviam a grande parte do dinheiro.  

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, com autorização do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, folhas de cheque assinadas e itens de alto valor, como barras de prata e moedas estrangeiras. Parte significativa do material foi encontrada em um imóvel localizado na Avenida Boa Viagem, área nobre da capital pernambucana, que possuía estrutura de segurança reforçada.

Em um dos endereços ligados a Leonardo Dias, os agentes também localizaram uma arma com porte vencido, além de munições, o que pode ampliar o alcance das investigações.

A Polícia Civil informou que o caso segue em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas, especialmente a partir da análise do material apreendido e do rastreamento das movimentações financeiras. 

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