Somente na última semana, mais de dez mortes foram
oficialmente contabilizadas, segundo registros policiais. A escalada da
violência se intensificou logo após o Carnaval, período que, de acordo com
fontes da segurança pública, marcou uma reorganização territorial entre grupos
criminosos na região.
O Comando Vermelho, surgido no sistema prisional do
Rio de Janeiro na década de 1970, expandiu sua presença ao longo dos anos e
hoje possui atuação em praticamente todo o território nacional, com forte
inserção no tráfico de drogas e armas. A organização tem como principal rival
histórico o Primeiro Comando da Capital.
Já o Bonde do Maluco teve origem em 2015, dentro de
uma unidade prisional em Salvador, e rapidamente consolidou domínio em diversas
áreas da Bahia. Com alianças estratégicas e estrutura descentralizada, a facção
ampliou seu raio de ação para outros estados. Relatório da Secretaria Nacional
de Políticas Penais (Senappen), divulgado em 2023, apontou a presença do grupo
em Sergipe, Piauí e Mato Grosso do Sul, além de indícios de participação em
rotas internacionais do tráfico.
Petrolina, por sua localização estratégica na
divisa entre Pernambuco e Bahia, tornou-se território sensível nesse cenário.
Especialistas apontam que fragilidades históricas na fiscalização interestadual
facilitaram a circulação de integrantes e a consolidação de bases operacionais.
Além das duas organizações principais, outros
grupos menores tentam ocupar espaços deixados por rivais, ampliando a
instabilidade e tornando o ambiente ainda mais volátil.
A intensificação do conflito pressiona as forças de segurança e reacende o debate sobre políticas integradas de combate ao crime organizado no Nordeste, especialmente em áreas de fronteira estadual, onde a cooperação entre polícias é determinante para conter o avanço das facções.
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