A
medida, rara em investigações criminais, chamou atenção — e causou estranhamento
dentro da própria Polícia Federal. Tradicionalmente, materiais apreendidos
permanecem sob custódia da PF ou do juízo responsável, sendo periciados e
analisados no curso das investigações. Desta vez, porém, o destino das provas
será o prédio do STF.
Agentes
da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados
a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a parentes próximos,
incluindo pai, irmã e cunhado, em São Paulo. A operação também teve como alvos
o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da
gestora Reag Investimentos.
Apesar
de ter autorizado a operação, o próprio ministro Dias Toffoli registrou, em seu
despacho, críticas à atuação da Polícia Federal, alegando demora e falta de
empenho no cumprimento de determinações judiciais anteriores. Ainda assim, foi
além do protocolo ao ordenar que todo o material apreendido fosse retirado da
esfera da PF.
“Determino que todos os bens e materiais apreendidos (…)
deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal,
até ulterior determinação”,
escreveu Toffoli.
Nos
bastidores da investigação, a decisão provocou surpresa. Investigadores ouvidos
reservadamente apontam que o encaminhamento das provas ao STF não é comum,
especialmente em fases iniciais de apuração, quando análises técnicas, perícias
e cruzamentos de dados ainda estão em andamento.
O episódio adiciona um novo elemento de controvérsia à operação e reacende o debate sobre interferências, centralização de provas e o papel do Supremo em investigações criminais conduzidas pela Polícia Federal. Enquanto isso, o material que poderia avançar rapidamente nas apurações seguirá guardado — agora, sob a guarda direta da mais alta Corte do país. Abaixo, algumas das "coisinhas" apreendidas na operação desta quarta-feira.
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