A
concentração ocorreu na Praça do Diário, localizada no bairro de Santo Antônio.
No local, representantes de diversos movimentos realizaram discursos,
apresentações culturais e intervenções públicas em um espaço aberto de fala
para as participantes.
Após
o momento inicial de debates e manifestações, o grupo iniciou uma caminhada
pelas ruas do centro da cidade, seguindo em direção ao Shopping Boa Vista.
Durante o percurso, cartazes, palavras de ordem e faixas destacavam
reivindicações relacionadas à segurança das mulheres, igualdade de direitos e
combate à violência de gênero.
Segundo
os organizadores, a mobilização buscou chamar atenção para o aumento de casos
de feminicídio e outras formas de violência contra mulheres, além de discutir
questões estruturais que afetam diretamente a vida feminina na sociedade.
Entre
os temas levantados durante o ato estiveram o enfrentamento ao feminicídio,
violência sexual, violência política contra mulheres e desigualdades sociais
que atingem principalmente mulheres em situação de vulnerabilidade.
Uma
das participantes do protesto, a técnica de enfermagem Larissa Fera, destacou a
importância de dar visibilidade às vítimas de agressões. Segundo ela, a
presença nas ruas representa um gesto de resistência e solidariedade entre
mulheres que enfrentam diferentes formas de violência.
Além
da pauta central de combate à violência de gênero, o protesto também incorporou
outras reivindicações sociais defendidas pelos movimentos participantes. Entre
elas estavam o enfrentamento ao racismo estrutural, a crítica à precarização
das relações de trabalho e a defesa de políticas públicas voltadas à proteção
social das mulheres.
Durante
a manifestação, uma intervenção simbólica chamou a atenção dos participantes:
manifestantes desenharam no chão a silhueta de um corpo feminino, em referência
às vítimas de feminicídio.
A
professora Camila Falcão destacou que a mobilização também busca alertar sobre
a gravidade da violência sexual no estado. Segundo ela, dados apontam que
diversas mulheres são vítimas desse tipo de crime diariamente em Pernambuco,
sendo muitas delas crianças e adolescentes.
Entre
as reivindicações apresentadas no manifesto divulgado pelos grupos estavam
ainda a ampliação da rede de creches públicas, o fortalecimento da educação
pública, a garantia de direitos reprodutivos e a implementação de políticas de
segurança baseadas em direitos humanos.
Os organizadores informaram que o ato no Recife faz parte de uma agenda global de mobilizações relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, realizadas em diversas cidades do Brasil e do mundo com o objetivo de promover debates e pressionar por avanços nas políticas de proteção e igualdade de gênero. Foto: Crysli Viana
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