A informação foi confirmada
pela secretária-executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com
Tubarões (Cemit), Danise Alves, após análise técnica realizada pela equipe do
órgão.
O incidente ocorreu nas
proximidades da Padaria Boa Viagem e mobilizou equipes de resgate e atendimento
médico. Marcela sofreu ferimentos gravíssimos e teve uma das pernas amputadas
em consequência do ataque. Ela foi socorrida em estado crítico e encaminhada ao
Hospital da Restauração (HR), onde segue recebendo cuidados médicos.
O caso ocorreu apenas um dia
após outro ataque registrado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes,
envolvendo um menino de 11 anos. Apesar da proximidade temporal e geográfica
entre os incidentes — separados por cerca de 10 quilômetros —, o Cemit informou
que os ataques foram provocados por espécies diferentes.
Segundo o comitê, o animal
envolvido no ataque de domingo foi um tubarão-cabeça-chata. O garoto também
precisou passar por cirurgia após sofrer graves lesões em uma das pernas.
De acordo com especialistas,
a identificação das espécies é possível por meio da análise do padrão das
mordidas deixadas nas vítimas.
Histórico de incidentes
O ataque desta segunda-feira
passa a integrar as estatísticas oficiais do Cemit como o 84º incidente
envolvendo tubarões registrado em Pernambuco desde 1992.
Desse total, 70 ocorreram no
Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O novo caso também representa o 25º
incidente contabilizado especificamente na Praia de Boa Viagem.
Em nota, o Cemit destacou
que o Governo de Pernambuco investiu aproximadamente R$ 5,5 milhões, desde
2023, em ações de prevenção, monitoramento e pesquisa relacionadas aos
incidentes com tubarões.
Entre as medidas adotadas
estão campanhas de conscientização, educação ambiental e reforço na sinalização
das áreas de risco.
Em janeiro deste ano, foram
instaladas 150 novas placas de alerta ao longo dos 33 quilômetros da faixa
litorânea sujeita à incidência de tubarões, entre a Praia do Farol, em Olinda,
e a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. Somente no Recife, foram
implantadas 60 placas de advertência.
Os dois ataques registrados
em menos de 48 horas reacenderam o debate sobre segurança nas praias da Região
Metropolitana e reforçaram os alertas das autoridades para que banhistas
respeitem as áreas sinalizadas e as recomendações dos órgãos de monitoramento.
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