De
acordo com os dados oficiais, 57% das 3.132 mortes violentas contabilizadas no
ano passado aconteceram nessas cidades, que juntas representam apenas 8% do
total de municípios pernambucanos. Apesar do avanço na redução da violência, o
cenário reforça desigualdades territoriais no enfrentamento da criminalidade.
O
Recife lidera o ranking absoluto de assassinatos, com 573 registros, seguido
por Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda,
Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo
Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu.
As
estatísticas englobam homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões
corporais seguidas de morte, além de óbitos decorrentes de intervenções
policiais. Mesmo com a concentração elevada em áreas específicas, Pernambuco
fechou 2025 com uma taxa de 32,76 mortes por 100 mil habitantes, a menor da
série histórica iniciada em 2004.
Na
comparação com 2024, houve uma redução de 9,5% no número de mortes violentas,
embora o Estado ainda não tenha atingido a meta estabelecida pelo programa Juntos
pela Segurança.
Em
nota, a SDS afirmou que mantém um trabalho contínuo e estratégico nos
municípios com maiores índices de violência, por meio da atuação integrada das
forças operativas, e destacou que nove dos 14 municípios apresentaram
resultados positivos na redução da criminalidade no comparativo anual.


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