Ambos
estão foragidos da Justiça, mas entregaram às autoridades um vasto conjunto de
provas que inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de
pagamento, que, segundo fontes ligadas à investigação, detalham um esquema de
pagamento de propinas que ultrapassa R$ 400 milhões, entre os anos de 2022 e
2024.
De
acordo com o material apresentado, os valores teriam sido destinados a autoridades
e agentes políticos com o objetivo de evitar a cassação de licenças do grupo
empresarial investigado, garantir vantagens tributárias indevidas e obter acesso
privilegiado à Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão regulador do setor.
Outro
ponto sensível da delação diz respeito a informações sobre o vazamento da
Operação Carbono. No dia da deflagração da ação, a Polícia Federal conseguiu
cumprir apenas 6 das 14 ordens de prisão expedidas pela Justiça. Diante da
frustração das prisões, a cúpula da PF determinou a abertura de um inquérito
específico para apurar possível vazamento de informações sigilosas.
Enquanto
o acordo permanece sem desfecho na esfera federal, o cenário é diferente no Ministério
Público de São Paulo (MPSP). Segundo apuração, as negociações para uma delação
premiada no âmbito estadual estão em estágio avançado, com expectativa de homologação
judicial em até 60 dias.
O
impasse na PGR, somado à gravidade das acusações e ao volume de recursos
supostamente desviados, aumenta a pressão sobre as instituições responsáveis
pela condução do caso, considerado um dos mais relevantes já registrados no
setor de combustíveis no país. Infrmações do G1


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