A
delegada foi conduzida à sede da Corregedoria da Polícia Civil, onde permanece
à disposição da Justiça. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), as
investigações indicam que Layla mantinha relações pessoais e profissionais com
integrantes da facção criminosa, mesmo após assumir oficialmente o cargo de
delegada de polícia.
De
acordo com a promotoria, além dos vínculos investigados, Layla teria atuado de
forma irregular como advogada em audiências de custódia, representando presos
ligados a organizações criminosas, prática considerada ilegal após a posse no
cargo público. A conduta é tratada como grave por violar princípios da
legalidade, da moralidade administrativa e da função policial.
A
prisão ocorreu no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, em ação integrada com
a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do Ministério
Público do Pará.
Durante
a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São
Paulo e Marabá (PA). Além da delegada, a Justiça também expediu mandado de
prisão temporária contra um integrante do PCC, que se encontrava em liberdade
condicional.
O
procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa,
comentou o caso destacando a vigilância constante dos órgãos de controle. “Além
da economia formal, o crime organizado tem se infiltrado em carreiras públicas
e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência,
isso tem sido coibido”, afirmou.
As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do envolvimento da delegada, possíveis favorecimentos e eventuais conexões com outros agentes públicos.
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