A nova etapa da investigação teve como foco o
cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Balneário
Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela
6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, diante de indícios de ocultação de
provas e tentativa de interferência no curso das investigações.
Durante as diligências, um dos investigados lançou
pela janela de um imóvel uma mala contendo grande quantidade de dinheiro em
espécie. O material foi apreendido pelos agentes, que também recolheram dois
veículos de luxo e dois aparelhos celulares, os quais serão submetidos à
perícia técnica.
O principal alvo da operação é o ex-presidente da
Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que já se encontra preso desde a semana
passada. Segundo a PF, ele é suspeito de ter atuado para direcionar cerca de R$
1 bilhão em aplicações consideradas irregulares, além de supostamente tentar
obstruir a coleta de provas após o início das investigações.
A operação apura irregularidades na aquisição de
Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho
de 2024, a Rioprevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões nesses
títulos. A instituição financeira acabou sendo liquidada pelo Banco Central,
fato que ampliou a gravidade das suspeitas envolvendo a destinação dos recursos
previdenciários.
Nesta terceira fase, a Polícia Federal busca
identificar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados de um
apartamento ligado ao ex-gestor, já alvo de buscas na primeira etapa da
operação, deflagrada em 23 de janeiro.
As investigações seguem em andamento e podem
resultar em novas medidas judiciais, conforme o avanço da análise do material
apreendido.
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