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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Lula leva defesa do fim da escala 6x1 às ruas e cobra prisão de acusados por rombo no BRB

Em caminhada em Ceilândia, presidente reforçou proposta de dois dias de descanso semanal, defendeu a soberania nacional e criticou adversários políticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o fim da escala de trabalho 6x1 no centro de sua primeira agenda de rua no segundo turno da campanha eleitoral. Nesta sexta-feira (9), durante uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass, candidato petista ao governo distrital, Lula defendeu a redução da jornada semanal e cobrou a responsabilização dos envolvidos no rombo bilionário relacionado ao Banco de Brasília (BRB).

Diante dos apoiadores, o presidente associou a mobilização à proposta de garantir aos trabalhadores cinco dias de atividade e dois de descanso por semana, em substituição ao modelo de seis dias trabalhados para um de folga.

“Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansar dois, fim da escala 6x1”, declarou Lula.

Além da pauta trabalhista, Lula voltou a abordar as suspeitas de irregularidades envolvendo o BRB e cobrou a punição dos responsáveis, com a recuperação dos recursos apontados como desviados.

“Essa é a passeata daqueles que querem prender os ladrões do BRB e devolver o dinheiro roubado, R$ 12 bilhões”, afirmou.

A declaração foi feita em meio às investigações sobre operações financeiras envolvendo o banco público do Distrito Federal e o Banco Master. A responsabilização criminal dos envolvidos, porém, depende da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.

Durante o ato, Lula também recorreu ao discurso de defesa da soberania nacional e das riquezas brasileiras. O presidente afirmou que sua campanha representa os que defendem os interesses do país e estabeleceu um contraste político com seus adversários.

“Essa é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano”, disse, ao criticar o que classificou como alinhamento de opositores aos interesses norte-americanos.

Na sequência, Lula reforçou que os recursos naturais e as riquezas nacionais devem beneficiar a população brasileira.

“Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro”, declarou.

A caminhada em Ceilândia reuniu as principais linhas do discurso petista para o segundo turno: mudanças nas relações de trabalho, combate às irregularidades financeiras e defesa da autonomia econômica do país. 

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Governo Federal anuncia imposto federal zero sobre a gasolina

Medida elimina cobrança de R$ 0,89 por litro em PIS/Cofins e Cide; custo estimado da desoneração pode chegar a R$ 2,8 bilhões mensais.

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) a ampliação da desoneração tributária sobre a gasolina, com a zeragem dos impostos federais incidentes sobre o combustível pelo período de um mês. A medida foi informada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em meio à pressão sobre os preços provocada pelo cenário de conflito no Oriente Médio.

Com a mudança, a desoneração passará de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, eliminando integralmente a cobrança federal de PIS/Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina.

Segundo as informações divulgadas pelo governo, o impacto financeiro da medida está estimado entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,8 bilhões mensais. A iniciativa terá duração inicial de 30 dias e, conforme o Executivo, seguirá a premissa de neutralidade fiscal.

A justificativa apresentada pelo governo é a necessidade de amenizar os efeitos da alta dos preços dos combustíveis, em um contexto de instabilidade internacional e de aumento das pressões sobre o mercado de petróleo.

Com validade inicial de um mês, a medida busca conter parte da pressão sobre o preço da gasolina e reduzir os impactos da conjuntura internacional no bolso dos consumidores brasileiros. 

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Fake News: Polícia Federal contesta reportagem sobre suposto repasse de R$ 30 milhões para filme sobre Lula

Corporação afirma que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo divulgado pela revista Veja e informa que propostas de colaboração premiada foram rejeitadas. A matéria já é considerada a maior fake News desse segundo turno

A Polícia Federal (PF) divulgou uma nota de esclarecimento nesta sexta-feira (9) para contestar informações publicadas pela revista Veja sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e um suposto repasse de R$ 30 milhões para a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a reportagem, o empresário teria afirmado que o valor foi destinado ao filme em troca de acesso a recursos de fundos de pensão de servidores federais. A PF, no entanto, negou que Vorcaro tenha prestado depoimento com o teor relatado ou apresentado documentos, anexos e informações com o conteúdo descrito na publicação.

Na nota, a corporação informou ainda que recebeu uma notícia-crime solicitando providências urgentes para apurar os fatos relacionados à reportagem. O documento, conforme a PF, foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária cabíveis.

Outro ponto destacado pela Polícia Federal diz respeito às propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Daniel Vorcaro. De acordo com a instituição, as iniciativas não foram acolhidas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada que, segundo a corporação, é de conhecimento da defesa.

A manifestação da PF estabelece uma divergência entre o conteúdo atribuído ao banqueiro pela reportagem e as informações oficialmente reconhecidas pela instituição.

A eventual apuração dos fatos relacionados à publicação deverá esclarecer os pontos questionados. Até o momento, a nota da Polícia Federal não confirma as declarações atribuídas a Vorcaro sobre o suposto financiamento do documentário nem a alegada contrapartida envolvendo fundos de pensão. A matéria pode não ter passado de uma fake News, com objetivos políticos eleitorais. 

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes após condenação definitiva pelo STF

Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo; como está nos Estados Unidos, cumprimento da ordem dependerá de sua localização e das medidas cabíveis.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos. A decisão ocorre após o encerramento das possibilidades de recurso contra a condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Além da ordem de prisão, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome do ex-parlamentar e o início da execução da pena, fixada em regime inicial semiaberto. O mandado deverá ser encaminhado à Polícia Federal e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

A condenação foi imposta pela Primeira Turma do STF, em junho deste ano, após acolhimento da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o entendimento dos ministros, Eduardo Bolsonaro atuou junto a autoridades norte-americanas para estimular medidas de pressão contra o Brasil, incluindo tarifas sobre produtos brasileiros, sanções contra integrantes do Supremo e restrições de vistos. Para a Corte, as iniciativas buscavam pressionar o Judiciário e interferir no processo que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em setembro, a Primeira Turma rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa do ex-deputado no processo. Com o trânsito em julgado, a condenação tornou-se definitiva e não cabe mais recurso ordinário contra a decisão.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025 e, por permanecer fora do território brasileiro, não deverá ser preso imediatamente pelas autoridades nacionais. A efetivação do mandado dependerá de sua localização e das medidas legais aplicáveis, incluindo a possibilidade de cumprimento caso retorne ao Brasil. Uma eventual extradição também dependeria dos procedimentos e requisitos jurídicos pertinentes.

O ex-deputado perdeu o mandato parlamentar após faltar às sessões da Câmara dos Deputados durante sua permanência no exterior.

A decisão de Moraes marca uma nova etapa no processo judicial contra Eduardo Bolsonaro, agora na fase de execução da pena, após o encerramento dos recursos. 

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Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula no 2º turno

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (8) aponta disputa apertada pela Presidência; considerando os votos totais, senador aparece com 49%, enquanto o atual presidente registra 45%.

A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno da eleição presidencial mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% das intenções de votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8) e indica uma disputa acirrada entre os dois candidatos.

No cenário de votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 49%, enquanto Lula registra 45%. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Os indecisos somam 1%.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-0949/2026.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, segundo os dados apresentados. O resultado deixou os dois candidatos em uma disputa com diferença relativamente pequena, aumentando a expectativa em torno da segunda etapa da eleição.

A nova rodada de votação será decisiva para definir quem comandará a Presidência da República no próximo mandato.

Outros levantamentos nacionais devem atualizar o cenário da disputa nos próximos dias:

  • AtlasIntel: divulgação prevista para sexta-feira (9). A pesquisa ouviu 5.000 eleitores entre os dias 3 e 8 de outubro.
  • Quaest: divulgação prevista para segunda-feira (12). O levantamento, encomendado pela Globo, prevê 1.104 entrevistas realizadas entre os dias 8 e 11 de outubro.

Os próximos resultados poderão mostrar se a diferença apontada pelo Datafolha se mantém ou se haverá mudanças nas intenções de voto ao longo da campanha do segundo turno. 

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Mais de um mês após ameaças de morte e estupro, deputada eleita do PT segue sem respostas sobre investigação

Ana Elisa Santos Silva, eleita deputada federal por Minas Gerais, denunciou mensagens com ataques racistas e ameaças contra ela e familiares; Polícia Civil afirma que o caso continua em apuração.

Mais de um mês após denunciar ameaças de morte, estupro e ataques racistas, a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT) ainda aguarda informações sobre a identificação do responsável pelas mensagens. Nesta quinta-feira (8), a Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) informou que a investigação permanece em andamento, sem divulgar novos detalhes.

As ameaças foram enviadas por e-mail em 5 de setembro, quando Ana Elisa ainda disputava uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com a equipe jurídica da parlamentar, o autor das mensagens afirmou integrar um grupo supremacista branco e citou informações pessoais da candidata e de familiares, em uma tentativa de demonstrar que sabia como localizá-los.

O conteúdo incluía ofensas racistas e ameaças explícitas de violência sexual e morte. Após a apresentação de capturas de tela dos e-mails, o caso foi registrado inicialmente como ameaça e injúria racial. Segundo a equipe da petista, ela já havia recebido anteriormente uma mensagem com conteúdo semelhante.

A denúncia foi encaminhada às autoridades responsáveis pela apuração de possíveis crimes eleitorais. Para a equipe jurídica da candidata, o episódio também pode configurar violência política de gênero, considerando o contexto eleitoral e a natureza das ameaças.

Na ocasião, os advogados informaram ter adotado medidas policiais e judiciais para tentar identificar o responsável. Por razões de segurança, a equipe optou por não divulgar integralmente o conteúdo das mensagens.

O caso repercutiu durante a campanha eleitoral e provocou manifestações de solidariedade de políticos e candidatos. Entre eles, o então candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo, que cobrou a identificação e a prisão do autor das ameaças.

Apesar da repercussão e da gravidade das denúncias, a Polícia Civil ainda não informou se identificou o autor dos e-mails, se cumpriu medidas investigativas ou se existem suspeitos formalmente apontados.

Em nota, a corporação limitou-se a afirmar que o caso segue em apuração e que novas informações serão divulgadas caso haja avanços na investigação.

Enquanto aguarda respostas, Ana Elisa permanece sem informações públicas conclusivas sobre a identificação do responsável pelas ameaças denunciadas durante o período eleitoral. 

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Médica é afastada de hospital em Goiânia após mensagens com orientação para não dar alta a pacientes “petistas”

              A médica Marcella Segato de Sousa Melo, chefe da ginecologia e obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi afastada da unidade após a divulgação de mensagens nas quais teria orientado profissionais a não conceder alta hospitalar a pacientes identificados como “petistas”.

As mensagens teriam sido enviadas a um grupo privado com 12 pessoas, dois dias antes do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Em uma das conversas, divulgada pela TV Anhanguera, a médica escreveu: “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”.

Segundo a emissora, outros integrantes do grupo reagiram com risadas, enquanto um deles respondeu: “Combinado”.

A Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) solicitou a investigação do episódio ao Ministério Público Eleitoral. O órgão também informou ter adotado medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno das eleições.

A apuração deverá avaliar o contexto das mensagens e se houve, de fato, qualquer interferência no atendimento ou na alta de pacientes por motivação político-partidária.

Em nota, o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara afirmou que não adota posicionamento político-partidário e ressaltou que as mensagens foram compartilhadas em um grupo privado, não representando, segundo a instituição, a posição da administração.

A direção informou ainda que adotará os procedimentos internos necessários para apurar os fatos, garantindo o contraditório e a adequada instrução do caso. Se forem identificadas condutas incompatíveis com as normas institucionais e profissionais, poderão ser tomadas as medidas cabíveis.

O hospital reforçou que seu compromisso é oferecer atendimento impessoal, humanizado, ético e tecnicamente orientado, assegurando tratamento igualitário a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O afastamento ocorre enquanto o caso é apurado pelas autoridades competentes, sem que isso represente, neste momento, conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade da profissional. 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Valdemar defende anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e admite que houve planejamento de golpe

                O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu nesta quarta-feira a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e afirmou que o planejamento de uma tentativa de golpe de Estado, sem sua execução, não deveria ser considerado crime. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.

Ao justificar a posição, Valdemar afirmou que a intenção de um eventual projeto de anistia seria beneficiar, principalmente, militares que estão presos. Segundo ele, discutir ou planejar um golpe não seria suficiente para caracterizar crime caso a ação não tenha sido efetivamente executada.

“A lei diz que você pode planejar um assassinato, mas se você não assassinou o camarada, e não tentou, não é crime”, declarou.

Questionado pelo jornalista Paulo Germano se reconhecia que houve um planejamento de golpe, Valdemar respondeu afirmativamente.

“Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois está errado e para no meio?”, afirmou.

A entrevista ganhou tom mais tenso quando os jornalistas questionaram se um novo planejamento semelhante poderia ocorrer em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Perguntado se acreditava que integrantes do grupo poderiam tentar novamente uma ruptura institucional, Valdemar respondeu inicialmente: “Sei lá, sei lá”.

Na sequência, porém, o presidente do PL rejeitou a possibilidade de uma nova tentativa e citou as consequências enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, afirmou.

Valdemar também demonstrou confiança na possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O dirigente afirmou que o ex-presidente não ocuparia um cargo formal na administração do filho, mas continuaria participando da política de maneira informal.

A defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro é uma das principais bandeiras do PL e do grupo político ligado à família Bolsonaro. Na entrevista, Valdemar voltou a sustentar que militares envolvidos no caso estariam presos injustamente e que a eventual medida deveria alcançar todos os condenados. 

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Polícia Civil confirma autenticidade de vídeo com criança segurando objetos semelhantes a armas no RN

Caso ocorreu durante comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro em Parnamirim; investigação vai apurar se havia arma de fogo real

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte confirmou que é verdadeiro o vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma criança, usando uma camisa amarela, sobre o teto de um carro e segurando objetos semelhantes a armas durante uma comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL).

O episódio ocorreu na noite de domingo (4), no bairro Cohabinal, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O local é conhecido por concentrar manifestações e eventos políticos de apoiadores do bolsonarismo no município.

Apesar de confirmar a autenticidade das imagens, a Polícia Civil ainda investiga se algum dos objetos era uma arma de fogo real e quais foram as circunstâncias em que a criança teve acesso a eles.

A apuração ficará sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim, que informou que realizará diligências, incluindo a coleta e análise das imagens disponíveis, para esclarecer o ocorrido.

Caso seja comprovado que a criança estava com uma arma de fogo verdadeira, os responsáveis ou a pessoa que eventualmente tenha fornecido ou permitido o acesso ao armamento poderão responder criminalmente.

A legislação brasileira prevê punição para quem vende, fornece ou entrega arma de fogo, munição ou explosivo a criança ou adolescente, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Desarmamento.

A pena prevista para esse tipo de conduta pode chegar a três a seis anos de reclusão, além das demais consequências previstas na legislação, conforme as circunstâncias do caso.

O episódio também provocou reação política. O advogado-geral da União, Jorge Messias, criticou a cena e classificou como uma “inversão de valores” a utilização de uma criança segurando um objeto semelhante a uma arma durante uma comemoração eleitoral.

“Fica evidente a inversão de valores que ocorre quando se coloca uma arma nas mãos de uma criança para celebrá-la como símbolo de vitória”, afirmou Messias nas redes sociais.

A Polícia Civil ainda não concluiu a investigação e deverá analisar as imagens e demais elementos coletados para determinar se houve crime e identificar eventuais responsáveis. 

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Fachin defende que revisão criminal de Bolsonaro seja julgada pelo plenário do STF

Presidente da Corte teria sinalizado a Nunes Marques que processo, considerado inédito no tribunal, deve ser analisado por todos os ministros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, teria transmitido ao ministro Nunes Marques o entendimento de que o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) deve ser analisado pelo Plenário da Corte, e não por uma das turmas.

Nos bastidores, Fachin teria indicado a interlocutores que pretende levar o caso a julgamento sem demora assim que Nunes Marques, relator do processo, solicitar sua inclusão em pauta.

A revisão criminal é o instrumento utilizado para contestar uma condenação definitiva. A defesa de Bolsonaro apresentou o pedido em 8 de maio, alegando erro judiciário na condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão, em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF.

Nunes Marques foi sorteado relator três dias depois. Indicado ao Supremo por Bolsonaro em 2020, o ministro integra atualmente a Segunda Turma da Corte.

Pelo regimento interno, a análise da revisão criminal poderia ocorrer na Segunda Turma, composta por Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça.

A possibilidade de levar o processo ao Plenário, porém, ganhou força diante do caráter inédito do caso. Ministros que acompanham o debate internamente avaliam que, por se tratar da primeira revisão criminal da história do STF, a análise por todos os integrantes da Corte seria mais adequada.

A defesa de Bolsonaro sustenta ainda que, por ele ser ex-presidente da República, o julgamento original deveria ter ocorrido no Plenário. Os advogados também pedem a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid e a absolvição de Bolsonaro das acusações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se posicionou contra o pedido. O órgão argumenta que a revisão criminal não pode ser utilizada como uma nova oportunidade para rediscutir questões já analisadas e rejeita a tese de incompetência da Primeira Turma para julgar o processo.

Segundo a PGR, a condenação foi baseada em um conjunto robusto de provas.

Nunes Marques havia concedido ao órgão 20 dias para apresentar o parecer, prazo superior ao previsto no Código de Processo Penal, sob o argumento de que a complexidade do processo justificava a extensão.

Agora, a definição sobre o colegiado que analisará a revisão deverá ser um dos próximos passos do processo, enquanto a eventual inclusão do caso na pauta dependerá do relator e da condução da Presidência do STF. 

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Caiado muda de posição e anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno após chamá-lo de “ladrão”

Ex-governador de Goiás terminou a disputa presidencial em quinto lugar após campanha marcada por críticas ao candidato do PL

O candidato derrotado à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar nesta terça-feira (6), em Goiás, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão ocorre após uma campanha em que Caiado fez duras críticas ao candidato bolsonarista e chegou a chamá-lo de “ladrão”.

Ao justificar a mudança de posição, Caiado deve afirmar que “nunca foi de ficar em cima do muro” e que sua trajetória política sempre foi de oposição ao PT, argumento que, segundo aliados, inviabilizaria um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com cerca de 2,6 milhões de votos (2,18%), atrás de Flávio Bolsonaro, Lula, Augusto Cury e Renan Santos.

Na reta final do primeiro turno, aliados de Flávio Bolsonaro e integrantes da equipe de campanha pressionaram Caiado a retirar sua candidatura para apoiar o senador.

Segundo interlocutores do candidato do PSD, bolsonaristas chegaram a ameaçar politicamente o grupo em Goiás, afirmando que a permanência de Caiado na disputa poderia prejudicar a candidatura de sua esposa, Gracinha Caiado (União Brasil), ao Senado. Ela, no entanto, foi eleita com 21,61% dos votos válidos.

A decisão ganha peso político pelo tom adotado por Caiado durante a campanha. Em busca de se diferenciar de Flávio Bolsonaro, o candidato do PSD passou a atacá-lo em entrevistas e no horário eleitoral.

“Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”, afirmou Caiado durante a campanha.

Em outra declaração, durante sabatina do SBT, disse que quem tivesse cometido irregularidades não poderia reivindicar autoridade para combater o crime.

Agora, após o resultado das urnas, Caiado se aproxima justamente do candidato que foi alvo de seus principais ataques durante a disputa presidencial.

Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro, o nome de Caiado também é considerado para uma eventual participação em um futuro governo, inclusive com a possibilidade de assumir um ministério. A hipótese, porém, não foi confirmada oficialmente. 

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

PEC que prevê fim da escala 6x1 começa a ser discutida no Plenário do Senado

Proposta altera jornada de trabalho e amplia período de descanso semanal; texto ainda precisa cumprir etapas antes das votações

A PEC 221/2019, que propõe mudanças na jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6x1, começou a ser discutida nesta terça-feira (6) no Plenário do Senado. Os senadores realizaram a primeira sessão de discussão da proposta em primeiro turno.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que todas as etapas previstas para a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição serão cumpridas. Segundo ele, a intenção é realizar três sessões de discussão até sexta-feira (9) e concluir essa fase na próxima semana.

“Para toda PEC, nós precisamos discutir em primeiro turno por cinco sessões de discussão. A partir daí, vota-se em primeiro turno a proposta de emenda constitucional”, explicou Alcolumbre.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho e ampliação do período de descanso semanal. Segundo o presidente do Senado, a medida poderá alcançar quase 40 milhões de brasileiros.

A PEC tem como primeiro signatário o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi aprovada, no início de setembro, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM).

Antes da votação em primeiro turno, o texto precisa passar por cinco sessões de discussão no Plenário. Se for aprovado, serão necessárias outras três sessões antes da votação em segundo turno.

Para ser aprovada, uma PEC precisa obter três quintos dos votos do Senado em cada turno, o equivalente a 49 dos 81 senadores.

Alcolumbre afirmou ainda que cada parlamentar terá liberdade para definir sua posição durante a votação.

“Cada senador e cada senadora desta legislatura terá o livre arbítrio de votar com seu coração, com sua consciência e com sua convicção.” 

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Ana Elisa será recebida por Lula para discutir nova estratégia digital no 2º turno

Deputada federal eleita por Minas Gerais deve participar da reformulação da comunicação da campanha petista nas redes sociais

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a comunicação digital da campanha presidencial no segundo turno. A conversa ocorre após a influenciadora defender mudanças na linguagem adotada pelo petista nas redes sociais para ampliar o alcance junto ao eleitorado.

Aos 21 anos, Ana Elisa embarca para Brasília nesta terça-feira (6) e deve se reunir com Lula na quarta-feira (7), acompanhada do deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG). Uma coletiva de imprensa com a parlamentar está prevista para quinta-feira (8), às 10h, no Brasília Tower Hotel.

Com cerca de 2 milhões de seguidores, Ana Elisa avalia que a campanha precisa apresentar resultados econômicos e ações do governo em formatos mais próximos da dinâmica das redes sociais. Entre as mudanças defendidas estão maior utilização de vídeos, Reels e TikTok, além de uma comunicação mais direta e menos baseada em textos extensos.

Eleita com 524.219 votos, em sua primeira disputa eleitoral, a mineira foi a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e se tornou a deputada federal mais jovem eleita no país.

A participação de Ana Elisa na estratégia digital foi sugerida pelo vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), durante reunião da coordenação da campanha de Lula realizada na segunda-feira (5), em Brasília.

Camarão também defendeu uma aproximação da campanha presidencial com torcidas de futebol, especialmente em debates relacionados às apostas esportivas.

Além da estratégia digital, o vice-governador informou que entrou em contato com o governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), adversário na disputa estadual, para buscar apoio à candidatura de Lula no segundo turno. 

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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Primeiras pesquisas do segundo turno começam a ser divulgadas nesta quinta-feira

Datafolha e PoderData apresentam novos levantamentos nacionais; AtlasIntel divulga pesquisa na sexta-feira

As primeiras pesquisas de intenção de voto do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 começam a ser divulgadas nesta semana. Os levantamentos do Datafolha e do PoderData estão previstos para esta quinta-feira (8), enquanto a AtlasIntel apresenta sua nova pesquisa nacional na sexta-feira (9).

Os estudos devem oferecer as primeiras fotografias do cenário eleitoral após a definição dos dois candidatos que avançaram para a segunda etapa da disputa.

A nova pesquisa nacional do Datafolha, registrada sob o número BR-02949/2026, será divulgada nesta quinta-feira. O instituto entrevistará 2.520 eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de entrevistas presenciais realizadas em pontos de fluxo populacional. O levantamento tem custo de R$ 384.552 e foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, com recursos dos próprios contratantes.

O instituto também divulgará nesta quinta-feira pesquisas específicas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

No Distrito Federal, serão realizadas 910 entrevistas, enquanto no Rio de Janeiro o levantamento contará com 1.204 entrevistados. As duas pesquisas também terão coleta entre 6 e 8 de outubro.

Na sexta-feira (9), será divulgada a nova pesquisa nacional da AtlasIntel, registrada sob o número BR-03663/2026. O levantamento terá 5 mil eleitores entrevistados, com coleta realizada entre os dias 3 e 8 de outubro por meio de questionário aplicado pela internet. A pesquisa tem custo declarado de R$ 75 mil, financiado com recursos próprios do instituto.

Os levantamentos serão os primeiros a medir a intenção de voto após o primeiro turno e poderão indicar como os eleitores estão se posicionando diante da nova configuração da disputa presidencial.

Como ocorre em qualquer pesquisa eleitoral, os números representam o cenário encontrado no período da coleta e devem ser analisados considerando data, metodologia, tamanho da amostra e margem de erro de cada levantamento. 

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