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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Cordel do Fogo Encantado celebra raízes de Arcoverde em apresentação especial em São Paulo

Grupo arcoverdense apresenta seu primeiro álbum em São Paulo, revisitando o disco que projetou uma das mais originais linguagens da música brasileira

A força cultural de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, volta a ganhar os grandes palcos da música brasileira. No dia 21 de novembro, o Cordel do Fogo Encantado se apresenta na Casa Natura Musical, em São Paulo, para uma noite dedicada ao álbum de estreia, lançado em 2001 e considerado fundamental para a construção da identidade artística do grupo.

Formado em 1997, em Arcoverde, o Cordel nasceu a partir de um espetáculo cênico que reunia teatro, poesia e manifestações da cultura popular sertaneja. A formação que consolidou a banda reúne cinco músicos: os arcoverdenses José Paes de Lira, o Lirinha, Clayton Barros e Emerson Calado, além dos percussionistas recifenses Nego Henrique e Rafa Almeida.

Entre os nomes que ajudaram a transformar o Cordel em uma das referências da música independente brasileira estão dois artistas diretamente ligados à história cultural de Arcoverde: Lirinha e Clayton Barros.

Lirinha, voz e pandeiro, tornou-se uma das marcas do grupo com sua poesia, interpretação e presença cênica. Ao lado dele, Clayton Barros, no violão e voz, construiu uma das principais bases musicais da banda. Os dois também assinam juntos diversas composições que integram o primeiro álbum, entre elas “Poeira”, “Profecia”, “Boi Luzeiro”, “Chover” e “Alto do Cruzeiro”.

A formação conta ainda com Emerson Calado, na percussão e voz, e com Nego Henrique e Rafa Almeida, também responsáveis pela percussão e vozes. A combinação entre os tambores, o violão, o pandeiro e a poesia criou uma sonoridade singular, marcada por referências como o coco, o reisado, a embolada, o toré indígena e a tradição dos cantadores.

Em 2001, com produção musical do mestre Naná Vasconcelos, o grupo lançou o álbum “Cordel do Fogo Encantado”. O trabalho estabeleceu a linguagem que passaria a identificar a banda: a união entre música, poesia oral, teatro e elementos das tradições populares do Sertão.

A trajetória iniciada em Arcoverde ganhou projeção nacional e internacional, levando a estética do grupo para diferentes palcos e consolidando o Cordel como um dos nomes mais representativos da música independente brasileira.

Agora, mais de duas décadas depois do lançamento, o grupo retorna ao repertório de sua estreia para uma apresentação especial em São Paulo. A noite será também uma oportunidade de revisitar a obra que colocou Arcoverde no mapa da música brasileira contemporânea.

SERVIÇO

Cordel do Fogo Encantado apresenta primeiro álbum

📅 21 de novembro — sábado
📍 Casa Natura Musical — São Paulo
🕢 Abertura da casa: 19h30
🎤 Show: 21h
🔞 Classificação indicativa: 18 anos

Os ingressos estão disponíveis exclusivamente na bilheteria física da Casa Natura Musical, sem taxa de conveniência, e pela Sympla, com taxa de conveniência. A organização recomenda que o público evite compras por meio de terceiros ou perfis não oficiais. 

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Flávio Dino autoriza PF a acessar investigação sobre produtora de filme que retrata Bolsonaro

Caso envolve contratos da Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, e repasses de R$ 2 milhões por meio de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal (PF) tenha acesso aos dados de uma investigação envolvendo a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal para acessar informações obtidas em uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apura contratos firmados pela produtora com a Prefeitura de São Paulo.

O caso também envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual. A destinação dos recursos passou a ser investigada pelo Supremo após questionamentos sobre um possível desvio de finalidade na aplicação de R$ 2 milhões.

Os valores foram destinados ao instituto por meio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A investigação chegou ao STF a partir de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Com a relatoria do caso sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, foram determinadas medidas para ampliar o acesso às informações consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A autorização concedida nesta segunda-feira permite que a Polícia Federal examine os elementos reunidos pela Polícia Civil paulista na apuração sobre os contratos da Go Up Entertainment, possibilitando o cruzamento de informações entre as investigações.

A produção de Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, ganhou maior repercussão após reportagem do site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme.

A revelação ampliou o debate sobre a origem dos recursos relacionados à produção audiovisual e sobre as conexões entre os envolvidos no projeto e os repasses públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer a regularidade da destinação das emendas parlamentares, os vínculos entre o instituto e a produtora e outros elementos que possam surgir a partir da análise dos dados agora liberados à Polícia Federal.

Até o momento, a autorização do STF representa mais uma etapa no aprofundamento das apurações, sem antecipação de conclusões sobre eventuais responsabilidades dos envolvidos. 

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domingo, 23 de agosto de 2026

Flávio Dino anula emendas indicadas por presidentes de partidos e ex-parlamentares

Ministro do STF determina que qualquer indicação feita por quem não possui competência constitucional ou legal é nula e não pode resultar em execução de despesa pública

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (23) que emendas parlamentares que tenham tido a participação de presidentes de partidos políticos ou ex-parlamentares em sua indicação são juridicamente nulas e não podem ser utilizadas para a execução de despesas públicas.

A decisão monocrática estabelece que a nulidade permanece mesmo quando a indicação tenha sido posteriormente referendada por um parlamentar com competência formal para apresentar emendas. Para Dino, a intervenção posterior não é suficiente para validar um ato praticado originalmente por quem não possui prerrogativa constitucional ou legal para destinar recursos públicos.

“Qualquer ato, tabela, expediente, comunicação, planilha, ofício ou solicitação que pretenda atribuir a presidente de partido político ou a ex-parlamentar a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emenda parlamentar deve ser considerado juridicamente inidôneo e revestido de nulidade absoluta, não podendo servir de fundamento para a prática de atos administrativos destinados à execução da despesa pública”, escreveu o ministro.

Na decisão, Flávio Dino reforçou que as exigências de transparência e rastreabilidade na destinação das emendas parlamentares não podem ser tratadas apenas como formalidades burocráticas.

Segundo o ministro, permitir que um parlamentar valide posteriormente uma indicação feita por um agente sem competência legal poderia abrir espaço para a tentativa de regularização de atos considerados irregulares desde a origem.

“A intervenção posterior de parlamentar competente não pode funcionar como mecanismo de convalidação de indicação originariamente formulada por quem jamais dispôs de competência constitucional ou legal para fazê-la”, afirmou.

Dino também alertou que o descumprimento da decisão poderá resultar em novas apurações.

O ministro determinou ainda que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deem “imediata e ampla ciência” da decisão aos órgãos técnicos, assessorias, servidores e demais agentes envolvidos no processamento das indicações de emendas parlamentares.

De acordo com Dino, os próprios partidos políticos que foram chamados a se manifestar no processo não reconheceram que seus presidentes tenham competência para “indicar, distribuir ou alocar emendas parlamentares”.

As exceções, segundo a decisão, foram o Podemos e o Solidariedade, que não apresentaram manifestação dentro do prazo inicial. Agora, por determinação do ministro, as duas siglas terão cinco dias úteis para responder, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O novo despacho se soma a outras decisões adotadas por Flávio Dino no âmbito das investigações relacionadas à destinação e à execução de emendas parlamentares.

Em julho, o ministro determinou o bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. As medidas foram tomadas em processos que apuram suspeitas de desvios envolvendo recursos oriundos de emendas parlamentares.

A decisão deste domingo reforça o entendimento do STF de que a autoria e a responsabilidade pela indicação dos recursos devem ser claramente identificadas, ampliando a pressão por maior controle, transparência e rastreabilidade sobre o chamado orçamento parlamentar. 

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Lula diz que filho deve responder por atos e afirma que não interfere em investigações

Presidente e candidato à reeleição comentou, neste domingo (23), os inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse tratar o caso com “muita seriedade”

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste domingo (23) que não pretende interferir nas investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e defendeu que as apurações sigam o curso normal.

Em entrevista à Record, Lula declarou tratar o caso com “muita seriedade” e afirmou que qualquer eventual responsabilidade deve ser apurada pelos órgãos competentes.

“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações são conduzidas pela Polícia Federal e apuram suspeitas relacionadas a suposto tráfico de influência em negócios envolvendo pessoas ligadas ao governo federal.

Entre as estruturas citadas nas apurações estão o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros setores da administração pública.

A declaração do presidente ocorre em meio à repercussão das investigações e durante a campanha eleitoral. Lula reforçou que, em sua avaliação, o fato de o investigado ser seu filho não deve impedir ou limitar o trabalho das autoridades responsáveis pelas apurações.

A entrevista à Record foi programada para ir ao ar no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Band em parceria com o Estadão, na noite deste domingo. Lula decidiu não participar do confronto e criticou a presença de outros candidatos convidados, entre eles Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Ao comentar a decisão, o presidente preferiu manter a agenda alternativa de entrevistas, enquanto o cenário eleitoral segue marcado pelo debate entre os candidatos e pela repercussão de temas que envolvem diretamente integrantes e pessoas próximas às campanhas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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sábado, 22 de agosto de 2026

Senado acelera tramitação de PECs sobre fim da escala 6x1 e Segurança Pública

               Duas propostas consideradas prioritárias pelo Governo Federal deram um passo importante no Senado nesta sexta-feira (21). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) as Propostas de Emenda à Constituição que tratam do fim da escala de trabalho 6x1 e da Segurança Pública.

A movimentação abre caminho para o início da análise das matérias no principal colegiado do Senado responsável pela avaliação da constitucionalidade das propostas.

Líder do governo na Casa, a senadora pernambucana Teresa Leitão (PT) afirmou que a articulação agora será voltada para acelerar a tramitação das duas PECs. Segundo ela, os temas estão entre as prioridades definidas pelo governo, ao lado do projeto relacionado às terras raras.

“Era isto que a gente vinha trabalhando esse tempo todo. Era isto que estava no nosso foco desde que eu assumi a liderança, porque essas duas questões, junto com o PL das Terras Raras, são prioridades”, afirmou a senadora.

A PEC 221/2019, que propõe o fim da jornada de seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso, sem redução salarial, terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública será relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Teresa Leitão informou ainda que pretende se reunir com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), para discutir a possibilidade de acelerar a apreciação das propostas. A expectativa é de que as matérias possam entrar na pauta durante o próximo período de esforço concentrado do Senado.

“Agora nós vamos conversar com o presidente da CCJ, o senador Otto Alencar, para agilizar e, no esforço concentrado, a gente votar essas matérias, que são fundamentais para os trabalhadores, para o mundo do trabalho e para o país”, declarou.

O encaminhamento das duas PECs representa uma nova etapa na estratégia do Governo Federal no Congresso e coloca novamente no centro do debate temas com impacto direto nas relações de trabalho e na estrutura da Segurança Pública brasileira. 

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lula decreta luto oficial de três dias pelas mortes de Glória Menezes e Laura Cardoso

             O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de três dias pelas mortes das atrizes Glória Menezes, de 91 anos, e Laura Cardoso, de 98, ocorridas nesta terça-feira (18).

Ao comentar as perdas, Lula destacou a trajetória das duas artistas e as classificou como “pioneiras da televisão”, ressaltando a contribuição de ambas para a dramaturgia brasileira ao longo de décadas.

“Hoje perdemos Glória Menezes e Laura Cardoso, duas de nossas mais importantes atrizes, cujas carreiras se confundem com a história da dramaturgia brasileira”, afirmou o presidente em publicação nas redes sociais.

Lula também ressaltou que as duas permaneceram por cerca de sete décadas nos palcos e nas telas, conquistando gerações de espectadores com suas atuações.

As mortes encerram trajetórias consideradas marcantes na televisão, no teatro e no cinema brasileiros, deixando um legado construído ao longo de décadas de carreira. 

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Tribunal de Justiça do Paraná destaca estudo do advogado Pedro Melchior em julgamento

               Um estudo jurídico do advogado arcoverdense Pedro Melchior de Mélo Barros foi citado em decisão da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), durante o julgamento de um recurso de apelação envolvendo uma instituição bancária e uma sociedade empresária.

Relatora do processo, a desembargadora Rosana Andriguetto de Carvalho acolheu os argumentos da empresa de que uma execução judicial não pode permanecer em tramitação por prazo indefinido quando não existem meios efetivos para garantir a satisfação do crédito.

Em sua fundamentação, a magistrada recorreu ao estudo produzido por Pedro Melchior para destacar os limites da manutenção prolongada de processos executivos sem perspectiva de resultado. O entendimento citado aponta que a permanência indefinida de uma execução pode ampliar de forma desproporcional a responsabilidade patrimonial do devedor e gerar custos administrativos ao Poder Judiciário.

A decisão também ressalta que, embora a execução tenha como finalidade atender ao interesse do credor, cabe a ele adotar medidas capazes de impulsionar o processo, sem impor ônus excessivo ao devedor ou à própria estrutura judicial.

A referência ao trabalho acadêmico ganha destaque por inserir a produção doutrinária do advogado pernambucano na fundamentação de um julgamento de segunda instância fora do Estado.

Para o advogado Rivaldo Leal de Melo, decano do Escritório Barros Associados, a menção representa o reconhecimento da atuação profissional e da produção jurídica de Pedro Melchior.

“A referência realizada pelo Tribunal de Justiça do Paraná ao estudo de autoria do Dr. Pedro Melchior reafirma sua trajetória ética e seu saber jurídico, que o notabilizam como um profissional e ser humano amplamente admirado”, afirmou. 

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Campanha presidencial começa nas ruas com atos de Lula, Flávio Bolsonaro e demais candidatos

           A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), com candidatos levando suas primeiras mobilizações às ruas em diferentes regiões do país. A partir desta data, a legislação eleitoral permite atos de campanha até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Comícios podem ser realizados das 8h à meia-noite até 1º de outubro.

Os primeiros movimentos evidenciaram a diversidade de estratégias e prioridades apresentadas pelos candidatos, com discursos concentrados em temas como segurança pública, economia, combate à corrupção, políticas sociais, soberania nacional e responsabilidade fiscal.

Lula - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou oficialmente a campanha em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. O comício ocorreu no Estádio da Vila Euclides, espaço associado à trajetória sindical do presidente e às mobilizações dos metalúrgicos do ABC no final da década de 1970.

Diante de militantes e aliados, Lula convocou a base petista para uma campanha marcada pela comparação entre governos. O presidente também destacou temas como soberania, políticas sociais, segurança pública e direitos das mulheres.

Na área de segurança, defendeu medidas relacionadas à criação de uma estrutura federal específica para o setor e ao endurecimento do combate às organizações criminosas, com foco também nos financiadores e beneficiários das atividades ilegais.

Flávio Bolsonaro - O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para o primeiro ato de sua campanha. O candidato esteve acompanhado do vice, Alfredo Gaspar, de familiares e de apoiadores.

Em seu discurso, Flávio reforçou a defesa do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou a prisão do pai. Também apresentou propostas para a segurança pública, incluindo a classificação de milícias e organizações do tráfico de drogas como terroristas e a redução da idade penal.

Na economia, criticou o nível da taxa básica de juros e prometeu reduzir despesas públicas e cargos, além de apresentar medidas para conter os efeitos da inflação sobre a classe média.

Caiado - Ronaldo Caiado (PSD) abriu sua campanha em Goiás, estado que governou até março deste ano. O candidato percorreu municípios do Entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.

Caiado apresentou a candidatura como uma alternativa de oposição ao governo Lula e afirmou que não apoiará o atual presidente em um eventual segundo turno caso não avance na disputa.

O ex-governador também destacou resultados de sua administração nas áreas de segurança, saúde e educação e defendeu responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas.

Zema - O candidato do Novo, Romeu Zema, iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A agenda incluiu participação em uma missa e encontro com candidatos do partido ao Legislativo.

Em discurso, o ex-governador mineiro criticou a administração federal e afirmou acreditar na possibilidade de chegar ao segundo turno. Entre as prioridades apresentadas estão o combate à corrupção e propostas para a área de segurança pública.

Renan Santos - Pelo Missão, Renan Santos realizou o primeiro ato de campanha no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. O evento reuniu apoiadores e nomes ligados ao partido.

O candidato concentrou o discurso em críticas ao assistencialismo e na defesa do empreendedorismo e de medidas voltadas à segurança pública. Segundo Santos, a candidatura busca representar uma alternativa política para o país.

Augusto Cury – O candidato do Avante, iniciou sua campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O candidato apresentou propostas de governo, com ênfase em projetos para a saúde.

Durante o ato, Cury afirmou que pretende estabelecer uma relação mais próxima com a população e defendeu uma atuação política que supere a tradicional divisão entre direita e esquerda.

Hertz Dias - O candidato do PSTU, Hertz Dias, iniciou sua caminhada eleitoral em São Paulo. Professor da rede pública e ativista do movimento negro, ele percorreu a Avenida Paulista e também participou de atividades em São José dos Campos.

Entre as principais propostas apresentadas está a reestatização de empresas consideradas estratégicas. Dias também direcionou seu discurso à concentração de renda e à defesa dos interesses dos trabalhadores.

Com o início da campanha, os candidatos passam a intensificar a presença nas ruas, eventos públicos e plataformas de comunicação. A largada deste domingo também marca o início de uma nova etapa da disputa presidencial, na qual cada candidatura buscará ampliar sua exposição, consolidar seus discursos e conquistar o eleitorado até o primeiro turno.

O calendário eleitoral estabelece 3 de outubro como último dia para a propaganda eleitoral de rua, enquanto o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Alcolumbre anuncia tramitação de PEC que acaba com escala 6×1 no Senado

             O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta sexta-feira (14) que vai despachar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A decisão ocorreu após uma nova reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada pela manhã, no Palácio da Alvorada.

O encontro foi o terceiro entre Lula e Alcolumbre em dez dias, em meio a uma tentativa de reduzir as tensões entre o Palácio do Planalto e o comando do Congresso. A relação entre os dois havia se deteriorado nos últimos meses, especialmente após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Alcolumbre vinha justificando a demora na análise de propostas consideradas prioritárias pelo governo sob o argumento de que o Senado não deveria funcionar como uma “casa carimbadora” de projetos aprovados pela Câmara. Segundo interlocutores, o presidente do Senado também condicionava o avanço de algumas matérias a uma conversa direta com Lula.

Em declaração nesta sexta-feira, Alcolumbre afirmou que cabe à Presidência do Congresso garantir o andamento das matérias respeitando as competências do Legislativo.

“Na função de presidente do Congresso Nacional, tenho a responsabilidade de assegurar que as matérias submetidas ao Parlamento tenham o devido encaminhamento, com absoluto respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador.”

Segundo Alcolumbre, as três propostas que tiveram o andamento anunciado seguirão o rito ordinário de tramitação no Senado.

No caso das PECs, a matéria deverá passar inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, será encaminhada ao plenário, onde precisará cumprir cinco sessões de discussão antes de ser submetida à votação em primeiro e segundo turnos.

A decisão não representa a aprovação imediata da proposta. O texto ainda terá de cumprir todas as etapas previstas no processo legislativo e poderá ser alterado durante a tramitação.

O anúncio coloca novamente no centro do debate nacional a discussão sobre a jornada de trabalho e a escala 6×1, tema que envolve mudanças nas regras constitucionais e dependerá da construção de maioria no Senado para avançar. 

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Quaest aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno de 2026

            Pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República em 2026.

No cenário, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também testou outros três confrontos. Lula registra 44% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD), 44% contra 36% de Renan Santos (Missão) e 45% contra 34% de Romeu Zema (Novo).

Na simulação estimulada de primeiro turno, Lula aparece com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 4% cada, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com 2%. Samara Martins registra 1%.

Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 8%, e 10% estão indecisos.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 5 de agosto, Lula oscilou de 39% para 38%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 30% para 31%. As variações estão dentro da margem de erro.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06773/2026.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão vira alvo de acusações e investigação

Renan Santos questiona autenticidade do cadastro; senador afirma ter sido vítima de fraude. TSE encaminha caso à Procuradoria-Geral Eleitoral e determina apuração policial

A filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao partido Missão entrou no centro de uma disputa política e jurídica nesta quinta-feira (13). O episódio provocou acusações entre o senador e o candidato do partido à Presidência, Renan Santos, além da abertura de procedimentos para esclarecer como o cadastro foi realizado.

Renan Santos afirmou que a filiação pode ter sido feita de forma deliberada para gerar exposição política ao senador. Segundo ele, registros técnicos do sistema indicariam que o procedimento ocorreu a partir do e-mail oficial de Flávio Bolsonaro.

O candidato do Missão também desafiou o senador a apresentar publicamente os registros digitais relacionados ao episódio, incluindo dados de acesso e logs do sistema, em uma eventual acareação acompanhada pela imprensa.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou que seu nome apareceu como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, mas afirmou que não autorizou a alteração.

Em publicação nas redes sociais, o senador classificou o episódio como uma fraude e declarou que o caso não deverá interferir em sua candidatura.

A direção do Missão informou que o gabinete do parlamentar teria sido comunicado sobre a filiação desde 2 de agosto.

Um relatório técnico elaborado pela equipe de tecnologia do Missão apresenta elementos que, segundo o partido, indicariam que o cadastro teria sido realizado por um terceiro não identificado.

Entre os dados registrados no sistema está um CPF que não corresponderia ao de Flávio Bolsonaro. O endereço informado também chama atenção por apresentar dados aparentemente fictícios, como “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”.

Para o relatório do partido, essas inconsistências reforçariam a hipótese de utilização indevida dos dados do senador no processo de filiação.

O caso também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, encaminhou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que sejam adotadas as providências cabíveis.

Além disso, foi determinada a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária para investigar as circunstâncias da filiação.

A apuração deverá esclarecer quem realizou o cadastro, quais dados foram utilizados, de onde partiu o acesso ao sistema e se houve uso indevido de informações ou qualquer outra irregularidade.

Enquanto a investigação não é concluída, as versões apresentadas por Flávio Bolsonaro e Renan Santos permanecem em lados opostos: o senador afirma ter sido vítima de fraude, enquanto o candidato do Missão questiona a possibilidade de uma ação deliberada para gerar repercussão política.

A investigação oficial deverá determinar a origem do cadastro e esclarecer definitivamente como a filiação foi registrada no sistema eleitoral. 

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NOAA eleva alerta para El Niño muito forte entre outubro e dezembro

               O El Niño ganhou força em julho, e os novos dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevaram o alerta para os próximos meses.

Segundo o boletim mais recente da agência, há 90% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A estimativa representa uma alta em relação aos 81% previstos no boletim divulgado em julho para o terceiro trimestre.

O cenário chama atenção também pela possibilidade de o fenômeno alcançar uma intensidade excepcional. A NOAA calcula em 69% a chance de o aquecimento do Pacífico Equatorial superar episódios registrados desde 1950, o que colocaria o atual evento entre os mais intensos já observados.

Apesar da previsão elevada, a NOAA ressalta que um El Niño de grande intensidade não significa que os impactos serão necessariamente iguais em todas as regiões.

A agência afirma que, com um fenômeno dessa magnitude, aumentam as chances de ocorrência de condições associadas ao El Niño, embora esses efeitos não sejam garantidos.

O fenômeno é caracterizado pelo aumento anormal das temperaturas das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pode alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

Para o Brasil, os efeitos variam conforme a região e a intensidade do evento, podendo influenciar os regimes de precipitação e temperatura.

A NOAA acompanha continuamente as condições do Pacífico Equatorial, principal área de observação para identificar a evolução do fenômeno.

O próximo boletim está previsto para 10 de setembro, quando novas informações deverão indicar se o aquecimento mantém a trajetória de fortalecimento projetada para a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul.

Enquanto isso, a previsão serve como sinal de atenção para autoridades, setores produtivos e população, especialmente em regiões mais vulneráveis às alterações provocadas pelos fenômenos climáticos. 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Câmara aprova desoneração de combustíveis para conter alta provocada por conflito no Oriente Médio

              A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz as alíquotas de tributos federais incidentes sobre a importação, produção e comercialização de combustíveis no Brasil. A medida abrange o óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A matéria foi aprovada com folga: 318 votos favoráveis, 113 contrários e uma abstenção, e agora segue para análise do Senado.

A principal motivação do projeto é mitigar o impacto doméstico da escalada global nos preços dos combustíveis. A recente guerra entre Estados Unidos e Irã resultou no fechamento da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, gerando forte volatilidade e alta na cotação internacional do barril.

Para evitar desequilíbrio nas contas públicas, a perda de arrecadação gerada pela desoneração será coberta pelo próprio excedente de receitas da União ligado ao petróleo. O aumento do preço do barril elevou substancialmente o recolhimento de royalties e participações especiais neste ano.

"Somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%," destacou a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO).

A relatora apresentou um substitutivo ao texto original do deputado Paulo Pimenta (PT-SP). A nova versão vai além dos combustíveis fósseis e institui um pacote mais amplo de benefícios fiscais e econômicos.

Entre as principais inovações do texto aprovado estão a Proteção ao Etanol e Biocombustíveis, O governo destinará R$ 1,2 bilhão em subvenções aos produtores de etanol hidratado ainda este ano, Produtores de etanol (incluindo cooperativas) poderão abater até R$ 750 milhões em dívidas com a Receita Federal, Criação de um programa de créditos fiscais de até R$ 5 bilhões (limitado a R$ 1 bilhão ao ano) entre 2027 e 2031 para a produção nacional de fertilizantes e a Inclusão de incentivos à pesquisa de minerais críticos e terras raras.   

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