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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vídeo da PF mostra mala cheia de notas de R$ 200 em fraude bilionária contra o INSS

Nova fase autorizada pelo STF cumpre 31 mandados em três estados e no DF; esquema contra aposentados do INSS já acumula prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

Um vídeo impactante gravado pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (27) revelou o rastro financeiro de um dos maiores esquemas de fraude previdenciária recentes do país. As imagens capturaram o exato momento em que agentes federais localizam e fiscalizam uma mala abarrotada de dinheiro em espécie. A apreensão ocorreu durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que mira o desconto indevido em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A bagagem, aberta pelos agentes, guardava diversos sacos plásticos contendo pelo menos cinco malotes fechados, todos preenchidos com cédulas de R$ 200. A PF ainda trabalha na contabilidade do material e não divulgou o montante total apreendido.

A operação ganhou tração com o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico (tornozeleira), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O cerco se estende por Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.

O foco da corporação nesta fase é asfixiar a estrutura financeira da organização criminosa, aprofundando investigações sobre:

Crimes contra a administração pública;

Estelionato previdenciário;

Ocultação e dilapidação patrimonial (lavagem de dinheiro).

O histórico do esquema impressiona pelo volume. Esta ação é um desdobramento direto da Operação Indébito, deflagrada em março deste ano pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que já havia resultado em prisões no Ceará e no DF.

De acordo com os relatórios de inteligência, as entidades sob investigação realizavam descontos irregulares diretamente na folha de pagamento de idosos e pensionistas que, muitas vezes, sequer notavam o desfalque. Entre os anos de 2019 e 2024, a fraude movimentou e causou um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema e rastrear o destino dos ativos desviados. 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Estratégia digital da pré-campanha de Flávio Bolsonaro passa por reformulação com saída de publicitário

                O publicitário Marcos Aurélio Carvalho deixou o posto de estrategista digital da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, em mais um movimento de reorganização da estrutura de comunicação do projeto político do parlamentar para 2026. A função será assumida por Fernando Pessoa, assessor de longa data de Flávio Bolsonaro e integrante próximo do núcleo político do senador.

Marcos Aurélio Carvalho teve papel importante na construção da comunicação digital do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, considerada um marco no uso das redes sociais em campanhas eleitorais no país.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a saída do publicitário já vinha sendo planejada internamente, mas ocorre em meio ao processo de reformulação da pré-campanha após a repercussão da crise envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” e o Banco Master.

Em nota, Marcos Aurélio afirmou que sua participação foi concluída após a etapa inicial de diagnóstico e estruturação da comunicação da pré-campanha.

“A saída de Marcos da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ocorre após a conclusão da fase de diagnóstico, posicionamento e organização inicial da estratégia de comunicação”, informou o publicitário.

Entre os trabalhos desenvolvidos nesse período estão a criação da identidade visual da pré-campanha, o fortalecimento de uma linha de comunicação mais moderada e familiar para o senador e a apresentação pública de Fernanda Bolsonaro nas estratégias de imagem da campanha.

A movimentação acontece poucos dias após o Partido Liberal anunciar a entrada do publicitário Eduardo Fischer e do marqueteiro Alexandre Oltramari na equipe de comunicação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Segundo aliados do senador, caberá a Eduardo Fischer definir as diretrizes estratégicas, o posicionamento político e os principais eixos da comunicação da futura campanha.

A reformulação reforça a movimentação do núcleo bolsonarista para consolidar a presença digital e ampliar o alcance da pré-campanha de Flávio Bolsonaro no cenário nacional, principalmente após o escândalo dos áudios com o banqueiro Daniel Vorcaro. 

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PF deflagra Operação Palanque Digital e investiga uso de verba pública para desinformação no Amapá

             A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Palanque Digital, que investiga um suposto esquema de utilização irregular de recursos públicos para financiar ações de desinformação, promoção política e ataques contra adversários no estado do Amapá. Policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Canela/RS.

Segundo a PF, as investigações apontam que contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá, que somam aproximadamente R$ 25 milhões, teriam sido usados de forma indevida para custear influenciadores digitais, empresas de comunicação e veículos voltados à divulgação de conteúdos político-eleitorais.

De acordo com os investigadores, o esquema envolveria uma estrutura organizada para produção e disseminação de conteúdos manipulados nas redes sociais, além de campanhas digitais direcionadas à autopromoção de agentes públicos e ataques a adversários políticos.

A Polícia Federal apura se verbas originalmente destinadas à comunicação institucional da prefeitura foram desviadas de sua finalidade legal para alimentar a atuação dessa rede de influência digital.

As investigações incluem possíveis crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra a administração pública. A PF também não descarta a identificação de novos crimes ao longo do avanço das apurações.

A operação amplia o debate nacional sobre o uso político das redes sociais e a possível utilização de estruturas públicas para impulsionamento de narrativas digitais em períodos pré-eleitorais.

Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre alvos específicos da operação nem o número de mandados cumpridos. O caso segue sob sigilo parcial.

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PF mira Cláudio Castro em operação sobre fundos ligados ao Banco Master

             O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (26), em investigação que apura supostos aportes irregulares de recursos públicos estaduais em fundos ligados ao Banco Master.

A ação da PF investiga transferências que, segundo os investigadores, chegaram perto de R$ 3 bilhões. Os recursos teriam sido direcionados durante a gestão estadual para aplicações vinculadas ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Grande parte do dinheiro saiu do Rioprevidência — fundo responsável pela administração dos benefícios de aproximadamente 235 mil aposentados e pensionistas do estado — e também da Cedae, companhia estadual responsável pelo abastecimento de água em boa parte do território fluminense.

A operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação ganhou força após movimentações políticas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou recentemente ter conseguido as assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar os investimentos do governo estadual no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi instalada.

Segundo os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência teria investido quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.

A defesa de Cláudio Castro acompanha o caso. O advogado Carlo Luchione informou que se deslocava para a residência do ex-governador para acompanhar o cumprimento das buscas realizadas pelos agentes federais.

O caso amplia a pressão política e jurídica sobre aliados do PL no Rio de Janeiro e pode provocar novos desdobramentos tanto no campo judicial quanto no ambiente político da Alerj e do governo estadual. 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Valdemar confirma que Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para pegar mais dinheiro

               O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, confirmou nesta segunda-feira (25) que o senador Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro Daniel Vorcaro após sua prisão domiciliar para tratar do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio i, quando Valdemar explicou que o encontro teria ocorrido na tentativa de garantir o restante dos recursos destinados à produção cinematográfica.

“Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro. Ele estava sendo investigado, não foi condenado a nada”, afirmou o dirigente do PL.

Valdemar também classificou como “natural” a atitude do senador e minimizou a repercussão política do encontro entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro.

“Nós não temos dúvida de que foi uma barbaridade o que o Vorcaro fez no país, mas isso é normal. O que o Flávio fez é a coisa mais natural do mundo”, declarou.

Na semana passada, o próprio Flávio Bolsonaro já havia admitido ter se reunido com Daniel Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida no fim de 2025.

Segundo o senador, o objetivo do encontro foi encerrar as tratativas relacionadas ao financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, expressão em inglês utilizada para definir um “azarão”.

“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”, declarou Flávio Bolsonaro a jornalistas.

Ainda durante a entrevista, Valdemar Costa Neto afirmou que só tomou conhecimento da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro após a repercussão do caso na imprensa.

Segundo ele, o assunto foi debatido internamente no partido após a divulgação pública da reunião.

“No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como ele ia responder, e aí ele disse que teve a reunião porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, relatou o presidente do PL.

O caso ampliou o debate político em torno das conexões entre figuras públicas, empresários e financiamentos ligados a projetos associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em meio às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. 

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Câmara avança com PEC do fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

             O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta segunda-feira (25) um acordo entre o governo federal e a Câmara para estabelecer uma regra de transição na proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil.

A medida integra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana sem redução salarial.

Pelo cronograma apresentado, 60 dias após a promulgação da PEC a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas. A redução definitiva para 40 horas ocorrerá 12 meses depois, com previsão de implantação completa em 2027.

O anúncio foi realizado ao lado dos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da proposta, Leo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.

Durante a coletiva, Hugo Motta destacou que a proposta garante oficialmente dois dias de descanso semanal para os trabalhadores brasileiros, encerrando o modelo tradicional de escala 6x1.

Já o ministro Luiz Marinho afirmou que houve alinhamento entre governo e Congresso para viabilizar a tramitação da proposta e defendeu que a redução da jornada poderá avançar ainda mais no futuro.

Segundo ele, diversos países já adotam jornadas inferiores a 40 horas semanais, tendência que poderá ser debatida futuramente também no Brasil.

A comissão especial que analisa o mérito da PEC se reuniu ainda nesta segunda-feira para discutir o relatório apresentado por Leo Prates. A expectativa nos bastidores é de que parlamentares apresentem pedido de vista, adiando a votação final do parecer para quinta-feira (28).

Caso aprovada na comissão especial, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará obter pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. Em seguida, o texto será encaminhado ao Senado Federal, onde dependerá do apoio mínimo de 49 senadores.

O tema vem provocando amplo debate entre trabalhadores, empresários, sindicatos e representantes do setor produtivo, tornando-se uma das pautas trabalhistas mais relevantes em discussão no Congresso Nacional. 

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domingo, 24 de maio de 2026

Justiça de São Paulo nega novo habeas corpus e Deolane Bezerra segue presa

                O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde a última quinta-feira (21) no âmbito de uma investigação que apura suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Com a decisão, Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa agora aguarda o julgamento do mérito do pedido e avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a prisão preventiva.

Segundo informações do processo, outro habeas corpus já havia sido protocolado anteriormente no próprio tribunal paulista, mas acabou não sendo conhecido após o magistrado responsável entender que não possuía competência para analisar o pedido naquele juízo específico, determinando o arquivamento dos autos.

A nova negativa da Justiça paulista ocorre um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, rejeitar o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados da influenciadora.

Mesmo presa cautelarmente, Deolane está custodiada em uma sala de Estado-Maior, prerrogativa garantida pelo Estatuto da Advocacia para profissionais regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. A medida assegura que advogados presos preventivamente permaneçam separados de detentos comuns antes de condenação definitiva.

O criminalista Aury Lopes Júnior, que integra a equipe de defesa da influenciadora, afirmou que a prisão é “ilegal e exagerada” e confirmou que novos recursos serão apresentados nos tribunais superiores.

O caso segue sob investigação e continua gerando ampla repercussão nacional, tanto pelo envolvimento de uma personalidade conhecida nas redes sociais quanto pela gravidade das acusações apuradas pelas autoridades paulistas. 

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sábado, 23 de maio de 2026

Lula critica influência de milícias no Rio durante agenda na Fiocruz e provoca reação da Alerj

        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas à influência das milícias no Rio de Janeiro durante agenda oficial realizada neste sábado (23), na inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz.

Ao lado do governador interino Ricardo Couto, Lula afirmou que, caso a escolha do novo chefe do Executivo fluminense tivesse ficado sob responsabilidade da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o estado poderia acabar sendo governado por alguém ligado às milícias.

“Se a Assembleia tivesse que indicar, ia vir um miliciano”, declarou o presidente durante discurso no evento.

Na fala, Lula pediu que Ricardo Couto aproveite o período à frente do governo estadual para enfrentar o avanço das organizações criminosas no estado.

“Não é possível que esse estado poderoso, bonito, seja governado por milicianos. O povo do Rio não merece isso”, afirmou.

O presidente também defendeu ações mais duras contra grupos criminosos e cobrou investigações envolvendo agentes públicos ligados às milícias.

“Prenda todos que governaram esse estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, disse Lula.

Ricardo Couto assumiu o comando do Executivo estadual após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Antes disso, ele presidia o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Nos bastidores políticos, o grupo aliado de Cláudio Castro articulava uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para definir o novo governador, movimento posteriormente barrado por decisões judiciais.

Durante o evento, Lula também afirmou que o governo federal pretende ampliar ações de combate ao domínio territorial de facções criminosas e milícias em comunidades do Rio de Janeiro.

“Não é possível que a cidade mais conhecida do mundo continue como local onde facções tomaram conta do território”, declarou.

As declarações provocaram reação imediata da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que divulgou nota oficial criticando as falas do presidente.

Segundo o comunicado, a Alerj afirmou que “respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”.

A nota também classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos.

O episódio amplia a tensão política entre o Palácio do Planalto e setores da política fluminense em meio ao debate sobre segurança pública e combate às organizações criminosas no estado. 

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Datafolha: maioria dos eleitores de Flávio Bolsonaro quer manutenção da candidatura

          Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra que a maior parte dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) defende a continuidade de sua pré-candidatura à Presidência da República, mesmo após as revelações envolvendo conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso Master, quando cobrou R$ 134 milhões.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 20 e 21 de maio, 88% dos entrevistados que declararam voto em Flávio Bolsonaro afirmam que ele deve permanecer na disputa presidencial de 2026. Outros 10% defendem que o senador desista da candidatura, enquanto 2% disseram não saber.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros e possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar do apoio majoritário entre seus eleitores, o levantamento aponta impacto nas intenções de voto do senador após a repercussão do caso. Na simulação de primeiro turno, Flávio caiu de 35% para 31%, enquanto no segundo turno oscilou de 45% para 43%.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou crescimento nas projeções eleitorais, passando de 38% para 40% no cenário de primeiro turno e de 45% para 47% em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

A pesquisa também revelou que 64% do eleitorado brasileiro tomou conhecimento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Entre os próprios eleitores do senador, esse índice sobe para 72%.

Mesmo diante da repercussão, 73% dos apoiadores de Flávio afirmam continuar confiando no parlamentar. Além disso, 53% consideram que ele agiu corretamente ao pedir apoio financeiro ao ex-banqueiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No eleitorado geral, porém, o cenário aparece mais dividido: 48% defendem que Flávio Bolsonaro abra mão da candidatura e apoie outro nome, enquanto 44% consideram que ele deve continuar na disputa.

O levantamento também simulou um possível cenário sem Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Nesse caso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como principal alternativa dentro do grupo político bolsonarista.

Entre os eleitores de Flávio, 60% apontam Michelle como primeira opção para substituí-lo. Já no eleitorado geral, ela é citada por 39% dos entrevistados. 

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Lula pressiona Senado por votação da PEC da Segurança e promete reforço bilionário no combate ao crime organizado

            O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e fez um apelo direto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a matéria seja colocada em votação.

Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (22) ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou que a proposta é fundamental para ampliar a atuação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e à violência no país.

“Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente Davi Alcolumbre: coloque para votar a PEC da Segurança, que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança”, declarou o presidente.

A proposta faz parte do pacote de medidas do programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado recentemente pelo governo federal. Segundo Lula, a iniciativa prevê investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões para fortalecer ações de segurança pública em todo o país.

De acordo com o presidente, R$ 1 bilhão será investido diretamente pelo governo federal, enquanto outros R$ 10 bilhões serão disponibilizados por meio de financiamentos para estados e municípios ampliarem estruturas e equipamentos de combate à criminalidade.

Lula também afirmou que a PEC permitirá reforçar órgãos federais de segurança, ampliar ações de inteligência e criar uma força nacional mais estruturada.

“A PEC da Segurança vai me permitir reforçar a Polícia Federal, reforçar a Polícia Rodoviária Federal e criar uma guarda nacional de verdade”, afirmou.

O presidente criticou ainda a necessidade frequente de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), defendendo uma política permanente de segurança baseada em profissionalização e inteligência policial.

“Temos que ter uma polícia profissionalizada com inteligência para tomar conta da bandidagem”, acrescentou.

Durante a entrevista, Lula reconheceu a sensação de insegurança enfrentada pela população brasileira e afirmou que os estados, sozinhos, não conseguem enfrentar o avanço da criminalidade organizada.

Segundo ele, além da falta de estrutura, governadores reclamam da dificuldade em manter criminosos presos após ações das forças policiais.

“Os estados, por mais que tenham esforço, não dão conta de combater a criminalidade”, afirmou o presidente.

A PEC da Segurança Pública já foi aprovada pelos deputados federais e agora depende de análise do Senado Federal. O tema deve ganhar ainda mais destaque no cenário político nacional diante da pressão crescente da população por medidas mais efetivas de combate à violência.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Justiça italiana nega extradição e Carla Zambelli deixa prisão após decisão da Corte de Cassação

             A ex-deputada federal Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália rejeitar o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.

A decisão representa uma reviravolta no caso envolvendo a parlamentar, que aguardava o desfecho judicial em território italiano após decisões anteriores favoráveis à extradição em instâncias inferiores.

Após deixar a prisão, Zambelli apareceu em um vídeo publicado nas redes sociais do advogado italiano Pieremilio Sammarco, responsável por sua defesa no país europeu.

“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais”, declarou a ex-deputada no vídeo divulgado logo após sua soltura.

Segundo a defesa da ex-parlamentar, a Corte de Cassação reconheceu falhas nas decisões judiciais que haviam autorizado a extradição anteriormente. Com isso, Zambelli poderá responder ao processo em liberdade enquanto os desdobramentos jurídicos continuam sendo analisados.

De acordo com os advogados, embora a extradição tenha sido aceita nas instâncias inferiores da Justiça italiana, a medida ainda não havia sido executada devido à existência de recursos pendentes. A decisão da Corte de Cassação, considerada a última instância do Judiciário italiano, encerra o julgamento no país e impede a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras.

O caso repercute tanto no Brasil quanto na Itália e deve ampliar o debate político e jurídico envolvendo a situação da ex-parlamentar, que segue sendo uma das figuras mais polêmicas da direita brasileira nos últimos anos.

Nos bastidores políticos, aliados interpretam a decisão como uma vitória da estratégia jurídica adotada pela defesa, enquanto críticos avaliam que o episódio poderá aumentar a tensão diplomática e institucional em torno do caso.

Até o momento, o governo brasileiro não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão da Justiça italiana. 

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Datafolha 2º turno: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43%

           A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) aponta avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial de 2026. Em um dos cenários testados para o primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 31%.

O levantamento revela crescimento da vantagem do petista, que passou de três para nove pontos percentuais em relação ao senador bolsonarista. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 12 e 14 de maio, Lula tinha 38% e Flávio Bolsonaro aparecia com 35%.

A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistados entre os dias 20 e 22 de maio, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Outro cenário analisado pelo instituto simulou a disputa sem a presença de Flávio Bolsonaro. Nesse caso, Lula alcança 41% das intenções de voto, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registra 22%, evidenciando dificuldades da oposição em unificar forças em torno de um único nome competitivo.

O levantamento também reforça o cenário favorável ao presidente em eventual segundo turno. Segundo o Datafolha, Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, revertendo o empate técnico registrado na pesquisa anterior, quando ambos tinham 45%.

A nova rodada da pesquisa é a primeira realizada integralmente após a divulgação de mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As conversas foram reveladas pelo site The Intercept Brasil e, segundo a reportagem, o senador teria solicitado apoio financeiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos bastidores políticos, os números já são interpretados como um sinal de fortalecimento da imagem de Lula em meio às movimentações antecipadas para 2026, enquanto o campo conservador tenta reorganizar suas estratégias e definir o nome que representará o grupo bolsonarista na próxima disputa presidencial.

Mesmo distante do período oficial de campanha, o cenário eleitoral começa a ganhar contornos mais claros, indicando polarização novamente concentrada entre o PT e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

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Pesquisa Futura/Apex mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro após impacto dos áudios com Vorcaro

            O cenário da corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos após a divulgação da mais recente pesquisa Futura/Apex, publicada nesta sexta-feira (22), apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno pela Presidência da República.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 47,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 42,2%. O dado chama atenção principalmente pela mudança brusca em relação à pesquisa anterior, quando o senador do PL liderava a disputa com 46,9%, contra 44,4% do atual presidente.

A nova sondagem foi divulgada dias após a repercussão do chamado “caso Dark Horse”, envolvendo áudios e mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro e ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro é investigado em um esquema relacionado à venda de títulos falsos, e a instituição financeira acabou sendo liquidada extrajudicialmente no âmbito das apurações.

O impacto político do episódio parece ter refletido diretamente nos números. Flávio recuou 4,7 pontos percentuais, enquanto Lula cresceu 3,3 pontos no mesmo intervalo.

Além do senador do PL, o levantamento também simulou cenários entre Lula e outros nomes da oposição e do centro-direita. Em todos os casos, o presidente aparece em vantagem:

  • Lula x Ronaldo Caiado: 47,6% a 36,5%;
  • Lula x Romeu Zema: 48,3% a 35,9%;
  • Lula x Michelle Bolsonaro: 47,9% a 41,6%.

O levantamento reforça o atual favoritismo do presidente em cenários de segundo turno, mas também evidencia o peso de fatos políticos e investigações no comportamento do eleitorado brasileiro.

Analistas avaliam que o desempenho de Flávio Bolsonaro nas próximas pesquisas dependerá diretamente da evolução das investigações e da capacidade do campo conservador reorganizar sua estratégia eleitoral para 2026.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto acompanha com atenção os movimentos da oposição, especialmente diante da consolidação antecipada do debate presidencial no cenário nacional.

O levantamento Futura/Apex entrevistou 2.000 eleitores situados em 878 municípios do dia 15 a 20 de maio. As questões foram aplicadas mediante entrevistas por telefone. A margem de erro divulgada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança, de 95%. 

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