Enquanto Flávio Bolsonaro
admitiu publicamente que buscou recursos junto a Vorcaro para viabilizar a
conclusão do filme, mencionando inclusive atrasos em parcelas de patrocínio,
Mário Frias foi categórico ao afirmar que o projeto não recebeu qualquer valor
oriundo do banqueiro.
Segundo o parlamentar, o
filme — intitulado Dark Horse e com lançamento previsto para setembro —
conta com financiamento privado, mas sem qualquer vínculo com Vorcaro ou
empresas sob seu controle.
A produtora Goup
Entertainment reforçou essa versão, afirmando que o quadro de investidores da
obra não inclui o nome do banqueiro, tampouco recursos provenientes de
instituições ligadas a ele.
As declarações distintas
entre os envolvidos ampliam os questionamentos sobre a transparência no
financiamento do projeto. Isso porque, ao justificar o contato com Vorcaro,
Flávio Bolsonaro indicou que havia dificuldades no cumprimento de compromissos
financeiros do filme, sugerindo a existência de tratativas mais avançadas.
Flávio cobrava de Daniel Vorcaro a quantia de R$ 134 milhões.
Retratando Bolsonaro entre a
vida e a morte no leito de hospital após levar uma facada na campanha
das eleições de 2018 em Juiz de Fora (MG), o filme foi descrito como um thriller de
"baixíssimo orçamento" para padrões americanos pelo deputado
federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do governo
Bolsonaro e principal idealizador da produção. Pelo visto, o orçamento estourou.
Outro ponto que chama
atenção diz respeito ao contexto das conversas. Apesar de integrantes do grupo
político sustentarem que não havia suspeitas públicas sobre o banqueiro à época
dos contatos, já existiam informações de investigações em andamento envolvendo
o empresário.
O episódio ocorre em meio à movimentação política em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o que amplia a repercussão do caso no cenário nacional.
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