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AIS-19 abrange nove municípios da região: Arcoverde, Buíque, Ibimirim, Itaíba, Manari,
Pedra, Sertânia, Tupanatinga e Venturosa. Juntas, essas cidades contabilizaram 1.536
mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em 2025, contra 1.294
registros em 2024, representando crescimento de 18,7% no período.
Entre
os municípios da região, Arcoverde concentra o maior número de ocorrências. A
cidade passou de 595 registros em 2024 para 685 em 2025, crescimento de 15,1%.
Outros
municípios também registraram aumento expressivo. Sertânia, por exemplo, saltou
de 151 para 188 casos, enquanto Pedra passou de 90 para 123 ocorrências no
mesmo período.
O
dado mais expressivo, no entanto, foi registrado em Manari, que saiu de 17
casos em 2024 para 37 em 2025, crescimento superior a 117%, o maior percentual
da região.
Comparativo
por município (2024 x 2025)
- Arcoverde:
595 → 685 (+15,1%)
- Buíque:
191 → 218 (+14,1%)
- Ibimirim:
81 → 91 (+12,3%)
- Itaíba:
70 → 76 (+8,6%)
- Manari:
17 → 37 (+117,6%)
- Pedra:
90 → 123 (+36,7%)
- Sertânia:
151 → 188 (+24,5%)
- Tupanatinga:
40 → 53 (+32,5%)
- Venturosa:
59 → 65 (+10,2%)
Mesmo
com apenas dois meses contabilizados, o ano de 2026 já apresenta números
expressivos. Entre janeiro e fevereiro foram 301 casos de violência doméstica
contra mulheres na região da AIS-19.
O
município de Arcoverde novamente lidera os registros, com 123 ocorrências,
seguido por Sertânia, com 54 casos, e Buíque, com 38 registros.
Confira
os números do início de 2026:
- Arcoverde:
123 casos
- Buíque:
38
- Ibimirim:
33
- Itaíba:
10
- Manari:
4
- Pedra:
23
- Sertânia:
54
- Tupanatinga:
12
- Venturosa:
4
Especialistas
apontam que o crescimento dos registros pode estar relacionado tanto ao aumento
real da violência quanto à ampliação das denúncias, impulsionadas por campanhas
de conscientização e maior acesso aos canais de proteção.
Ainda
assim, os números reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas
públicas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores,
especialmente em regiões do interior onde o acesso a serviços especializados
ainda é limitado.
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