Nos
bastidores, circula a informação de que o parlamentar, que preside o partido no
estado, estaria articulando sua candidatura ao Senado em uma eventual chapa
liderada pelo prefeito do Recife, João Campos. A possibilidade, porém, tem
provocado reações imediatas dentro da própria legenda.
A
expectativa inicial do partido era encerrar a janela partidária, prevista para
abril, com uma bancada de até 11 deputados estaduais, consolidando-se como a
maior força política no Legislativo pernambucano. Entretanto, o cenário pode
mudar drasticamente caso as especulações se confirmem.
De
acordo com relatos de parlamentares ouvidos nos últimos dias, pelo menos quatro
deputados estaduais já indicaram que poderão deixar o partido caso Eduardo da
Fonte confirme apoio a uma chapa adversária à da governadora Raquel Lyra.
Outros
dois parlamentares ainda avaliam a situação, mas também não descartam uma
possível saída.
Um
dos deputados, que preferiu não se identificar, argumentou ao Blog Dellas, da jornalista Terezinha Nunes, que uma mudança de
posicionamento político neste momento poderia comprometer sua base eleitoral.
“Todos os prefeitos que me apoiam estão com Raquel. Como
eu poderia, a esta altura, mudar de candidato? Isso seria correr o risco de
perder a eleição”,
afirmou.
A
crise interna pode ainda impactar a estratégia de expansão da legenda.
Deputados que negociavam ingresso no partido já demonstram cautela diante das
incertezas.
Um
dos casos é o do deputado estadual France Hacker, que se prepara para deixar o Partido
Socialista Brasileiro (PSB). A expectativa era que ele se filiasse ao
Progressistas ainda neste mês, mas a decisão agora foi adiada.
Segundo
o parlamentar, qualquer definição sobre seu futuro político deverá ocorrer
apenas após meados do mês. Hacker é considerado uma liderança influente na Zona
da Mata Sul e tem forte alinhamento com a governadora Raquel Lyra.
Outro
fator que tem ampliado a tensão entre os deputados estaduais do PP é a
dificuldade de contato com Eduardo da Fonte nos últimos dias. Parlamentares da
legenda afirmam que não conseguem falar diretamente com o presidente do partido
no estado há mais de uma semana.
Segundo
relatos, até mesmo para tentar agendar reuniões, alguns deputados têm recorrido
ao deputado federal Lula da Fonte, filho de Eduardo da Fonte.
A
atual crise política dentro do Progressistas ganhou força após declarações do
próprio Eduardo da Fonte defendendo a formação de uma chapa ao Senado que
incluísse o senador Humberto Costa.
Na
ocasião, ele chegou a defender a possibilidade de uma aproximação política
entre o governo estadual e o Partido dos Trabalhadores, argumentando que uma
composição com Humberto Costa poderia ampliar o alcance eleitoral, somando
votos de diferentes espectros políticos.
Posteriormente,
surgiram informações nos bastidores de que João Campos teria comunicado a
dirigentes do PT, tanto no Recife quanto em Brasília, a intenção de incluir
Eduardo da Fonte como um dos nomes ao Senado em sua eventual chapa majoritária.
Enquanto não há confirmação oficial, o ambiente dentro do Progressistas segue marcado por incertezas, especulações e um clima de expectativa sobre os próximos movimentos do comando partidário.
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