A
expectativa é que os números sirvam como termômetro para as estratégias das
campanhas da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, e do
prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal nome da oposição na disputa
estadual.
Na
avaliação do cientista político Álvaro Azevedo Neto, as pesquisas exercem papel
importante no planejamento das campanhas, especialmente na definição da
comunicação e na mobilização dos apoiadores.
"As pesquisas orientam decisões estratégicas da
campanha e também servem para motivar a militância", afirma.
Segundo
o especialista, eventuais diferenças entre os resultados do Datafolha e do
levantamento Genial/Quaest, divulgado no início da semana, devem ser analisadas
dentro do contexto de cada período de coleta.
"As pesquisas são retratos de um determinado
momento. A diferença de algumas semanas entre um levantamento e outro pode
indicar mudanças no comportamento do eleitorado e oferecer uma leitura mais
precisa da evolução da disputa", explica.
Além
de medir o cenário eleitoral, o novo levantamento poderá influenciar a
narrativa adotada pelos principais grupos políticos durante as convenções e nas
primeiras semanas da campanha oficial.
De
acordo com Álvaro Azevedo Neto, candidatos que apresentarem desempenho positivo
tendem a explorar os números para reforçar a percepção de crescimento e
competitividade. Já aqueles que ficarem abaixo das expectativas costumam
ajustar o discurso, relativizando os resultados e concentrando esforços na
mobilização da campanha.
A pesquisa do Datafolha será a segunda divulgada nesta semana sobre a corrida pelo Governo de Pernambuco e deve contribuir para consolidar o cenário político às vésperas do início da campanha eleitoral de 2026.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:



















