Os dados foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros
de Minas Gerais nesta terça-feira (24). O levantamento oficial aponta 16 mortes
em Juiz de Fora e outras 7 em Ubá.
O temporal provocou a elevação brusca do nível do
Rio Paraibuna, que transbordou e agravou o cenário de enchentes, alagamentos
generalizados, desabamentos de edificações e deslizamentos de terra. Equipes de
resgate seguem mobilizadas em diversas frentes, atuando em ocorrências de
soterramento, risco estrutural em encostas e áreas próximas ao leito do rio.
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão,
decretou estado de calamidade pública diante da “gravíssima situação”
enfrentada pelo município. Segundo a gestora, este já é o fevereiro mais
chuvoso da história da cidade, que possui cerca de 540 mil habitantes. Foram
registrados 584 milímetros de precipitação — volume equivalente ao dobro da
média prevista para todo o mês.
Em pronunciamento oficial, a prefeita classificou o
cenário como “extremo”, destacando que diversos bairros permanecem isolados.
Pelo menos 20 deslizamentos de terra foram contabilizados até o momento.
A Defesa Civil municipal estima que aproximadamente
440 pessoas foram diretamente afetadas e estão recebendo assistência da
Prefeitura, com oferta de abrigo e acolhimento temporário.
As buscas por desaparecidos continuam. O Corpo de
Bombeiros confirmou que ainda procura “dezenas” de pessoas, enquanto o
monitoramento meteorológico mantém alerta para a possibilidade de novas
instabilidades.
A tragédia reacende o debate sobre ocupação de áreas de risco, infraestrutura urbana e políticas de prevenção em regiões historicamente vulneráveis a eventos climáticos extremos.
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