segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Detran-PE adota novo modelo de prova prática para CNH com foco na condução em situações reais

              A formação de condutores em Pernambuco passa por uma mudança estrutural. Após a diretriz nacional que flexibiliza etapas tradicionais do processo de habilitação, o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) implementou oficialmente um novo modelo de prova prática de direção veicular. A atualização segue os parâmetros estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), publicado pelo governo federal no início deste ano.

As alterações integram uma política coordenada pelo Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com o objetivo de uniformizar os exames em todo o país e aproximar a avaliação da realidade enfrentada pelos motoristas nas vias urbanas.

De acordo com o diretor-presidente do Detran-PE, Vladimir Lacerda, a reformulação amplia o alcance da avaliação. “A proposta é avaliar o candidato de forma mais abrangente, priorizando sua capacidade de conduzir o veículo com segurança em situações reais de trânsito, o que inclui domínio técnico e comportamento adequado”, afirmou.

Entre as principais mudanças está a extinção de etapas isoladas, como a baliza e a rampa, que deixam de ser avaliadas como provas específicas. O novo formato adota uma análise integrada do desempenho do candidato, observando simultaneamente o controle do veículo e o cumprimento das normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A avaliação passa a enfatizar comportamentos obrigatórios, como uso correto do cinto de segurança, sinalização prévia de manobras, respeito à sinalização horizontal e vertical e obediência aos semáforos.

O exame permanece dividido em duas etapas: percurso interno no pátio do Detran e condução em via pública. A diferença está no sistema de pontuação, que agora classifica as falhas conforme sua gravidade: infrações leves somam 1 ponto; médias, 3 pontos; graves, 4 pontos; e gravíssimas, 6 pontos.

Embora Pernambuco tenha levado mais de dois meses para iniciar a implementação após a publicação das diretrizes federais, o órgão estadual afirma que a adoção integral do novo modelo busca alinhar o processo de habilitação à política nacional de trânsito.

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