segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PDT avalia apoiar Raquel Lyra para viabilizar projeto de Marília Arraes ao Senado em 2026

           O tabuleiro político pernambucano começa a se mover com maior intensidade mirando as eleições de 2026. Em declarações nos bastidores, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, admitiu a possibilidade de a legenda apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) como parte de uma estratégia para assegurar uma vaga ao Senado para Marília Arraes.

Segundo informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o PDT mantém conversas avançadas para filiar Marília, atualmente no Solidariedade, com o objetivo de lançá-la candidata ao Senado Federal. O desenho preferencial da sigla, no entanto, contempla inicialmente uma composição no campo de oposição estadual, integrando a chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco.

Nesse cenário, Marília disputaria uma das vagas ao Senado ao lado do senador Humberto Costa, que deve tentar a reeleição, consolidando a aliança entre PT e PSB no Estado.

Apesar do plano principal, Carlos Lupi reconhece que o quadro político é considerado complexo. Pernambuco reúne um número expressivo de pré-candidatos competitivos ao Senado, o que torna a formação das chapas um exercício delicado de articulação.

Além de Humberto Costa e Marília Arraes, estão no radar o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos); o senador Fernando Dueire (MDB), que tende a disputar a reeleição; o deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas); e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

No campo liderado por João Campos, Humberto Costa é visto como nome praticamente consolidado na chapa, em razão da aliança histórica entre PT e PSB. A segunda vaga, porém, permanece aberta e concentra as principais disputas, envolvendo Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho.

Outro fator decisivo será a definição da Federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas. Caso a federação opte por apoiar Raquel Lyra, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte podem integrar a chapa governista ao Senado, alterando o equilíbrio político e pressionando diretamente o grupo de João Campos.

A movimentação do PDT, portanto, insere um novo elemento na disputa estadual, sinalizando que alianças pragmáticas podem prevalecer sobre divisões tradicionais no caminho até 2026. 

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