A medida ocorre logo após duas iniciativas de peso:
a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, proibindo
penduricalhos que ultrapassem o teto constitucional do funcionalismo, e o veto
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reajustes do Legislativo que excediam
esse mesmo limite. O novo ato administrativo, no entanto, ajusta despesas
estruturais da atividade parlamentar, reacendendo o debate sobre os custos da
máquina pública.
Com a atualização, o valor mensal destinado ao
pagamento de assessores parlamentares sobe de aproximadamente R$ 133 mil para
cerca de R$ 151 mil por deputado. Já o “cotão”, utilizado para custear despesas
como passagens aéreas, combustível, alimentação e divulgação da atividade
parlamentar, passa a variar entre aproximadamente R$ 41 mil e R$ 57 mil
mensais, conforme o estado de origem do parlamentar.
A Câmara sustenta que o reajuste representa
recomposição inflacionária, baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) acumulado desde a última atualização, em 2023. De acordo com a
Diretoria-Geral da Casa, não há aumento real, mas adequação dos valores à
inflação registrada no período.
Nos bastidores, a correção já era considerada
necessária após a sanção presidencial à Lei nº 15.349/2026, que reestruturou
carreiras e remunerações de servidores do Legislativo. Com a elevação de
salários e gratificações, manter o teto anterior das verbas poderia implicar
redução no número de assessores, segundo avaliação técnica interna.
O impacto financeiro estimado com as mudanças
administrativas gira em torno de R$ 540 milhões por ano. Além da recomposição
das verbas de gabinete e do Ceap, também foram anunciados reajustes lineares
para secretários parlamentares e ocupantes de cargos comissionados.
A decisão amplia a discussão sobre equilíbrio fiscal, especialmente em um contexto de pressão por responsabilidade orçamentária e maior controle dos gastos públicos.
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