Segundo
fontes ligadas à corporação, a investigação aponta que dados sobre operações
policiais teriam sido vazados para membros da facção criminosa Comando Vermelho,
uma das maiores organizações do tráfico de drogas do país.
O
caso está ligado a um inquérito que já havia levado ao indiciamento do deputado
estadual Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil, e do ex-deputado Thiego
Raimundo dos Santos Silva, investigado por supostas conexões com a organização
criminosa.
De
acordo com as apurações da Polícia Federal, o grupo investigado teria atuado
para repassar informações antecipadas sobre ações policiais, comprometendo o
sigilo das investigações e permitindo que alvos de operações pudessem se
preparar previamente para evitar prisões ou apreensões.
Entre
os episódios analisados pelos investigadores está o vazamento de dados
relacionados à Operação Zargun, que tinha como um dos principais alvos o
ex-parlamentar conhecido como TH Joias.
A
suspeita é que detalhes da operação tenham sido divulgados antes da execução
dos mandados judiciais, possibilitando que o investigado reorganizasse sua
estrutura e evitasse ser localizado pelas autoridades.
Relatórios
da investigação indicam que, na véspera da deflagração da operação, o então
parlamentar deixou o imóvel onde residia, situado na região da Barra da Tijuca.
No local, foram identificados indícios de retirada rápida de objetos, o que
reforçou a hipótese de que ele teria sido alertado previamente sobre a ação
policial.
O inquérito inclui acusações de organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a extensão da rede de vazamento de informações dentro das estruturas de segurança pública.
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