A
informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana, que também publicou um
comunicado convocando a população a manter a unidade nacional e a prestar
lealdade ao novo líder.
Mojtaba,
de 56 anos, já vinha sendo apontado há anos como um dos principais nomes para
suceder seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que comandou o país por quase quatro
décadas. Ele ocupava o cargo de líder supremo desde 1989 e morreu no dia 28 de
fevereiro durante bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel
contra alvos estratégicos em Teerã.
O
ataque que resultou na morte de Ali Khamenei também atingiu integrantes do alto
escalão militar iraniano, incluindo comandantes das forças armadas e da
poderosa Guarda Revolucionária do Irã. A ofensiva desencadeou uma escalada de
confrontos na região, com sucessivas trocas de ataques entre Teerã, Israel e
forças norte-americanas.
Apesar
de a ideologia oficial da República Islâmica não favorecer sucessões familiares
no poder religioso, Mojtaba Khamenei consolidou apoio significativo entre
setores influentes do regime, especialmente dentro da Guarda Revolucionária e
da elite política ligada ao establishment clerical.
Descrito
por analistas como uma figura de perfil conservador e alinhada à ala mais
rígida do regime, o novo líder supremo já exercia forte influência nos
bastidores da política iraniana. Mesmo sendo considerado um clérigo de nível
intermediário, ele se tornou uma das vozes mais respeitadas entre os círculos
religiosos e militares do país.
Segundo
a agência iraniana Mehr News Agency, a confirmação da escolha foi anunciada
pelo membro da assembleia Ahmad Alamolhoda, após validação interna do conselho
responsável pela sucessão, conduzido pelo secretário da instituição, Hosseini
Bushehri.
Informações
divulgadas pela imprensa internacional indicam que Mojtaba também enfrentou
perdas pessoais durante os recentes ataques militares, incluindo a morte de sua
esposa e de um de seus filhos.
Além
de assumir o posto de maior autoridade religiosa do país, o novo líder supremo
passa a exercer amplos poderes políticos e militares, incluindo o comando das
Forças Armadas iranianas, posição que reforça ainda mais sua influência dentro
do sistema de governo da República Islâmica.
Analistas
internacionais apontam que a nomeação ocorre em um momento de forte tensão
geopolítica e reflete o esforço do regime iraniano para garantir estabilidade
institucional em meio ao conflito militar em curso no Oriente Médio.
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