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quarta-feira, 4 de março de 2026

Espanha reage a ameaças de Trump e Sánchez acusa EUA de “brincar com o destino do mundo” em ofensiva contra o Irã

            O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã abriu uma nova frente de tensão diplomática dentro da própria aliança ocidental. Nesta quarta-feira (4), o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando-o de agir de forma irresponsável ao intensificar a ofensiva militar contra o Irã.

Em pronunciamento televisionado à nação, Sánchez afirmou que o líder norte-americano está “brincando de roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, ao optar por uma escalada militar no Oriente Médio. Segundo ele, decisões desse porte podem desencadear consequências globais imprevisíveis.

A declaração ocorre após Trump ameaçar rever relações comerciais com a Espanha, em reação à decisão do governo espanhol de não autorizar o uso de bases militares no sul do país para apoiar operações norte-americanas contra Teerã. O impasse elevou o tom entre dois aliados históricos no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Sánchez classificou os bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel como “imprudentes e ilegais”, reforçando que a posição oficial de Madri é contrária à guerra. “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Não se pode jogar roleta russa com o destino de milhões”, declarou.

A crise diplomática ganhou novo capítulo com o posicionamento da Comissão Europeia, que afirmou estar “pronta” para defender os interesses da União Europeia diante de possíveis retaliações comerciais.

O governo espanhol sustenta que sua postura está alinhada aos princípios de defesa do direito internacional e da solução pacífica de conflitos. “A posição do governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: ‘Não à guerra’”, afirmou Sánchez, deixando claro que não cederá a pressões externas por temor de sanções econômicas.

O episódio evidencia fissuras dentro da aliança ocidental em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio e amplia a incerteza quanto aos desdobramentos diplomáticos e econômicos do conflito.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Brasileiros ficam retidos em navio de cruzeiro em Dubai após escalada militar no Oriente Médio

           A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já provoca impactos diretos para além do campo diplomático e militar. Um grupo de brasileiros permanece retido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após o fechamento do espaço aéreo na região em decorrência dos bombardeios iniciados no último sábado (28).

Os passageiros estão a bordo do navio MSC Euribia, operado pela MSC Cruzeiros. A embarcação, que transporta cerca de 5 mil pessoas, permanece atracada em porto local “até novo aviso”, por determinação das autoridades regionais e internacionais.

O retorno dos brasileiros ao país estava previsto para o domingo (1º). No entanto, com a suspensão de voos em diversos países do Oriente Médio, o desembarque e a viagem de volta tornaram-se inviáveis.

Em nota, a empresa informou que a situação a bordo é tranquila e que passageiros e tripulantes estão recebendo toda a assistência necessária. A companhia também declarou que está trabalhando em conjunto com companhias aéreas para monitorar possíveis rotas alternativas assim que houver liberação do tráfego aéreo.

A Agência Brasil questionou a empresa sobre o número exato de brasileiros no navio e aguarda posicionamento oficial.

Diante do agravamento da crise, a MSC anunciou ainda o cancelamento do próximo roteiro do MSC Euribia, que teria saída de Dubai em 7 de março, com escalas previstas em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, também nos Emirados Árabes Unidos.

O cenário segue em monitoramento, enquanto autoridades internacionais avaliam os desdobramentos do conflito e possíveis reaberturas graduais do espaço aéreo na região. 

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Suprema Corte dos EUA barra tarifaço de Trump, e ex-presidente reage com nova taxa global de 10%

            Uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos redesenhou, nesta sexta-feira (20), o cenário da política comercial americana. Por seis votos a três, os ministros invalidaram o pacote de tarifas criado por Donald Trump no ano passado, entendendo que o ex-presidente extrapolou os limites de sua autoridade ao instituir unilateralmente as medidas.

A maioria da Corte concluiu que a legislação invocada pelo governo não concede poderes ao presidente para impor tarifas comerciais de forma autônoma, sem respaldo claro do Congresso. A decisão atinge especialmente o chamado conjunto de “tarifas recíprocas”, considerado o núcleo da estratégia protecionista adotada por Trump.

Pouco depois da divulgação do veredicto, Trump reagiu publicamente por meio da rede Truth Social e em entrevista coletiva. Classificou a decisão como “vergonhosa” e “terrível” e acusou os ministros contrários às tarifas de agirem sob influência externa.

O republicano também afirmou que dispõe de “métodos ainda mais fortes” para sustentar sua política comercial e anunciou a adoção de uma nova tarifa global de 10%, utilizando como base a chamada Seção 122 da legislação comercial americana — dispositivo que permite ao presidente impor tarifas temporárias em determinadas circunstâncias.

Além disso, declarou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais, o que pode resultar na aplicação de novas sanções tarifárias.

Embora a decisão da Suprema Corte enfraqueça parte central da estratégia comercial de Trump, outras tarifas permanecem em vigor, incluindo aquelas incidentes sobre aço, alumínio e produtos relacionados ao combate ao tráfico de fentanil.

O embate jurídico evidencia a tensão entre Executivo e Judiciário em torno da condução da política econômica externa dos Estados Unidos, especialmente em um contexto de disputas comerciais globais e reposicionamento estratégico no comércio internacional. 

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Votação do Oscar 2026 entra na reta final e Brasil chega forte na disputa por indicações

             A corrida pelo Oscar 2026 entra em sua fase decisiva nesta sexta-feira (16), quando se encerra o período de votação que definirá os indicados à maior premiação do cinema mundial. Iniciado na última segunda-feira (12), o processo reúne os votos de mais de 10 mil profissionais da indústria cinematográfica, integrantes da Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS), entre atores, diretores, roteiristas, produtores e técnicos.

Nesta etapa preliminar, os membros da Academia votam, majoritariamente, dentro de suas respectivas áreas de atuação. Atores escolhem atuações, diretores votam em direção e profissionais técnicos avaliam as categorias específicas. A principal exceção é a categoria Melhor Filme, na qual todos os votantes participam. A lista oficial de indicados será divulgada na próxima quinta-feira (22).

A 98ª edição do Oscar já tem data marcada: a cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, em Los Angeles, mantendo a tradição de ser realizada no Dolby Theatre, palco histórico da premiação.

Em meio a uma temporada internacional aquecida, o cinema brasileiro chega competitivo à reta final da votação. O principal destaque é o longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que integra a lista prévia de Melhor Filme Internacional e também aparece entre os pré-selecionados em Melhor Direção de Elenco. O filme ganhou ainda mais projeção após vencer o Globo de Ouro de Filme Internacional, ampliando sua visibilidade entre os votantes da Academia.

O Brasil também marca presença em outras categorias importantes. O documentário “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, figura na pré-lista de Melhor Documentário de Longa-Metragem, enquanto o curta “Amarela”, dirigido por André Hayato Saito, aparece entre os concorrentes a Melhor Curta-Metragem em Live Action.

Outros destaques incluem o documentário “Yanuni” e o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que integra a equipe da produção americana “Sonhos de Trem”, presente nas pré-listas técnicas da premiação.

A expectativa nos bastidores é alta. Há projeções de que o Brasil possa alcançar até nove indicações, incluindo a possibilidade de Wagner Moura disputar a estatueta de Melhor Ator por sua atuação em O Agente Secreto, o que reforçaria um dos momentos mais expressivos da presença brasileira na história recente do Oscar. 

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

EUA apreendem petroleiros em águas internacionais e geram tensão diplomática com a Rússia

            Uma operação da Guarda-Costeira dos Estados Unidos realizada na manhã desta quarta-feira (7) elevou o nível de tensão no cenário geopolítico internacional. Dois navios-petroleiros foram apreendidos em águas internacionais sob a acusação de violar as sanções comerciais impostas por Washington ao setor petrolífero da Venezuela, medida que provocou reação imediata da Rússia e reacendeu o debate sobre soberania marítima e direito internacional.

De acordo com o governo norte-americano, uma das embarcações, o Marinera, navegava sob bandeira russa no momento da interceptação e foi abordada na zona econômica exclusiva da Islândia, no Atlântico Norte. A informação foi confirmada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que classificou a operação como resultado de semanas de monitoramento.

Segundo as autoridades, o Marinera — anteriormente registrado como Bella I — teria tentado evitar a apreensão por meio de manobras irregulares, incluindo a mudança de bandeira e a pintura de um novo nome no casco do navio, numa tentativa de ocultar sua identidade.

“Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda-Costeira há semanas, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou Kristi Noem, ao comentar a ação.

O segundo navio apreendido, identificado como M/T Sophia, foi interceptado em águas próximas ao Caribe. De acordo com os Estados Unidos, a embarcação realizava “atividades ilícitas” relacionadas ao transporte de petróleo venezuelano e está sendo escoltada para território norte-americano.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a postura rígida do governo ao classificar os petroleiros como “navios fantasmas” utilizados para driblar sanções internacionais. “O bloqueio à comercialização de petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno efeito”, declarou.

A Rússia reagiu duramente à operação. Em nota, o Ministério dos Transportes russo classificou a apreensão como ilegal e citou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982), argumentando que houve violação da liberdade de navegação. Segundo o governo russo, “nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados sob a jurisdição de outro país”.

O episódio amplia o desgaste diplomático entre Washington e Moscou e adiciona um novo capítulo às disputas envolvendo sanções econômicas, comércio internacional de petróleo e o equilíbrio de poder nos mares.


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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Tiros e drones são registrados próximo ao Palácio de Miraflores após mudança no comando da Venezuela

             Momentos de tensão marcaram a noite desta segunda-feira (5) em Caracas. Moradores das imediações do Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, relataram ter ouvido rajadas de tiros e observado o sobrevoo de drones não identificados nas proximidades do complexo presidencial.

Segundo informações repassadas por uma fonte próxima ao governo, os disparos ocorreram após as 20h no horário local (21h em Brasília) e teriam sido uma resposta das forças de segurança, acionadas diante da movimentação aérea suspeita. A mesma fonte afirmou que, apesar do susto, a situação foi rapidamente controlada.

O episódio acontece em um momento de forte instabilidade política no país. Horas antes, foi confirmada a captura do agora deposto presidente Nicolás Maduro, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Ainda nesta segunda-feira, a vice-presidente venezuelana tomou posse como governante interina, em meio a um cenário de incertezas e alerta máximo nas áreas estratégicas da capital.

As autoridades venezuelanas não divulgaram detalhes oficiais sobre a origem dos drones nem sobre possíveis danos ou feridos. A área do Palácio de Miraflores segue sob forte esquema de segurança, enquanto o governo interino tenta garantir a normalidade institucional. 

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump afirma que EUA estão “no comando” da Venezuela após captura de Maduro

             O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional neste domingo (4) ao declarar que Washington estaria “no comando” da Venezuela, após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro e o início de negociações com as novas autoridades venezuelanas. As declarações ocorreram em meio a críticas de líderes internacionais e analistas, que questionam o alcance e a legalidade da atuação americana no país sul-americano.

Maduro, acusado nos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, foi sequestrado em uma operação na madrugada do sábado (3) e transferido para Nova York, onde permanece preso aguardando apresentação à Justiça nesta segunda-feira (5). Sua esposa, Cilia Flores, também deixou o país.

Questionado por jornalistas a bordo do Air Force One sobre quem estaria efetivamente no controle da Venezuela, Trump foi direto: “Estamos lidando com as pessoas que acabam de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando porque vou dar uma resposta muito polêmica”. Em seguida, completou: “Significa que nós estamos no comando”.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reconhecida oficialmente pelas Forças Armadas do país, afirmou estar disposta a dialogar com os Estados Unidos, defendendo uma relação “equilibrada, respeitosa e baseada na soberania”.

Segundo o governo americano, há disposição para cooperação com setores remanescentes do antigo governo, desde que sejam atendidos interesses estratégicos de Washington, especialmente a abertura ao investimento americano nas vastas reservas de petróleo venezuelanas.

Ao ser questionado se a operação teria motivação econômica ou política, Trump respondeu: “Trata-se da paz na Terra”.

Trump afirmou ainda que as eleições na Venezuela “terão que esperar”. “Vamos governá-la, arrumá-la e realizar eleições no momento certo. O principal agora é consertar um país falido”, declarou.

Em tom ofensivo, o presidente americano também atacou outros líderes regionais. Sem apresentar provas, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de envolvimento com o narcotráfico, afirmando que “não o será por muito tempo”. Trump também declarou que o governo comunista de Cuba está prestes a cair e ameaçou o Irã com retaliações caso novas mortes de manifestantes ocorram.

Mais cedo, Trump havia advertido diretamente Delcy Rodríguez, afirmando que a presidente interina deveria colaborar com os Estados Unidos para não “pagar um preço muito alto”.

Do exílio na Espanha, o opositor Edmundo González Urrutia classificou a captura de Maduro como “um passo importante” rumo à normalização da Venezuela, mas ressaltou que a medida “não é suficiente”.

González pediu o respeito aos resultados das eleições de 2024, que afirma ter vencido, além da libertação imediata de todos os presos políticos, como condição para uma “transição verdadeiramente democrática”.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez realizou neste domingo seu primeiro conselho de ministros como presidente interina e anunciou a criação de uma comissão de alto nível para atuar pela libertação de Maduro e de Cilia Flores.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, EUA condicionam diálogo a decisões da liderança venezuelana e crise gera reações globais

                      A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela ganhou novos desdobramentos neste domingo (4), após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que o governo norte-americano poderá trabalhar com as atuais lideranças venezuelanas, desde que sejam tomadas “as decisões certas”. A declaração ocorre após uma operação militar americana que resultou no sequestro e retirada do país do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou. Segundo ele, caso não haja avanços considerados adequados, Washington manterá “diversas ferramentas de pressão”.

A operação militar gerou reações imediatas no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro”. Macron disse ainda esperar que o oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato nas eleições de 2024 e a quem se referiu como presidente, conduza uma transição política “o mais rápido possível”.

Em posição mais cautelosa, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que a escalada da tensão traz “implicações preocupantes para a região” e estabelece um precedente perigoso, independentemente do contexto político interno da Venezuela.

Outros países também se posicionaram. Espanha e Rússia se ofereceram para atuar como mediadores, enquanto Irã e China, aliados do governo venezuelano, condenaram a ação americana. O representante chinês para a América Latina e o Caribe, Qiu Xiaoqi, havia se reunido com Maduro na véspera da ofensiva.

No âmbito interno, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Estado após a captura de Maduro.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo estava preparado para defender a soberania e os recursos naturais do país. Ela também pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação” e classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, reafirmando que ele segue sendo, em sua avaliação, o único presidente legítimo do país. 

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sábado, 3 de janeiro de 2026

Governo Lula convoca reunião de emergência após anúncio de ataque dos EUA à Venezuela

                   O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3), em Brasília, diante do agravamento da crise internacional após o anúncio de um ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O encontro será realizado no Palácio Itamaraty e reunirá representantes da diplomacia brasileira.

De acordo com fontes do Itamaraty, o Brasil já manteve contato com o governo venezuelano para acompanhar a situação no país vizinho e avaliar os desdobramentos políticos e diplomáticos do episódio.

A reunião ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar, por meio de uma rede social, que forças americanas realizaram durante a madrugada um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro teria sido capturado. Até o momento, não houve confirmação oficial do governo venezuelano sobre a declaração.

Ainda não está definido quais ministros participarão da reunião no Itamaraty. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava em período de férias até a próxima terça-feira (6), mas decidiu interromper o descanso e já se desloca de volta para Brasília. Até sua chegada, a condução da pasta está sob responsabilidade da secretária-executiva Maria Laura da Rocha.

O presidente Lula, por sua vez, encontra-se fora da capital federal. Ele e a primeira-dama, Janja da Silva, estão na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passam o período de fim de ano.

A situação é acompanhada com cautela pelo governo brasileiro, diante do impacto regional e internacional que um possível conflito de grandes proporções pode provocar na América do Sul. 

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domingo, 28 de dezembro de 2025

Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês e símbolo cultural do século 20

                     A atriz francesa Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema e da cultura mundial no século 20, morreu aos 91 anos. A informação foi confirmada à imprensa francesa pela Fundação Brigitte Bardot, entidade dedicada à defesa dos direitos dos animais criada pela própria artista. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Bardot estava internada desde novembro em um hospital da cidade de Toulon, no sul da França, onde passou por um procedimento cirúrgico. O estado de saúde da atriz vinha sendo acompanhado com atenção nos últimos meses, especialmente devido à idade avançada.

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Brigitte Anne-Marie Bardot tornou-se um fenômeno internacional a partir da década de 1950. Sua imagem revolucionou os padrões estéticos da época e ajudou a redefinir o papel da mulher no cinema, ao interpretar personagens marcadas pela independência, sensualidade e espírito libertário.

Considerada um símbolo da mulher moderna, Bardot construiu uma carreira marcada por sucesso e controvérsias. Após se afastar das telas ainda jovem, passou a dedicar-se intensamente à militância em defesa dos animais, tornando-se uma das ativistas mais conhecidas da Europa.

A morte da atriz gerou repercussão internacional e mobilizou homenagens de artistas, intelectuais e fãs ao redor do mundo. 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Trump eleva tom contra a Venezuela, anuncia bloqueio de navios petroleiros e amplia tensão diplomática

                O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra a Venezuela nesta terça-feira (16), ao afirmar que o país sul-americano está cercado “pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. Segundo o chefe da Casa Branca, a pressão internacional sobre o governo de Caracas tende a aumentar nos próximos dias.

Em declarações feitas por meio de uma rede social, Trump acusou a Venezuela de roubar petróleo e terras pertencentes aos Estados Unidos, sem detalhar quais ativos teriam sido supostamente tomados. O presidente norte-americano afirmou ainda que as sanções permanecerão em vigor até que o país “devolva” o que considera ter sido retirado dos interesses americanos.

Trump também direcionou críticas diretas ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem acusou de utilizar os recursos do país para sustentar um “regime ilegítimo”. Segundo ele, o governo de Caracas estaria envolvido no financiamento de atividades criminosas, incluindo o que classificou como terrorismo associado ao narcotráfico, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

Com base nessas acusações, o presidente dos Estados Unidos anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que estejam sob sanções norte-americanas e que tentem entrar ou sair do território venezuelano. A medida amplia o cerco econômico contra o país, cuja principal fonte de receita é a exportação de petróleo.

No último dia 10 de dezembro, autoridades americanas já haviam interceptado e apreendido um navio petroleiro no Caribe que constava na lista de embarcações sancionadas pelo governo dos EUA, sinalizando uma escalada prática das restrições anunciadas.

Em resposta, o governo venezuelano divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (16), na qual classificou a decisão de Trump como uma “ameaça grotesca” e descreveu o bloqueio como “absolutamente irracional”. Caracas afirmou ainda que a medida viola princípios do livre comércio internacional e da navegabilidade marítima.

No comunicado, o governo de Nicolás Maduro reafirmou a soberania da Venezuela sobre suas riquezas naturais, em especial o petróleo, principal alvo das investidas norte-americanas, conforme apontado em reportagem do jornal The New York Times.

Os novos episódios aprofundam a crise diplomática entre Washington e Caracas, marcando mais um capítulo de instabilidade política e econômica na América do Sul.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Trump reduz tarifas sobre produtos agrícolas e beneficia frutas e café do Brasil

               O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) um novo decreto reduzindo tarifas cobradas sobre importações de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, bananas, café e tomates. A medida ocorre em meio à crescente pressão interna para que o governo adote ações capazes de frear o avanço do custo de vida no país.

Segundo a Casa Branca, alguns itens passarão a ser isentos das tarifas “recíprocas” impostas ao longo deste ano, após uma avaliação sobre a capacidade de produção interna norte-americana. A mudança marca um recuo parcial do decreto de 2 de abril, quando Trump determinou tarifas mínimas de 10% sobre produtos importados, acompanhadas de sobretaxas dirigidas a países específicos.

A política tarifária ampliou a arrecadação do Tesouro, mas também contribuiu para a aceleração da inflação, apontam analistas. A administração americana já havia realizado uma revisão em 5 de setembro, e agora volta a flexibilizar a cobrança diante da escalada de preços registrada por itens básicos.

Pesquisas recentes mostram que o custo de vida é hoje uma das principais preocupações da população americana.

A decisão ocorre em um momento de retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Após reunião durante a cúpula do G7, no Canadá, o chanceler Mauro Vieira afirmou que ambos os países avançam em um acordo provisório para destravar a relação bilateral.

O encontro foi realizado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que destacou, em comunicado oficial, o diálogo sobre a construção de um “quadro mútuo” para o comércio entre as duas nações.

As relações comerciais haviam sido tensionadas após Trump impor tarifas de até 50% — entre as mais altas do mundo — sobre diversos produtos brasileiros, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O café foi um dos itens mais afetados, registrando aumento de 21% nos preços ao consumidor americano em 12 meses até agosto.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Justiça francesa ordena libertação de Nicolas Sarkozy após 20 dias de prisão

                 A Justiça da França determinou, nesta segunda-feira (10), a libertação do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que cumpria pena por associação ilícita. A decisão, tomada pelo Tribunal de Apelação de Paris, impõe medidas de controle judicial, incluindo a proibição de deixar o território francês.

Sarkozy, que havia se tornado em 21 de outubro o primeiro chefe de Estado francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial, também foi o primeiro líder de um país membro da União Europeia a passar por tal situação. Ele estava detido na penitenciária parisiense de La Santé, onde permaneceu por 20 dias em regime de isolamento, sob proteção de dois policiais em uma cela vizinha.

De acordo com a decisão judicial, o ex-presidente deverá ser libertado ainda nesta segunda-feira, mas ficará impedido de manter contato com o atual ministro da Justiça, Gérald Darmanin, cuja visita à prisão para encontrá-lo provocou forte polêmica na França.

Antes da decisão do tribunal, Sarkozy havia descrito os dias de prisão como extremamente duros:

“É muito difícil, muito difícil. Certamente é para todos os detidos. Eu diria até que é exaustivo”, afirmou o ex-presidente durante a análise de seu pedido de libertação.

Sarkozy, um dos nomes mais influentes da direita francesa, governou o país entre 2007 e 2012. Seu envolvimento em diferentes investigações e condenações judiciais tem marcado o cenário político francês nas últimas décadas.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Vitória histórica de Javier Milei nas eleições legislativas argentinas aumenta influência no Congresso

                      Neste domingo (26), a Argentina testemunhou uma eleição legislativa histórica. O partido do presidente Javier Milei, A Liberdade Avança, conquistou a maioria das cadeiras em disputa na Câmara dos Deputados e no Senado, ampliando seu poder de influência sobre o Congresso Nacional.

Foram renovadas 127 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e 24 das 72 cadeiras do Senado. Com 98% das urnas apuradas, o partido de Milei lidera com 64 cadeiras na Câmara e 13 no Senado, consolidando uma vitória que surpreendeu analistas políticos e a imprensa argentina.

A Força Pátria, principal partido da oposição, conquistou 31 cadeiras na Câmara e 6 no Senado. Incluindo aliados, a oposição soma 44 cadeiras na Câmara e 7 no Senado, mas ainda assim fica atrás do partido do presidente.

Após a divulgação dos resultados, Javier Milei destacou a importância histórica do pleito. “Foi um dia histórico para a Argentina. O povo argentino resolveu deixar para trás 100 anos de decadência e persistir no caminho da liberdade, do progresso e do crescimento. Hoje começa a construção da Argentina grande. Os argentinos mostraram um 'basta ao populismo'. Populismo nunca mais”, declarou Milei diante de aplausos de apoiadores.

O desempenho do partido foi consistente em praticamente todas as províncias do país, incluindo Buenos Aires, a maior província, onde Milei havia sofrido derrota em eleições locais no mês de setembro. De acordo com a autoridade eleitoral, mais de 67% dos eleitores participaram da votação, um índice considerado alto para eleições legislativas.

Os meios de comunicação locais também se mostraram surpresos com o resultado. O jornal La Nación qualificou a vitória como “impactante”, destacando que o partido de Milei alcançou um desempenho sólido em todo o país.

Essa eleição reforça o papel de A Liberdade Avança no cenário político argentino e sinaliza que o governo de Milei terá maior capacidade de aprovar reformas e projetos estratégicos no Congresso, fortalecendo seu discurso de combate ao populismo e de promoção da liberdade econômica. 

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domingo, 26 de outubro de 2025

Lula e Trump retomam diálogo e iniciam negociação para reduzir tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

                Em um encontro inédito desde o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, o chefe de Estado brasileiro se reuniu neste domingo (26/10) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na capital da Malásia. A conversa, que durou cerca de uma hora, marcou o início da reaproximação entre os dois países e abriu caminho para negociações sobre o chamado tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros.

Segundo fontes diplomáticas, o encontro foi marcado por um tom pragmático e pela disposição de ambos os líderes em restabelecer o diálogo bilateral. Trump afirmou que há espaço para “acordos muito bons” e que acredita em uma “relação muito boa” com o Brasil.

Lula, por sua vez, destacou que não existem divergências intransponíveis entre as duas nações e defendeu a suspensão imediata das tarifas enquanto as negociações avançam. “Não há impasse grande o suficiente que não possamos resolver com diálogo e respeito mútuo”, declarou o petista.

Ficou definida uma nova reunião ainda neste domingo entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para detalhar os termos da possível redução ou suspensão das taxas em setores estratégicos.

O encontro ocorreu à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual Brasil e Estados Unidos participam como convidados. A presença de ambos em território neutro foi vista como oportunidade para retomar pontes diplomáticas após anos de afastamento e tensões comerciais. 

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