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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Raquel Lyra entrega viaturas, armamentos e equipamentos em pacote de R$ 37 milhões para reforçar segurança pública

Investimento contempla Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros e integra ações do programa Juntos pela Segurança

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, anunciou nesta sexta-feira (5) um novo reforço para as forças de segurança do Estado. Em solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, foram entregues viaturas, armamentos, equipamentos de proteção individual e caminhões destinados à Polícia Militar, Polícia Civil e ao Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.

O pacote de investimentos soma R$ 37 milhões e integra as ações do programa Juntos pela Segurança, considerado uma das principais estratégias do Governo do Estado para fortalecer o combate à criminalidade e melhorar as condições de trabalho dos profissionais da área.

Ao todo, foram entregues 70 novas viaturas para a Polícia Militar, sete caminhões para o Corpo de Bombeiros, além de mais de 5,5 mil armamentos e cerca de 1,1 mil equipamentos de proteção individual, incluindo capacetes, botas e acessórios operacionais.

Durante o evento, a governadora destacou que o investimento busca garantir melhores condições para os agentes que atuam diariamente na proteção da população pernambucana.

“Temos um trabalho permanente de garantia de condições para que os nossos operadores da segurança pública possam trabalhar com eficiência e segurança. Por isso, estamos entregando mais de 5,5 mil novos armamentos, novas viaturas, além de equipamentos de proteção individual”, afirmou Raquel Lyra.

Segundo o Governo de Pernambuco, os recursos utilizados são provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública e de investimentos do próprio Estado.

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, ressaltou que a entrega representa o início de um amplo processo de renovação da frota utilizada pelas forças de segurança.

“As entregas feitas nesta sexta-feira são muito relevantes para o nosso estado, pois estamos dando o start na renovação das viaturas. Hoje temos 1.118 viaturas em operação e, em aproximadamente três meses, deveremos concluir a renovação completa da frota”, destacou.

Outro destaque da solenidade foi a entrega de 100 novos fuzis que serão incorporados aos efetivos da Polícia Militar e da Polícia Civil. Os armamentos se somam aos 700 fuzis entregues anteriormente pelo Governo do Estado.

De acordo com Alessandro Carvalho, os equipamentos foram produzidos na República Tcheca e estão entre os mais modernos disponíveis para uso policial.

Além dos fuzis, mais de 5 mil pistolas também passam a integrar o arsenal das forças de segurança, ampliando a capacidade operacional das corporações.

A expectativa do Governo de Pernambuco é que os novos equipamentos contribuam para fortalecer as ações de prevenção, repressão qualificada ao crime e resposta a ocorrências em todas as regiões do estado, reforçando a estrutura das instituições responsáveis pela segurança da população. 

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Promotor Lincoln Gakiya não vê “benefícios” em classificação do PCC e CV como organizações terroristas

                 O promotor de Justiça Lincoln Gakiya classificou como “muito grave” a decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Especialista no combate ao crime organizado, Gakiya afirmou que a medida pode trazer impactos negativos ao Brasil, especialmente no campo da soberania nacional e da cooperação internacional em segurança pública.

A declaração foi dada durante entrevista ao podcast “O Assunto”, do portal g1, após o Departamento de Estado norte-americano anunciar a nova classificação das facções brasileiras. Segundo o promotor, o enquadramento pode alterar completamente a dinâmica das investigações internacionais envolvendo o crime organizado.

“Não vejo nenhum benefício prático que essa classificação possa trazer. Acho que há o risco muito grande dos Estados Unidos quererem fazer algum tipo de ação militar secreta aqui dentro do Brasil, como fez no México e também na Venezuela”, afirmou Gakiya.

De acordo com o integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), atualmente a cooperação internacional ocorre principalmente através de órgãos policiais como o FBI e a DEA, agência americana de combate ao narcotráfico. Porém, com a nova classificação, o protagonismo passaria para órgãos de inteligência e defesa, como a CIA e estruturas militares dos Estados Unidos.

Para o promotor, isso poderá reduzir a troca de informações entre os países. “Quando passa a ser tratado pela CIA e pelos militares, há sigilo dessas informações, classificadas como secretas ou ultrassecretas. Então provavelmente teremos prejuízo na cooperação”, alertou.

Gakiya também demonstrou preocupação com possíveis reflexos no sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, instituições financeiras poderiam ser atingidas indiretamente por sanções internacionais caso movimentações relacionadas às facções sejam identificadas em cadeias financeiras complexas.

O promotor citou como exemplo a Operação Carbono Oculto, investigação que revelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC envolvendo postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento.

“Você poderia sancionar bancos que sequer tiveram contato direto com integrantes do PCC, mas que indiretamente receberam recursos nessa cadeia financeira”, explicou.

Lincoln Gakiya atua há mais de duas décadas no enfrentamento ao PCC e se tornou uma das principais referências do país no combate à facção criminosa.

Em maio deste ano, ele recebeu o Prêmio Faz Diferença 2025, promovido pelo jornal O Globo, na categoria Brasil, em reconhecimento à sua atuação contra o crime organizado.

O promotor passou a atuar de forma ainda mais intensa contra o PCC após descobrir, em 2005, que era alvo de um plano de execução da facção. Desde então, liderou investigações estratégicas, incluindo pedidos de transferência de líderes da organização para presídios federais, medida considerada decisiva para enfraquecer a comunicação do grupo criminoso. 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Pernambuco aparece entre os estados mais violentos do Brasil no Atlas da Violência; governo destaca redução dos índices

               O estado de Pernambuco voltou a figurar entre os estados com maiores índices de violência letal do país no Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o levantamento, Pernambuco ocupa a terceira posição nacional em taxa de homicídios, ficando atrás apenas do Amapá e da Bahia.

O estudo aponta que o estado registrou 37,3 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, índice quase duas vezes superior à média nacional, que ficou em 20,1. Em números absolutos, foram contabilizadas 3.534 mortes violentas ao longo do ano.

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata aparecem entre as 20 cidades mais violentas do Brasil. O Cabo ocupa a 14ª posição nacional, com taxa de 59,9 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto São Lourenço da Mata aparece na 16ª colocação, com índice de 56,9.

A capital Recife também aparece em posição de destaque negativo no ranking nacional, registrando taxa de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes, sendo a quarta capital mais violenta do país segundo o Atlas.

Apesar do cenário preocupante apresentado no levantamento, o Governo de Pernambuco contestou parte da interpretação dos dados e destacou que os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) vêm apresentando redução consecutiva nos últimos anos.

Em nota divulgada após a publicação do estudo, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco afirmou que Pernambuco manteve tendência de queda nos registros de violência letal também nos primeiros meses de 2025. A SDS ressaltou ainda que os números do Atlas precisam ser analisados levando em consideração diferenças metodológicas entre os dados utilizados pelo levantamento e os registros oficiais da segurança pública estadual.

Mesmo com a redução de 4,4% em relação a 2023 — quando Pernambuco registrou 3.697 homicídios — os números ainda permanecem acima do contabilizado há dez anos. Em 2014, o estado registrou 3.358 mortes violentas, o que representa aumento de 5,2% no período analisado.

O Atlas da Violência também destaca que, enquanto o Brasil reduziu sua taxa nacional de homicídios de 30,2 para 20,1 mortes por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024 — queda de 33,4% — Pernambuco apresentou movimento oposto, saindo de 36,9 para 37,3 no mesmo intervalo.

O relatório aponta ainda que a concentração da violência segue mais intensa nas regiões Norte e Nordeste. Além de Pernambuco, os estados com maiores taxas foram Amapá (45,7), Bahia (40,9), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Já os menores índices do país foram registrados em São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal. 

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domingo, 17 de maio de 2026

Pernambuco registra queda de 34,1% nos roubos no primeiro quadrimestre de 2026

             Pernambuco encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com redução expressiva nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). De acordo com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), a retração foi de 34,1% em comparação com o mesmo período de 2025, superando a meta de 30% estabelecida pelo programa Juntos pela Segurança.

Dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace) apontam que foram registrados 9.724 roubos entre janeiro e abril deste ano, contra 14.766 ocorrências no mesmo intervalo do ano passado. Os números fortalecem o discurso de segurança da governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição em outubro próximo.

No recorte de abril, a redução foi de 28,3%, com queda de 3.415 para 2.450 registros.

Entre os principais indicadores, destacam-se:

  • Roubos de veículos: queda de 17,5% (de 3.939 para 3.248 casos)
  • Roubos em coletivos: redução de 30,2% (de 169 para 118 ocorrências)
  • Subtração de celulares: retração de 29,2% (de 15.504 para 10.976 registros)

Segundo o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, os resultados refletem o planejamento estratégico adotado pelo governo estadual.

“Os números comprovam que as ações e estratégias adotadas estão gerando resultados concretos no enfrentamento à violência”, afirmou.

Além dos crimes patrimoniais, os dados apontam queda nos índices de Mortes Violentas Intencionais (MVIs), com redução de 15,1% no quadrimestre, passando de 1.116 casos em 2025 para 947 em 2026.

Os feminicídios também apresentaram retração significativa de 36,8%, caindo de 38 para 24 registros. Já os homicídios contra mulheres tiveram redução de 7,3% no período.

No mês de abril, os índices reforçam a tendência de queda: feminicídios recuaram 85,7%, enquanto as mortes violentas contra mulheres diminuíram 27,6%. Os homicídios em geral apresentaram redução de 16,5%.

A SDS destaca que os resultados são fruto da intensificação de ações integradas de segurança pública em todo o estado. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Lula lança programa nacional com R$ 11 bilhões para combater o crime organizado

             O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) um novo pacote de ações voltadas à segurança pública no país. Batizado de Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o plano prevê um volume de até R$ 11 bilhões em investimentos e tem como foco principal o enfrentamento estruturado das organizações criminosas em todo o território nacional.

O lançamento foi conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia que reuniu autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O programa será estruturado com base em quatro eixos principais, que buscam atuar de forma integrada no combate ao crime organizado:

  • Asfixia financeira das organizações criminosas, com foco no rastreamento e bloqueio de recursos ilícitos;
  • Fortalecimento do sistema prisional, com ampliação de unidades de segurança máxima e maior controle interno;
  • Aumento da resolução de homicídios, visando elevar os índices de investigação e elucidação de crimes;
  • Combate ao tráfico de armas, munições e explosivos, com reforço nas ações de inteligência e fiscalização.

Segundo o governo, o conjunto de medidas será formalizado por meio de decretos e portarias, com execução articulada entre União, estados e municípios.

Do total anunciado, cerca de R$ 1,06 bilhão será investido diretamente pela União, distribuído entre os quatro eixos do programa. A maior parte dos recursos, no entanto, virá de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões, destinada a entes federativos interessados em reforçar suas estruturas de segurança.

Esses recursos poderão ser aplicados na compra de equipamentos, modernização tecnológica, aquisição de viaturas e ampliação da capacidade operacional das forças de segurança.

O financiamento será viabilizado por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), mecanismo que permitirá maior flexibilidade na execução dos projetos.

O governo federal destaca que o programa busca integrar esforços entre diferentes níveis de gestão pública, com foco em ações coordenadas e sustentáveis no combate às organizações criminosas.

Especialistas apontam que a efetividade do plano dependerá da capacidade de articulação entre os entes federativos, além da continuidade dos investimentos e da implementação de políticas baseadas em inteligência e dados.

O lançamento ocorre em meio ao aumento da pressão por respostas mais efetivas na área da segurança pública, considerada uma das principais preocupações da população brasileira. 

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Raquel Lyra anuncia novo concurso para segurança pública ainda em 2026

            A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), confirmou que o Estado deve lançar um novo concurso público para a área de segurança ainda em 2026. A declaração reforça a estratégia do governo de ampliar o efetivo das forças policiais e fortalecer a estrutura de combate à criminalidade.

Segundo a gestora, o processo já está em fase de definição da banca organizadora, etapa que antecede a publicação do edital. “A gente fez concurso público para 7 mil pessoas na segurança, fora os 1.200 policiais penais que eu contratei. Vem outro. Vem em breve, eu estou fechando a banca para poder lançar o concurso. Então, esse ano sai”, afirmou.

O anúncio dá continuidade a uma política de expansão do quadro de profissionais da segurança pública iniciada nos últimos anos. De acordo com a governadora, mesmo com as contratações recentes, o número de agentes ainda não atende plenamente às demandas do Estado.

A necessidade de reforço já havia sido destacada no final de abril, durante a cerimônia de conclusão do curso de formação de novos policiais militares. Na ocasião, Raquel Lyra enfatizou que o governo tem priorizado ações concretas, com investimentos tanto em recursos humanos quanto em equipamentos.

“Estamos no caminho certo, investindo não com discurso, mas com entrega de equipamentos e de homens e mulheres que estão prontos para servir à nossa sociedade”, declarou.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, a governadora também abordou outros temas de relevância nacional. Entre eles, reafirmou posicionamento favorável à redução da jornada de trabalho no modelo 6×1 e comentou o cenário político para as eleições presidenciais de 2026.

Raquel Lyra ainda destacou que possui autonomia dentro do PSD para conduzir alianças políticas em Pernambuco, sinalizando liberdade estratégica para a construção de seu projeto político no Estado.

Com a definição da banca organizadora em fase final, a expectativa é de que o edital do novo concurso seja publicado nos próximos meses. A iniciativa deve atrair grande número de candidatos, diante da relevância das carreiras na área de segurança pública e da estabilidade oferecida pelo serviço público.

O reforço no efetivo é considerado uma das principais apostas do governo estadual para ampliar a presença policial, melhorar indicadores de segurança e atender às demandas da população pernambucana. 

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Pernambucana entra para a história ao se tornar a primeira mulher general do Exército Brasileiro

               O Brasil registra um marco histórico nas Forças Armadas com a ascensão da médica pernambucana Cláudia Lima Gusmão Cacho ao posto de general do Exército Brasileiro. A promoção inédita foi oficializada nesta quarta-feira (1º), durante solenidade realizada em Brasília, consolidando um avanço significativo na presença feminina nos altos cargos militares do país.

A nomeação da oficial já havia sido aprovada em fevereiro pelo Alto Comando do Exército, por meio de votação secreta, e posteriormente formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com publicação no Diário Oficial da União na última terça-feira (31/3).

Médica pediatra de formação, Cláudia Cacho também será a primeira mulher a assumir a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), onde já exercia a função de subdiretora. A nova missão reforça sua trajetória marcada por liderança e excelência na gestão de unidades hospitalares militares.

Em declaração à imprensa, a general destacou o simbolismo da conquista e o peso da responsabilidade:

“Tenho consciência da responsabilidade. É um reconhecimento pelo trabalho que foi realizado ao longo de todos esses anos desde o meu ingresso nas Forças Armadas.”

Natural do Recife, Cláudia ingressou no Exército em 1996, como oficial temporária, no 42º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Goiânia. Sua carreira ganhou impulso após aprovação na Escola de Saúde do Exército, onde concluiu o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998, destacando-se como a primeira colocada.

Graduada pela Universidade de Pernambuco (UPE), a oficial acumulou especializações em Administração Hospitalar e Gestão Estratégica em Saúde, além de formação no Curso de Comando e Estado-Maior do Exército.

Ao longo de sua trajetória, ocupou funções estratégicas e de alta complexidade, incluindo a direção do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar de Área de Campo Grande, consolidando uma carreira pautada pela competência técnica e capacidade de liderança.

A promoção de Cláudia Cacho representa não apenas um reconhecimento individual, mas também um avanço institucional rumo à ampliação da participação feminina nos postos mais elevados das Forças Armadas brasileiras. 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

PRF reforça fiscalização nas rodovias federais de Pernambuco durante período de grandes eventos no Agreste

             Com a expectativa de aumento expressivo no fluxo de veículos rumo ao Agreste pernambucano, a Polícia Rodoviária Federal inicia, a partir desta sexta-feira (28), uma operação especial de reforço na fiscalização das rodovias federais que cortam o estado.

A ação coincide com a abertura da temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, realizada em Brejo da Madre de Deus, além de um festival gastronômico em Garanhuns. Os dois eventos devem atrair milhares de visitantes e intensificar o tráfego nas principais vias da região.

De acordo com a PRF, a operação terá como foco as rodovias BR-232, BR-104, BR-423 e BR-424, consideradas corredores estratégicos para o deslocamento de turistas durante o período que antecede a Semana Santa. O objetivo é garantir maior segurança viária, reduzir riscos de acidentes e melhorar a fluidez do trânsito.

As equipes atuarão em pontos considerados críticos, com fiscalização direcionada a infrações que aumentam o risco de sinistros, como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e condução sob efeito de álcool. A operação também contará com integração entre diferentes forças de segurança pública.

Tradicionalmente, cidades como Gravatá, Caruaru e o próprio Brejo da Madre de Deus registram aumento significativo no número de visitantes durante este período, impulsionado principalmente pela encenação da Paixão de Cristo, considerada uma das maiores do país.

A PRF orienta os motoristas a realizarem revisão preventiva dos veículos, respeitarem a sinalização e planejarem as viagens com antecedência, contribuindo para um trânsito mais seguro durante os dias de maior movimentação. 

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Inclusão de deputadas em álbum policial levanta suspeita de discriminação e gera reação em Pernambuco

           Um procedimento adotado pela Polícia Civil de Pernambuco está no centro de uma controvérsia que envolve possíveis falhas técnicas e indícios de discriminação institucional. A utilização indevida das imagens das deputadas federais Erika Hilton e Duda Salabert em um álbum de reconhecimento fotográfico de suspeitos de roubo, no Recife, provocou reação de autoridades e abriu debate sobre os protocolos adotados em investigações criminais.

O caso foi identificado pela Defensoria Pública de Pernambuco, que acionou as parlamentares após analisar um processo relacionado a um roubo de celular. No material utilizado para reconhecimento, além de outras pessoas, constavam as fotos das duas deputadas, sem qualquer vínculo com o crime investigado.

A defensora pública Gina Muniz classificou o episódio como grave e destacou indícios de critérios discriminatórios na seleção das imagens.

Segundo ela, o caso pode envolver transfobia e racismo institucional, uma vez que ambas as parlamentares são mulheres trans e uma delas, Erika Hilton, é também negra.

A defensora ressaltou que a inclusão indevida das imagens compromete a legalidade do processo e pode gerar consequências graves, como o risco de reconhecimento equivocado e eventual condenação de pessoas inocentes.

De acordo com a Defensoria, o procedimento adotado contraria o que estabelece o artigo 226 do Código de Processo Penal, que define critérios rigorosos para o reconhecimento de suspeitos.

Entre as exigências legais estão a necessidade de descrição prévia do suspeito, a apresentação de pessoas com características semelhantes e a formalização detalhada do ato, com acompanhamento de testemunhas.

Diante das inconsistências, a Defensoria solicitou a nulidade das provas obtidas a partir do reconhecimento e pediu esclarecimentos formais sobre a origem das imagens inseridas no álbum policial.

A repercussão do caso levou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, a se manifestar publicamente. Em posicionamento nas redes sociais, ela classificou o episódio como inadmissível e determinou a abertura de investigação.

A apuração será conduzida pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, com o objetivo de identificar responsabilidades e revisar procedimentos internos.

A governadora também destacou que práticas discriminatórias não serão toleradas na administração pública estadual.

O episódio reacende discussões sobre a utilização de reconhecimento fotográfico em investigações policiais e os riscos associados a falhas metodológicas, especialmente quando envolvem critérios subjetivos ou ausência de padronização.

Especialistas apontam que erros nesse tipo de procedimento podem comprometer a justiça e reforçar desigualdades estruturais, exigindo maior rigor técnico e respeito aos direitos fundamentais. 

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terça-feira, 24 de março de 2026

Lula sanciona lei contra facções e endurece regras para auxílio-reclusão e voto de presos

                O combate ao crime organizado no Brasil ganhou um novo marco legal nesta terça-feira (24), com a sanção do projeto conhecido como “PL Antifacção” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação estabelece medidas mais rígidas contra integrantes de organizações criminosas e altera regras sensíveis, como o acesso ao auxílio-reclusão e o direito ao voto.

Entre os principais pontos mantidos pelo chefe do Executivo está a proibição do pagamento do auxílio-reclusão a dependentes de presos ligados a facções criminosas, milícias ou grupos paramilitares. A vedação se aplica tanto a detentos provisórios quanto àqueles que cumprem pena em regimes fechado ou semiaberto por envolvimento com esse tipo de organização.

Durante a sanção, Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como relevante no enfrentamento à criminalidade. Segundo ele, a mudança busca ampliar o impacto das consequências legais sobre quem opta por integrar grupos criminosos. “Quem decide cometer crimes precisa compreender que suas atitudes afetam não apenas a sociedade, mas também sua própria família”, afirmou.

Outro dispositivo mantido altera o Código Eleitoral ao impedir que presos provisórios participem de votações, endurecendo ainda mais o conjunto de regras aplicadas a pessoas em situação de privação de liberdade.

O texto sancionado institui o chamado Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, com diretrizes mais rígidas voltadas à repressão dessas estruturas criminosas em todo o país.

Apesar de sancionar a maior parte do projeto aprovado pelo Câmara dos Deputados do Brasil, o presidente vetou trechos considerados sensíveis. Entre eles, a proposta que previa equiparar penas entre integrantes e não integrantes de organizações criminosas em determinados crimes, além de um dispositivo que destinava bens e valores apreendidos a fundos estaduais e do Distrito Federal — medida que poderia impactar a arrecadação da União.

Com a nova legislação, o governo federal sinaliza um endurecimento no enfrentamento às organizações criminosas, ao mesmo tempo em que busca equilibrar aspectos jurídicos e fiscais da proposta. 

VEJA AQUI A FALA DO PRESIDENTE LULA SOBRE A NOVA LEI

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Lula diz que Brasil precisa se preparar na área de defesa para evitar ameaças externas

              O fortalecimento da cooperação entre países do Sul Global foi o eixo central do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, realizado nesta segunda-feira (9), no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante a reunião, Lula defendeu que os dois países ampliem a cooperação estratégica, especialmente no desenvolvimento e produção de equipamentos voltados à autodefesa.

Segundo o presidente brasileiro, a parceria pode reduzir a dependência de grandes fornecedores internacionais de armamentos e abrir caminho para o desenvolvimento de uma indústria de defesa mais autônoma entre países emergentes.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, afirmou Lula ao receber o líder sul-africano.

O presidente destacou ainda que Brasil e África do Sul possuem capacidade tecnológica e industrial suficiente para avançar na produção própria de equipamentos militares e tecnológicos. Na avaliação de Lula, essa cooperação pode transformar as duas nações em um mercado relevante no setor de defesa entre países em desenvolvimento.

Durante o encontro, Lula também criticou a dependência histórica de países do Sul Global em relação às grandes potências fornecedoras de armamentos. Segundo ele, a estratégia deve priorizar o fortalecimento da produção interna.

“Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, afirmou.

A visita de Cyril Ramaphosa ao Brasil ocorre em um momento de intensificação das relações diplomáticas entre os dois países e inclui uma agenda de compromissos oficiais até esta terça-feira (10). Durante o encontro no Planalto, foram assinados acordos bilaterais nas áreas de turismo, comércio exterior e cooperação industrial.

Durante a declaração à imprensa, Lula também ressaltou que a América do Sul mantém um histórico de estabilidade e ausência de conflitos armados entre países da região.

Segundo o presidente, o Brasil defende o uso pacífico das tecnologias desenvolvidas internamente.

“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear ou bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, ciência e tecnologia, e não para a guerra”, declarou.

O presidente brasileiro também manifestou preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio, ressaltando que o agravamento dos conflitos representa uma ameaça à estabilidade global.

Para Lula, o cenário internacional exige maior esforço diplomático e diálogo entre as nações.

“O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura”, afirmou.

Ele também alertou para os impactos econômicos globais decorrentes da guerra envolvendo o Irã, destacando que o preço do petróleo já apresenta alta em diversos mercados internacionais.

Outro ponto abordado pelo presidente brasileiro foi o potencial do país na exploração de minerais considerados estratégicos para a transição energética e digital.

Lula destacou que o Brasil pretende adotar uma estratégia diferente da utilizada historicamente na exportação de commodities minerais.

“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito com o minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro”, afirmou.

A proposta, segundo o presidente, é estimular cadeias produtivas internas capazes de agregar valor aos recursos naturais, ampliando a capacidade industrial e tecnológica do país. Foto: Ricardo Stuckert / PR 

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domingo, 8 de março de 2026

Pernambuco cria força-tarefa após aumento de feminicídios

            Diante do crescimento preocupante dos casos de feminicídio em Pernambuco, o Governo do Estado decidiu adotar uma nova estratégia para enfrentar a violência de gênero. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco instituiu uma força-tarefa com o objetivo de aprofundar a análise de dados, monitorar ocorrências e desenvolver ações mais eficazes de prevenção e repressão aos crimes contra mulheres.

A criação do grupo foi oficializada por meio de uma portaria publicada na sexta-feira (6), assinada pelo secretário Alessandro Carvalho. A iniciativa surge em meio ao aumento dos índices de feminicídio registrados no estado ao longo de 2025, cenário que acompanha uma tendência observada em diversas regiões do país.

Segundo dados da própria SDS, Pernambuco contabilizou 88 vítimas de feminicídio em 2025. O número representa um crescimento de 15,7% em relação a 2024, quando foram registrados 76 casos. A escalada da violência também se manteve no início deste ano: apenas em janeiro de 2026, dez mulheres foram assassinadas por razões de gênero, dois casos a mais do que no mesmo período do ano anterior.

No documento que regulamenta a criação do grupo, o secretário destacou a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. O texto ressalta a importância de ampliar mecanismos de prevenção, qualificar as ações repressivas e aperfeiçoar os protocolos operacionais utilizados pelas forças de segurança.

Entre as atribuições da força-tarefa está a elaboração de um diagnóstico permanente sobre a violência de gênero no estado. O estudo deverá reunir estatísticas oficiais, relatórios de inteligência policial e análises técnicas capazes de identificar padrões, áreas críticas e perfis de risco.

O grupo também terá a missão de propor e acompanhar a implantação de protocolos integrados de atendimento às vítimas, priorizando o acolhimento humanizado e o tratamento ágil de ocorrências consideradas de alto risco ou com histórico de reincidência.

Outro eixo de atuação envolve o acompanhamento das medidas protetivas determinadas pela Justiça. A força-tarefa deverá monitorar o cumprimento dessas determinações e supervisionar agressores que utilizam tornozeleira eletrônica, ferramenta empregada para garantir o distanciamento das vítimas.

Além disso, a equipe ficará responsável por sugerir ações voltadas ao cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes de violência doméstica e familiar, reforçando a fiscalização sobre agressores e ampliando a efetividade das investigações.

Os números da violência doméstica em Pernambuco também chamam atenção. Em 2025, as autoridades registraram 42.887 denúncias desse tipo de crime em todo o estado. A capital, Recife, concentrou o maior volume de ocorrências, com 7.038 casos.

Para especialistas em segurança pública, o fortalecimento da análise de dados e a integração entre diferentes órgãos podem ser decisivos para reduzir a violência contra mulheres e ampliar a eficácia das políticas de proteção às vítimas. 

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