Natural
de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, a criança faleceu no dia 24
de fevereiro no Hospital da Restauração, no Recife, para onde havia sido
transferida em estado grave após sofrer múltiplas lesões.
Segundo
informações obtidas pela investigação, os exames médicos identificaram diversos
traumas provocados por impacto intenso. Durante o tratamento das lesões, a bebê
acabou desenvolvendo sepse, condição clínica grave que ocorre quando o
organismo reage de forma extrema a uma infecção, levando à falência de órgãos
e, neste caso, ao óbito.
As
apurações conduzidas pela polícia indicam que os ferimentos podem ter sido
provocados após a criança ter sido arremessada com violência. A principal
suspeita do caso é a própria mãe da bebê, uma adolescente, que foi indiciada no
inquérito policial.
Ao
longo das investigações, as autoridades também solicitaram a abertura de um
incidente de insanidade mental, procedimento jurídico que busca avaliar as
condições psicológicas da jovem. A análise deverá ocorrer durante a fase
judicial do processo e tem o objetivo de determinar se existem transtornos
mentais que possam influenciar na responsabilização penal.
De
acordo com informações levantadas no curso da investigação, a adolescente já
apresenta histórico de alguns transtornos psicológicos. No entanto, apenas a
perícia especializada durante o processo poderá indicar se essas condições são
suficientes para caracterizar ou não a hipótese de infanticídio.
O
inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público, que
ficará responsável por analisar os elementos reunidos no caso e decidir quais
medidas jurídicas deverão ser adotadas a partir de agora.
As investigações também esclareceram que outros familiares da criança não tiveram participação no ocorrido, sendo a mãe da recém-nascida a única pessoa formalmente indiciada no processo. Do blog da Juliana Lima
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