A
legislação sancionada estabelece, de forma explícita, que a condição de
vulnerabilidade da vítima nesses casos é absoluta, impedindo qualquer tentativa
de relativização durante processos judiciais. Com a mudança, fica determinado
que a aplicação das penas previstas independe de fatores como eventual
consentimento da vítima, histórico de vida sexual, existência de relações anteriores
ou até mesmo da ocorrência de gravidez decorrente da violência.
Na
prática, a norma reforça o entendimento de que circunstâncias frequentemente
usadas em estratégias de defesa não podem ser utilizadas para reduzir ou
afastar a responsabilização penal dos agressores.
Pela
legislação brasileira, são consideradas vítimas de estupro de vulnerável crianças
e adolescentes com menos de 14 anos, além de pessoas que, por enfermidade,
deficiência mental ou qualquer outra condição, não possuem capacidade de
discernimento ou não conseguem oferecer resistência.
Ao
comentar a sanção da lei, o presidente destacou que a alteração busca eliminar
interpretações que possam fragilizar a proteção das vítimas. “Com essa mudança
em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem
chances de que abusadores tentem se livrar das penas alegando, por exemplo, que
as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez”, afirmou Lula em publicação nas redes sociais.
De
acordo com o Palácio do Planalto, a nova norma não cria um novo tipo penal nem
altera as penas já previstas na legislação. O crime de estupro de vulnerável já
está definido no artigo 217-A do Código Penal, que estabelece punições severas
para quem pratica esse tipo de violência.
A
mudança introduzida agora acrescenta ao dispositivo legal a previsão expressa
de que a presunção de vulnerabilidade da vítima é absoluta, impedindo que essa
condição seja questionada ou relativizada no decorrer das investigações ou
processos judiciais.
O
texto da lei foi publicado neste domingo no Diário Oficial da União (DOU) e já
está em vigor.
Especialistas
avaliam que a atualização da legislação fortalece o combate à violência sexual
contra crianças, adolescentes e pessoas em condição de vulnerabilidade, ao
deixar ainda mais claro o entendimento jurídico sobre a gravidade desses
crimes.
👉 Acompanhe mais notícias
e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário