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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Aos 91 anos, Luiza Erundina é eleita deputada estadual mais velha em São Paulo

Ex-prefeita de São Paulo recebeu 169.567 votos e retorna ao Legislativo estadual após décadas de atuação política

Aos 91 anos, Luiza Erundina (PSOL) acrescentou mais um capítulo à sua longa trajetória política. A ex-prefeita de São Paulo foi eleita deputada estadual e, a partir de 2027, será a parlamentar mais velha a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Erundina recebeu 169.567 votos, ficando na 13ª colocação entre os candidatos eleitos para a próxima legislatura.

Assistente social, Erundina construiu uma carreira marcada por cargos eletivos e pela atuação política em São Paulo. Em 1988, foi eleita prefeita da capital paulista, tornando-se a primeira mulher a comandar a maior cidade do país, em mandato exercido entre 1989 e 1993.

Antes de chegar à Prefeitura, já havia ocupado uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, entre 1987 e 1988.

Após deixar a Prefeitura de São Paulo, Erundina ampliou sua atuação no cenário nacional. Foi eleita deputada federal por sete mandatos, consolidando uma das trajetórias mais longevas da política brasileira.

Ao longo desse período, também tentou retornar ao comando da Prefeitura de São Paulo em diferentes eleições, mantendo presença constante no cenário político paulista.

Agora, com a eleição para a Alesp, Erundina retorna ao Legislativo estadual mais de três décadas depois de sua primeira passagem pela Casa.

A nova legislatura terá início em 2027, quando a política de 91 anos assumirá novamente um mandato eletivo no estado onde construiu grande parte de sua trajetória pública. 

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domingo, 20 de setembro de 2026

Casas Bahia teriam pago ao menos R$ 11,6 milhões em propina em esquema de créditos de ICMS em SP

Investigação do Ministério Público aponta que varejista participou de pelo menos sete operações entre 2022 e 2023 para obter ressarcimentos tributários

As Casas Bahia teriam desembolsado ao menos R$ 11,6 milhões em propina em um esquema investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) envolvendo ressarcimentos de ICMS. O valor consta de uma planilha apreendida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), segundo informações divulgadas pelo Metrópoles.

A nova cifra amplia o valor de R$ 2,98 milhões revelado anteriormente, referente a uma das operações envolvendo a varejista. Segundo a investigação, os pagamentos teriam sido realizados de forma sistemática, em pelo menos sete procedimentos entre 2022 e 2023.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPSP em 18 de setembro, o esquema envolvia o ex-número três da Secretaria da Fazenda de São Paulo, André Weiss, os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Kunio Shimada e o advogado João André Buttini de Moraes.

Segundo os investigadores, o grupo atuava para acelerar processos de ressarcimento de ICMS e, em determinados casos, aumentar os valores dos créditos concedidos às empresas mediante pagamentos ilícitos.

Os créditos tributários obtidos poderiam ainda ser negociados entre empresas na forma de direitos creditórios. Conforme a investigação, integrantes do esquema também auxiliavam na identificação de potenciais compradores desses créditos.

Uma planilha apreendida na residência de Paulo Sérgio Siqueira Prado, ex-delegado tributário do Butantã que posteriormente firmou colaboração com o MPSP, teria registrado percentuais cobrados nas operações.

Segundo o material, a propina correspondia a percentuais dos valores ressarcidos. Em uma operação atribuída às Casas Bahia, envolvendo cerca de R$ 2,98 milhões em crédito, a investigação aponta pagamento de aproximadamente R$ 747,1 mil a André Weiss.

A apuração também identificou uma divisão dos valores entre diferentes participantes do esquema, conforme a função desempenhada em cada procedimento.

O caso ocorre enquanto as Casas Bahia enfrentam um processo de recuperação judicial, com dívidas superiores a R$ 17 bilhões, segundo informações divulgadas pela empresa e pelo Metrópoles. A companhia criou, em março de 2026, um Comitê Independente para investigar as acusações e afirmou estar colaborando com as autoridades.

Em nota, a empresa declarou que repudia qualquer ato ilícito e que permanece à disposição das autoridades enquanto as investigações do comitê prosseguem. A defesa de João André Buttini de Moraes também afirmou que o advogado terá oportunidade de apresentar sua defesa e esclarecer os fatos no curso do processo.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo informou que colabora com o MPSP desde o início das investigações e que medidas administrativas já foram adotadas contra servidores envolvidos. Segundo a pasta, 45 auditores fiscais são investigados pela corregedoria.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Milton Leite é alvo de operação que investiga infiltração do PCC no transporte de SP

Ex-presidente da Câmara de São Paulo não foi localizado durante cumprimento de mandado de prisão; operação apura atuação da facção em empresas de ônibus

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (17) a Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Entre os alvos está o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil).

Milton Leite não foi localizado pelos policiais que foram até sua residência para cumprir o mandado de prisão. Segundo a Polícia Civil, ele passou a ser considerado foragido. Equipes permanecem no imóvel para cumprir também o mandado de busca e apreensão.

Em manifestação divulgada à imprensa, o ex-vereador negou estar foragido e afirmou que está viajando. Segundo sua declaração, ele pretende se apresentar às autoridades e sustenta que irá provar sua inocência. Informações colhidas durante a diligência indicam que ele estava em casa até a tarde de quarta-feira (16) e teria saído à noite para um compromisso de campanha.

A operação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em municípios como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Entre os alvos também estão o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado.

De acordo com os investigadores, a apuração identificou possível controle financeiro e operacional do PCC sobre 12 empresas de transporte coletivo, além de suspeitas relacionadas a contratos, licitações e financiamento político. As informações integram uma investigação em andamento e ainda serão submetidas ao contraditório e à análise judicial.


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sábado, 11 de julho de 2026

TJSP absolve Thiago Brennand em processo de estupro de estudante de medicina

          A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reverteu a condenação do empresário Thiago Brennand pela acusação de estupro contra uma estudante de medicina. O julgamento, concluído no final de maio, altera a decisão de primeira instância que havia sentenciado o réu a oito anos de prisão em regime fechado.

O processo, iniciado a partir de denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em dezembro de 2022, referia-se a um episódio ocorrido após um jantar na capital paulista. A acusação sustentava que a vítima teria sido levada a um quarto de hotel em estado de vulnerabilidade, após consumir bebida alcoólica, onde teria sofrido violência sexual.

Em agosto de 2025, a 30ª Vara Criminal da Capital havia condenado Brennand e determinado o pagamento de R$ 200 mil em danos morais. Contudo, ao analisar o recurso da defesa — composta pelos advogados Alberto Toron e Luiza Oliver —, a 2ª Câmara de Direito Criminal divergiu do entendimento anterior.

Embora o relator do caso, desembargador Tetsuzo Namba, tenha votado pela manutenção da condenação, o revisor Francisco Orlando e o presidente da Câmara, Alex Zilenovski, formaram maioria ao concluir pela insuficiência probatória. A defesa sustentou durante o processo a tese de consentimento e apontou inconsistências na narrativa da acusação. A decisão marca uma reviravolta no caso que envolve o empresário. 

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri podem definir eleição de São Paulo já no 1º turno

               A menos de um mês do início das convenções partidárias que definirão oficialmente os candidatos às eleições de outubro, a corrida pelo Governo de São Paulo caminha para um cenário de forte polarização entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

A desistência de Paulo Serra (PSDB) e de Kim Kataguiri (Missão) de disputar o Palácio dos Bandeirantes reduziu significativamente o número de candidaturas competitivas e abriu espaço para uma disputa praticamente concentrada entre os dois principais grupos políticos do país.

Segundo cientistas políticos ouvidos pela imprensa nacional, a configuração atual pode resultar em uma situação inédita desde a redemocratização brasileira. Desde 1982, quando os eleitores voltaram a escolher diretamente os governadores, São Paulo sempre contou com pelo menos três ou quatro candidaturas competitivas na disputa estadual.

Para especialistas, a ausência de uma terceira via com potencial eleitoral relevante aumenta as chances de definição da eleição ainda no primeiro turno. O cenário também tende a intensificar a influência da política nacional sobre o debate estadual, transferindo para a disputa paulista a polarização observada nos últimos anos entre os campos liderados por PT e Republicanos.

Mesmo diante desse quadro, articulações políticas continuam em andamento. O ex-ministro Márcio França (PSB) voltou a dialogar com lideranças petistas sobre a possibilidade de entrar na disputa como uma alternativa capaz de ampliar o debate eleitoral e eventualmente levar a eleição para um segundo turno.

Até então, França era apontado como um dos principais nomes para compor a chapa de Fernando Haddad, enquanto outras lideranças do campo aliado disputam espaço nas candidaturas ao Senado.

Com as convenções partidárias se aproximando, os próximos dias serão decisivos para confirmar se a eleição paulista seguirá o caminho da polarização entre Tarcísio e Haddad ou se surgirá uma nova candidatura capaz de alterar o atual cenário político no maior colégio eleitoral do país. 

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Caso Henry Borel: Jairinho é condenado a mais de 43 anos de prisão; Monique recebe perdão judicial

Julgamento histórico durou dez dias e teve desfecho com condenação do ex-vereador por homicídio, tortura e coação processual

Após dez dias de julgamento, o 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu, nesta quinta-feira (4), um dos casos criminais de maior repercussão do país. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

A decisão encerra uma das fases mais importantes do processo que mobilizou a opinião pública brasileira e impulsionou debates sobre violência contra crianças, proteção à infância e responsabilização de agressores.

O Conselho de Sentença reconheceu que Jairinho foi responsável pela morte da criança e pelas agressões que antecederam o crime, além de tentar interferir na apuração dos fatos durante a investigação.

Já a mãe de Henry, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados.

Os integrantes do júri entenderam que não houve participação direta no homicídio, mas reconheceram sua omissão diante das agressões e da tortura sofridas pelo filho.

A professora foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão em relação à tortura praticada contra a criança, com cumprimento da pena em regime aberto.

Na sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro reconheceu que a pena já havia sido integralmente cumprida em razão do período em que Monique permaneceu presa preventivamente durante o processo.

Além disso, foi concedido perdão judicial em relação à acusação de homicídio culposo, extinguindo a punibilidade nesse ponto.

O julgamento é apontado como um dos mais longos da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, reunindo dezenas de testemunhas, especialistas, familiares e representantes do Ministério Público e das defesas.

Durante a sessão, foram analisadas provas periciais, depoimentos e documentos produzidos ao longo dos mais de cinco anos de investigação e tramitação judicial.

O caso ganhou repercussão nacional em razão da gravidade dos fatos e da intensa mobilização da sociedade em torno da busca por justiça para Henry.

Na decisão, a magistrada também determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 400 mil ao pai do menino, Leniel Borel.

O valor deverá ser pago exclusivamente por Jairinho, considerado responsável pelos crimes reconhecidos pelo Tribunal do Júri.

Após a leitura da sentença, tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho anunciaram que irão recorrer da decisão.

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Lula lidera corrida presidencial em São Paulo; Haddad aparece próximo de Tarcísio para o Governo do Estado

Levantamento do Instituto Badra mostra vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto e cenário competitivo para o Governo de São Paulo em 2026

A corrida eleitoral de 2026 em São Paulo já começa a desenhar cenários importantes para a sucessão presidencial e para o comando do maior estado do país. Pesquisa realizada pelo Instituto Badra aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores paulistas, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece reduzindo a distância para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o levantamento, Lula registra 44,2% das intenções de voto em São Paulo, contra 34,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os demais nomes testados aparecem bem atrás, com Cabo Daciolo somando 2,9% e Aécio Neves alcançando 2,5%.

Os números reforçam a polarização entre os campos políticos liderados por Lula e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, cenário que vem marcando as últimas disputas nacionais.

A pesquisa também avaliou a rejeição dos possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Nesse quesito, Flávio Bolsonaro aparece com o maior índice, registrando 33,6% de rejeição entre os entrevistados. Lula surge logo em seguida, com 31,8%.

Os dados mostram que, embora liderem as intenções de voto, ambos também enfrentam elevados índices de resistência entre parcelas do eleitorado paulista.

Na disputa pelo Governo de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas mantém a liderança, com 36,7% das intenções de voto. No entanto, Fernando Haddad aparece em segundo lugar com 29%, reduzindo a diferença para menos de oito pontos percentuais.

O cenário ainda apresenta Paulo Serra com 11,2% e Kim Kataguiri com 8,8%, indicando uma disputa que pode ganhar novos contornos à medida que o calendário eleitoral avançar.

Analistas observam que a proximidade entre Tarcísio e Haddad sugere uma eleição competitiva, especialmente em um estado considerado estratégico para qualquer projeto nacional.

A pesquisa também mediu diferentes cenários para as duas vagas ao Senado Federal que estarão em disputa em 2026.

No primeiro cenário, André do Prado lidera com 15,8%, seguido por Márcio França (15,3%), Simone Tebet (14,1%) e Guilherme Derrite (13,8%).

Já em uma segunda simulação, Simone Tebet assume a liderança com 11,2%, seguida por André do Prado (10,4%), Guilherme Derrite (9,5%) e Márcio França (7,8%).

Os números reforçam que a formação das chapas majoritárias ainda será determinante para consolidar candidaturas e alianças em São Paulo.

Para a Câmara dos Deputados, o levantamento aponta liderança de Celso Russomanno, com 22,5% das intenções de voto.

Na sequência aparecem Ana Carolina Oliveira (12,7%), Tabata Amaral (8,9%), Baleia Rossi (8,7%), José Luiz Datena (6,7%), Delegado Palumbo (6,2%) e Erika Hilton (6%).

O levantamento do Instituto Badra foi realizado entre os dias 28 e 31 de maio de 2026, com 1.500 entrevistas presenciais em 62 municípios paulistas.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-05297/2026 e BR-05119/2026.

Os dados revelam que, embora ainda distante do período oficial de campanha, o cenário eleitoral paulista já se consolida como um dos principais termômetros da disputa nacional de 2026. 

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domingo, 24 de maio de 2026

Justiça de São Paulo nega novo habeas corpus e Deolane Bezerra segue presa

                O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde a última quinta-feira (21) no âmbito de uma investigação que apura suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Com a decisão, Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa agora aguarda o julgamento do mérito do pedido e avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a prisão preventiva.

Segundo informações do processo, outro habeas corpus já havia sido protocolado anteriormente no próprio tribunal paulista, mas acabou não sendo conhecido após o magistrado responsável entender que não possuía competência para analisar o pedido naquele juízo específico, determinando o arquivamento dos autos.

A nova negativa da Justiça paulista ocorre um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, rejeitar o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados da influenciadora.

Mesmo presa cautelarmente, Deolane está custodiada em uma sala de Estado-Maior, prerrogativa garantida pelo Estatuto da Advocacia para profissionais regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. A medida assegura que advogados presos preventivamente permaneçam separados de detentos comuns antes de condenação definitiva.

O criminalista Aury Lopes Júnior, que integra a equipe de defesa da influenciadora, afirmou que a prisão é “ilegal e exagerada” e confirmou que novos recursos serão apresentados nos tribunais superiores.

O caso segue sob investigação e continua gerando ampla repercussão nacional, tanto pelo envolvimento de uma personalidade conhecida nas redes sociais quanto pela gravidade das acusações apuradas pelas autoridades paulistas. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

PF investiga suposto esquema de compra de conteúdo jornalístico com indícios de corrupção eleitoral

          A Polícia Federal deflagrou uma operação que apura a existência de um possível esquema envolvendo corrupção eleitoral, associação criminosa e abuso de poder econômico ligado a pessoas próximas à Prefeitura de Jaú, no interior paulista.

De acordo com informações da investigação, há indícios de que recursos teriam sido utilizados de forma irregular para financiar a produção e divulgação de conteúdos jornalísticos direcionados. O objetivo, segundo a apuração, seria favorecer a gestão municipal com matérias positivas, ao mesmo tempo em que veículos e páginas digitais publicariam conteúdos negativos contra adversários políticos.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nas cidades de Jaú, Dois Córregos e Nhandeara.

Durante as diligências, foram recolhidos documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que agora serão submetidos à análise pericial. O material deve ajudar a esclarecer a dinâmica do suposto esquema e identificar possíveis responsáveis.

A Polícia Federal informou que o caso segue sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de detalhes sobre os investigados e o andamento das apurações.

Especialistas ouvidos destacam que, se confirmadas as irregularidades, o caso pode configurar grave violação à legislação eleitoral, especialmente por envolver possível manipulação da informação e uso indevido de recursos para influenciar a opinião pública.

Procurada, a Prefeitura de Jaú não respondeu aos questionamentos até o momento da publicação. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.

O caso reacende o debate sobre a integridade da informação no ambiente político, especialmente em períodos eleitorais. A eventual utilização de recursos clandestinos para influenciar narrativas midiáticas levanta preocupações sobre transparência, equilíbrio democrático e o papel dos meios de comunicação.

A investigação segue em curso e novos desdobramentos não estão descartados. 


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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Ministério Público Eleitoral aponta irregularidades milionárias em contas de campanha de Tarcísio

              A prestação de contas da campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, em 2022, passou a ser alvo de questionamentos formais por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE). Em representação encaminhada à Justiça Eleitoral, o órgão elenca uma série de inconsistências que, segundo a análise técnica, podem configurar irregularidades graves na arrecadação e aplicação de recursos durante o pleito.

O documento foi fundamentado no artigo 30-A da Lei das Eleições, que trata da captação e uso ilícito de recursos em campanhas eleitorais. A norma prevê sanções que podem chegar à cassação do diploma, caso sejam comprovadas irregularidades com impacto relevante na lisura do processo eleitoral.

De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, uma parcela significativa das despesas declaradas — superior a R$ 25 milhões — não apresentou comprovação adequada. O montante corresponde a aproximadamente 67,5% dos gastos contratados pela campanha, sendo a maior parte custeada com verbas públicas provenientes do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.

Entre os pontos considerados mais sensíveis está o registro de uma doação atribuída a uma pessoa já falecida. Segundo o Ministério Público, um repasse de R$ 600 foi vinculado ao nome de Tereza Akemi Nozaki Setoguchi, que constaria em sistema oficial de controle de óbitos. Para os investigadores, o episódio levanta dúvidas sobre a origem real de parte dos recursos arrecadados e sugere possível irregularidade no processo de financiamento.

Além disso, a representação também aponta contribuições realizadas por pessoas físicas com renda incompatível com os valores doados, o que, na avaliação do órgão, pode indicar utilização de terceiros para mascarar a verdadeira fonte dos recursos.

No documento, o Ministério Público destaca que as inconsistências identificadas não se limitam a falhas formais, mas podem caracterizar irregularidades substanciais, com potencial de comprometer a transparência e a legalidade da campanha.

A ação agora será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os elementos apresentados, abrir prazo para manifestação da defesa e, eventualmente, determinar diligências complementares. O desfecho do caso poderá ter implicações políticas e jurídicas relevantes, dependendo da conclusão sobre a regularidade das contas. 

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domingo, 26 de abril de 2026

Violência em São Paulo mobiliza lideranças e gera onda de solidariedade a Anderson Neiff

               A violência urbana voltou a atingir o cenário artístico brasileiro e provocou forte repercussão política neste domingo (26). O cantor de brega-funk Anderson Neiff foi baleado no ombro após a van em que estava ser alvo de um ataque a tiros no Túnel Max Feffer, na zona sul de São Paulo.

O episódio, ocorrido por volta das 6h30, mobilizou autoridades e gerou uma série de manifestações públicas de solidariedade. Entre elas, a do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, que utilizou as redes sociais para enviar uma mensagem de apoio ao artista.

“Na torcida aqui pela recuperação de Neiff. Alguém com a sua força de vontade e essa disposição gigante de superar tudo vai atravessar mais esse desafio”, escreveu o socialista, destacando a trajetória de superação do cantor.

Também se pronunciaram o atual prefeito do Recife, Victor Marques, e o deputado federal Pedro Campos. Este último classificou o episódio como preocupante e reforçou o repúdio à violência: “Que Deus conduza sua recuperação e proteja você e toda a equipe. Violência nunca deve ser o caminho”.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar de São Paulo, três homens em motocicletas interceptaram a van que transportava o artista e sua equipe, efetuando diversos disparos — ao menos sete tiros atingiram o veículo. O grupo havia acabado de sair de uma apresentação no bairro de Santo Amaro e seguia em direção a um hotel na região central da cidade.

Mesmo ferido no ombro, Anderson Neiff foi socorrido. Os suspeitos fugiram após a ação e seguem sendo procurados.

A relação entre João Campos e o artista vai além das manifestações institucionais. O político já protagonizou momentos de aproximação com a cultura do brega-funk, incluindo a adesão a tendências populares do ritmo, como o gesto simbólico de “nevar” o cabelo — prática difundida nas periferias do Recife e associada ao estilo de Neiff. 

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

PF apura aplicação de R$ 13 milhões de previdência municipal em investimento do Master

           A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Moral Hazard, colocando sob investigação a gestão de recursos públicos vinculados à previdência municipal de Santo Antônio de Posse, no interior paulista. O foco da apuração recai sobre aplicações financeiras consideradas de alto risco, que podem ter comprometido cerca de R$ 13 milhões pertencentes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores.

De acordo com as investigações, os valores foram direcionados para Letras Financeiras de longo prazo, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos — mecanismo que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Parte dos recursos teria sido aplicada junto ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.

As suspeitas levantam indícios de gestão temerária e possível exposição indevida do patrimônio previdenciário dos servidores municipais. A operação também dialoga com desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo a criação de créditos fraudulentos.

Entre os alvos das medidas judiciais está o ex-diretor-presidente do Instituto de Previdência Municipal, Hortêncio Lala Neto, além de outros integrantes da gestão e do comitê de investimentos da autarquia. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim.

Por determinação da 9ª Vara Federal de Campinas, também foram aplicadas medidas cautelares que incluem o afastamento de funções públicas por 180 dias e a indisponibilidade de bens dos investigados.

A operação reforça o alerta sobre a necessidade de rigor técnico e transparência na gestão de fundos previdenciários, especialmente diante de aplicações financeiras complexas e de longo prazo que envolvem recursos públicos. 

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Nome ligado ao agronegócio entra no radar de pré-campanha de Haddad em São Paulo

             A movimentação política em torno da sucessão estadual em São Paulo começa a ganhar novos contornos com a busca por composições capazes de ampliar o alcance eleitoral das candidaturas. Nos bastidores da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, um nome fora do eixo tradicional da esquerda tem chamado atenção: o da pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teka.

Primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira, Teka passou a ser considerada como possível candidata a vice-governadora após sua recente filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda que integra a base de alianças do PT. A avaliação interna é de que seu perfil pode contribuir para equilibrar a chapa, sobretudo junto a setores mais conservadores e ao eleitorado do interior paulista.

Integrantes da articulação política admitem que a estratégia passa por repetir uma fórmula já utilizada em disputas nacionais: agregar um nome com trânsito fora do campo progressista. “Precisamos achar um Alckmin para Haddad”, afirmou, sob reserva, um membro da equipe envolvida nas discussões.

Com formação em sociologia e forte atuação no agronegócio — atividade mantida por sua família há décadas — Teresa Vendramini também já esteve à frente da Federação das Associações Rurais do Mercosul, ampliando sua influência no setor produtivo.

Apesar da repercussão de seu nome nos bastidores, a própria pecuarista sinalizou que não pretende disputar cargos eletivos neste momento. Em nota divulgada por sua assessoria, afirmou que seu foco está na contribuição técnica. “Seu objetivo é contribuir no campo técnico, priorizando pautas que tragam avanços para o produtor rural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do campo”, diz o comunicado.

Enquanto isso, dentro do PDT, a cúpula estadual avalia outras possibilidades de participação na chapa majoritária, incluindo o nome do sindicalista Antônio Neto. Uma das alternativas em análise envolve a composição de candidaturas ao Senado, como a da ex-ministra Simone Tebet.

O cenário ainda está em construção e deve sofrer alterações até o período das convenções partidárias, quando as alianças serão oficialmente definidas.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Entre privilégios e espera: tenente acusado recebe salário na reserva enquanto filha de policial morta aguarda pensão

             Em um caso que escancara contrastes difíceis de ignorar, a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da Polícia Militar levanta questionamentos sobre prioridades e justiça. Indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, o oficial passa a receber remuneração na inatividade — um benefício equivalente à aposentadoria — enquanto a filha da vítima ainda aguarda um direito básico assegurado por lei.

A portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo garante ao militar proventos proporcionais de 58/60 do salário, praticamente integrais. Na prática, mesmo sob acusação de um crime grave e após prisão, o tenente-coronel passa a contar com estabilidade financeira assegurada pela própria estrutura pública.

Até então, seus vencimentos estavam suspensos desde 18 de março, data de sua prisão, segundo a Secretaria da Segurança Pública. A ida para a reserva muda esse cenário — ainda que, oficialmente, não interfira nas investigações criminais e administrativas em curso.

Do outro lado dessa história, a realidade é bem diferente. A filha de Gisele Alves Santana, de apenas 7 anos, segue aguardando a concessão da pensão a que tem direito. O pedido foi protocolado junto ao SPPrev e está amparado pela legislação estadual que garante o benefício a dependentes de servidores falecidos.

A discrepância chama atenção: enquanto o acusado já tem assegurado um rendimento praticamente integral, a criança — vítima indireta da tragédia — ainda enfrenta a burocracia para acessar um direito previsto em lei. Dois caminhos distintos dentro do mesmo sistema, com velocidades bem diferentes.

Embora a Secretaria reforce que a transferência para a reserva não interfere na responsabilização do militar, o episódio amplia o debate público sobre tratamento institucional, equidade e o papel do Estado diante de casos de extrema gravidade.

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