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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Caso Henry Borel: Jairinho é condenado a mais de 43 anos de prisão; Monique recebe perdão judicial

Julgamento histórico durou dez dias e teve desfecho com condenação do ex-vereador por homicídio, tortura e coação processual

Após dez dias de julgamento, o 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu, nesta quinta-feira (4), um dos casos criminais de maior repercussão do país. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

A decisão encerra uma das fases mais importantes do processo que mobilizou a opinião pública brasileira e impulsionou debates sobre violência contra crianças, proteção à infância e responsabilização de agressores.

O Conselho de Sentença reconheceu que Jairinho foi responsável pela morte da criança e pelas agressões que antecederam o crime, além de tentar interferir na apuração dos fatos durante a investigação.

Já a mãe de Henry, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados.

Os integrantes do júri entenderam que não houve participação direta no homicídio, mas reconheceram sua omissão diante das agressões e da tortura sofridas pelo filho.

A professora foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão em relação à tortura praticada contra a criança, com cumprimento da pena em regime aberto.

Na sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro reconheceu que a pena já havia sido integralmente cumprida em razão do período em que Monique permaneceu presa preventivamente durante o processo.

Além disso, foi concedido perdão judicial em relação à acusação de homicídio culposo, extinguindo a punibilidade nesse ponto.

O julgamento é apontado como um dos mais longos da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, reunindo dezenas de testemunhas, especialistas, familiares e representantes do Ministério Público e das defesas.

Durante a sessão, foram analisadas provas periciais, depoimentos e documentos produzidos ao longo dos mais de cinco anos de investigação e tramitação judicial.

O caso ganhou repercussão nacional em razão da gravidade dos fatos e da intensa mobilização da sociedade em torno da busca por justiça para Henry.

Na decisão, a magistrada também determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 400 mil ao pai do menino, Leniel Borel.

O valor deverá ser pago exclusivamente por Jairinho, considerado responsável pelos crimes reconhecidos pelo Tribunal do Júri.

Após a leitura da sentença, tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho anunciaram que irão recorrer da decisão.

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Lula lidera corrida presidencial em São Paulo; Haddad aparece próximo de Tarcísio para o Governo do Estado

Levantamento do Instituto Badra mostra vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto e cenário competitivo para o Governo de São Paulo em 2026

A corrida eleitoral de 2026 em São Paulo já começa a desenhar cenários importantes para a sucessão presidencial e para o comando do maior estado do país. Pesquisa realizada pelo Instituto Badra aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores paulistas, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece reduzindo a distância para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o levantamento, Lula registra 44,2% das intenções de voto em São Paulo, contra 34,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os demais nomes testados aparecem bem atrás, com Cabo Daciolo somando 2,9% e Aécio Neves alcançando 2,5%.

Os números reforçam a polarização entre os campos políticos liderados por Lula e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, cenário que vem marcando as últimas disputas nacionais.

A pesquisa também avaliou a rejeição dos possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Nesse quesito, Flávio Bolsonaro aparece com o maior índice, registrando 33,6% de rejeição entre os entrevistados. Lula surge logo em seguida, com 31,8%.

Os dados mostram que, embora liderem as intenções de voto, ambos também enfrentam elevados índices de resistência entre parcelas do eleitorado paulista.

Na disputa pelo Governo de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas mantém a liderança, com 36,7% das intenções de voto. No entanto, Fernando Haddad aparece em segundo lugar com 29%, reduzindo a diferença para menos de oito pontos percentuais.

O cenário ainda apresenta Paulo Serra com 11,2% e Kim Kataguiri com 8,8%, indicando uma disputa que pode ganhar novos contornos à medida que o calendário eleitoral avançar.

Analistas observam que a proximidade entre Tarcísio e Haddad sugere uma eleição competitiva, especialmente em um estado considerado estratégico para qualquer projeto nacional.

A pesquisa também mediu diferentes cenários para as duas vagas ao Senado Federal que estarão em disputa em 2026.

No primeiro cenário, André do Prado lidera com 15,8%, seguido por Márcio França (15,3%), Simone Tebet (14,1%) e Guilherme Derrite (13,8%).

Já em uma segunda simulação, Simone Tebet assume a liderança com 11,2%, seguida por André do Prado (10,4%), Guilherme Derrite (9,5%) e Márcio França (7,8%).

Os números reforçam que a formação das chapas majoritárias ainda será determinante para consolidar candidaturas e alianças em São Paulo.

Para a Câmara dos Deputados, o levantamento aponta liderança de Celso Russomanno, com 22,5% das intenções de voto.

Na sequência aparecem Ana Carolina Oliveira (12,7%), Tabata Amaral (8,9%), Baleia Rossi (8,7%), José Luiz Datena (6,7%), Delegado Palumbo (6,2%) e Erika Hilton (6%).

O levantamento do Instituto Badra foi realizado entre os dias 28 e 31 de maio de 2026, com 1.500 entrevistas presenciais em 62 municípios paulistas.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-05297/2026 e BR-05119/2026.

Os dados revelam que, embora ainda distante do período oficial de campanha, o cenário eleitoral paulista já se consolida como um dos principais termômetros da disputa nacional de 2026. 

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domingo, 24 de maio de 2026

Justiça de São Paulo nega novo habeas corpus e Deolane Bezerra segue presa

                O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde a última quinta-feira (21) no âmbito de uma investigação que apura suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Com a decisão, Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa agora aguarda o julgamento do mérito do pedido e avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a prisão preventiva.

Segundo informações do processo, outro habeas corpus já havia sido protocolado anteriormente no próprio tribunal paulista, mas acabou não sendo conhecido após o magistrado responsável entender que não possuía competência para analisar o pedido naquele juízo específico, determinando o arquivamento dos autos.

A nova negativa da Justiça paulista ocorre um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, rejeitar o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados da influenciadora.

Mesmo presa cautelarmente, Deolane está custodiada em uma sala de Estado-Maior, prerrogativa garantida pelo Estatuto da Advocacia para profissionais regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. A medida assegura que advogados presos preventivamente permaneçam separados de detentos comuns antes de condenação definitiva.

O criminalista Aury Lopes Júnior, que integra a equipe de defesa da influenciadora, afirmou que a prisão é “ilegal e exagerada” e confirmou que novos recursos serão apresentados nos tribunais superiores.

O caso segue sob investigação e continua gerando ampla repercussão nacional, tanto pelo envolvimento de uma personalidade conhecida nas redes sociais quanto pela gravidade das acusações apuradas pelas autoridades paulistas. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

PF investiga suposto esquema de compra de conteúdo jornalístico com indícios de corrupção eleitoral

          A Polícia Federal deflagrou uma operação que apura a existência de um possível esquema envolvendo corrupção eleitoral, associação criminosa e abuso de poder econômico ligado a pessoas próximas à Prefeitura de Jaú, no interior paulista.

De acordo com informações da investigação, há indícios de que recursos teriam sido utilizados de forma irregular para financiar a produção e divulgação de conteúdos jornalísticos direcionados. O objetivo, segundo a apuração, seria favorecer a gestão municipal com matérias positivas, ao mesmo tempo em que veículos e páginas digitais publicariam conteúdos negativos contra adversários políticos.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nas cidades de Jaú, Dois Córregos e Nhandeara.

Durante as diligências, foram recolhidos documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que agora serão submetidos à análise pericial. O material deve ajudar a esclarecer a dinâmica do suposto esquema e identificar possíveis responsáveis.

A Polícia Federal informou que o caso segue sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de detalhes sobre os investigados e o andamento das apurações.

Especialistas ouvidos destacam que, se confirmadas as irregularidades, o caso pode configurar grave violação à legislação eleitoral, especialmente por envolver possível manipulação da informação e uso indevido de recursos para influenciar a opinião pública.

Procurada, a Prefeitura de Jaú não respondeu aos questionamentos até o momento da publicação. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.

O caso reacende o debate sobre a integridade da informação no ambiente político, especialmente em períodos eleitorais. A eventual utilização de recursos clandestinos para influenciar narrativas midiáticas levanta preocupações sobre transparência, equilíbrio democrático e o papel dos meios de comunicação.

A investigação segue em curso e novos desdobramentos não estão descartados. 


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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Ministério Público Eleitoral aponta irregularidades milionárias em contas de campanha de Tarcísio

              A prestação de contas da campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, em 2022, passou a ser alvo de questionamentos formais por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE). Em representação encaminhada à Justiça Eleitoral, o órgão elenca uma série de inconsistências que, segundo a análise técnica, podem configurar irregularidades graves na arrecadação e aplicação de recursos durante o pleito.

O documento foi fundamentado no artigo 30-A da Lei das Eleições, que trata da captação e uso ilícito de recursos em campanhas eleitorais. A norma prevê sanções que podem chegar à cassação do diploma, caso sejam comprovadas irregularidades com impacto relevante na lisura do processo eleitoral.

De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, uma parcela significativa das despesas declaradas — superior a R$ 25 milhões — não apresentou comprovação adequada. O montante corresponde a aproximadamente 67,5% dos gastos contratados pela campanha, sendo a maior parte custeada com verbas públicas provenientes do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.

Entre os pontos considerados mais sensíveis está o registro de uma doação atribuída a uma pessoa já falecida. Segundo o Ministério Público, um repasse de R$ 600 foi vinculado ao nome de Tereza Akemi Nozaki Setoguchi, que constaria em sistema oficial de controle de óbitos. Para os investigadores, o episódio levanta dúvidas sobre a origem real de parte dos recursos arrecadados e sugere possível irregularidade no processo de financiamento.

Além disso, a representação também aponta contribuições realizadas por pessoas físicas com renda incompatível com os valores doados, o que, na avaliação do órgão, pode indicar utilização de terceiros para mascarar a verdadeira fonte dos recursos.

No documento, o Ministério Público destaca que as inconsistências identificadas não se limitam a falhas formais, mas podem caracterizar irregularidades substanciais, com potencial de comprometer a transparência e a legalidade da campanha.

A ação agora será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os elementos apresentados, abrir prazo para manifestação da defesa e, eventualmente, determinar diligências complementares. O desfecho do caso poderá ter implicações políticas e jurídicas relevantes, dependendo da conclusão sobre a regularidade das contas. 

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domingo, 26 de abril de 2026

Violência em São Paulo mobiliza lideranças e gera onda de solidariedade a Anderson Neiff

               A violência urbana voltou a atingir o cenário artístico brasileiro e provocou forte repercussão política neste domingo (26). O cantor de brega-funk Anderson Neiff foi baleado no ombro após a van em que estava ser alvo de um ataque a tiros no Túnel Max Feffer, na zona sul de São Paulo.

O episódio, ocorrido por volta das 6h30, mobilizou autoridades e gerou uma série de manifestações públicas de solidariedade. Entre elas, a do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, que utilizou as redes sociais para enviar uma mensagem de apoio ao artista.

“Na torcida aqui pela recuperação de Neiff. Alguém com a sua força de vontade e essa disposição gigante de superar tudo vai atravessar mais esse desafio”, escreveu o socialista, destacando a trajetória de superação do cantor.

Também se pronunciaram o atual prefeito do Recife, Victor Marques, e o deputado federal Pedro Campos. Este último classificou o episódio como preocupante e reforçou o repúdio à violência: “Que Deus conduza sua recuperação e proteja você e toda a equipe. Violência nunca deve ser o caminho”.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar de São Paulo, três homens em motocicletas interceptaram a van que transportava o artista e sua equipe, efetuando diversos disparos — ao menos sete tiros atingiram o veículo. O grupo havia acabado de sair de uma apresentação no bairro de Santo Amaro e seguia em direção a um hotel na região central da cidade.

Mesmo ferido no ombro, Anderson Neiff foi socorrido. Os suspeitos fugiram após a ação e seguem sendo procurados.

A relação entre João Campos e o artista vai além das manifestações institucionais. O político já protagonizou momentos de aproximação com a cultura do brega-funk, incluindo a adesão a tendências populares do ritmo, como o gesto simbólico de “nevar” o cabelo — prática difundida nas periferias do Recife e associada ao estilo de Neiff. 

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

PF apura aplicação de R$ 13 milhões de previdência municipal em investimento do Master

           A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Moral Hazard, colocando sob investigação a gestão de recursos públicos vinculados à previdência municipal de Santo Antônio de Posse, no interior paulista. O foco da apuração recai sobre aplicações financeiras consideradas de alto risco, que podem ter comprometido cerca de R$ 13 milhões pertencentes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores.

De acordo com as investigações, os valores foram direcionados para Letras Financeiras de longo prazo, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos — mecanismo que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Parte dos recursos teria sido aplicada junto ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.

As suspeitas levantam indícios de gestão temerária e possível exposição indevida do patrimônio previdenciário dos servidores municipais. A operação também dialoga com desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo a criação de créditos fraudulentos.

Entre os alvos das medidas judiciais está o ex-diretor-presidente do Instituto de Previdência Municipal, Hortêncio Lala Neto, além de outros integrantes da gestão e do comitê de investimentos da autarquia. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim.

Por determinação da 9ª Vara Federal de Campinas, também foram aplicadas medidas cautelares que incluem o afastamento de funções públicas por 180 dias e a indisponibilidade de bens dos investigados.

A operação reforça o alerta sobre a necessidade de rigor técnico e transparência na gestão de fundos previdenciários, especialmente diante de aplicações financeiras complexas e de longo prazo que envolvem recursos públicos. 

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Nome ligado ao agronegócio entra no radar de pré-campanha de Haddad em São Paulo

             A movimentação política em torno da sucessão estadual em São Paulo começa a ganhar novos contornos com a busca por composições capazes de ampliar o alcance eleitoral das candidaturas. Nos bastidores da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, um nome fora do eixo tradicional da esquerda tem chamado atenção: o da pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teka.

Primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira, Teka passou a ser considerada como possível candidata a vice-governadora após sua recente filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda que integra a base de alianças do PT. A avaliação interna é de que seu perfil pode contribuir para equilibrar a chapa, sobretudo junto a setores mais conservadores e ao eleitorado do interior paulista.

Integrantes da articulação política admitem que a estratégia passa por repetir uma fórmula já utilizada em disputas nacionais: agregar um nome com trânsito fora do campo progressista. “Precisamos achar um Alckmin para Haddad”, afirmou, sob reserva, um membro da equipe envolvida nas discussões.

Com formação em sociologia e forte atuação no agronegócio — atividade mantida por sua família há décadas — Teresa Vendramini também já esteve à frente da Federação das Associações Rurais do Mercosul, ampliando sua influência no setor produtivo.

Apesar da repercussão de seu nome nos bastidores, a própria pecuarista sinalizou que não pretende disputar cargos eletivos neste momento. Em nota divulgada por sua assessoria, afirmou que seu foco está na contribuição técnica. “Seu objetivo é contribuir no campo técnico, priorizando pautas que tragam avanços para o produtor rural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do campo”, diz o comunicado.

Enquanto isso, dentro do PDT, a cúpula estadual avalia outras possibilidades de participação na chapa majoritária, incluindo o nome do sindicalista Antônio Neto. Uma das alternativas em análise envolve a composição de candidaturas ao Senado, como a da ex-ministra Simone Tebet.

O cenário ainda está em construção e deve sofrer alterações até o período das convenções partidárias, quando as alianças serão oficialmente definidas.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Entre privilégios e espera: tenente acusado recebe salário na reserva enquanto filha de policial morta aguarda pensão

             Em um caso que escancara contrastes difíceis de ignorar, a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da Polícia Militar levanta questionamentos sobre prioridades e justiça. Indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, o oficial passa a receber remuneração na inatividade — um benefício equivalente à aposentadoria — enquanto a filha da vítima ainda aguarda um direito básico assegurado por lei.

A portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo garante ao militar proventos proporcionais de 58/60 do salário, praticamente integrais. Na prática, mesmo sob acusação de um crime grave e após prisão, o tenente-coronel passa a contar com estabilidade financeira assegurada pela própria estrutura pública.

Até então, seus vencimentos estavam suspensos desde 18 de março, data de sua prisão, segundo a Secretaria da Segurança Pública. A ida para a reserva muda esse cenário — ainda que, oficialmente, não interfira nas investigações criminais e administrativas em curso.

Do outro lado dessa história, a realidade é bem diferente. A filha de Gisele Alves Santana, de apenas 7 anos, segue aguardando a concessão da pensão a que tem direito. O pedido foi protocolado junto ao SPPrev e está amparado pela legislação estadual que garante o benefício a dependentes de servidores falecidos.

A discrepância chama atenção: enquanto o acusado já tem assegurado um rendimento praticamente integral, a criança — vítima indireta da tragédia — ainda enfrenta a burocracia para acessar um direito previsto em lei. Dois caminhos distintos dentro do mesmo sistema, com velocidades bem diferentes.

Embora a Secretaria reforce que a transferência para a reserva não interfere na responsabilização do militar, o episódio amplia o debate público sobre tratamento institucional, equidade e o papel do Estado diante de casos de extrema gravidade.

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sábado, 28 de março de 2026

Simone Tebet troca MDB pelo PSB e reposiciona projeto político com foco no Senado

                 Em um movimento que redesenha o cenário político nacional, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou nesta sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), encerrando uma trajetória de quase três décadas no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O ato ocorreu na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e reuniu importantes lideranças políticas do país.

A mudança partidária ocorre em meio à articulação para as eleições futuras, nas quais Tebet deve disputar uma vaga no Senado, consolidando sua presença em um novo campo político alinhado ao governo federal.

O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de nomes como o ministro Márcio França, o deputado Jonas Donizette, o dirigente estadual Caio França e a deputada Tabata Amaral, que destacou o simbolismo da chegada da ministra ao partido.

Durante os discursos, lideranças do PSB ressaltaram o papel de Tebet no fortalecimento das instituições democráticas e sua contribuição para o cenário político recente. Tabata Amaral enfatizou a convergência de trajetórias dentro da legenda, destacando o protagonismo de Tebet e Alckmin em momentos decisivos da política nacional.

Em sua fala, Geraldo Alckmin reforçou o tom político do encontro, afirmando que o país vive um momento de escolhas centrais entre projetos antagônicos, especialmente no que diz respeito à defesa da democracia. O vice-presidente também fez uma avaliação positiva da atual gestão federal, destacando avanços em áreas como educação, saúde e infraestrutura, além de reconhecer a atuação de Tebet no governo.

Já Simone Tebet adotou um discurso de cunho pessoal e político, ao abordar os desafios enfrentados por mulheres na vida pública e reafirmar valores que, segundo ela, orientam sua trajetória. A ministra também defendeu a continuidade da atual composição política nacional, incluindo a permanência de Alckmin como vice em uma eventual chapa presidencial.

“Em política, é preciso saber somar. Nosso compromisso é com a unidade e com aquilo que for melhor para o país”, afirmou, sinalizando disposição para construir alianças amplas nas próximas eleições.

A filiação de Tebet ao PSB fortalece a estratégia do partido de ampliar sua influência nacional e consolida uma nova etapa na trajetória da ministra, agora inserida em um projeto político que busca protagonismo nas disputas eleitorais vindouras. 

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Laudo após exumação aponta novas evidências na morte de PM Gisele e aponta relação sexual

           O avanço das investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe à tona novos elementos que podem alterar significativamente os rumos do caso. Um laudo pericial produzido após a exumação do corpo revelou indícios que confrontam diretamente a versão apresentada pelo principal suspeito do crime.

De acordo com o documento técnico, foram identificados vestígios de espermatozoides no canal vaginal da vítima, o que indica a ocorrência de relação sexual recente antes de sua morte. A conclusão pericial levanta questionamentos sobre as circunstâncias do crime e reforça a necessidade de aprofundamento das apurações.

A informação contraria o depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima e apontado como principal suspeito. Durante o andamento das investigações, ele afirmou que o casal vivia uma crise conjugal e que não mantinha mais convivência íntima, alegando inclusive que dormiam em quartos separados.

O caso ganhou ainda mais gravidade após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público, tornando o oficial réu pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual. Segundo a acusação, além da suspeita de homicídio no contexto de violência doméstica, há indícios de que o acusado teria manipulado a cena do crime com o objetivo de dificultar ou induzir erro na investigação.

A morte de Gisele foi registrada no dia 18 de fevereiro, quando ela foi encontrada sem vida em seu apartamento, com um disparo de arma de fogo na cabeça. Desde então, o caso vem sendo acompanhado com atenção por autoridades e pela sociedade, diante da gravidade das acusações e da complexidade dos elementos envolvidos.

Com a inclusão de novas provas periciais, o processo entra em uma fase decisiva, podendo influenciar diretamente o desfecho judicial e a responsabilização dos envolvidos.

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Lula exonera Haddad da Fazenda, e ex-ministro entra de vez na disputa pelo Governo de São Paulo

           Em um movimento estratégico que redesenha o cenário político nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda, cargo que ocupava desde o início do atual governo. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abre caminho para que o petista se dedique integralmente à disputa pelo Governo de São Paulo nas eleições de outubro.

Para o lugar de Haddad, foi nomeado o então secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que assume a missão de dar continuidade à condução da política econômica federal em um momento considerado sensível.

O próprio Haddad confirmou, nesta quinta-feira (19), sua entrada na corrida eleitoral durante evento realizado em São Bernardo do Campo, ao lado de Lula, principal articulador e entusiasta de sua candidatura. A decisão representa uma mudança de postura do ex-ministro, que, até então, afirmava preferir permanecer no governo e atuar na campanha presidencial.

Com a definição, Haddad entra em sua quinta disputa eleitoral em pouco mais de uma década, revivendo o embate com o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que deve buscar a reeleição. O histórico entre os dois remonta às eleições de 2022, quando o petista foi derrotado no segundo turno, apesar de ter obtido desempenho expressivo na capital paulista.

A trajetória política de Haddad é marcada por altos e baixos. Ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff, ele alcançou projeção nacional antes de ser eleito prefeito de São Paulo em 2012 — sua única vitória eleitoral até o momento. Desde então, acumulou derrotas relevantes, como a disputa presidencial de 2018, quando foi superado por Jair Bolsonaro, e a tentativa de reeleição municipal em 2016.

Apesar disso, aliados avaliam que sua atuação em 2022 foi decisiva para fortalecer a base eleitoral de Lula em São Paulo, contribuindo para o resultado nacional. Ainda assim, os desafios permanecem expressivos. Pesquisa recente do instituto Datafolha aponta vantagem de Tarcísio de Freitas em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Haddad aparece com índices inferiores e enfrenta alta taxa de rejeição.

A saída do Ministério da Fazenda, portanto, marca não apenas uma mudança administrativa, mas o início de uma nova fase política para Haddad — agora totalmente voltado à construção de uma candidatura competitiva no maior colégio eleitoral do país. 

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Simone Tebet confirma disposição para disputar o Senado por São Paulo

            A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, revelou que decidiu aceitar a missão de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas próximas eleições. A declaração foi feita durante participação no 96º Fórum Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, realizado em Campo Grande.

Segundo a ministra, a decisão foi tomada após um diálogo pessoal com sua mãe, momento que ajudou a consolidar a escolha de encarar o novo desafio político. Tebet afirmou ainda que o convite para entrar na disputa partiu do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e contou também com o incentivo do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Durante a fala, a ministra ressaltou que possui uma forte relação com o estado paulista. De acordo com ela, foi em São Paulo que construiu parte importante de sua trajetória profissional e política, além de manter vínculos familiares.

"São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República, sendo onde eu tive mais votos e onde eu tenho mais aceitação: as ideias que eu proponho, a forma como eu penso, ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou", disse ela à imprensa.

O evento aconteceu no Bioparque Pantanal e reuniu autoridades e gestores públicos de diversas regiões do país. Entre os presentes estava o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

A possível candidatura de Simone Tebet ao Senado por São Paulo passa a movimentar os bastidores da política nacional, uma vez que o estado concentra um dos colégios eleitorais mais importantes do país.

VEJA AQUI A FALA DA MINISTRA SIMONE TEBET

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Pesquisa Datafolha indica vantagem Alckmin, Haddad e Simone na corrida ao Senado em São Paulo

                 A disputa pelas duas vagas de Senado Federal do Brasil que estarão em jogo nas eleições de 2026 em São Paulo começa a ganhar contornos mais claros. Levantamento recente do Datafolha aponta que figuras ligadas ao campo do governo Lula e ao centro político aparecem, neste momento, em posição de vantagem na preferência do eleitorado paulista.

Entre os nomes testados pelo instituto, destacam-se o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o vice-presidente da República Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet. Os três aparecem liderando os cenários simulados pelo instituto, que ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios do estado entre os dias 3 e 5 de março.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

No primeiro cenário testado, que inclui Fernando Haddad e exclui Geraldo Alckmin, o atual ministro da Fazenda lidera com 30% das intenções de voto. Em seguida aparece Simone Tebet, com 25%, consolidando um cenário em que duas figuras do campo governista ocupam as primeiras posições.

Outros nomes também aparecem com índices relevantes, como Márcio França (20%), Marina Silva (18%) e Guilherme Boulos (14%).

Entre os nomes associados à direita, o mais bem posicionado é o deputado Guilherme Derrite, com 14%. Também aparecem Ricardo Salles (13%) e Paulinho da Força (10%).

No segundo cenário analisado pelo Datafolha — sem a presença de Haddad — quem assume a liderança é o vice-presidente Geraldo Alckmin, com 31% das intenções de voto.

Simone Tebet novamente aparece na segunda colocação, com 25%, reforçando sua presença consistente entre os nomes testados. Logo atrás surgem Marina Silva (21%) e Márcio França (20%), mantendo um quadro competitivo entre lideranças de diferentes espectros do campo progressista e de centro.

Nesse cenário, Guilherme Derrite registra 13%, seguido por Ricardo Salles, também com 13%, enquanto Paulinho da Força aparece com 9%.

O levantamento mostra ainda um número expressivo de eleitores indecisos ou que afirmam votar em branco ou nulo — índice que varia entre 14% e 21%, dependendo da vaga analisada.

Esse dado indica que, apesar da vantagem inicial de alguns nomes conhecidos, a disputa pelo Senado em São Paulo ainda está longe de uma definição.

Outro fator que pode alterar o panorama da corrida eleitoral envolve o próprio futuro político de Fernando Haddad. A pesquisa foi realizada antes de o ministro sinalizar que poderá deixar o Ministério da Fazenda do Brasil para disputar as eleições de 2026.

Nos bastidores de Brasília, cresce a expectativa de que Haddad seja candidato ao governo paulista, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

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