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quinta-feira, 23 de abril de 2026

PF apura aplicação de R$ 13 milhões de previdência municipal em investimento do Master

           A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Moral Hazard, colocando sob investigação a gestão de recursos públicos vinculados à previdência municipal de Santo Antônio de Posse, no interior paulista. O foco da apuração recai sobre aplicações financeiras consideradas de alto risco, que podem ter comprometido cerca de R$ 13 milhões pertencentes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores.

De acordo com as investigações, os valores foram direcionados para Letras Financeiras de longo prazo, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos — mecanismo que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Parte dos recursos teria sido aplicada junto ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.

As suspeitas levantam indícios de gestão temerária e possível exposição indevida do patrimônio previdenciário dos servidores municipais. A operação também dialoga com desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo a criação de créditos fraudulentos.

Entre os alvos das medidas judiciais está o ex-diretor-presidente do Instituto de Previdência Municipal, Hortêncio Lala Neto, além de outros integrantes da gestão e do comitê de investimentos da autarquia. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim.

Por determinação da 9ª Vara Federal de Campinas, também foram aplicadas medidas cautelares que incluem o afastamento de funções públicas por 180 dias e a indisponibilidade de bens dos investigados.

A operação reforça o alerta sobre a necessidade de rigor técnico e transparência na gestão de fundos previdenciários, especialmente diante de aplicações financeiras complexas e de longo prazo que envolvem recursos públicos. 

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Nome ligado ao agronegócio entra no radar de pré-campanha de Haddad em São Paulo

             A movimentação política em torno da sucessão estadual em São Paulo começa a ganhar novos contornos com a busca por composições capazes de ampliar o alcance eleitoral das candidaturas. Nos bastidores da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, um nome fora do eixo tradicional da esquerda tem chamado atenção: o da pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teka.

Primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira, Teka passou a ser considerada como possível candidata a vice-governadora após sua recente filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda que integra a base de alianças do PT. A avaliação interna é de que seu perfil pode contribuir para equilibrar a chapa, sobretudo junto a setores mais conservadores e ao eleitorado do interior paulista.

Integrantes da articulação política admitem que a estratégia passa por repetir uma fórmula já utilizada em disputas nacionais: agregar um nome com trânsito fora do campo progressista. “Precisamos achar um Alckmin para Haddad”, afirmou, sob reserva, um membro da equipe envolvida nas discussões.

Com formação em sociologia e forte atuação no agronegócio — atividade mantida por sua família há décadas — Teresa Vendramini também já esteve à frente da Federação das Associações Rurais do Mercosul, ampliando sua influência no setor produtivo.

Apesar da repercussão de seu nome nos bastidores, a própria pecuarista sinalizou que não pretende disputar cargos eletivos neste momento. Em nota divulgada por sua assessoria, afirmou que seu foco está na contribuição técnica. “Seu objetivo é contribuir no campo técnico, priorizando pautas que tragam avanços para o produtor rural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do campo”, diz o comunicado.

Enquanto isso, dentro do PDT, a cúpula estadual avalia outras possibilidades de participação na chapa majoritária, incluindo o nome do sindicalista Antônio Neto. Uma das alternativas em análise envolve a composição de candidaturas ao Senado, como a da ex-ministra Simone Tebet.

O cenário ainda está em construção e deve sofrer alterações até o período das convenções partidárias, quando as alianças serão oficialmente definidas.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Entre privilégios e espera: tenente acusado recebe salário na reserva enquanto filha de policial morta aguarda pensão

             Em um caso que escancara contrastes difíceis de ignorar, a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da Polícia Militar levanta questionamentos sobre prioridades e justiça. Indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, o oficial passa a receber remuneração na inatividade — um benefício equivalente à aposentadoria — enquanto a filha da vítima ainda aguarda um direito básico assegurado por lei.

A portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo garante ao militar proventos proporcionais de 58/60 do salário, praticamente integrais. Na prática, mesmo sob acusação de um crime grave e após prisão, o tenente-coronel passa a contar com estabilidade financeira assegurada pela própria estrutura pública.

Até então, seus vencimentos estavam suspensos desde 18 de março, data de sua prisão, segundo a Secretaria da Segurança Pública. A ida para a reserva muda esse cenário — ainda que, oficialmente, não interfira nas investigações criminais e administrativas em curso.

Do outro lado dessa história, a realidade é bem diferente. A filha de Gisele Alves Santana, de apenas 7 anos, segue aguardando a concessão da pensão a que tem direito. O pedido foi protocolado junto ao SPPrev e está amparado pela legislação estadual que garante o benefício a dependentes de servidores falecidos.

A discrepância chama atenção: enquanto o acusado já tem assegurado um rendimento praticamente integral, a criança — vítima indireta da tragédia — ainda enfrenta a burocracia para acessar um direito previsto em lei. Dois caminhos distintos dentro do mesmo sistema, com velocidades bem diferentes.

Embora a Secretaria reforce que a transferência para a reserva não interfere na responsabilização do militar, o episódio amplia o debate público sobre tratamento institucional, equidade e o papel do Estado diante de casos de extrema gravidade.

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sábado, 28 de março de 2026

Simone Tebet troca MDB pelo PSB e reposiciona projeto político com foco no Senado

                 Em um movimento que redesenha o cenário político nacional, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou nesta sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), encerrando uma trajetória de quase três décadas no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O ato ocorreu na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e reuniu importantes lideranças políticas do país.

A mudança partidária ocorre em meio à articulação para as eleições futuras, nas quais Tebet deve disputar uma vaga no Senado, consolidando sua presença em um novo campo político alinhado ao governo federal.

O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de nomes como o ministro Márcio França, o deputado Jonas Donizette, o dirigente estadual Caio França e a deputada Tabata Amaral, que destacou o simbolismo da chegada da ministra ao partido.

Durante os discursos, lideranças do PSB ressaltaram o papel de Tebet no fortalecimento das instituições democráticas e sua contribuição para o cenário político recente. Tabata Amaral enfatizou a convergência de trajetórias dentro da legenda, destacando o protagonismo de Tebet e Alckmin em momentos decisivos da política nacional.

Em sua fala, Geraldo Alckmin reforçou o tom político do encontro, afirmando que o país vive um momento de escolhas centrais entre projetos antagônicos, especialmente no que diz respeito à defesa da democracia. O vice-presidente também fez uma avaliação positiva da atual gestão federal, destacando avanços em áreas como educação, saúde e infraestrutura, além de reconhecer a atuação de Tebet no governo.

Já Simone Tebet adotou um discurso de cunho pessoal e político, ao abordar os desafios enfrentados por mulheres na vida pública e reafirmar valores que, segundo ela, orientam sua trajetória. A ministra também defendeu a continuidade da atual composição política nacional, incluindo a permanência de Alckmin como vice em uma eventual chapa presidencial.

“Em política, é preciso saber somar. Nosso compromisso é com a unidade e com aquilo que for melhor para o país”, afirmou, sinalizando disposição para construir alianças amplas nas próximas eleições.

A filiação de Tebet ao PSB fortalece a estratégia do partido de ampliar sua influência nacional e consolida uma nova etapa na trajetória da ministra, agora inserida em um projeto político que busca protagonismo nas disputas eleitorais vindouras. 

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Laudo após exumação aponta novas evidências na morte de PM Gisele e aponta relação sexual

           O avanço das investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe à tona novos elementos que podem alterar significativamente os rumos do caso. Um laudo pericial produzido após a exumação do corpo revelou indícios que confrontam diretamente a versão apresentada pelo principal suspeito do crime.

De acordo com o documento técnico, foram identificados vestígios de espermatozoides no canal vaginal da vítima, o que indica a ocorrência de relação sexual recente antes de sua morte. A conclusão pericial levanta questionamentos sobre as circunstâncias do crime e reforça a necessidade de aprofundamento das apurações.

A informação contraria o depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima e apontado como principal suspeito. Durante o andamento das investigações, ele afirmou que o casal vivia uma crise conjugal e que não mantinha mais convivência íntima, alegando inclusive que dormiam em quartos separados.

O caso ganhou ainda mais gravidade após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público, tornando o oficial réu pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual. Segundo a acusação, além da suspeita de homicídio no contexto de violência doméstica, há indícios de que o acusado teria manipulado a cena do crime com o objetivo de dificultar ou induzir erro na investigação.

A morte de Gisele foi registrada no dia 18 de fevereiro, quando ela foi encontrada sem vida em seu apartamento, com um disparo de arma de fogo na cabeça. Desde então, o caso vem sendo acompanhado com atenção por autoridades e pela sociedade, diante da gravidade das acusações e da complexidade dos elementos envolvidos.

Com a inclusão de novas provas periciais, o processo entra em uma fase decisiva, podendo influenciar diretamente o desfecho judicial e a responsabilização dos envolvidos.

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Lula exonera Haddad da Fazenda, e ex-ministro entra de vez na disputa pelo Governo de São Paulo

           Em um movimento estratégico que redesenha o cenário político nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda, cargo que ocupava desde o início do atual governo. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abre caminho para que o petista se dedique integralmente à disputa pelo Governo de São Paulo nas eleições de outubro.

Para o lugar de Haddad, foi nomeado o então secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que assume a missão de dar continuidade à condução da política econômica federal em um momento considerado sensível.

O próprio Haddad confirmou, nesta quinta-feira (19), sua entrada na corrida eleitoral durante evento realizado em São Bernardo do Campo, ao lado de Lula, principal articulador e entusiasta de sua candidatura. A decisão representa uma mudança de postura do ex-ministro, que, até então, afirmava preferir permanecer no governo e atuar na campanha presidencial.

Com a definição, Haddad entra em sua quinta disputa eleitoral em pouco mais de uma década, revivendo o embate com o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que deve buscar a reeleição. O histórico entre os dois remonta às eleições de 2022, quando o petista foi derrotado no segundo turno, apesar de ter obtido desempenho expressivo na capital paulista.

A trajetória política de Haddad é marcada por altos e baixos. Ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff, ele alcançou projeção nacional antes de ser eleito prefeito de São Paulo em 2012 — sua única vitória eleitoral até o momento. Desde então, acumulou derrotas relevantes, como a disputa presidencial de 2018, quando foi superado por Jair Bolsonaro, e a tentativa de reeleição municipal em 2016.

Apesar disso, aliados avaliam que sua atuação em 2022 foi decisiva para fortalecer a base eleitoral de Lula em São Paulo, contribuindo para o resultado nacional. Ainda assim, os desafios permanecem expressivos. Pesquisa recente do instituto Datafolha aponta vantagem de Tarcísio de Freitas em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Haddad aparece com índices inferiores e enfrenta alta taxa de rejeição.

A saída do Ministério da Fazenda, portanto, marca não apenas uma mudança administrativa, mas o início de uma nova fase política para Haddad — agora totalmente voltado à construção de uma candidatura competitiva no maior colégio eleitoral do país. 

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Simone Tebet confirma disposição para disputar o Senado por São Paulo

            A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, revelou que decidiu aceitar a missão de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas próximas eleições. A declaração foi feita durante participação no 96º Fórum Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento, realizado em Campo Grande.

Segundo a ministra, a decisão foi tomada após um diálogo pessoal com sua mãe, momento que ajudou a consolidar a escolha de encarar o novo desafio político. Tebet afirmou ainda que o convite para entrar na disputa partiu do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e contou também com o incentivo do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Durante a fala, a ministra ressaltou que possui uma forte relação com o estado paulista. De acordo com ela, foi em São Paulo que construiu parte importante de sua trajetória profissional e política, além de manter vínculos familiares.

"São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República, sendo onde eu tive mais votos e onde eu tenho mais aceitação: as ideias que eu proponho, a forma como eu penso, ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou", disse ela à imprensa.

O evento aconteceu no Bioparque Pantanal e reuniu autoridades e gestores públicos de diversas regiões do país. Entre os presentes estava o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

A possível candidatura de Simone Tebet ao Senado por São Paulo passa a movimentar os bastidores da política nacional, uma vez que o estado concentra um dos colégios eleitorais mais importantes do país.

VEJA AQUI A FALA DA MINISTRA SIMONE TEBET

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Pesquisa Datafolha indica vantagem Alckmin, Haddad e Simone na corrida ao Senado em São Paulo

                 A disputa pelas duas vagas de Senado Federal do Brasil que estarão em jogo nas eleições de 2026 em São Paulo começa a ganhar contornos mais claros. Levantamento recente do Datafolha aponta que figuras ligadas ao campo do governo Lula e ao centro político aparecem, neste momento, em posição de vantagem na preferência do eleitorado paulista.

Entre os nomes testados pelo instituto, destacam-se o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o vice-presidente da República Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet. Os três aparecem liderando os cenários simulados pelo instituto, que ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios do estado entre os dias 3 e 5 de março.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

No primeiro cenário testado, que inclui Fernando Haddad e exclui Geraldo Alckmin, o atual ministro da Fazenda lidera com 30% das intenções de voto. Em seguida aparece Simone Tebet, com 25%, consolidando um cenário em que duas figuras do campo governista ocupam as primeiras posições.

Outros nomes também aparecem com índices relevantes, como Márcio França (20%), Marina Silva (18%) e Guilherme Boulos (14%).

Entre os nomes associados à direita, o mais bem posicionado é o deputado Guilherme Derrite, com 14%. Também aparecem Ricardo Salles (13%) e Paulinho da Força (10%).

No segundo cenário analisado pelo Datafolha — sem a presença de Haddad — quem assume a liderança é o vice-presidente Geraldo Alckmin, com 31% das intenções de voto.

Simone Tebet novamente aparece na segunda colocação, com 25%, reforçando sua presença consistente entre os nomes testados. Logo atrás surgem Marina Silva (21%) e Márcio França (20%), mantendo um quadro competitivo entre lideranças de diferentes espectros do campo progressista e de centro.

Nesse cenário, Guilherme Derrite registra 13%, seguido por Ricardo Salles, também com 13%, enquanto Paulinho da Força aparece com 9%.

O levantamento mostra ainda um número expressivo de eleitores indecisos ou que afirmam votar em branco ou nulo — índice que varia entre 14% e 21%, dependendo da vaga analisada.

Esse dado indica que, apesar da vantagem inicial de alguns nomes conhecidos, a disputa pelo Senado em São Paulo ainda está longe de uma definição.

Outro fator que pode alterar o panorama da corrida eleitoral envolve o próprio futuro político de Fernando Haddad. A pesquisa foi realizada antes de o ministro sinalizar que poderá deixar o Ministério da Fazenda do Brasil para disputar as eleições de 2026.

Nos bastidores de Brasília, cresce a expectativa de que Haddad seja candidato ao governo paulista, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

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domingo, 8 de março de 2026

Datafolha aponta liderança de Tarcísio na corrida pelo governo de São Paulo e indica vantagem sobre Haddad

             A primeira sondagem eleitoral do ano sobre a disputa pelo governo de São Paulo, divulgada neste domingo (8), mostra o atual governador Tarcísio de Freitas à frente na corrida pela reeleição. O levantamento realizado pelo Datafolha aponta o chefe do Executivo paulista com 44% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que aparece em segundo lugar com 31%.

Os números indicam um cenário favorável ao atual governador, que, segundo a pesquisa, chega a igualar a soma das intenções de voto de todos os demais adversários testados no principal cenário do levantamento. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Além de Haddad, também aparecem na disputa o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra, com 5%, o deputado federal Kim Kataguiri, também com 5%, e o cientista político Luiz Felipe D'Ávila, que soma 3% das menções. Ainda segundo o levantamento, 1% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 11% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.

Caso esse cenário se confirme nas urnas, o governador poderia se aproximar de uma vitória ainda no primeiro turno. A possibilidade de uma definição antecipada da disputa no maior colégio eleitoral do país seria considerada um revés político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com o palanque paulista como peça estratégica em articulações políticas nacionais.

Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores, lideranças têm demonstrado preferência pela candidatura de Haddad, principalmente em razão de seu desempenho eleitoral anterior no estado — quando chegou ao segundo turno — e do protagonismo que exerce atualmente na condução da política econômica do governo federal.

Avaliação do governo - A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre a gestão de Tarcísio de Freitas. De acordo com o Datafolha, 64% dos paulistas aprovam a administração estadual, enquanto 30% desaprovam.

Quando a avaliação é detalhada, 45% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom, 31% como regular e 20% como ruim ou péssimo.

Em relação à rejeição, 24% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Tarcísio de Freitas de forma alguma. Já Fernando Haddad apresenta índice maior de rejeição, com 38%.

O instituto também testou simulações alternativas de primeiro turno. Em um cenário contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Alckmin registra 26%.

Já em uma disputa contra a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o atual governador ampliaria ainda mais a vantagem, alcançando 49% das intenções de voto contra 19% da adversária.

Nas projeções de segundo turno, Tarcísio também aparece à frente em todos os cenários testados. A disputa mais equilibrada seria contra Geraldo Alckmin, com 50% contra 39%. Em um eventual confronto contra Haddad, o governador venceria por 52% a 37%. Já diante de Simone Tebet, a vantagem seria ainda maior: 58% a 28%.

O percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo varia entre 10% e 12%, dependendo do cenário apresentado, enquanto os que não souberam ou preferiram não responder chegam a até 2%.

O levantamento ouviu 1.608 eleitores com 16 anos ou mais, em 71 municípios do estado de São Paulo, entre os dias 3 e 5 de março. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-04136/2026. 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Possível candidatura de Simone Tebet em São Paulo entra na reta decisiva e depende de aval direto de Lula

              A engenharia política que antecede as próximas eleições em São Paulo ganhou um novo elemento de peso e alta complexidade. A eventual transferência do domicílio eleitoral da ministra do Planejamento, Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul para o maior colégio eleitoral do país deixou de ser apenas uma hipótese partidária e passou a depender, agora, de uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Filiada ao MDB, Tebet já sinalizou de forma positiva ao convite feito pelo presidente nacional do PSB, João Campos, para ingressar na legenda e assumir papel central na construção do palanque presidencial em São Paulo. No entanto, a ministra deixou claro que sua decisão está condicionada a um conjunto de garantias políticas consideradas inegociáveis.

Entre as exigências apresentadas estão a garantia de recursos financeiros para a campanha, o apoio integral da militância do PT, além de uma blindagem política contra disputas internas, especialmente de setores mais à esquerda do partido. Outro ponto sensível envolve a manutenção de Tebet no Ministério do Planejamento em um eventual segundo mandato de Lula, caso ela não obtenha êxito nas urnas.

Nos bastidores, aliados avaliam que a ministra enxerga o movimento como de alto risco político. A mudança implicaria o rompimento com uma trajetória consolidada no MDB e a saída definitiva de seu estado natal. Em São Paulo, o partido está sob influência do grupo do prefeito Ricardo Nunes, alinhado ao bolsonarismo, o que torna inviável sua permanência na legenda.

Para interlocutores próximos, o gesto seria ainda mais drástico do que o realizado por Geraldo Alckmin em eleições anteriores, justamente por representar um caminho sem retorno na carreira política de Tebet.

O desfecho da negociação deve ocorrer nos próximos dias. A ministra integra a comitiva presidencial que participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá. O presidente Lula, por sua vez, já manifestou o desejo de definir a chapa paulista antes do Carnaval, imprimindo urgência às tratativas. 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Operação da Polícia Civil prende 233 suspeitos por violência doméstica em São Paulo

                Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de 233 suspeitos de crimes de violência doméstica e familiar contra mulheres em todo o estado. A ação, realizada nesta terça-feira (30), contou com a coordenação da Secretaria da Segurança Pública e da Secretaria de Políticas para a Mulher.

Segundo as autoridades, cerca de 1,4 mil mandados judiciais haviam sido expedidos, envolvendo diferentes tipos de agressão. A maior parte das prisões ocorreu por descumprimento de medidas protetivas. As diligências começaram ainda na noite da segunda-feira (29) e se estenderam por diversas regiões paulistas.

A ofensiva ocorre em meio ao aumento dos casos de feminicídio. Em 2025, a cidade de São Paulo registrou o maior número desse tipo de crime desde o início da série histórica, em abril de 2015. Um dos episódios recentes que geraram grande comoção foi o de uma mulher atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê pelo ex-companheiro, vindo a morrer após semanas internada.

Diante do cenário, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar possível falha do governo estadual na execução de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo a redução de recursos destinados ao setor.

Em entrevista, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico, reconheceu a gravidade dos números e afirmou que a redução dos índices de feminicídio será prioridade. Segundo ele, as forças de segurança devem intensificar ações preventivas e repressivas para proteger mulheres em situação de risco. 

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Ex-senador José Aníbal critica discurso de Tarcísio de Freitas sobre Rodoanel e gestão de concessões

                    O economista e ex-senador por São Paulo José Aníbal fez críticas públicas ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionando declarações feitas durante a inauguração de parte do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas e apontando inconsistências na condução de políticas de infraestrutura.

Segundo Aníbal, o governador teria atribuído ao atual governo estadual a entrega de um trecho que, de acordo com ele, já estava cerca de 80% concluído antes do início da gestão de Tarcísio. O ex-senador destacou ainda que as demais etapas do Rodoanel foram executadas por governos anteriores.

De acordo com o histórico citado por Aníbal, o Rodoanel Oeste foi construído durante o governo de Mário Covas, enquanto os trechos Sul e Leste foram executados nas gestões de Geraldo Alckmin e José Serra. Já o trecho Norte teria sido iniciado por Alckmin, mas não concluído nas administrações seguintes de João Doria e Rodrigo Garcia.

“O governador inaugurou apenas metade do trecho Norte e não entregou a obra completa”, afirmou Aníbal, ao criticar o discurso oficial apresentado no evento.

O ex-parlamentar também questionou a atuação de Tarcísio quando esteve à frente do Ministério da Infraestrutura, no governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, a renovação da concessão das ferrovias da Vale teria sido realizada por um valor considerado baixo, estimado em R$ 600 milhões.

Aníbal destacou que, após a reabertura do caso pelo atual governo federal, a mineradora já teria pago R$ 4 bilhões, com negociações em andamento que podem alcançar mais R$ 14 bilhões. Para o ex-senador, a diferença evidencia falhas na avaliação do valor da concessão à época.

As declarações repercutiram no meio político e reacendem o debate sobre a condução de grandes obras de infraestrutura e concessões públicas em São Paulo. 

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sábado, 25 de outubro de 2025

Deputado Lucas Bove é denunciado pelo Ministério Público por violência e descumprimento de medidas protetivas

                O deputado estadual Lucas Diez Bove (PL-SP) foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira (23) pelos crimes de perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça. A denúncia, apresentada à Justiça, inclui também um pedido de prisão preventiva do parlamentar, sob a justificativa de reiterados descumprimentos de medidas protetivas concedidas à sua ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas, que possui mais de 7,6 milhões de seguidores nas redes sociais.

De acordo com o Ministério Público, Bove ignorou sucessivas determinações judiciais, demonstrando “claro desprezo às restrições impostas”, o que motivou o pedido de prisão. O órgão também solicitou que a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) adote providências diante da gravidade dos fatos.

A denúncia traz relatos de episódios de violência física e psicológica durante o relacionamento de mais de dois anos entre o deputado e a influenciadora. Segundo o documento, Lucas intimidava Cíntia com armas de fogo, que manuseava e apontava para ela “como se fosse uma brincadeira”, enquanto fumava maconha. Há ainda o registro de que o parlamentar chegou a arremessar uma faca contra a perna da vítima e beliscava e apertava seus seios com força, inclusive na presença de terceiros.

Cíntia Chagas denunciou Bove no ano passado, relatando uma série de abusos. O deputado foi indiciado pela Polícia Civil em 29 de setembro pelos crimes de perseguição e violência psicológica. O inquérito foi concluído em 15 de setembro e encaminhado à Justiça.

Em agosto deste ano, o Conselho de Ética da Alesp arquivou a denúncia que poderia levar à cassação do parlamentar por quebra de decoro. Com o avanço do processo criminal, porém, o caso volta a pressionar a Casa Legislativa a se posicionar diante das novas acusações.

A defesa de Lucas Bove ainda não se manifestou publicamente sobre o novo pedido de prisão. 


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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Integrante do PCC que teria jurado ex-delegado-geral de SP é morto por PMs

              O Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo matou nesta terça-feira, 23, um homem suspeito de integrar o Bonde dos 14, grupo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que já teria jurado de morte o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, executado na semana passada em Praia Grande, litoral do Estado.

O suspeito foi identificado como Cleberson Paulo dos Santos, conhecido como “Nego Mimo” ou “Nego Limo”. Segundo a PM, ele estava foragido da Justiça e havia fugido do sistema prisional, onde cumpria pena por homicídio.

Conforme o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, Nego Mimo fazia parte do “Bonde dos 14”, grupo formado pelos “14 criminosos mais importantes do PCC” com atuação nas ruas.

Ainda conforme o chefe da pasta, ele teria sido um dos mentores e executores de um plano para matar o então delegado-geral em 2019, quando Ruy Fontes chefiava a Polícia Civil paulista.

Fontes ficou conhecido pela atuação contra a facção. Em 2006, foi o responsável por indiciar a cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, antes de os líderes serem transferidos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

“Esse criminoso fazia parte dos 14 mais importantes integrantes do PCC que estavam nas ruas e, em 2019, depois de um relatório da própria Polícia Civil, foi apontado como responsável por planejar e executar um atentado contra o então delegado-geral”, disse Derrite.

Cleberson já havia sido preso por homicídio, organização criminosa, tráfico, corrupção de menores, uso de documentos falsos, entre outros crimes. Ele estava detido e se beneficiou de uma saída temporária, não retornando ao presídio, disse o secretário. 

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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, é assassinado em emboscada na Praia Grande

               O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira (15), após uma emboscada na Praia Grande, no litoral sul paulista. Fontes, que atualmente ocupava o cargo de secretário de Administração Pública do município, foi atacado por criminosos armados com fuzis quando deixava a sede da prefeitura.

De acordo com informações preliminares, Fontes havia encerrado sua rotina de trabalho e conversado minutos antes, por telefone, com o procurador de Justiça Márcio Christino, que relatou ter sido o último a falar com ele.

“Ele não estava fazendo nada ligado à segurança, estava afastado da área”, afirmou Christino.

Ao deixar o prédio, o veículo conduzido por Fontes foi seguido por bandidos em uma caminhonete Hilux. Câmeras de segurança registraram a perseguição: em alta velocidade, o ex-delegado perdeu o controle no cruzamento e foi atingido por um ônibus, capotando em seguida. Neste momento, os criminosos desceram armados de fuzis e abriram fogo contra o carro.

Segundo o secretário-adjunto da Segurança Pública, Oswaldo Nico Gonçalves, Fontes reagiu e conseguiu ferir ao menos um dos atacantes. Um cerco policial foi montado na Baixada Santista para localizar os envolvidos.

Conhecido pelo combate direto ao crime organizado, especialmente ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Ruy Fontes chefiou a Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022, nomeado ainda no governo de João Doria.

Sua trajetória de enfrentamento ao PCC remonta a 2006, quando foi o responsável por indiciar toda a cúpula da facção criminosa, incluindo o líder Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, antes da transferência dos criminosos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

Em 2010, escapou de uma tentativa de assassinato planejada por integrantes da facção, quando atuava no 69º DP, na Cohab Teotônio Vilela. Antes disso, havia chefiado a Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, setor que o colocou na linha de frente da repressão ao crime organizado.

Fontes também comandou o Departamento de Narcóticos, onde conduziu a primeira grande investigação contra Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, considerado o maior narcotraficante do PCC. A apuração resultou na prisão do criminoso em Moçambique, em 2020.

Em 2019, já como delegado-geral, esteve à frente da delicada operação que transferiu Marcola e outros líderes do PCC para presídios federais de segurança máxima.

A polícia investiga se o atentado tem ligação direta com o PCC. Uma das linhas de apuração aponta para a possível participação da Sintonia Restrita, braço armado da facção responsável por planos anteriores de atentados contra autoridades como o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco.

“Ainda não podemos afirmar. Mas vamos tentar localizar esse bandido que ele teria baleado”, afirmou o delegado Nico.

A morte de Ruy Ferraz Fontes marca um duro golpe na segurança pública e reacende o alerta sobre a ofensiva de organizações criminosas contra agentes do Estado. Respeitado dentro e fora da corporação, Ruy era visto como símbolo de resistência à escalada de poder do PCC e deixa um legado de investigações que enfraqueceram a facção ao longo das últimas décadas. 

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