Os
números indicam um cenário favorável ao atual governador, que, segundo a
pesquisa, chega a igualar a soma das intenções de voto de todos os demais
adversários testados no principal cenário do levantamento. A margem de erro é
de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Além
de Haddad, também aparecem na disputa o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra,
com 5%, o deputado federal Kim Kataguiri, também com 5%, e o cientista político
Luiz Felipe D'Ávila, que soma 3% das menções. Ainda segundo o levantamento, 1%
dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 11% afirmaram que pretendem
votar em branco ou anular o voto.
Caso
esse cenário se confirme nas urnas, o governador poderia se aproximar de uma
vitória ainda no primeiro turno. A possibilidade de uma definição antecipada da
disputa no maior colégio eleitoral do país seria considerada um revés político
para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com o palanque paulista
como peça estratégica em articulações políticas nacionais.
Nos
bastidores do Partido dos Trabalhadores, lideranças têm demonstrado preferência
pela candidatura de Haddad, principalmente em razão de seu desempenho eleitoral
anterior no estado — quando chegou ao segundo turno — e do protagonismo que
exerce atualmente na condução da política econômica do governo federal.
Avaliação
do governo - A
pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre a gestão de Tarcísio de
Freitas. De acordo com o Datafolha, 64% dos paulistas aprovam a administração
estadual, enquanto 30% desaprovam.
Quando
a avaliação é detalhada, 45% dos entrevistados classificam o governo como ótimo
ou bom, 31% como regular e 20% como ruim ou péssimo.
Em
relação à rejeição,
24% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Tarcísio de Freitas de
forma alguma. Já Fernando Haddad apresenta índice maior de rejeição, com 38%.
O
instituto também testou simulações alternativas de primeiro turno. Em um
cenário contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, Tarcísio aparece com 46% das
intenções de voto, enquanto Alckmin registra 26%.
Já
em uma disputa contra a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o atual
governador ampliaria ainda mais a vantagem, alcançando 49% das intenções de
voto contra 19% da adversária.
Nas
projeções de segundo turno,
Tarcísio também aparece à frente em todos os cenários testados. A disputa mais
equilibrada seria contra Geraldo Alckmin, com 50% contra 39%. Em um eventual
confronto contra Haddad, o governador venceria por 52% a 37%. Já diante de
Simone Tebet, a vantagem seria ainda maior: 58% a 28%.
O
percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo varia entre 10% e
12%, dependendo do cenário apresentado, enquanto os que não souberam ou
preferiram não responder chegam a até 2%.
O levantamento ouviu 1.608 eleitores com 16 anos ou mais, em 71 municípios do estado de São Paulo, entre os dias 3 e 5 de março. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-04136/2026.
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