Celebração
na Igreja Matriz de Casa Forte também lembrou Miguel Arraes e os demais
integrantes da comitiva que morreram no acidente aéreo de 2014
Uma
manhã marcada por memória, saudade e homenagens. A Igreja Matriz de Casa Forte,
na Zona Norte do Recife, recebeu, nesta quinta-feira (13), uma missa em
lembrança aos 12 anos da morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
A
celebração também marcou os 21 anos da morte de Miguel Arraes, avô de Eduardo,
que faleceu em 13 de agosto de 2005. A cerimônia ainda homenageou o jornalista Carlos
Percol, os fotógrafos Alexandre Severo e Marcelo Lyra e o assessor político Pedrinho
Valadares, mortos no acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, em 2014.
A
família esteve reunida na celebração. A viúva de Eduardo, Renata Campos,
participou da missa ao lado dos cinco filhos: João Campos, Pedro Campos, Maria
Eduarda, José Campos e Miguel.
Entre
os presentes estava o secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo,
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Danilo Cabral (PSB). Ao falar
sobre a data, ele destacou a trajetória política de Arraes e Eduardo e a marca
deixada pelos dois na história de Pernambuco.
Segundo
Cabral, o 13 de agosto representa um momento de saudade, mas também de
reafirmação dos valores e exemplos deixados pelos dois líderes políticos.
O
ex-prefeito do Recife, João Campos, também falou sobre o significado da data
para a família. Para ele, o dia reúne sentimentos distintos: a saudade pela
ausência, mas também a alegria e a esperança ao recordar a trajetória de
Eduardo e Arraes.
“Hoje é um dia de saudade”, afirmou João, ao lembrar que avô e
neto partiram em 13 de agosto, com nove anos de diferença.
A
coincidência das datas transformou o 13 de agosto em um momento simbólico para
a memória política pernambucana. De um lado, a lembrança de Miguel Arraes, uma
das principais referências da política estadual no século XX. Do outro, a
trajetória de Eduardo Campos, que governou Pernambuco por dois mandatos e
morreu aos 49 anos, durante a campanha presidencial de 2014.
Doze
anos após a tragédia que interrompeu sua trajetória, Eduardo Campos permanece
presente na memória de familiares, aliados e de parte da população
pernambucana. A missa desta quinta-feira reuniu diferentes gerações da família
Campos e amigos para um momento de fé e lembrança.
A
celebração também reafirmou a dimensão humana de uma data que, todos os anos,
reúne saudade, memória e legado em torno de nomes que marcaram a história
recente de Pernambuco.
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