A
disputa pelo Governo de Pernambuco voltou a ser marcada por acusações entre Raquel
Lyra (PSD) e João Campos (PSB) durante debate realizado nesta quinta-feira
(17), em Caruaru. O confronto ocorreu após questionamentos sobre a série de
disputas judiciais envolvendo as campanhas.
Na
abertura do debate, Raquel Lyra afirmou que a campanha eleitoral teria
ultrapassado limites e citou um episódio envolvendo o suposto furto de material
de sua campanha. Segundo a governadora, pessoas ligadas ao PSB teriam sido
detidas e estariam usando camisas roxas para se apresentar como militantes em
um ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Raquel disse que o
caso foi comunicado às autoridades e defendeu a apuração das responsabilidades.
Ao
abordar os embates judiciais, a candidata à reeleição também afirmou que vem
sendo alvo de ações coordenadas de desinformação e incitação à violência.
Raquel disse que, diante dos episódios, sua campanha tem respondido com
propostas e ações do governo estadual.
João
Campos rebateu as declarações e afirmou que também seria alvo de ataques nas
redes sociais. O candidato voltou a mencionar a existência de um suposto “gabinete
do ódio” que, segundo ele, teria ligação com pessoas próximas ao Governo de
Pernambuco. Campos afirmou que os episódios foram denunciados e que a Polícia
Federal investiga os ataques.
O
debate reuniu ainda o candidato Ivan Moraes (PSOL) e foi promovido pela Rádio
Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova
Nordeste. O formato incluiu perguntas de jornalistas e confronto direto entre
os candidatos.
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