O
encontro foi convocado pelo presidente estadual da legenda, João Baltar Freire,
e ocorreu na sede do PSDB, partido que integra a federação PSDB/Cidadania.
A
manifestação amplia o conflito entre as direções estadual e nacional do
Cidadania às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.
A
intervenção ocorreu há cerca de uma semana e teve como objetivo estabelecer a neutralidade
do Cidadania em Pernambuco. Na ocasião, o presidente da federação
PSDB/Cidadania, deputado federal Aécio Neves, justificou a decisão com base em
“divergências internas” dentro do grupo político.
A
antiga executiva estadual, porém, contesta a medida. Segundo a ata da reunião,
os dirigentes consideram que a intervenção teria desrespeitado princípios
constitucionais e estatutários relacionados ao devido processo legal, ao
contraditório e à ampla defesa.
O
grupo também sustenta que a decisão nacional teria sido tomada sem o quórum
deliberativo exigido, questionando, portanto, a validade do procedimento
adotado pela direção superior da legenda.
Apesar
do confronto com a direção nacional, os dirigentes estaduais decidiram manter a
orientação política que vinha sendo construída em Pernambuco.
Durante
a reunião, o grupo ratificou o apoio à chapa majoritária encabeçada pela
governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e confirmou a manutenção
do suporte à candidatura do deputado Túlio Gadêlha (PSD) ao Senado.
A
decisão evidencia que a disputa interna do Cidadania em Pernambuco não se
limita a questões administrativas. O impasse envolve diretamente o
posicionamento eleitoral da legenda no Estado e sua participação na disputa
majoritária.
Com a intervenção nacional, a direção estadual passou a enfrentar uma situação de conflito entre a orientação definida localmente e a determinação do comando nacional da legenda. A moção aprovada nesta quinta-feira representa uma reação formal dos dirigentes pernambucanos e mantém aberto o embate dentro do partido.
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