Em
publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que a hipótese é inviável por
questões partidárias, já que o PL já possui um nome colocado para a disputa
presidencial: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter
duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos
majoritários. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer", escreveu.
A
ex-primeira-dama também afirmou que, neste momento, sua principal preocupação é
acompanhar a recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre
prisão domiciliar, e destacou que ainda não definiu se disputará uma vaga ao
Senado Federal pelo Distrito Federal.
"Não defini se serei candidata nem ao Senado.
Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada", acrescentou.
As
declarações foram feitas um dia após Romeu Zema admitir publicamente que
Michelle figurava entre os nomes considerados para compor uma eventual chapa
presidencial.
Durante
o 10º Encontro Nacional do Novo, realizado no sábado (18), Zema afirmou que a
ex-primeira-dama possui um perfil que atende aos critérios buscados pelo
partido.
"É uma possibilidade, sim, como outras também são.
Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom", declarou.
Também
no sábado, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a
defender uma candidatura de Michelle nas eleições deste ano. Segundo ela, a
participação da ex-primeira-dama ampliaria a representatividade feminina na
política.
Celina
revelou que tem incentivado Michelle a permanecer no cenário eleitoral,
especialmente após o trabalho desenvolvido à frente do PL Mulher, segmento
feminino do partido.
Michelle,
no entanto, deixou recentemente a presidência do PL Mulher após divergências
internas com o senador Flávio Bolsonaro, episódio que evidenciou um momento de
reacomodação política dentro da legenda.
Com a manifestação deste domingo, Michelle encerra, ao menos por enquanto, as especulações sobre uma possível composição com Romeu Zema e reafirma que qualquer decisão sobre seu futuro político será tomada apenas após a definição do cenário eleitoral e da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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