A
aprovação ocorreu durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas, quando os 27
Estados-membros da União Europeia alcançaram uma maioria qualificada favorável
ao acordo, mesmo diante da resistência de países como França, Polônia, Irlanda
e Hungria, que expressaram preocupações, sobretudo, relacionadas aos impactos
sobre seus setores agrícolas.
O
primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, um dos principais defensores da
iniciativa, celebrou o avanço e classificou a decisão como um marco
estratégico.
“Trata-se
de um passo importante na política comercial europeia e um forte sinal da nossa
soberania estratégica”, afirmou.
Com
a aprovação no âmbito do Conselho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula
von der Leyen, está autorizada a viajar ao Paraguai, onde deverá assinar
oficialmente o acordo com os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Uruguai e
Paraguai — na próxima segunda-feira, em Assunção.
Apesar
do avanço político, o acordo ainda não entrará em vigor de forma imediata. Do
lado europeu, será necessária a ratificação do Parlamento Europeu, que deverá
se manifestar nas próximas semanas. O cenário, no entanto, permanece incerto:
cerca de 150 eurodeputados, de um total de 720, já sinalizaram a possibilidade
de recorrer à Justiça para tentar barrar a aplicação do tratado.
Negociado
desde 1999, o acordo prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do
comércio bilateral, além de regras comuns para áreas como serviços, compras
governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável. Para
reduzir a oposição interna, especialmente de agricultores europeus, o texto
inclui cláusulas específicas de proteção e salvaguardas comerciais.
Se ratificado, o acordo União Europeia–Mercosul representará uma das maiores transformações no comércio internacional nas últimas décadas, com impacto direto nas cadeias produtivas, exportações agrícolas, indústria e investimentos entre os dois blocos.
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