O
evento marcou a consolidação local da Federação PT/PCdoB/PV — cujas siglas
aliadas já haviam realizado suas etapas individuais entre quinta (23) e
sexta-feira (24) — e chancelou as candidaturas de 90 deputados estaduais e 56
federais.
A
cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além das pré-candidatas
ao Senado Federal, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Advogado e
professor de ciência política, Haddad disputa o Palácio dos Bandeirantes pela
segunda vez. Ele já ocupou a Prefeitura de São Paulo e deixou o Ministério da
Fazenda em março deste ano para focar na eleição.
Durante
seu discurso, Fernando Haddad fez críticas diretas à administração do atual
governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O candidato petista questionou
a ausência de cobranças por resultados e apontou piora nos indicadores de
segurança, saúde e educação. Citando dados da Fundação Seade, Haddad afirmou
ter havido um aumento de 82% na população em situação de rua, contestando
declarações da atual gestão sobre o controle da Cracolândia.
O
presidente Lula, por sua vez, dedicou parte de seu pronunciamento a alertar
sobre o impacto da tecnologia no pleito. Segundo ele, esta eleição será marcada
pelo uso de inteligência artificial por adversários políticos com o intuito de
criar "mentiras" e disseminar desinformação nas redes sociais. Lula
também destacou a união de antigos opositores na atual aliança, exaltando as
biografias de nomes como Tebet e França.
Após
a convenção, a equipe de campanha de Haddad divulgou um comunicado reforçando o
tom do discurso. No texto, o candidato afirma que a chapa reúne
"experiência e compromisso público" e que o foco da campanha será a
proposta de devolver ao estado a capacidade de gerar empregos, valorizar
serviços públicos e reposicionar São Paulo como a "locomotiva do
Brasil".
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