O
principal tema da sessão era a análise do parecer da comissão prévia sobre
denúncias contra o ex-vereador Claudelino Costa (PSB). O documento recomendava
o arquivamento do caso por perda de objeto, uma vez que o parlamentar renunciou
ao mandato horas antes e o processo de cassação sequer chegou a ser formalmente
instaurado.
Após
a leitura do parecer, a sessão avançou para a tribuna livre. Um representante
do Partido dos Trabalhadores (PT) abriu os pronunciamentos, seguido por
advogados do empresário Micael Lopes, responsável pela denúncia que motivou o
processo.
Durante
a fala, um dos advogados, Eldy Magalhães, defendeu a continuidade da apuração
mesmo após a renúncia, o que gerou reação imediata de parlamentares. O
discurso, no entanto, extrapolou o campo técnico e passou a incluir críticas
diretas a vereadores e ao advogado de Claudelino, Dr. Fernando Braga, elevando o tom do debate.
O ponto de maior atrito foi o comentário direcionado à vereadora Célia Galindo. Magalhães afirmou que a parlamentar "não seria uma pessoa de confiança", justificando sua fala ao mencionar que Célia mantinha um histórico de embates públicos com Israel Rubis e, agora, demonstrava proximidade política com o ex-vice-prefeito. Ela participou da discussão por meio de ligação telefônica, utilizando o aparelho do vereador João Taxista, rebatendo as falas do advogado e lamentando que tenha aproveitado sua ausência para citá-la de forma “desrespeitosa”.
As
declarações foram interpretadas como provocação pelo ex-vice-prefeito de
Arcoverde e delegado da Polícia Civil, Israel Rubis, presente a sessão e que
reagiu de forma exaltada questionando o presidente por permitir a fala do advogado
Eldy Magalhães, gerando um princípio de confusão generalizada dentro da Casa.
Diante
da situação, o presidente da Câmara, Luciano Pacheco, decidiu encerrar a sessão
de forma antecipada, sem a votação do parecer e de outros projetos previstos na
pauta.
O episódio reforça o ambiente de crise no Legislativo municipal, marcado por sucessivos embates e dificuldades na condução dos trabalhos. Mesmo com a renúncia de Claudelino Costa, a Câmara ainda deve analisar outra denúncia relevante, desta vez contra o próprio presidente da Casa, Luciano Pacheco (MDB), que pode evoluir para a abertura de um processo de cassação, a depender da decisão do plenário.



















