sábado, 17 de janeiro de 2026

Raquel Lyra nomeia Cristiane Lopes Soares para comandar GRE de Floresta

             A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, oficializou a nomeação de Cristiane Lopes Soares como nova gestora da Gerência Regional de Educação (GRE) de Floresta, uma das mais estratégicas do interior do Estado. A escolha integra o conjunto de ações do Governo voltadas ao fortalecimento da educação pública no Sertão e contou com o apoio político do deputado estadual Kaio Maniçoba, que possui forte inserção e atuação na região do Sertão de Itaparica.

A GRE de Floresta é responsável pela coordenação de mais de 100 escolas estaduais, distribuídas em diversos municípios da região, atendendo milhares de estudantes, professores e profissionais da educação. Pela sua dimensão territorial e importância social, a gerência exerce papel fundamental na formulação e execução das políticas educacionais no interior pernambucano.

Cristiane Lopes Soares assume a função com a missão de liderar uma estrutura complexa, que exige capacidade de gestão, articulação institucional e sensibilidade para lidar com as especificidades do Sertão. Entre os principais desafios estão o fortalecimento da gestão escolar, a ampliação de ações pedagógicas, a valorização dos profissionais da educação e a melhoria contínua dos indicadores de aprendizagem.

A nomeação também evidencia o alinhamento entre o Governo do Estado e lideranças políticas regionais na construção de uma educação mais eficiente e próxima da realidade local. O deputado Kaio Maniçoba teve participação ativa nas articulações que resultaram na indicação, reforçando sua atuação em pautas estruturantes para o desenvolvimento regional.

A expectativa é de que a nova gestão da GRE Floresta contribua para avanços concretos na educação pública do Sertão de Itaparica, promovendo maior integração entre escolas, comunidade e governo, além de resultados positivos no desempenho educacional nos próximos anos.

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Pernambuco celebra excelência no Enem com dois estudantes do Recife alcançando nota mil na redação

                 Pernambuco voltou a se destacar no cenário educacional nacional com o desempenho exemplar de dois estudantes do Recife que alcançaram a pontuação máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Caio Silva Braga, de 18 anos, e Wellington Ribeiro, de 19, figuram entre os poucos candidatos do país que atingiram a nota mil, resultado que evidencia talento, dedicação e diferentes caminhos de preparação para o exame.

Na edição de 2025, o tema da redação foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, assunto que, segundo os estudantes, permitiu reflexões amplas e uma abordagem segura. Para Caio, o contato inicial com a proposta foi positivo e estimulante. “Gostei bastante do tema, me senti bem feliz com a ideia que tive na hora. Sempre parei bastante para pensar antes de escrever as minhas redações. Gostei dos textos de apoio, acho que entendi bem a ideia deles”, relatou.

Wellington Ribeiro também avaliou o tema como acessível e menos intimidador em comparação a edições anteriores do Enem, que trataram de questões como a valorização da herança africana, o trabalho de cuidado exercido pelas mulheres e a visibilidade de povos e comunidades tradicionais. “Fiquei muito tranquilo. Primeiro, pela preparação, pelo esforço que tive. Quando olhei o tema, de cara, já gostei. Não foi um assunto que me trouxe medo”, afirmou o estudante.

Apesar de compartilharem o resultado histórico, Caio e Wellington adotaram métodos de estudo distintos e têm objetivos acadêmicos diferentes, o que reforça a ideia de que não existe uma fórmula única para alcançar o sucesso na redação do Enem. Em comum, ambos destacam a importância da leitura, da prática constante da escrita e da compreensão crítica dos temas sociais.

O desempenho dos jovens recifenses reforça o potencial dos estudantes pernambucanos e serve de inspiração para milhares de candidatos que veem no Enem uma porta de acesso ao ensino superior e à transformação social. 

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Novo álbum celebra o frevo como território de invenção e destaca participação de artistas de Arcoverde

                O frevo, patrimônio cultural de Pernambuco e símbolo maior do Carnaval, ganha novos contornos e possibilidades com o lançamento do álbum “Um Frevo Impossível – Volume 3”, disponibilizado nas plataformas digitais neste dia 16 de janeiro. Assinado pelo compositor piauiense radicado no Recife Fernando Duarte, o trabalho reafirma o gênero como um campo vivo de experimentação artística, capaz de dialogar com a tradição sem abrir mão da contemporaneidade.

A obra reúne intérpretes de diferentes trajetórias e propõe arranjos inovadores, sob direção musical de Felipe Maia, ampliando o alcance estético do frevo e reforçando sua relevância no cenário musical brasileiro atual. O projeto aposta na diversidade de vozes e linguagens como elemento central para manter o ritmo pulsante e em constante renovação.

Arcoverde tem presença marcante no álbum por meio dos artistas Kleber Araújo e Sílvia Regina, integrantes do coletivo cultural MAMA, referência na cena artística do Sertão do Moxotó. Kleber interpreta a faixa “Sábado em Recife”, composição que evoca a força simbólica do Galo da Madrugada e o clima de sonho e expectativa que antecede o Carnaval. Já Sílvia Regina dá voz à canção “Equilíbrio”, imprimindo sensibilidade, potência interpretativa e poesia à obra.

Além dos arcoverdenses, o álbum conta com participações de Laura Sivini, Marcelo Cavalcanti, Mazo Melo, Amauri Nascimento, Pedro Tê, João Paulo Rosa, Allan Maykson e Isabela de Holanda, formando um mosaico artístico que reforça a pluralidade e a vitalidade do frevo contemporâneo.

Disponível em todas as plataformas digitais, “Um Frevo Impossível – Volume 3” se consolida como mais um capítulo importante na preservação e reinvenção do frevo, conectando o passado, o presente e o futuro da música pernambucana. Do Choque Cultural

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Escritura de imóvel usada por Sóstenes para explicar dinheiro apreendido só foi registrada após ação da PF

             Novos detalhes envolvendo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, lançam dúvidas sobre a origem dos R$ 430 mil em dinheiro vivo apreendidos pela Polícia Federal em sua residência, em Brasília. A transação imobiliária apresentada pelo parlamentar como justificativa para os valores só foi formalizada em cartório quase duas semanas após a operação policial.

De acordo com documentos oficiais, a escritura de venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, foi assinada no dia 30 de dezembro, exatamente 11 dias depois da apreensão do dinheiro, ocorrida em 19 de dezembro, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura suposto desvio de recursos das cotas parlamentares.

Sóstenes afirmou que o dinheiro apreendido seria fruto da venda do imóvel, realizada, segundo ele, em 24 de novembro, por meio de um contrato particular firmado com o comprador. O deputado alegou ainda que manteve os valores em casa por não ter tido tempo de realizar o depósito bancário. O contrato particular citado pelo parlamentar é mencionado na escritura lavrada em dezembro, mas não consta entre os documentos apresentados ao tabelião no ato do registro.

A escritura apresenta ainda cláusulas consideradas atípicas para esse tipo de transação. O imposto de transmissão do imóvel não foi recolhido previamente e houve dispensa da apresentação de certidões fiscais municipais do imóvel, além de certidões cíveis e criminais do vendedor junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O imóvel foi vendido por R$ 500 mil, valor que teria sido pago integralmente em dinheiro vivo. O comprador é o advogado Thiago de Paula, com atuação em Minas Gerais e São Paulo. Procurado, ele não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A operação também chamou atenção pela valorização do imóvel. Segundo a escritura, Sóstenes adquiriu a casa por R$ 280 mil em fevereiro de 2023, o que representa uma valorização de 78% em menos de dois anos. O deputado, no entanto, afirma que o valor real pago foi de R$ 310 mil, incluindo comissão de corretagem, e atribui o aumento de preço a reformas realizadas no imóvel, que chegou a ser anunciado por R$ 690 mil.

Ainda segundo o parlamentar, o dinheiro da venda foi entregue em Brasília por um funcionário do comprador. Antes de adquirir o imóvel, Sóstenes havia declarado à Justiça Eleitoral, em 2022, um patrimônio de apenas R$ 4.926,76, integralmente depositado em conta bancária. Ele afirma que utilizou um empréstimo consignado para comprar o imóvel em Ituiutaba. A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino. 

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Justiça Federal condena internauta por discurso de ódio contra nordestinos em rede social

                 A Justiça Federal atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e condenou um internauta pela prática de discurso ofensivo e discriminatório contra nordestinos em uma rede social. A decisão representa mais um marco no enfrentamento aos crimes de ódio motivados por preconceito regional, especialmente quando associados a disputas político-eleitorais e disseminados no ambiente digital.

O acusado utilizou seu perfil pessoal para publicar comentários preconceituosos em um grupo de compras e vendas online do município de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. As postagens ocorreram em 1º de setembro de 2018 e continham ofensas direcionadas à população nordestina, caracterizando injúria por procedência nacional.

Como resultado da ação penal movida pelo procurador da República André Estima de Souza Leite, o internauta foi condenado a 2 anos e 11 meses de reclusão. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços comunitários e doações financeiras a entidade filantrópica. Além disso, o réu deverá pagar indenização de R$ 20 mil por danos morais coletivos.

Durante o inquérito policial, o próprio acusado confirmou a autoria das publicações ofensivas. Em setembro de 2022, chegou a ser celebrado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) entre o MPF e o investigado, no qual ele assumiu formalmente o crime. O acordo previa, entre outras medidas, a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais, a doação do equivalente a 3,5 salários mínimos a entidades filantrópicas e o compromisso de não cometer nova infração penal por seis meses.

No entanto, o internauta descumpriu parte das obrigações assumidas, o que levou o MPF a considerar o acordo inválido e a ajuizar a ação penal. Entre as provas apresentadas à Justiça estão registros (prints) das publicações discriminatórias, além dos links dos perfis utilizados na rede social e do grupo em que os comentários foram divulgados.

Na sentença, a Justiça Federal destacou que a conduta do réu evidenciou clara intenção discriminatória. O magistrado acolheu a tese do MPF de que os ataques não apenas expressam preconceito de origem regional, mas também revelam desconhecimento sobre a “inestimável contribuição cultural, social e econômica que a população nordestina oferece à nação brasileira”. 

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Marília Arraes pede maturidade política e unidade no campo aliado durante giro pelo Sertão

           Em passagem pelo Sertão pernambucano, a presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes, reforçou a necessidade de equilíbrio político, coerência e responsabilidade no debate em torno da disputa pelas vagas ao Senado Federal. Alinhada ao projeto estadual liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, e ao campo político do presidente Lula, Marília defendeu que o momento exige união e capacidade de somar forças, e não disputas internas que fragilizem o grupo aliado.

Durante encontros com lideranças e militantes, Marília foi direta ao afirmar que quem pretende contribuir com o projeto político em construção deve agir com maturidade. “Quem quer ajudar o projeto liderado pelo prefeito João Campos não cria confusão. Muito pelo contrário. É hora de se unir para solucionar e combater os verdadeiros problemas, que estão lá fora”, afirmou. Para ela, vaidade e disputas pessoais precisam ser deixadas de lado em nome de um projeto maior para Pernambuco.

A dirigente partidária também destacou que o compromisso político deve ser claro e responsável, especialmente diante da relevância do cargo de senador. “O mandato para o Senado é de oito anos. É quase uma década de decisões que impactam diretamente o Brasil. O Senado decide sobre direitos, patrimônio nacional, interesses econômicos e até sobre um eventual impeachment de um presidente. É uma responsabilidade enorme, que exige fidelidade e coerência”, pontuou.

Marília ainda ressaltou sua trajetória política, enfatizando que o eleitor pernambucano conhece bem seus posicionamentos. “Sempre tive lado. Sempre fui coerente com aquilo que defendo”, disse, ao reforçar que o debate eleitoral deve ser pautado por clareza, compromisso social e defesa dos interesses do povo, sobretudo dos mais pobres.

No giro pelo Sertão, a presidente do Solidariedade já passou por Flores, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. A agenda segue neste sábado por Águas Belas, antes de avançar para o Agreste, com compromissos políticos em Iati, Paranatama e Garanhuns.

Ao comentar o escândalo envolvendo o transporte intermunicipal e a empresa ligada à família da governadora Raquel Lyra, Marília relembrou que, ainda durante a campanha eleitoral de 2022, já havia feito alertas públicos sobre a atuação da empresa. Segundo ela, os fatos que vieram à tona reforçam a importância da fiscalização e da coerência entre discurso e prática na gestão pública. 

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Delegada recém-empossada é presa em operação contra o PCC e caso expõe infiltração do crime organizado em São Paulo

            A prisão de uma delegada recém-empossada da Polícia Civil de São Paulo provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16) e reacendeu o alerta das autoridades sobre a tentativa de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação conjunta que apura seu suposto vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país.

A delegada foi conduzida à sede da Corregedoria da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), as investigações indicam que Layla mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa, mesmo após assumir oficialmente o cargo de delegada de polícia.

De acordo com a promotoria, além dos vínculos investigados, Layla teria atuado de forma irregular como advogada em audiências de custódia, representando presos ligados a organizações criminosas, prática considerada ilegal após a posse no cargo público. A conduta é tratada como grave por violar princípios da legalidade, da moralidade administrativa e da função policial.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, em ação integrada com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do Ministério Público do Pará.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Além da delegada, a Justiça também expediu mandado de prisão temporária contra um integrante do PCC, que se encontrava em liberdade condicional.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, comentou o caso destacando a vigilância constante dos órgãos de controle. “Além da economia formal, o crime organizado tem se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido”, afirmou.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do envolvimento da delegada, possíveis favorecimentos e eventuais conexões com outros agentes públicos. 

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Banco Master: Negócio envolvendo familiares de Toffoli e cunhado de banqueiro investigado levanta questionamentos

               Uma complexa rede financeira envolvendo familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e fundos de investimento controlados por uma mesma gestora voltou a colocar o nome do magistrado no centro de questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse. As informações revelam que o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o responsável por aportar recursos que resultaram na compra da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, localizado no interior do Paraná.

À época da transação, a participação da família Toffoli no empreendimento estava avaliada em R$ 6,6 milhões. Embora o ministro não figurasse formalmente como sócio do resort, o negócio envolve diretamente seus irmãos — José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli — e ocorre em um contexto de decisões recentes do magistrado que impactam investigações sensíveis no sistema financeiro, ampliando o debate público sobre imparcialidade e interesses cruzados.

De acordo com as informações apuradas, a operação foi estruturada por meio de uma engenharia financeira em cadeia. Fabiano Zettel era o único cotista do fundo Leal, que, por sua vez, era o único cotista do fundo Arleen, ambos vinculados à Reag Investimentos. Foi justamente o fundo Arleen que adquiriu a participação da família Toffoli no resort Tayayá, formalizando a transação.

Apesar de não possuir participação direta no empreendimento, o ministro frequenta o resort, o que intensifica os questionamentos sobre a relação entre as partes envolvidas. Procurados para comentar o caso, Dias Toffoli, seus irmãos, a administração do resort Tayayá e a Reag Investimentos não se manifestaram.

Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, Fabiano Zettel confirmou que foi cotista do fundo responsável pela operação, afirmando que deixou o investimento em 2022, com a liquidação definitiva ocorrendo em 2025. Já a defesa de Daniel Vorcaro, investigado em outros inquéritos, declarou não ter “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”.

Outro personagem citado na estrutura societária, Mario Umberto Degani, primo do ministro Toffoli, não foi localizado para comentar o caso.

O episódio ganha relevância adicional diante de recentes decisões do ministro que interferiram diretamente em investigações conduzidas pela Polícia Federal, alimentando críticas de juristas, investigadores e setores da sociedade civil sobre a necessidade de maior transparência e rigor na análise de possíveis conflitos de interesse envolvendo membros da mais alta Corte do país. 

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Empresa ligada à família da governadora recebeu recursos públicos mesmo operando sem vistorias

             A atuação da Logo Caruaruense, empresa de transporte vinculada à família da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), voltou ao centro do debate público após a revelação de que a companhia recebeu R$ 105,2 mil em recursos públicos entre 2023 e 2025, mesmo operando em situação considerada irregular no estado. A responsabilidade pela fiscalização do setor cabe justamente ao Governo de Pernambuco, comandado pela própria governadora.

Segundo dados do Portal da Transparência do Estado, os valores pagos à empresa referem-se a auxílio-transporte de servidores públicos, com repasses realizados por órgãos estaduais como o Consórcio de Transportes da Região Metropolitana do Recife (CTM) e o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Os pagamentos ocorreram por meio de empenhos diretos, sem registro de processo licitatório, ao longo dos anos de 2023, 2024 e 2025 — período já sob a gestão de Raquel Lyra.

A Logo Caruaruense é administrada pelos pais da governadora, o ex-governador João Lyra Neto e Mércia Lyra. Raquel Lyra integrou o quadro societário da empresa até 2018, antes de assumir cargos eletivos. De acordo com registros administrativos, as últimas vistorias obrigatórias da frota foram realizadas em 2022, o que contraria exigências legais para garantir a segurança dos passageiros.

Imagens divulgadas pelo portal Metrópoles mostram veículos em estado avançado de desgaste, reforçando questionamentos sobre as condições da frota utilizada no transporte de servidores públicos. Mesmo assim, os empenhos registrados foram integralmente liquidados e pagos, sem qualquer indicação de concorrência pública ou chamamento licitatório.

As descrições dos serviços apontam que a empresa realizava o transporte de servidores residentes em municípios como Caruaru, com deslocamentos tanto para a Região Metropolitana do Recife quanto para o interior do estado.

Após a repercussão dos casos na imprensa e um silêncio que se estendeu por cerca de três anos, a governadora Raquel Lyra afirmou, durante uma coletiva de imprensa, que seu pai decidiu encerrar as atividades da empresa. O anúncio ocorreu em meio à intensificação das críticas e ao questionamento público sobre possíveis conflitos de interesse e falhas na fiscalização estadual.

O caso segue gerando repercussão política e institucional, levantando discussões sobre transparência, controle público e a necessidade de rigor na fiscalização de empresas que operam serviços de transporte financiados com recursos do Estado. Do Metrópoles

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Amupe reúne prefeitos para debater concessão da Compesa, investimentos bilionários e crise hídrica em Pernambuco

                A concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e seus impactos diretos sobre os municípios estarão no centro do debate da assembleia trimestral da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), marcada para a próxima terça-feira (20), a partir das 9h, no Hotel Canarius, em Gravatá, no Agreste. O encontro reunirá prefeitos dos 184 municípios pernambucanos e contará com a presença da governadora Raquel Lyra (PSD).

A assembleia será uma oportunidade para que os gestores municipais esclareçam dúvidas sobre direitos, deveres e responsabilidades no novo cenário do saneamento básico e do abastecimento de água, após o início do processo de concessão da Compesa. A pauta inclui, ainda, a destinação dos recursos arrecadados com a operação financeira realizada em dezembro do ano passado.

De acordo com o presidente da Amupe e ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (Podemos), o encontro é estratégico para alinhar expectativas e buscar soluções conjuntas. “Essa assembleia estava prevista para dezembro e não conseguimos realizar. Vamos tratar de temas relevantes aos municípios, expor as dificuldades, colocar as dúvidas e buscar soluções conjuntas”, afirmou.

Entre os principais questionamentos dos prefeitos está o destino dos R$ 4,2 bilhões arrecadados com a operação de concessão realizada no dia 18 de dezembro, em São Paulo. Segundo Gouveia, os gestores querem entender quais investimentos o Governo do Estado considera prioritários e como os recursos serão aplicados. “Pedi à governadora que apresente os dados detalhados para dirimir todas as dúvidas”, destacou.

Outro ponto sensível envolve a distribuição dos recursos financeiros entre os municípios. Conforme explicou o presidente da Amupe, 174 cidades foram contempladas, enquanto dez ficaram fora da divisão inicial. “Os prefeitos sabem quanto receberão, mas entre os dez alguns já sinalizaram interesse em participar da divisão. Os valores podem ser revistos”, avaliou.

A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), que também ocupa o cargo de segunda secretária da Amupe, destacou a importância do diálogo para o entendimento dos benefícios da concessão. “Em Olinda, estamos garantindo o aumento do índice de esgotamento sanitário, planejando o reforço de obras de urbanização e acompanhando todo o empenho da governadora Raquel Lyra para cumprir a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento”, afirmou.

Além do saneamento, a assembleia também abordará a situação de emergência causada pela estiagem, que afeta grande parte do estado. Marcelo Gouveia lembrou que o governo federal renovou o decreto de emergência e alertou para o impacto em Pernambuco. “Das 137 cidades do Brasil nessa condição, 103 estão em Pernambuco. A estrutura da Defesa Civil é, mais que nunca, um ponto a ser discutido”, enfatizou. 

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