O
ato de exoneração será publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira
(21), encerrando a gestão de Reinaux à frente da estatal responsável por
regular e fiscalizar o sistema de transporte intermunicipal. A informação foi
confirmada por fontes palacianas, que reconheceram o desgaste político
provocado pelo caso.
A
EPTI passou a ocupar o centro do debate público há cerca de uma semana, quando
parlamentares da oposição denunciaram que a empresa estaria falhando na
fiscalização das concessionárias que operam no interior, muitas delas
enfrentando sérias dificuldades financeiras. Segundo as críticas, a ausência de
uma atuação mais rigorosa do Estado teria contribuído para o agravamento da
situação do setor.
Um
dos casos mais emblemáticos é o da Logo Caruaruense, empresa tradicional do
Agreste, de propriedade do pai da governadora, João Lyra, que encerrou suas
atividades recentemente, alegando inviabilidade econômica. Ela funcionou
durante os 3 anos de governo de Raquel de forma irregular. Com isso, as linhas
antes operadas pela empresa foram assumidas pela própria estatal, o que ampliou
ainda mais o debate sobre a gestão do sistema e a responsabilidade do governo.
O
episódio ganhou contornos ainda mais graves quando deputados estaduais
protocolaram um pedido de abertura de processo de impeachment da governadora,
apontando supostas omissões administrativas e falhas na condução da política de
transporte intermunicipal como parte do conjunto de argumentos apresentados.
Embora
o governo tenha tratado a exoneração como um pedido pessoal do então presidente
da EPTI, nos bastidores a avaliação é de que a decisão busca conter o desgaste
político, reduzir a pressão sobre o Executivo e sinalizar uma resposta
institucional diante das críticas e da crise instalada.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes
sociais:



















