Mensagens
atribuídas a Daniel Vorcaro indicam que banqueiro autorizou emissão dos cartões
para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes
O
Banco Master teria emitido, em outubro de 2025, dois cartões de crédito com
limite de R$ 300 mil cada para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações
foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo
a publicação, a solicitação partiu do escritório Barci de Moraes, comandado por
Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório mantinha, à época, um
contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Mensagens
extraídas do celular de Vorcaro indicariam que o próprio banqueiro autorizou a
emissão dos cartões. Os diálogos ocorreram em 2 de outubro de 2025, cerca de
duas semanas antes da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de São
Paulo, em Guarulhos.
Na
ocasião, Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de
Moraes, entrou em contato com Vorcaro para tratar dos cartões.
“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a
Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão
de crédito da Giuliana e Alexandre?”, escreveu Benazzi, conforme as mensagens divulgadas pelo
Estadão.
Vorcaro
encaminhou o contato de Adriana Solano, então superintendente executiva
comercial do Banco Master, para dar prosseguimento à solicitação.
Horas
depois, Solano teria procurado o banqueiro para confirmar a autorização.
Segundo o conteúdo das mensagens, ela informou que havia sido procurada pelo
administrador do escritório para emitir cartões para os filhos de Viviane, com
limite de R$ 300 mil para cada um.
“Posso seguir?”, questionou a executiva.
“Ok”,
respondeu Vorcaro, de acordo com as mensagens.
A
emissão dos cartões ocorre no contexto de uma relação comercial entre o Banco
Master e o escritório Barci de Moraes. Segundo o Estadão, o escritório
mantinha um contrato avaliado em R$ 131 milhões com a instituição financeira.
O
caso ganha repercussão por envolver familiares de um ministro do STF e uma
instituição financeira que posteriormente passou a ser alvo de investigações.
O Estadão informou ter procurado o escritório Barci de Moraes e Alexandre de Moraes para obter esclarecimentos sobre os cartões e as conversas atribuídas a Vorcaro. No material divulgado, entretanto, não consta manifestação dos envolvidos.
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