Decisão
da Executiva Nacional abre caminho para uma aliança que poderá reunir 33
deputados federais caso os socialistas ingressem no bloco. Marília Arraes e
Waldemar Oliveira resistem à composição, que pode alterar o comando da
federação no estado.
A
Executiva Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira (6), a entrada do partido
na federação formada por Solidariedade, PRD e Avante. Na mesma reunião, a
direção nacional também aprovou um indicativo favorável à inclusão do PSB na
composição, abrindo uma nova frente de negociação que promete repercutir
diretamente no cenário político de Pernambuco.
Com
a adesão do PDT, a federação passará a reunir 18 deputados federais e a
senadora eleita Marília Arraes (PDT). A composição ainda precisa cumprir as
etapas internas e receber aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A
possibilidade de entrada do PSB, entretanto, tornou-se o principal ponto de
divergência. A legenda é presidida nacionalmente pelo ex-prefeito do Recife,
João Campos, e sua eventual participação poderá ampliar a bancada do grupo para
33 deputados federais, além de modificar o equilíbrio de forças dentro da
federação.
A
decisão sobre o ingresso dos socialistas deverá ser discutida pela Executiva
Nacional do PSB, cuja reunião está marcada para o próximo dia 12, em Brasília.
Em
Pernambuco, a possível ampliação da federação enfrenta resistência de
importantes lideranças políticas. A senadora eleita Marília Arraes, que preside
o PDT no estado, é contrária à entrada do PSB e, segundo informações de
bastidores, teria sinalizado a possibilidade de deixar a legenda caso a
composição seja concretizada. A posição também conta com o apoio do deputado
federal Wolney Queiroz.
Outro
nome contrário à participação dos socialistas é o deputado federal Waldemar
Oliveira, do Avante. Antes da possibilidade de entrada do PSB, ele era apontado
como favorito para assumir a presidência estadual da federação.
Waldemar
também demonstrou resistência à nova configuração e deixou clara sua posição
diante da possibilidade de convivência política com os socialistas no mesmo
agrupamento.
“Se o PSB vier eu saio, pois não teria o menor sentido,
já que apoiamos a governadora Raquel Lyra”, afirmou o deputado, ao comentar as
articulações.
O
desenho inicial da composição previa o deputado Waldemar Oliveira na
presidência estadual da federação em Pernambuco. Com a eventual entrada do PSB,
entretanto, o cenário poderá mudar, uma vez que os socialistas passariam a ter
uma bancada maior e maior peso na estrutura partidária.
A
federação ampliada poderá reunir 33 deputados federais e cinco senadores,
segundo as projeções apresentadas nas articulações políticas. Nesse cenário, o
comando nacional e estadual deverá ser objeto de novas negociações, com
possibilidade de protagonismo do PSB.
Integrantes
da direção nacional do PDT reconhecem que as conversas continuam e que a
decisão dependerá de um entendimento entre as legendas.
Os partidos têm até 1º de fevereiro para encaminhar ao TSE a formalização da federação ampliada. A estratégia busca garantir às legendas o cumprimento da cláusula de desempenho, requisito para acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão.
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