De
acordo com as investigações, os valores foram direcionados para Letras
Financeiras de longo prazo, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034,
sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos — mecanismo que protege
investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Parte dos recursos
teria sido aplicada junto ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi
decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.
As
suspeitas levantam indícios de gestão temerária e possível exposição indevida
do patrimônio previdenciário dos servidores municipais. A operação também
dialoga com desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga crimes
contra o sistema financeiro nacional, incluindo a criação de créditos
fraudulentos.
Entre
os alvos das medidas judiciais está o ex-diretor-presidente do Instituto de
Previdência Municipal, Hortêncio Lala Neto, além de outros integrantes da
gestão e do comitê de investimentos da autarquia. Ao todo, foram cumpridos seis
mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi
Mirim.
Por
determinação da 9ª Vara Federal de Campinas, também foram aplicadas medidas
cautelares que incluem o afastamento de funções públicas por 180 dias e a
indisponibilidade de bens dos investigados.
A operação reforça o alerta sobre a necessidade de rigor técnico e transparência na gestão de fundos previdenciários, especialmente diante de aplicações financeiras complexas e de longo prazo que envolvem recursos públicos.
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