A Executiva Nacional do PSB
aprovou, por unanimidade, duas resoluções estratégicas que vão nortear a
atuação política e eleitoral do partido nas eleições de 2026. A decisão foi
tomada durante reunião realizada na última quarta-feira (27), em Brasília, reunindo
importantes lideranças da legenda, entre elas o presidente nacional do PSB,
João Campos, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
As resoluções aprovadas
definem critérios para distribuição do Fundo Especial de Financiamento de
Campanha (FEFC) e do fundo partidário, além de estabelecer orientações para as
direções estaduais e distritais na formação de alianças e coligações eleitorais.
O encontro marcou mais um
movimento de fortalecimento interno do PSB diante da reorganização do cenário
político nacional para a disputa de 2026.
Durante sua fala, João
Campos defendeu que o partido amplie o diálogo com a população e ocupe espaço
de protagonismo no debate político brasileiro.
“A gente tem uma
necessidade de conexão cada vez maior com o sentimento do povo, da rua. E não
só dizer aquilo que as pessoas sabem, mas também dizer aquilo que elas querem,
mas não sabem que é possível”, afirmou.
O dirigente nacional também
destacou que o PSB pode liderar debates relacionados ao combate a privilégios,
eficiência administrativa e responsabilidade no uso dos recursos públicos.
“Enxergo que hoje tem
um ambiente polarizado, e tem pouca gente que faz esse debate. O partido tem
quadros, tem a capacidade de fazer uma agenda de forma proativa. Então, eu vejo
que o pós-eleição vai ser decisivo nessa construção de agenda programática”,
declarou.
Já o vice-presidente Geraldo
Alckmin avaliou que o cenário político nacional apresentou mudanças favoráveis
ao campo governista, embora considere a disputa presidencial ainda equilibrada.
“O quadro nacional
melhorou. Ainda é um quadro apertado de quem errar menos, mas, com os
escândalos ocorridos, teve uma alteração importante”,
afirmou.
Alckmin também defendeu
maior aproximação com eleitores de centro, conservadores e religiosos, além de
reconhecer a necessidade de incorporar ao discurso político temas ligados à
insatisfação popular com desperdícios e privilégios na política.
“Não é trocar Zé por
José, mas mudar os métodos da política e avançar mais”,
destacou.
O ex-ministro Márcio França,
que é pré-candidato ao Senado, também participou da reunião e avaliou que o
cenário eleitoral ainda deve passar por mudanças até a definição oficial das
candidaturas.
“O histórico mostra
que muita coisa ainda muda até a consolidação das chapas”,
afirmou.
A reunião também simbolizou
o fortalecimento recente do PSB no cenário nacional. O partido encerrou a
janela partidária de abril com a filiação de nove deputados federais, além de
nomes de peso da política brasileira, como os senadores Rodrigo Pacheco e Soraya
Thronicke, e da ex-ministra Simone Tebet.
Nos bastidores políticos, a
movimentação é vista como parte da estratégia do PSB para ampliar espaço no
Congresso Nacional e fortalecer palanques estaduais visando as eleições gerais
de 2026.
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