segunda-feira, 2 de novembro de 2026

André Janones leva estratégia digital de Lula à Argentina e se reúne com Cristina Kirchner contra Milei

Deputado da Rede apresentou métodos de mobilização política e redes sociais a lideranças da oposição argentina. Parlamentar também se encontrou com Sergio Massa e descartou assumir ministério no governo Lula.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu com a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner para apresentar estratégias de mobilização política e digital voltadas ao enfrentamento do governo de Javier Milei. A agenda no país vizinho também incluiu um encontro com o ex-ministro da Economia Sergio Massa, uma das principais lideranças da oposição argentina.

A movimentação ocorre em meio às articulações políticas para as próximas eleições argentinas e à projeção internacional das estratégias digitais utilizadas por Janones durante a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas redes sociais, o parlamentar destacou o encontro com Cristina Kirchner e associou a iniciativa à possibilidade de derrotar a direita radical nas urnas.

“Ao lado de Cristina Kirchner para dizer ao mundo que sim, nós podemos derrotar a extrema direita! Creiam!”, escreveu.

Janones ganhou notoriedade nacional pela atuação nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2022, quando participou da mobilização de apoiadores de Lula e da disseminação de conteúdos políticos no ambiente digital.

O deputado é associado à criação do chamado “Exército do Lula”, canal de WhatsApp que, segundo as informações divulgadas, reúne mais de 10 milhões de seguidores e se tornou uma das ferramentas de mobilização da base digital do presidente.

O modelo de comunicação desenvolvido pelo parlamentar passou a despertar interesse de setores da esquerda em outros países, especialmente pela capacidade de organizar apoiadores, ampliar o alcance de mensagens e disputar narrativas nas plataformas digitais.

A experiência brasileira é apresentada como uma referência para grupos políticos que buscam estruturar estratégias de comunicação e engajamento eleitoral.

Os encontros com Cristina Kirchner e Sergio Massa acontecem em um momento de reorganização da oposição ao presidente Javier Milei.

As duas lideranças integram o campo político peronista e aparecem no debate sobre os possíveis caminhos eleitorais da oposição argentina. Eventuais candidaturas, contudo, dependem das articulações partidárias e das definições políticas no país.

A aproximação com Janones sinaliza o interesse em intercambiar experiências de comunicação e mobilização, em um cenário no qual as redes sociais ocupam espaço cada vez mais relevante nas disputas políticas.

Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (1º), Janones afirmou que não pretende assumir um ministério no governo federal. Segundo o parlamentar, caso receba um convite, a intenção é recusá-lo para continuar exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados.

O deputado também declarou que pretende permanecer na Rede e descartou uma eventual filiação ao PT. 

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Miguel Coelho fala em recomeço após derrota eleitoral e anuncia pausa para cuidar da família e dos negócios

Ex-prefeito de Petrolina reconhece que resultado nas urnas ficou abaixo do esperado, agradece aos pernambucanos e afirma que ainda não definiu os próximos passos na política.

O ex-prefeito de Petrolina e ex-candidato a deputado federal Miguel Coelho (União Brasil) afirmou que vive um momento de recomeço e que ainda não decidiu os rumos de sua trajetória política. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o político fez um balanço das eleições de 2026, reconheceu que o resultado eleitoral não correspondeu às expectativas e anunciou que pretende dedicar mais tempo à família e aos negócios.

“É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, declarou Miguel, ao agradecer aos pernambucanos e, especialmente, à população de Petrolina, cidade que governou por dois mandatos.

Ao comentar a disputa eleitoral, Miguel explicou que aceitou concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados após não conseguir viabilizar sua candidatura ao Senado Federal.

Segundo ele, a decisão ocorreu após incentivos de integrantes de seu grupo político, que defendiam sua participação no pleito. O ex-prefeito afirmou que tinha consciência das dificuldades de uma candidatura construída em curto espaço de tempo e que procurou preservar os demais integrantes da aliança.

Durante a campanha, apostou no reconhecimento popular pelo trabalho realizado à frente da Prefeitura de Petrolina.

Apesar de conquistar, segundo sua avaliação, a maior votação da história do município para deputado federal, Miguel não conseguiu garantir uma vaga na Câmara.

“Sou muito grato a Petrolina. Tive a maior votação da história para deputado federal. Nosso grupo saiu forte em geral, mas o resultado não foi o que eu queria”, afirmou.

Na avaliação do ex-prefeito, as transformações vividas por Petrolina nos últimos anos também trouxeram novos desafios eleitorais.

Miguel destacou que o município recebeu mais de 100 mil novos moradores e empresas, cenário que, segundo ele, ampliou o eleitorado com parcelas da população que não acompanharam diretamente suas duas gestões.

O político, entretanto, não detalhou como esse fator se refletiu individualmente no desempenho de sua candidatura.

Além do resultado nas urnas, Miguel Coelho relembrou os acontecimentos pessoais que marcaram 2026. Entre as expectativas para o ano estavam conquistas profissionais e familiares, incluindo a chegada do terceiro filho, Rafael, com a esposa, Lara.

O ex-prefeito relatou a perda do bebê ainda durante a gestação, aos oito meses, em um dos trechos mais emocionados do pronunciamento.

“De forma precoce, ainda sem compreender, e com lembranças vivas quando fecho os olhos, Deus chamou o nosso Rafael aos oito meses de gestação. Não é natural ou humano um pai ou uma mãe ver um caixão daquele tamanho”, declarou.

O relato trouxe uma dimensão pessoal ao balanço de um ano marcado por frustrações políticas e uma profunda dor familiar.

Sobre os próximos passos, Miguel afirmou que pretende se afastar, neste momento, da pressão por novas decisões políticas. A prioridade, segundo ele, será estar próximo da esposa, dos filhos e dos amigos, além de se dedicar aos negócios.

Ao falar sobre o futuro, também mencionou a necessidade de se desapegar do passado e abrir espaço para novas conquistas, sem antecipar decisões sobre projetos eleitorais ou partidários.

“Não quero mais me atrever a viver o amanhã, enquanto hoje ainda tem muito o que me ensinar”, afirmou.

Sem anunciar rompimento com a política ou apresentar um calendário para eventual retorno, Miguel Coelho deixa em aberto seu futuro público, sinalizando que o momento é de reorganização pessoal e reflexão após uma eleição cujo desfecho ficou aquém de seus planos. 

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Victor Marques defende pluralidade na Virada Recife 2027 após críticas à contratação de Jorge & Mateus

Prefeito afirma que a festa deve respeitar diferentes posicionamentos políticos e rebate questionamentos sobre a presença de artistas que manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro. Programação também é alvo de cobranças por mais atrações pernambucanas.

O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), se pronunciou nesta segunda-feira (2) sobre as críticas à contratação de artistas que manifestaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a programação da Virada Recife 2027. A polêmica ganhou força após o anúncio da dupla Jorge & Mateus, depois que um vídeo do cantor Jorge declarando apoio ao parlamentar repercutiu nas redes sociais.

Em publicação, o gestor defendeu que a festa de Réveillon seja um espaço de convivência democrática, respeito às diferenças e pluralidade, independentemente das preferências políticas dos artistas ou do público.

Victor reafirmou seu alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relembrou sua participação na campanha pela reeleição do petista. No entanto, argumentou que as disputas eleitorais não devem determinar a organização de eventos públicos.

“Mas a eleição passou, e o palanque foi desarmado”, escreveu o prefeito.

Ao justificar seu posicionamento, Victor Marques ressaltou o perfil plural, democrático e acolhedor do Recife, defendendo que a programação da Virada contemple pessoas com diferentes visões políticas.

A contratação de Jorge & Mateus provocou questionamentos de parte da população sobre a presença de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro, em meio à polarização política nacional.

Além da discussão ideológica, a grade de atrações também passou a ser questionada pela ausência de maior participação de artistas pernambucanos, ampliando o debate sobre valorização da cultura local e espaço para nomes da música produzida no estado.

Ao defender uma festa aberta a diferentes posicionamentos, Victor sinaliza que a programação da Virada Recife 2027 não deve ser condicionada exclusivamente às escolhas políticas dos artistas contratados, mas inserida em uma proposta de convivência e participação democrática. 

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domingo, 1 de novembro de 2026

Marília Arraes ameaça deixar o PDT caso partido avance em federação com o PSB

Senadora eleita resiste à aliança com os socialistas e, segundo informações de bastidores, prefere uma composição com o PSDB ou legendas menores. Divergências com João Campos aprofundam o impasse.

A possibilidade de uma federação entre o PDT e o PSB pode provocar uma nova mudança partidária no cenário político pernambucano. A senadora eleita Marília Arraes teria comunicado a pessoas próximas que pretende deixar o PDT caso a direção nacional da legenda aprove a união com os socialistas.

A informação aponta que Marília ainda espera uma alternativa para o futuro partidário da sigla. Entre as possibilidades que considera estariam uma federação com o PSDB ou uma composição com partidos menores, como Avante, Solidariedade e PRD.

O principal obstáculo, segundo os relatos, seria justamente o PSB, partido com o qual a senadora eleita mantém divergências políticas e dificuldades de relacionamento. Na avaliação atribuída a Marília, os socialistas poderiam assumir o protagonismo dentro de uma eventual federação, reduzindo seu espaço nas decisões e articulações políticas.

O desconforto entre Marília Arraes e lideranças do PSB teria se intensificado durante a campanha estadual e o segundo turno da eleição presidencial. Um dos episódios apontados como determinantes foi um café da manhã promovido pelo prefeito do Recife, João Campos, com lideranças que participaram da mobilização eleitoral, sem a presença da senadora eleita.

De acordo com a versão apresentada por interlocutores, a ausência teria ampliado o desgaste entre os dois grupos políticos.

Por outro lado, lideranças socialistas também teriam demonstrado insatisfação com a exposição de Marília ao lado de Lula durante o segundo turno. Naquele período, João Campos evitava participar diretamente de agendas em Pernambuco para não interferir na estratégia de transferência de votos de eleitores da governadora Raquel Lyra para o presidente, movimento conhecido como “Luquel”.

Durante a campanha presidencial, Marília ganhou visibilidade em agendas ao lado de Lula. Após o primeiro turno, participou de uma reunião em Brasília com o então candidato e, posteriormente, o acompanhou em compromissos em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Petrolina, no Sertão pernambucano.

Em Petrolina, segundo o relato, Marília esteve ao lado do presidente no veículo que conduziu a principal comitiva, enquanto João Campos permaneceu mais distante.

A resistência à federação com o PSB conta, conforme as informações divulgadas, com o apoio do ex-deputado federal e ministro Wolney Queiroz, presidente estadual do PDT, que também integra as articulações em torno do futuro da legenda.

Outro argumento atribuído a Marília nas conversas reservadas é a possibilidade de mudar de partido sem enfrentar os mesmos obstáculos jurídicos aplicáveis a outros cargos eletivos.

Eleita para o Senado, ela avalia que sua condição de ocupante de mandato majoritário oferece maior liberdade para uma eventual troca de legenda. Diferentemente de deputados e vereadores, senadores não estão sujeitos à mesma regra de fidelidade partidária que pode resultar na perda do mandato por desfiliação sem justa causa. 

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Universidades punem estudantes de Medicina por mensagens ofensivas contra bolsistas após vitória de Lula

UniCesumar desligou alunos envolvidos em manifestações discriminatórias em grupo de WhatsApp; em Cascavel, Centro Universitário FAG aplicou advertências e suspensões a três estudantes.

Mensagens ofensivas contra estudantes bolsistas, compartilhadas em grupos de WhatsApp após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições, provocaram medidas disciplinares em duas instituições de ensino superior do Paraná.

A UniCesumar, em Maringá, informou ter concluído uma sindicância sobre o caso e aplicado punições a estudantes de Medicina envolvidos nas manifestações, que teriam apresentado conteúdo elitista, discriminatório e de teor nazista contra colegas beneficiários de bolsas de estudo.

Em nota, a universidade informou que a apuração foi encerrada na sexta-feira (30), com recomendação à reitoria para adoção de medidas disciplinares proporcionais à gravidade das condutas identificadas. Entre as sanções previstas estavam advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente.

Segundo a instituição, a reitoria acatou a recomendação e determinou a aplicação das penalidades. O comunicado, no entanto, não detalha quantos estudantes foram punidos nem divulga suas identidades.

Em Cascavel, também no Paraná, o Centro Universitário FAG informou que três estudantes de Medicina receberam advertências e suspensões pelo envio de mensagens semelhantes.

A instituição afirmou, em comunicado, que repudia manifestações que desrespeitem a dignidade humana, estimulem o ódio ou comprometam os princípios de respeito e convivência democrática. O centro universitário acrescentou que os processos administrativos relacionados ao episódio continuam em andamento.

Os episódios reacendem o debate sobre discriminação socioeconômica, intolerância política e responsabilidade no ambiente acadêmico, especialmente em cursos de formação profissional que exigem compromisso com a dignidade humana e o respeito às diferenças. 

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Lula avalia indicação de Cinara Wagner Fredo para o Ministério da Defesa; escolha pode ser histórica

Atual secretária-geral da pasta, servidora é cotada para suceder José Múcio Monteiro e, se confirmada, será a primeira mulher a assumir o comando do ministério.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia possíveis nomes para o comando do Ministério da Defesa em seu quarto mandato. Entre os cotados está Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, indicada pelo ministro José Múcio Monteiro para sucedê-lo.

A informação, divulgada pelo Estadão, aponta que Múcio comunicou a Lula que não poderá permanecer no cargo e sugeriu o nome de Cinara para assumir a função. Até o momento, porém, o presidente não tomou uma decisão sobre a sucessão.

Com trajetória na administração pública federal, Cinara ocupa atualmente a Secretaria-Geral do Ministério da Defesa. Desde 2016, passou por diferentes estruturas do governo, incluindo a Secretaria de Governo Digital, o Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o Ministério da Previdência Social.

Formada em Direito, ela possui mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra.

Caso a indicação seja confirmada, Cinara Wagner Fredo entrará para a história como a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa, pasta estratégica responsável pela coordenação das políticas de defesa nacional e pela relação institucional do governo com as Forças Armadas.

Aliados de Lula avaliam que a presença de uma mulher civil à frente do ministério teria relevância política neste momento, sobretudo pela possibilidade de imprimir uma nova configuração à condução da área.

O presidente, entretanto, ainda consulta interlocutores e ouve outras opiniões antes de definir o nome. Entre as lideranças mencionadas nas articulações estão o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, apontados como integrantes do círculo político ouvido por Lula.

Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, a pasta foi comandada por nomes como Élcio Álvares, Geraldo Magela da Cruz Quintão, José Viegas Filho, José Alencar, Waldir Pires, Nelson Jobim, Celso Amorim, Jaques Wagner, Aldo Rebelo, Raul Jungmann, Joaquim Silva e Luna, Fernando Azevedo e Silva, Walter Souza Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e José Múcio Monteiro.

A eventual escolha de Cinara representaria uma mudança histórica no perfil de quem ocupa o comando da Defesa, tradicionalmente liderado por homens. 

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sábado, 31 de outubro de 2026

Náutico vence o Avaí nos Aflitos, garante permanência na Série B e afasta fantasma do rebaixamento

Gol de Borasi assegura triunfo alvirrubro por 1 a 0; Muriel brilha com defesas decisivas, enquanto equipe catarinense fica ameaçada de queda para a Série C

O Náutico confirmou sua permanência na Série B do Campeonato Brasileiro ao vencer o Avaí por 1 a 0, na noite deste sábado (31), no Estádio dos Aflitos, pela 36ª rodada da competição. Com gol de Borasi ainda no primeiro tempo, o Timbu conquistou três pontos fundamentais e encerrou a rodada sem qualquer risco matemático de rebaixamento.

Em uma partida marcada pela importância do resultado, o time pernambucano contou também com o bom desempenho de Jean Carlos e as intervenções decisivas do goleiro Muriel, que teve papel importante na manutenção da vantagem alvirrubra até o apito final.

Com a vitória, o Náutico chegou aos 46 pontos, assumiu provisoriamente a 14ª colocação e garantiu a tranquilidade para disputar as duas últimas rodadas da competição sem a pressão da luta contra a queda.

Se o resultado representou alívio para o Náutico, o cenário ficou ainda mais delicado para o Avaí. Sem vencer há três partidas, o Leão da Ilha permanece ameaçado e pode ter o rebaixamento confirmado matematicamente ao fim da rodada.

A equipe catarinense agora acompanha o confronto entre Athletic e Ceará, marcado para as 18h da segunda-feira (2). Caso o Ceará conquiste ao menos um ponto, o Avaí terá a queda confirmada para a Série C, encerrando uma trajetória de permanência na segunda divisão que vinha desde 1998.

Na sequência da Série B, o Avaí volta a campo no sábado (7), às 16h, quando recebe o São Bernardo, na Ressacada.

O Náutico, por sua vez, terá mais um compromisso diante de sua torcida. No mesmo sábado (7), às 21h30, o Timbu enfrenta o CRB, nos Aflitos, agora com a permanência assegurada e a oportunidade de fechar a competição com uma sequência positiva diante de seus torcedores. 

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Kassab atribui derrota de Flávio Bolsonaro a erros de campanha e admite aproximação do PSD com Lula

Presidente do PSD avalia que escolha da direita dividiu o eleitorado de centro, critica postura do senador nos debates e condiciona relação mais próxima com o governo a medidas econômicas

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) principalmente a erros estratégicos da campanha da direita e à capacidade dos petistas de explorar as fragilidades do adversário. Em entrevista ao jornal O Globo, Kassab também sinalizou a possibilidade de uma aproximação mais profunda do PSD com o governo Lula em seu quarto mandato.

Na avaliação do dirigente, a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato da direita contribuiu para fragmentar o eleitorado de centro, favorecendo Lula na disputa presidencial. Kassab afirmou que o senador perdeu apoio à medida que ampliou sua exposição nacional durante a campanha, especialmente em outubro.

“Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição”, declarou Kassab, ao apontar fatores que, segundo ele, prejudicaram a candidatura. O presidente do PSD também mencionou resistências ao linguajar e à postura de Flávio nos debates eleitorais.

Kassab avaliou que o PT conseguiu mobilizar o receio de parte do eleitorado em relação à volta do bolsonarismo, transformando esse sentimento em um elemento importante da campanha.

O dirigente também destacou o papel das manifestações espontâneas nas ruas e da comunicação digital na disputa, citando a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) como um dos fatores que reforçaram a importância das estratégias nas redes sociais.

Na leitura de Kassab, o desempenho eleitoral demonstrou que a comunicação e a capacidade de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado tiveram peso decisivo no resultado.

Sobre a relação com o próximo governo Lula, Kassab afirmou que o PSD poderá ampliar sua aproximação com o Palácio do Planalto, desde que haja sinais de diálogo com o centro político e avanços na condução econômica.

Segundo ele, o governo já procurou a legenda. Kassab lembrou que, em 2023, o partido estabeleceu que compreenderia a participação de filiados em ministérios, caso houvesse convites do Planalto, mesmo sem uma declaração formal de alinhamento à base governista.

O dirigente afirmou que Lula precisará ampliar sua capacidade de articulação política e buscar maior união nacional. Também defendeu a manutenção dos compromissos sociais, acompanhada de medidas voltadas ao equilíbrio fiscal e à estabilidade econômica.

Ao comentar o perfil esperado para a equipe econômica, Kassab citou os ex-ministros Antonio Palocci e Henrique Meirelles como referências de nomes capazes de transmitir segurança ao mercado e contribuir para o equilíbrio das contas públicas.

“Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério no quarto mandato de Lula, Kassab disse que a hipótese não está entre suas prioridades, mas não descartou completamente um eventual retorno ao Executivo federal.

“Não está no meu horizonte, já fui de duas pastas. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez”, declarou. 

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Força Nacional terá reforço em Mato Grosso do Sul após denúncias de violência contra indígenas Guarani Kaiowá

Ministro da Justiça anuncia ampliação do efetivo e monitoramento de ocorrências em aldeias na região de fronteira com o Paraguai

A Força Nacional deverá ampliar seu efetivo e prolongar a presença em Mato Grosso do Sul para reforçar a segurança de comunidades indígenas Guarani Kaiowá. A medida foi anunciada neste sábado (31) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante visita a aldeias da região de fronteira com o Paraguai, após uma série de denúncias de violência e ameaças contra indígenas.

A mobilização ocorre em meio a relatos de violência política registrados após o segundo turno das eleições, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 casos foram contabilizados na região.

Durante a agenda, o ministro informou que, além do reforço no número de agentes, será adotado um procedimento operacional chamado “Minuto a Minuto”, voltado à identificação e ao atendimento mais rápido de ocorrências consideradas graves ou com indícios de crime.

“Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça”, afirmou Lima e Silva.

De acordo com o ministro, o mecanismo prevê o compartilhamento de imagens e informações sobre a natureza das ocorrências, buscando identificar, sempre que possível, elementos relacionados à autoria e à materialidade dos fatos. O acionamento poderá ocorrer por meio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou forças estaduais.

A comitiva ministerial visitou as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia. A agenda reuniu também o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello.

Entre os episódios denunciados está uma suposta ameaça de envenenamento da água na aldeia Sassoró. Um áudio que circulou em grupos da cidade de Tacuru motivou preocupação entre os moradores. Há suspeita de envolvimento de um servidor público municipal, informação que ainda demanda apuração pelas autoridades.

Os relatos de agressões, intimidações e ameaças contra comunidades indígenas ganharam repercussão nas redes sociais após o processo eleitoral. O levantamento divulgado pela Apib contabiliza mais de 30 ocorrências, evidenciando a preocupação com a segurança dos povos originários no estado.

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Sport empata com Botafogo-SP fora de casa e segue na briga pelo G-6 da Série B

Leão busca reação no segundo tempo, mas fica no 1 a 1 em Ribeirão Preto e mantém chances de acesso nas rodadas finais

O Sport ficou no empate por 1 a 1 com o Botafogo-SP na tarde deste sábado, no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, em Ribeirão Preto (SP), em confronto válido pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida teve os dois gols marcados ainda no primeiro tempo: Hygor abriu o placar para os donos da casa, enquanto Perotti garantiu a igualdade para o Rubro-Negro pernambucano.

O resultado manteve a sequência invicta do Botafogo-SP, que agora soma quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos. Com 48 pontos, a equipe paulista ocupa a 12ª colocação, mas já não tem possibilidades matemáticas de alcançar o G-6 e disputará as duas rodadas finais apenas para cumprir tabela, podendo ainda perder posições para o Cuiabá.

Do lado rubro-negro, o empate mantém o Sport na disputa por uma vaga no grupo de acesso. Com 55 pontos, o time pernambucano aparece na 7ª posição e segue com chances de chegar ao G-6, embora possa ser ultrapassado por Atlético-GO e Goiás, dependendo dos resultados da rodada.

Com a reta final da competição se aproximando, cada ponto ganha peso na luta pelo acesso. Para o Sport, o desafio agora é transformar as possibilidades matemáticas em resultados dentro de campo e manter vivo o objetivo de avançar na tabela nas duas últimas rodadas da Série B. 

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