Presidente
participou de mobilização eleitoral no Sertão pernambucano, voltou a citar o
Bolsa Família e convocou apoiadores a intensificar a campanha nas ruas e nas
redes sociais
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Petrolina, no Sertão de
Pernambuco, nesta terça-feira (20), em mais uma agenda de campanha pela
reeleição no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Durante a
passagem pelo estado, o petista criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu
adversário na disputa presidencial, comentou medidas do governo federal e
convocou apoiadores a ampliar a mobilização política.
Antes
do ato, Lula concedeu uma entrevista coletiva na qual voltou a questionar o
posicionamento do candidato do PL em relação aos programas sociais. O
presidente afirmou que Flávio Bolsonaro representa uma ameaça ao Bolsa Família
e citou uma votação realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em
2011, quando, segundo Lula, o então deputado estadual teria sido o único
parlamentar a votar contra a criação do programa.
Durante
a agenda em Petrolina, o presidente também elevou o tom das críticas ao
adversário. Lula afirmou que não permitirá que um “ladrão” governe o Brasil, em
referência à disputa eleitoral, e pediu que seus apoiadores mantenham a
campanha ativa tanto nas ruas quanto nas plataformas digitais.
Outro
tema abordado pelo presidente foi a divulgação de informações bancárias e
telefônicas. Lula declarou que entregou ao presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura de seus sigilos, condicionando
a iniciativa à adoção da mesma medida por Flávio Bolsonaro.
“Já entreguei hoje de manhã, ao presidente do tribunal
eleitoral, autorização para que haja a divulgação para abrir o meu sigilo
telefônico, o meu sigilo bancário, desde que o Flávio Bolsonaro abra o dele”, afirmou.
Na
sequência, o presidente defendeu que os dois candidatos tornem públicas as
informações, utilizando o tema como mais um ponto de confronto na campanha
eleitoral.
Na
coletiva, Lula também anunciou a intenção de sancionar, na quarta-feira (21),
uma lei relacionada às dívidas dos estados com a União. De acordo com o
presidente, a medida prevê a anistia de aproximadamente R$ 15 bilhões em
débitos.
O
anúncio foi apresentado como parte das ações do governo federal, em uma agenda
que combinou a defesa de medidas administrativas e econômicas com críticas ao
adversário na corrida presidencial.
Com a votação marcada para domingo (25), a agenda em Petrolina integra a reta final da campanha presidencial, período em que os candidatos intensificam os atos públicos e a disputa por apoio político e eleitoral.
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