Filiada
ao MDB, Tebet já sinalizou de forma positiva ao convite feito pelo presidente
nacional do PSB, João Campos, para ingressar na legenda e assumir papel central
na construção do palanque presidencial em São Paulo. No entanto, a ministra
deixou claro que sua decisão está condicionada a um conjunto de garantias
políticas consideradas inegociáveis.
Entre
as exigências apresentadas estão a garantia de recursos financeiros para a
campanha, o apoio integral da militância do PT, além de uma blindagem política
contra disputas internas, especialmente de setores mais à esquerda do partido.
Outro ponto sensível envolve a manutenção de Tebet no Ministério do
Planejamento em um eventual segundo mandato de Lula, caso ela não obtenha êxito
nas urnas.
Nos
bastidores, aliados avaliam que a ministra enxerga o movimento como de alto
risco político. A mudança implicaria o rompimento com uma trajetória
consolidada no MDB e a saída definitiva de seu estado natal. Em São Paulo, o
partido está sob influência do grupo do prefeito Ricardo Nunes, alinhado ao
bolsonarismo, o que torna inviável sua permanência na legenda.
Para
interlocutores próximos, o gesto seria ainda mais drástico do que o realizado
por Geraldo Alckmin em eleições anteriores, justamente por representar um caminho
sem retorno na carreira política de Tebet.
O desfecho da negociação deve ocorrer nos próximos dias. A ministra integra a comitiva presidencial que participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá. O presidente Lula, por sua vez, já manifestou o desejo de definir a chapa paulista antes do Carnaval, imprimindo urgência às tratativas.
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