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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Defesa de Felipe Vorcaro pede a Fachin devolução de processo a André Mendonça

Advogados alegam que suspensão de movimentações no caso Master impede análise do pedido de liberdade e da revisão da prisão preventiva

A defesa de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, pediu nesta segunda-feira (21) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que devolva ao ministro André Mendonça a ação envolvendo o investigado no caso Banco Master.

No pedido, os advogados argumentam que a decisão de Fachin, de 12 de setembro, que suspendeu novas movimentações relacionadas ao inquérito, estaria impedindo a análise do pedido de revogação da prisão preventiva de Felipe e a reavaliação da necessidade de manutenção da custódia.

Felipe Vorcaro está preso em Minas Gerais desde 7 de maio. Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro. A defesa contesta a permanência da prisão e sustenta que o impasse sobre a tramitação do processo no STF impede a análise dos pedidos apresentados pela defesa.

Os advogados também afirmam que a investigação envolvendo Felipe, embora faça parte da Operação Compliance Zero, possui objeto distinto dos procedimentos que foram encaminhados à Presidência do STF por determinação de Fachin.

Segundo a defesa, não haveria no processo de Felipe fatos atribuídos a ministros da Corte ou diligências direcionadas a integrantes do Supremo. Por isso, os advogados sustentam que a investigação deveria continuar sob a relatoria de Mendonça.

A defesa afirma ainda que o prazo de 90 dias para a reavaliação da prisão teria se encerrado em 14 de setembro, considerando a decisão de 16 de junho, quando a Segunda Turma do STF referendou a prisão determinada por Mendonça.

O pedido ocorre em meio à indefinição sobre a condução dos processos relacionados ao Banco Master e à crise interna no STF envolvendo a tramitação das investigações. A solicitação apresentada por Felipe Vorcaro agora está sob análise da Presidência da Corte.

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Caso Master amplia crise no STF e expõe rede de relações de Daniel Vorcaro com Mendonça e outros ministros

Investigação da Operação Compliance Zero revelou contatos do ex-banqueiro com autoridades, empresários e integrantes do meio jurídico; ministros como o relator André Mendonça são mencionados nos materiais analisados pela Polícia Federal

O Caso Master, investigado pela Operação Compliance Zero, ganhou novas dimensões ao longo de 2026 e passou a provocar uma crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação, que apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o antigo Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, alcançou relações mantidas pelo empresário nos meios político, jurídico e empresarial.

Entre os principais elementos que ampliaram a repercussão do caso estão as informações extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação. Relatórios da Polícia Federal passaram a mencionar contatos de Vorcaro com ministros do STF e seus familiares. As citações, contudo, não significam, por si só, que os envolvidos tenham cometido crimes, e diferentes pessoas mencionadas negam irregularidades.

Documentos divulgados no âmbito da investigação mencionam Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, além de familiares de alguns magistrados. Os episódios envolvem diferentes tipos de relação e devem ser analisados individualmente.

No caso de Moraes, um relatório da PF baseado no celular de Vorcaro apontou mensagens entre os dois e também mencionou contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O STF chegou a suspender a análise do mérito de uma petição relacionada ao caso após pedido de vista de Flávio Dino.

A repercussão das mensagens provocou confrontos públicos entre integrantes da Corte. Em sessão realizada em 15 de setembro, Gilmar Mendes e André Mendonça trocaram acusações durante a discussão sobre a condução das investigações. O episódio ocorreu enquanto o Supremo analisava justamente desdobramentos relacionados às informações extraídas do celular de Vorcaro.

Mendonça é o relator do caso Master no STF. A condução do inquérito também passou a ser questionada, e o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou da pauta um julgamento que analisaria pedido de investigação sobre a atuação do ministro no caso.

O ministro Dias Toffoli, que inicialmente foi escolhido por sorteio para relatar a Operação Compliance Zero no Supremo, deixou posteriormente a condução do caso após surgirem questionamentos relacionados às suas conexões com o episódio. O próprio STF registra que Toffoli havia assumido a relatoria em novembro de 2025 e determinado diversas diligências no início da investigação.

Na sexta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também comentou o caso e fez fortes acusações contra Vorcaro. Segundo Lula, o empresário teria mantido relações com autoridades de diferentes setores e utilizado recursos para obter acesso e influência.

“Ele corrompeu todo mundo”, afirmou o presidente, acrescentando que o ex-banqueiro teria envolvido integrantes da Suprema Corte, deputados e senadores. As declarações são de Lula e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre os fatos mencionados. 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família e afasta violação à legislação eleitoral

Ministro do STF considerou que aumento de 15,04% representa atualização monetária do benefício; piso passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu nesta sexta-feira (18) a validade do decreto que reajusta os valores do Bolsa Família e concluiu que a medida não viola as regras eleitorais. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que buscou o reconhecimento da legalidade do reajuste.

Com a atualização de 15,04%, o valor mínimo pago às famílias inscritas no programa passa de R$ 600 para R$ 691. O reajuste começa a valer em outubro, e o valor médio do benefício deverá chegar a R$ 777.

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que a medida não representa a criação de um novo benefício, não modifica os critérios de elegibilidade nem amplia o número de beneficiários. Segundo o ministro, trata-se de uma atualização dos valores das parcelas de um programa social já existente, utilizando um critério objetivo de correção monetária.

O reajuste foi anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17), 17 dias antes do primeiro turno das eleições, o que provocou questionamentos no campo político e jurídico. Um dos pedidos para suspender a medida foi apresentado pelo candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, sob o argumento de que o aumento poderia ter finalidade eleitoral.

A decisão de Gilmar, porém, considerou que a correção baseada no INPC recompõe a inflação acumulada e, por esse motivo, não se enquadra na vedação eleitoral apontada nos questionamentos.

O reajuste terá impacto estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026, segundo informações divulgadas sobre a medida, com previsão de impacto maior nos anos seguintes.

Com a decisão, o decreto que eleva o piso do Bolsa Família para R$ 691 segue válido para os pagamentos previstos a partir de outubro. 

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Lula defende reforma profunda no Judiciário e cobra investigação sem distinção no STF

              Em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta terça-feira (15), uma reforma profunda no Poder Judiciário, com mudanças nos critérios de escolha dos ministros da Suprema Corte e a discussão sobre a adoção de mandatos para integrantes do STF. As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal da Record.

Lula afirmou que também é necessário estabelecer novos critérios para a atuação de magistrados, que, segundo ele, devem incluir mecanismos de transparência e regras para evitar conflitos de interesse.

“Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida”, declarou.

O presidente também defendeu o que chamou de “critérios de moralização” no Judiciário. Entre os pontos mencionados, citou a necessidade de regras sobre a atuação profissional de familiares de integrantes da Corte e afirmou que ministros não devem utilizar o cargo para enriquecimento.

A entrevista ocorreu no mesmo dia em que o STF protagonizou uma sessão marcada por divergências entre ministros durante a análise de questões relacionadas ao Banco Master e às suspeitas envolvendo integrantes da Corte. A sessão teve pedido de vista do ministro Flávio Dino, adiando uma decisão sobre a tramitação conjunta dos casos.

Ao comentar o episódio, Lula cobrou uma apuração ampla e afirmou que todos os envolvidos devem ser investigados, independentemente de cargo ou posição.

O presidente do STF, Edson Fachin, foi diretamente citado pelo presidente da República. Lula afirmou que, diante das informações já disponibilizadas à Corte e da quebra de sigilos, Fachin teria condições de avançar na apuração sobre eventuais responsabilidades.

“Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção”, afirmou Lula.

O presidente também questionou a atuação do ministro André Mendonça na condução de informações relacionadas ao caso e mencionou os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, que não participaram da votação após declarações de impedimento.

A proposta de mudanças no Judiciário coloca novamente em discussão o modelo de composição e funcionamento do STF. Lula defende que o debate alcance não apenas a duração dos mandatos dos ministros, mas também os critérios utilizados para suas escolhas e regras aplicáveis às demais instâncias do Judiciário.

As declarações ocorrem em um momento de forte tensão institucional no Supremo, com investigações e acusações envolvendo diferentes integrantes da Corte. Até o momento, as suspeitas discutidas nos processos são objeto de apuração e não equivalem, por si só, a comprovação de responsabilidade criminal. 

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STF terá sessão inédita para analisar relatório da PF que cita Alexandre de Moraes

Plenário do Supremo se reúne nesta terça-feira (15), às 10h, para decidir sobre a validade do material produzido pela Polícia Federal e o destino das informações envolvendo o ministro

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária considerada inédita na história da Corte. A partir das 10h, os ministros se reúnem para analisar o relatório da Polícia Federal que reúne informações sobre as comunicações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O processo está pautado na Petição 16.662, que consta oficialmente na agenda de julgamentos do Supremo.

A sessão será conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, e deverá discutir principalmente a legalidade da decisão que determinou o aprofundamento da análise dos dados extraídos do celular de Vorcaro, a validade das informações obtidas pela Polícia Federal e o destino dos elementos relacionados a Moraes.

A discussão ganhou dimensão histórica porque o plenário deverá avaliar material produzido em uma investigação que envolve um dos próprios integrantes do Supremo. O relatório da PF tem 218 páginas e foi tornado público após decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master.

Segundo informações divulgadas sobre o documento, foram identificadas 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Os registros fazem parte do conjunto de dados extraídos do celular do ex-banqueiro e estão entre os elementos que deram origem à atual controvérsia dentro do STF.

O relatório também registra contatos e encontros entre Vorcaro e Moraes ao longo dos anos. Entre as mensagens analisadas estão comunicações próximas à prisão do banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai.

Apesar de o debate público estar concentrado na relação entre Moraes e Vorcaro, a pauta formal do STF envolve questões processuais mais amplas.

Os ministros deverão avaliar se a determinação de Mendonça que levou à identificação de interlocutores de Vorcaro e ao aprofundamento da análise dos dados foi regular. Também deverão decidir se o material produzido pela PF pode ser utilizado e qual será o destino das informações que envolvem Moraes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a anulação da decisão de Mendonça e dos elementos obtidos a partir dela. Segundo a Procuradoria, uma investigação que pudesse atingir outro ministro do STF deveria ter sido previamente comunicada à Presidência da Corte e submetida à análise do plenário.

Mendonça, por sua vez, sustentou que caberia aos próprios dez ministros do Supremo analisar coletivamente os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.

O caso se transformou em uma crise interna no Supremo e alcançou também a cúpula da Polícia Federal. Nos últimos dias, decisões envolvendo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada, foram objeto de medidas conflitantes de ministros da Corte, posteriormente suspensas por Fachin.

Em paralelo, Moraes pediu a Fachin o levantamento do sigilo de outro processo, a Petição 15.645, alegando que o procedimento contém elementos que considera essenciais para a análise do caso envolvendo as mensagens de Vorcaro.

Assim, a sessão desta terça-feira deverá representar o primeiro exame coletivo do plenário sobre os elementos que colocaram Moraes no centro da controvérsia. O resultado poderá definir se as informações relacionadas ao ministro poderão fundamentar uma eventual investigação ou se o material será considerado inválido.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Mendonça manda soltar o filho do Careca do INSS preso na Operação Sem Desconto

Decisão do ministro André Mendonça substitui regime fechado por monitoramento eletrônico e bloqueio de acesso a órgãos públicos federais; empresário Antônio Carlos, o "Careca do INSS", permanece detido.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, alvo central da Operação Sem Desconto — investigação da Polícia Federal que apura um esquema sistemático de descontos associativos fraudulentos incidentes sobre folhas de pagamento de aposentadorias e pensões do INSS.

Antunes estava custodiado preventivamente desde 18 de dezembro de 2025. Ele é filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado pelas investigações como operador de destaque sob a alcunha de "Careca do INSS", cuja prisão preventiva segue mantida.

Ao afastar o encarceramento, o relator impôs um conjunto de medidas alternativas voltadas a neutralizar a capacidade operacional do investigado e blindar a apuração em curso, como o monitoramento e retenção, além da restrição territorial e o isolamento de fontes.

A decisão monocrática de Mendonça contraria a manifestação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ministerial sustentou perante a Suprema Corte que a manutenção da prisão preventiva era indispensável, apontando a gravidade concreta das fraudes contra beneficiários da Previdência Social e o risco tangível de reiteração criminosa e interferência na instrução penal caso o investigado deixasse a prisão. 

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Fachin intima Mendonça a explicar afastamento do diretor-geral da PF após pedido da AGU

                 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça se manifeste, em até 72 horas, sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para anular o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A AGU sustenta que a decisão interfere em uma competência constitucional exclusiva do presidente da República: a escolha, manutenção ou substituição de integrantes da cúpula da Polícia Federal.

O pedido foi apresentado após Mendonça levar o caso à Segunda Turma do STF, que formou maioria para validar o afastamento. Para a AGU, porém, a medida teria sido tomada de forma prematura e sem observância do chamado juízo natural.

Na manifestação encaminhada ao Supremo, o governo argumenta que o afastamento produz efeitos diretos sobre a estrutura e o comando de um órgão da Administração Pública Federal, limitando temporariamente a prerrogativa presidencial de definir sua direção.

Com a intimação de Fachin, Mendonça terá agora 72 horas para apresentar sua manifestação. O posicionamento poderá influenciar os próximos passos do processo e a discussão sobre os limites entre as decisões judiciais e as competências constitucionais do chefe do Executivo na condução da Polícia Federal. 

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domingo, 6 de setembro de 2026

TRE-PR cobra explicações de Dallagnol sobre vazamento de dados fiscais de Zanin

              O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou que Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, apresente, em até 24 horas, esclarecimentos sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A determinação foi divulgada em nota oficial publicada pelo TRE-PR na tarde deste sábado (5). O caso veio a público após reportagem do Metrópoles, assinada pelo colunista Demétrio Vecchioli, revelar que documentos com informações fiscais de Zanin e de familiares foram disponibilizados em um processo eleitoral.

Segundo o tribunal, o episódio foi encaminhado ao Ministério Público para que sejam adotadas as “providências cabíveis” em relação ao vazamento de dados fiscais protegidos por sigilo. O TRE-PR também determinou a atribuição imediata de sigilo aos documentos do processo, que reúne mais de 5 mil páginas.

Entre os arquivos estão informações financeiras referentes ao ministro Cristiano Zanin, à esposa, ao sogro, a uma cunhada e ao escritório da família, relativas ao período de 2014 a 2017.

De acordo com a apuração publicada pelo Metrópoles, os documentos foram baixados pelo próprio Dallagnol de um processo que tramita contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Posteriormente, o material teria sido juntado ao processo eleitoral sem a indicação de que continha dados fiscais protegidos de terceiros.

Em sua manifestação, o TRE-PR destacou que o protocolo de documentos no Processo Judicial Eletrônico (PJe) é realizado pelos próprios advogados das partes, que têm a responsabilidade de atribuir o grau de sigilo adequado aos arquivos apresentados.

A decisão coloca o caso sob análise da Justiça Eleitoral e do Ministério Público, enquanto Dallagnol deverá apresentar os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido pelo presidente do TRE-PR. 

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Gilmar Mendes propõe barrar delegados da PF em gabinetes de ministros do STF

Sugestão de mudança no regimento ganha força após relatório da PF revelar conversas de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma proposta para alterar o regimento interno do tribunal e restringir a atuação de integrantes das carreiras policiais nos gabinetes dos ministros.

A medida prevê a proibição da nomeação ou cessão de militares das Forças Armadas e servidores das carreiras policiais previstas na Constituição para cargos comissionados ou funções de confiança nos gabinetes do STF.

Pela proposta, a única exceção seria para atividades de segurança. Mesmo nesses casos, os servidores ficariam impedidos de participar da instrução de inquéritos e processos ou de exercer funções de assessoramento jurídico.

A iniciativa ganhou força após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens trocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes.

Atualmente, quatro delegados da Polícia Federal estão cedidos ao Supremo. Dois trabalham no gabinete do ministro André Mendonça, onde atuam em investigações relacionadas ao Banco Master e ao caso dos descontos indevidos envolvendo aposentados do INSS. Outros dois estão lotados no gabinete de Moraes.

A proposta de Gilmar Mendes, no entanto, não surgiu exclusivamente em razão do episódio recente. Segundo as informações divulgadas, o ministro já havia defendido anteriormente uma alteração semelhante no funcionamento dos gabinetes do STF.

O contexto atual, porém, aumentou a relevância da discussão justamente por envolver a presença de delegados da PF em gabinetes diretamente relacionados a investigações de grande repercussão.

Para que a mudança entre em vigor, a alteração no regimento interno precisa ser aprovada pelos próprios ministros do Supremo em sessão administrativa.

O debate coloca em discussão os limites da participação de integrantes da Polícia Federal na estrutura interna da Corte, especialmente quando esses servidores atuam em atividades relacionadas à produção de informações e instrução de investigações.

A proposta ainda será analisada pelos ministros e poderá provocar novas discussões sobre a separação entre as funções de investigação policial, assessoramento e atuação jurisdicional dentro do STF.

Em meio às controvérsias envolvendo o Banco Master e as relações entre autoridades públicas e o banqueiro Daniel Vorcaro, a iniciativa de Gilmar Mendes acrescenta um novo capítulo à crise e coloca sob os holofotes a própria estrutura de apoio investigativo existente nos gabinetes da Suprema Corte. 

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sábado, 5 de setembro de 2026

PGR pede apuração sobre possível interferência de André Mendonça em investigação da PF

              A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a abertura de uma apuração para verificar uma possível interferência externa na elaboração de um relatório da Polícia Federal determinado pelo ministro André Mendonça.

O documento, de 218 páginas, reúne mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e autoridades. Entre os nomes mencionados estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Segundo Gonet, a decisão que determinou a elaboração do relatório não foi comunicada ao Ministério Público. Para a PGR, a ausência de conhecimento teria impedido o órgão de exercer o controle externo sobre a atividade policial.

No ofício encaminhado a Fachin, Gonet solicita que seja investigada a “possível ocorrência de ordem ou interferência externa” na elaboração do documento e se eventual interferência teria comprometido seu conteúdo.

A manifestação ocorre em meio à crescente repercussão das mensagens encontradas na investigação envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

O relatório da PF também trouxe à tona conversas entre Vorcaro e autoridades. Entre elas estão diálogos envolvendo Paulo Gonet, que, segundo as informações apresentadas, teria demonstrado proximidade com o banqueiro e aceitado convite para um encontro em Londres envolvendo degustação de uísque e charutos.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal também abriu procedimento para analisar a conduta de Gonet, após pedido apresentado pelo Partido Novo.

Outro núcleo de apuração envolve o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o relatório da PF, mensagens e documentos fazem referência a um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O material também registra uma conversa na qual Vorcaro teria procurado Moraes dois dias antes de sua prisão para perguntar se deveria deixar o país e pedir auxílio junto ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República.

O caso coloca sob análise simultânea a atuação de integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal e amplia a pressão por esclarecimentos sobre os limites da atuação de magistrados em investigações policiais.

Fachin havia determinado que a PGR, André Mendonça, Alexandre de Moraes e a Polícia Federal apresentassem manifestações sobre o episódio no prazo de cinco dias.

A apuração agora deverá esclarecer como o relatório foi produzido, quais determinações foram dadas à Polícia Federal e se houve interferência externa capaz de comprometer a autonomia ou o conteúdo da investigação.

Enquanto as instituições analisam os fatos, o caso do Banco Master amplia sua dimensão e passa a envolver, além das suspeitas relacionadas ao sistema financeiro, questionamentos sobre a atuação e as relações entre algumas das principais autoridades da República. 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Vorcaro teria destinado R$ 5 milhões a campanhas de Bolsonaro e Tarcísio

           O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2022 e outros R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo.

As informações constam, segundo reportagem do Correio, de uma proposta de delação apresentada por Vorcaro. De acordo com o documento, os repasses teriam sido realizados como “contrapartidas financeiras” após um suposto “ajuste indevido” envolvendo Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e atual vice na chapa de Ronaldo Caiado na disputa presidencial.

Ainda conforme o conteúdo atribuído à proposta de delação, os pagamentos estariam relacionados à suposta manutenção do Credcesta no governo paulista.

O produto funciona como uma modalidade de crédito consignado destinada a servidores públicos e é operado pela PKL One Participações, empresa ligada a familiares de Augusto Lima, sócio de Vorcaro.

A alegação apresentada no documento é de que os recursos teriam funcionado como uma compensação pela permanência do produto durante a gestão de Tarcísio de Freitas.

Os valores mencionados na proposta de delação também constariam das prestações de contas eleitorais disponíveis na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a reportagem, os pagamentos foram realizados por Fabiano Campos Zettel, apontado como operador ligado a Vorcaro.

As informações, no entanto, fazem parte de uma alegação apresentada em uma proposta de delação e não representam, por si só, comprovação definitiva das acusações. Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fachin pede esclarecimentos a Moraes, Mendonça, PGR e PF sobre relatório envolvendo Banco Master

             O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre fatos relacionados ao relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Os quatro terão cinco dias úteis para apresentar as informações solicitadas. Antes da decisão, Fachin autuou o relatório da Polícia Federal como uma petição no STF e indicou que pretende analisar pontos específicos antes de decidir se o caso deverá ser submetido ao plenário da Corte.

Mendonça, relator das investigações envolvendo as fraudes do Banco Master, havia pedido que os indícios relacionados a Moraes fossem incluídos na pauta de julgamentos do Supremo. A intenção é que os ministros decidam, de forma colegiada, se existem elementos para a abertura de um inquérito contra o colega.

Na decisão, Fachin afirmou que a Presidência do STF deve assegurar que uma eventual análise pelo colegiado ocorra com cautela e respeito às garantias constitucionais.

“Cabe à presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam”, escreveu.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a existência de eventual acesso indevido às investigações enquanto ainda estavam em andamento, além da forma como as pessoas citadas no relatório da PF foram identificadas e incluídas na apuração.

A determinação de Fachin ocorre após parecer da Procuradoria-Geral da República recomendar o arquivamento do relatório e a nulidade das provas, o que, segundo o presidente do STF, deixou questões que precisam ser esclarecidas antes de uma decisão sobre o futuro do caso.

A movimentação no STF ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu pouco depois de Alexandre de Moraes informar que havia identificado indícios de crimes atribuídos a André Mendonça e encaminhado a Fachin pedido para investigá-lo.

Moraes aponta que Mendonça teria agido por “motivos pessoais e políticos” ao supostamente direcionar a Polícia Federal para obter informações contra ele. Entre os fatos apontados estão suspeitas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Com as duas frentes agora sob análise da Presidência do Supremo, Fachin busca delimitar os fatos e reunir esclarecimentos antes de decidir se os casos deverão avançar para uma apreciação coletiva pelos ministros da Corte. 

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Filhos de Alexandre de Moraes receberam cartões de R$ 300 mil do Banco Master, diz jornal

Mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro indicam que banqueiro autorizou emissão dos cartões para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes

O Banco Master teria emitido, em outubro de 2025, dois cartões de crédito com limite de R$ 300 mil cada para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a publicação, a solicitação partiu do escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório mantinha, à época, um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicariam que o próprio banqueiro autorizou a emissão dos cartões. Os diálogos ocorreram em 2 de outubro de 2025, cerca de duas semanas antes da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Na ocasião, Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, entrou em contato com Vorcaro para tratar dos cartões.

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”, escreveu Benazzi, conforme as mensagens divulgadas pelo Estadão.

Vorcaro encaminhou o contato de Adriana Solano, então superintendente executiva comercial do Banco Master, para dar prosseguimento à solicitação.

Horas depois, Solano teria procurado o banqueiro para confirmar a autorização. Segundo o conteúdo das mensagens, ela informou que havia sido procurada pelo administrador do escritório para emitir cartões para os filhos de Viviane, com limite de R$ 300 mil para cada um.

“Posso seguir?”, questionou a executiva.

“Ok”, respondeu Vorcaro, de acordo com as mensagens.

A emissão dos cartões ocorre no contexto de uma relação comercial entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Segundo o Estadão, o escritório mantinha um contrato avaliado em R$ 131 milhões com a instituição financeira.

O caso ganha repercussão por envolver familiares de um ministro do STF e uma instituição financeira que posteriormente passou a ser alvo de investigações.

O Estadão informou ter procurado o escritório Barci de Moraes e Alexandre de Moraes para obter esclarecimentos sobre os cartões e as conversas atribuídas a Vorcaro. No material divulgado, entretanto, não consta manifestação dos envolvidos. 

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Flávio Dino autoriza PF a acessar investigação sobre produtora de filme que retrata Bolsonaro

Caso envolve contratos da Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, e repasses de R$ 2 milhões por meio de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal (PF) tenha acesso aos dados de uma investigação envolvendo a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal para acessar informações obtidas em uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apura contratos firmados pela produtora com a Prefeitura de São Paulo.

O caso também envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual. A destinação dos recursos passou a ser investigada pelo Supremo após questionamentos sobre um possível desvio de finalidade na aplicação de R$ 2 milhões.

Os valores foram destinados ao instituto por meio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A investigação chegou ao STF a partir de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Com a relatoria do caso sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, foram determinadas medidas para ampliar o acesso às informações consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A autorização concedida nesta segunda-feira permite que a Polícia Federal examine os elementos reunidos pela Polícia Civil paulista na apuração sobre os contratos da Go Up Entertainment, possibilitando o cruzamento de informações entre as investigações.

A produção de Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, ganhou maior repercussão após reportagem do site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme.

A revelação ampliou o debate sobre a origem dos recursos relacionados à produção audiovisual e sobre as conexões entre os envolvidos no projeto e os repasses públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer a regularidade da destinação das emendas parlamentares, os vínculos entre o instituto e a produtora e outros elementos que possam surgir a partir da análise dos dados agora liberados à Polícia Federal.

Até o momento, a autorização do STF representa mais uma etapa no aprofundamento das apurações, sem antecipação de conclusões sobre eventuais responsabilidades dos envolvidos. 

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