Os
quatro terão cinco dias úteis para apresentar as informações solicitadas. Antes
da decisão, Fachin autuou o relatório da Polícia Federal como uma petição no
STF e indicou que pretende analisar pontos específicos antes de decidir se o
caso deverá ser submetido ao plenário da Corte.
Mendonça,
relator das investigações envolvendo as fraudes do Banco Master, havia pedido
que os indícios relacionados a Moraes fossem incluídos na pauta de julgamentos
do Supremo. A intenção é que os ministros decidam, de forma colegiada, se
existem elementos para a abertura de um inquérito contra o colega.
Na
decisão, Fachin afirmou que a Presidência do STF deve assegurar que uma
eventual análise pelo colegiado ocorra com cautela e respeito às garantias
constitucionais.
“Cabe à presidência do tribunal zelar para que a possível
apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de
responsabilidade que os fatos reclamam”, escreveu.
Entre
os pontos que deverão ser esclarecidos está a existência de eventual acesso
indevido às investigações enquanto ainda estavam em andamento, além da forma
como as pessoas citadas no relatório da PF foram identificadas e incluídas na
apuração.
A
determinação de Fachin ocorre após parecer da Procuradoria-Geral da República
recomendar o arquivamento do relatório e a nulidade das provas, o que, segundo
o presidente do STF, deixou questões que precisam ser esclarecidas antes de uma
decisão sobre o futuro do caso.
A
movimentação no STF ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu pouco depois
de Alexandre de Moraes informar que havia identificado indícios de crimes
atribuídos a André Mendonça e encaminhado a Fachin pedido para investigá-lo.
Moraes
aponta que Mendonça teria agido por “motivos pessoais e políticos”
ao supostamente direcionar a Polícia Federal para obter informações contra ele.
Entre os fatos apontados estão suspeitas de improbidade administrativa, abuso
de autoridade e crime de responsabilidade.
Com as duas frentes agora sob análise da Presidência do Supremo, Fachin busca delimitar os fatos e reunir esclarecimentos antes de decidir se os casos deverão avançar para uma apreciação coletiva pelos ministros da Corte.
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