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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Governo Federal anuncia imposto federal zero sobre a gasolina

Medida elimina cobrança de R$ 0,89 por litro em PIS/Cofins e Cide; custo estimado da desoneração pode chegar a R$ 2,8 bilhões mensais.

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) a ampliação da desoneração tributária sobre a gasolina, com a zeragem dos impostos federais incidentes sobre o combustível pelo período de um mês. A medida foi informada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em meio à pressão sobre os preços provocada pelo cenário de conflito no Oriente Médio.

Com a mudança, a desoneração passará de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, eliminando integralmente a cobrança federal de PIS/Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina.

Segundo as informações divulgadas pelo governo, o impacto financeiro da medida está estimado entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,8 bilhões mensais. A iniciativa terá duração inicial de 30 dias e, conforme o Executivo, seguirá a premissa de neutralidade fiscal.

A justificativa apresentada pelo governo é a necessidade de amenizar os efeitos da alta dos preços dos combustíveis, em um contexto de instabilidade internacional e de aumento das pressões sobre o mercado de petróleo.

Com validade inicial de um mês, a medida busca conter parte da pressão sobre o preço da gasolina e reduzir os impactos da conjuntura internacional no bolso dos consumidores brasileiros. 

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sábado, 19 de setembro de 2026

Pernambuco dispara no turismo internacional e supera 100 mil estrangeiros em oito meses

Estado recebeu 105.965 visitantes internacionais entre janeiro e agosto, alta de 68,9%; expansão das conexões aéreas coloca Recife no centro da retomada do turismo estrangeiro

Pernambuco entrou em uma nova fase de expansão do turismo internacional. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado recebeu 105.965 turistas estrangeiros, crescimento de 68,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 62.753 chegadas.

O resultado coloca Pernambuco acima da marca de 100 mil visitantes internacionais ainda nos primeiros oito meses do ano e reforça o peso do turismo na movimentação econômica do estado. Os números são do levantamento conjunto do Ministério do Turismo, da Embratur e da Polícia Federal.

O desempenho pernambucano acompanha a expansão do turismo internacional no Brasil. De janeiro a agosto, o país contabilizou 6,45 milhões de visitantes estrangeiros, segundo melhor resultado da série histórica para o período. Em 2025, o Brasil fechou o ano com o recorde de 9,2 milhões de turistas internacionais.

Por trás dos números está também a ampliação da conectividade aérea. O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes passou de três para 13 ligações internacionais diretas entre 2023 e 2026, movimento que ampliou o acesso de Pernambuco a mercados da América do Sul, Europa e África.

Entre janeiro e julho deste ano, o terminal movimentou 349 mil passageiros internacionais, crescimento de 40,18% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados da Aena Brasil.

A Argentina aparece entre os principais mercados emissores. No período, o aeroporto recebeu cerca de 44 mil turistas argentinos, alta de 186,57%. Também houve crescimento nas chegadas de visitantes de Portugal, Espanha, Chile e Uruguai.

A malha internacional deve ganhar novo impulso em 2027. A JetSMART anunciou uma ligação direta entre Recife e Montevidéu, no Uruguai, com início previsto para 7 de janeiro de 2027. Durante a alta temporada, a companhia pretende operar voos diários.

A nova operação amplia a oferta de voos entre Pernambuco e a capital uruguaia para nove frequências semanais, considerando as operações já existentes. O Uruguai também vem ampliando sua participação no fluxo turístico para Pernambuco, com crescimento de aproximadamente 21% nas chegadas entre janeiro e julho de 2026.

Recife e Porto de Galinhas estão entre os dez destinos turísticos mais procurados do país, segundo levantamento citado pelo Ministério do Turismo. A proximidade entre a capital, o litoral sul e outros polos turísticos permite ainda que o visitante combine diferentes experiências durante a mesma viagem.

Com mais de 105 mil estrangeiros recebidos em apenas oito meses e uma malha aérea internacional em expansão, Pernambuco encerra os primeiros meses de 2026 com um dos movimentos mais expressivos de sua história recente no turismo internacional. 

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Move Brasil: novas regras garantem continuidade do crédito para taxistas e motoristas de aplicativo

CMN adequa regulamentação à Lei 15.503/2026 e mantém limite de até R$ 30 bilhões para financiamento de veículos novos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou a regulamentação das linhas de crédito do Move Brasil destinadas a taxistas e motoristas de aplicativo interessados na aquisição de veículos novos. A medida acompanha a sanção, nesta segunda-feira (14), da Lei nº 15.503/2026, que consolidou as regras do programa e autorizou a União a destinar até R$ 30 bilhões para essas operações, condicionados à disponibilidade orçamentária e financeira.

A atualização busca adequar a regulamentação às mudanças na legislação, retirando referências a medidas provisórias que deixaram de vigorar e eliminando o prazo de 120 dias que restringia a contratação dos financiamentos. Com isso, o programa passa a ter continuidade dentro do limite global estabelecido pela nova lei.

As principais condições financeiras do programa permanecem preservadas. Entre elas estão:

  • 2,5% ao ano de juros sobre os recursos;
  • 1,5% ao ano para mulheres, nas condições específicas estabelecidas pelo programa;
  • até 1,25% ao ano de remuneração do BNDES;
  • até 8,5% ao ano de remuneração das instituições financeiras;
  • prazo de até 84 meses;
  • carência de até seis meses para o pagamento do principal;
  • veículos com valor financiável de até R$ 200 mil;
  • limite global de até R$ 30 bilhões.

O teto de R$ 200 mil e o prazo de 84 meses já haviam sido ampliados pelo CMN em agosto. A medida também passou a contemplar determinados veículos híbridos entre os modelos elegíveis.

A legislação estabelece ainda que cada motorista de aplicativo ou taxista poderá acessar o financiamento para um veículo, observados os critérios de elegibilidade do programa.

O Move Brasil atende motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de taxistas, desde que cumpridos os critérios estabelecidos. Para motoristas de aplicativos, entre as exigências estão cadastro ativo na mesma plataforma por pelo menos 12 meses e um mínimo de 100 corridas nesse período. Taxistas precisam estar devidamente registrados e atender aos requisitos previstos pelo programa.

A aprovação no programa, porém, não garante automaticamente a concessão do financiamento. Depois da validação da elegibilidade, a instituição financeira ainda realiza sua própria análise de crédito.

O programa é operacionalizado por instituições financeiras habilitadas, com participação do BNDES e de agentes financeiros autorizados. A nova legislação também prevê a participação de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como agentes financeiros do FIIS.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Comissão adia votação da MP que pode acabar com “taxa das blusinhas”

         A comissão mista do Congresso adiou para esta terça-feira (1º) a votação do relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) sobre a medida provisória que propõe o fim da chamada “taxa das blusinhas”, atualmente aplicada às compras internacionais de até US$ 50.

A expectativa é de que, após a análise na comissão, a proposta avance ainda nesta terça para o plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovada, a matéria deverá ser apreciada pelos senadores na quarta-feira (2).

O texto mantém a proposta de zerar o Imposto de Importação de 20% sobre essas compras, mas incorpora um mecanismo de monitoramento dos efeitos da mudança sobre a economia brasileira.

Pelo relatório, o Ministério da Fazenda deverá avaliar periodicamente os efeitos da tributação zerada sobre o setor produtivo nacional. A primeira análise deverá ocorrer três meses após a entrada em vigor da nova regra. Depois disso, as avaliações seriam realizadas a cada seis meses.

Caso sejam identificados impactos considerados relevantes, como aumento do desemprego ou redução do faturamento das empresas brasileiras, o governo poderá propor medidas compensatórias.

A proposta busca reduzir a resistência de setores da economia que defendem a manutenção da tributação sobre produtos importados.

“Queremos equacionar um gatilho que possa permitir ao Ministério da Fazenda fazer avaliação. Com autonomia da Fazenda, mas também com uma avaliação anual do Congresso Nacional”, afirmou o presidente da comissão mista, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

A possibilidade de retirada do imposto preocupa o setor produtivo. Segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o fim da cobrança poderá colocar em risco, somente em 2026, cerca de R$ 21,8 bilhões em produção doméstica e 109 mil postos de trabalho.

A votação desta terça-feira, portanto, será decisiva para definir o futuro da tributação das compras internacionais de menor valor. O debate coloca, de um lado, a redução dos custos para consumidores e, de outro, a preocupação da indústria nacional com a concorrência dos produtos importados. 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Câmara aprova desoneração de combustíveis para conter alta provocada por conflito no Oriente Médio

              A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz as alíquotas de tributos federais incidentes sobre a importação, produção e comercialização de combustíveis no Brasil. A medida abrange o óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A matéria foi aprovada com folga: 318 votos favoráveis, 113 contrários e uma abstenção, e agora segue para análise do Senado.

A principal motivação do projeto é mitigar o impacto doméstico da escalada global nos preços dos combustíveis. A recente guerra entre Estados Unidos e Irã resultou no fechamento da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, gerando forte volatilidade e alta na cotação internacional do barril.

Para evitar desequilíbrio nas contas públicas, a perda de arrecadação gerada pela desoneração será coberta pelo próprio excedente de receitas da União ligado ao petróleo. O aumento do preço do barril elevou substancialmente o recolhimento de royalties e participações especiais neste ano.

"Somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%," destacou a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO).

A relatora apresentou um substitutivo ao texto original do deputado Paulo Pimenta (PT-SP). A nova versão vai além dos combustíveis fósseis e institui um pacote mais amplo de benefícios fiscais e econômicos.

Entre as principais inovações do texto aprovado estão a Proteção ao Etanol e Biocombustíveis, O governo destinará R$ 1,2 bilhão em subvenções aos produtores de etanol hidratado ainda este ano, Produtores de etanol (incluindo cooperativas) poderão abater até R$ 750 milhões em dívidas com a Receita Federal, Criação de um programa de créditos fiscais de até R$ 5 bilhões (limitado a R$ 1 bilhão ao ano) entre 2027 e 2031 para a produção nacional de fertilizantes e a Inclusão de incentivos à pesquisa de minerais críticos e terras raras.   

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Sudene apresenta estudo que confirma viabilidade da Transnordestina em Pernambuco

Documento aponta retorno econômico positivo para o trecho Salgueiro-Suape e reforça expectativa pela retomada das obras.

O presidente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Alexandre, apresentou nesta segunda-feira (3), durante assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), um estudo técnico que confirma a viabilidade econômica e social da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape.

Elaborado em junho deste ano, o documento foi produzido após o Tribunal de Contas da União (TCU) suspender as obras em Pernambuco ao solicitar estudos técnicos, econômicos e ambientais sobre o empreendimento. Apesar da paralisação, o tribunal autorizou o andamento dos processos licitatórios e manteve válidos os contratos já firmados.

Segundo a Sudene, o estudo aponta um Valor Social Presente Líquido (VSPL) de R$ 4,7 bilhões e uma Taxa de Retorno Econômico (TRE) de 15,53%, indicadores que comprovam a viabilidade do projeto.

Para Francisco Alexandre, a ferrovia é estratégica para o desenvolvimento regional.

"A ferrovia pode fortalecer a economia do Nordeste, ampliar a integração logística e gerar emprego e renda para a população", afirmou.

No mês passado, a governadora Raquel Lyra também demonstrou confiança na retomada das obras e afirmou acompanhar de perto as discussões no TCU. A expectativa é que a Transnordestina volte a avançar em Pernambuco, a exemplo do Ceará, onde o empreendimento recebeu novos investimentos do Governo Federal. 

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pernambuco gera mais de 6 mil empregos formais em junho e registra o segundo melhor desempenho do Nordeste

                  Pernambuco fechou o mês de junho de 2026 com saldo positivo de 6.162 empregos formais, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado colocou o estado na 7ª posição no ranking nacional de geração de vagas com carteira assinada e na 2ª colocação entre os estados do Nordeste.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, Pernambuco contabiliza 21.411 novos postos de trabalho formais, desempenho que garante ao estado a 3ª posição na Região Nordeste e a 13ª colocação no cenário nacional.

O levantamento mostra que o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em junho, com 3.400 vagas, seguido pela Indústria, que criou 1.284 postos de trabalho. Na sequência aparecem o Comércio, com 1.190 vagas, e a Construção, responsável por 554 novas contratações.

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, os indicadores permitem acompanhar a evolução do mercado de trabalho e orientar políticas públicas voltadas ao crescimento econômico.

"Os dados do Novo Caged permitem acompanhar a dinâmica do emprego formal em Pernambuco e identificar o desempenho dos diferentes setores da economia. Esse monitoramento contribui para o planejamento das ações de desenvolvimento econômico e para a avaliação dos resultados do mercado de trabalho no Estado", destacou.

De acordo com nota técnica da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), Pernambuco respondeu por 17,9% de todo o saldo de empregos gerados no Nordeste em junho. O estado também alcançou um estoque de 1.535.055 trabalhadores com carteira assinada, consolidando a recuperação do mercado formal de trabalho e reforçando o crescimento da atividade econômica ao longo de 2026. 

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Tarifaço dos EUA coloca R$ 380 milhões das exportações de Pernambuco em risco

               O novo tarifaço comercial dos Estados Unidos, que entrou em vigor nesta quarta-feira (22), pode afetar cerca de R$ 380 milhões das exportações de Pernambuco, valor equivalente a 60% das vendas do estado para o mercado americano.

O setor sucroenergético é o mais impactado. Segundo o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, as usinas pernambucanas podem perder entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões, já que a tributação sobre o açúcar pode chegar a 37,5%, considerando a nova sobretaxa e outros impostos americanos.

Além das perdas financeiras, o setor teme impactos sobre a renda de mais de 22 mil pequenos e médios fornecedores de cana da Zona da Mata. Apesar disso, a expectativa é que as exportações sejam redirecionadas para mercados da Europa, África e Ásia, reduzindo os efeitos da medida.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), cerca de 60% da pauta exportadora pernambucana para os Estados Unidos foi atingida pelas novas tarifas. Entre os produtos afetados estão as uvas do Vale do São Francisco e as chapas de plástico PET produzidas em Suape, enquanto itens como coque de petróleo, mangas, pescados e querosene de aviação ficaram isentos.

A Fiepe afirma que não há risco de paralisação das operações portuárias, mas defende medidas para reduzir os impactos, como linhas de crédito emergenciais, renegociação de dívidas e negociação diplomática entre os governos brasileiro e norte-americano para rever as tarifas.

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Governo brasileiro reage às críticas dos EUA e classifica declarações de Marco Rubio como "ofensivas"

                O governo brasileiro elevou o tom nas relações diplomáticas com os Estados Unidos após declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a política comercial brasileira e a recente imposição de tarifas sobre produtos nacionais. Nesta quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, divulgou uma nota oficial classificando as afirmações do representante do governo dos Estados Unidos como "inaceitáveis e ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro".

A manifestação ocorre após Rubio publicar, na rede social X, duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuindo diretamente ao governo brasileiro a responsabilidade pela aplicação da tarifa de 25% sobre a maior parte das importações provenientes do Brasil.

Na nota encaminhada à imprensa, Mauro Vieira afirmou que Marco Rubio ultrapassou os limites da diplomacia ao atacar o chefe de Estado brasileiro.

Segundo o ministro, o secretário de Estado dos Estados Unidos dirigiu-se ao presidente Lula de maneira "grosseira e arrogante", comportamento considerado incompatível com a relação histórica entre os dois países.

O chanceler também rebateu as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das tarifas comerciais.

De acordo com Mauro Vieira, a posição dos Estados Unidos estaria relacionada ao fato de o Brasil não ter concordado com exigências apresentadas durante as negociações bilaterais.

"Claramente incomoda o governo dos Estados Unidos o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações", afirmou o ministro em nota oficial.

A declaração reforça o posicionamento do Itamaraty de que o governo brasileiro atuou dentro dos princípios da soberania nacional e da defesa dos interesses do país nas tratativas comerciais.

Em sua publicação na plataforma X, Marco Rubio afirmou que o governo brasileiro não conduziu as negociações comerciais "de boa-fé" e responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo desfecho das conversas.

Segundo o secretário de Estado, as políticas econômicas adotadas pelo governo brasileiro seriam prejudiciais tanto para os Estados Unidos quanto para o próprio Brasil.

Rubio ainda declarou que o presidente brasileiro teria colocado "o próprio ego" acima da possibilidade de alcançar um acordo comercial entre os dois países, afirmando que as tarifas seriam consequência dessa postura.

Além da manifestação do ministro Mauro Vieira, o Ministério das Relações Exteriores também publicou uma nota em seus canais oficiais reafirmando a posição do governo brasileiro diante das declarações do representante norte-americano.

O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasília e Washington em meio às discussões sobre comércio exterior e às recentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. 

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Anvisa suspende venda de lotes da Mamba Water após detecção de bactéria

               A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (16), a suspensão da comercialização de dois lotes da água mineral Mamba Water após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante análises de controle de qualidade realizadas pela própria fabricante. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A medida atinge exclusivamente a água mineral sem gás de 350 ml em lata, pertencente aos lotes 13 e 14, produzidos nos dias 3 e 4 de abril de 2026, com validade de um ano. A partir da resolução da Anvisa, os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos nem consumidos.

A presença da bactéria levou a empresa HNK BR Indústria de Bebidas, responsável pela marca Mamba Water, a iniciar um recolhimento voluntário dos lotes afetados antes mesmo da publicação da decisão da agência reguladora.

A Pseudomonas aeruginosa já havia motivado ações semelhantes da Anvisa em 2026, após ser identificada em produtos de outras marcas, como itens da Ypê, em abril, e da água mineral Crystal, em junho.

Embora a bactéria esteja presente em diversos ambientes naturais, sua ocorrência em alimentos e bebidas exige atenção das autoridades sanitárias. Em pessoas saudáveis, o risco costuma ser considerado baixo, mas indivíduos com imunidade comprometida podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções.

Em nota oficial, a HNK BR Indústria de Bebidas informou que a contaminação foi identificada durante análises laboratoriais de rotina e classificou o episódio como um caso isolado.

Segundo a empresa, não há registros de reclamações de consumidores nem de ocorrências relacionadas à saúde envolvendo os lotes suspensos.

"Embora não haja registros de eventos adversos à saúde associados a esses lotes, em casos específicos, seu consumo pode eventualmente representar risco à saúde. Em pessoas saudáveis, o risco é baixo, sem maiores complicações", informou a fabricante.

A empresa também explicou que o envase da água é realizado por uma fornecedora terceirizada devidamente autorizada pelos órgãos competentes e afirmou que as medidas corretivas já foram adotadas junto à parceira responsável pela produção.

De acordo com a fabricante, cerca de 82% do volume dos lotes 13 e 14 já foi preventivamente bloqueado, permanecendo fora da circulação comercial.

Mesmo assim, consumidores que possuam unidades pertencentes aos lotes suspensos devem interromper imediatamente o consumo do produto e buscar o reembolso.

A Mamba Water orienta os consumidores a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelos seguintes canais:

  •    E-mail: contato@mambawater.com.br
  •    Telefone: 0800 888 1090
  •    Atendimento: de segunda a sábado, das 9h às 21h. 

A Anvisa reforça que os consumidores verifiquem a identificação do lote na embalagem e não utilizem produtos pertencentes aos lotes 13 e 14 até a conclusão do recolhimento. 

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Governo estuda regulamentação de crédito consignado para trabalhadores de aplicativos

A medida busca reduzir as taxas de juros para motoristas e entregadores ao usar recebíveis futuros como garantia, mas Ministério da Fazenda ainda enfrenta impasses técnicos e calendário eleitoral apertado.

O governo federal avança nas discussões para regulamentar uma linha de crédito consignado voltada especificamente para motoristas e entregadores de aplicativos. O objetivo central é baratear o custo do crédito para esses profissionais, permitindo que eles utilizem seus pagamentos futuros na plataforma como garantia de empréstimo. No entanto, o lançamento da medida ainda neste ano é incerto devido a desafios técnicos no Ministério da Fazenda e à pressão do calendário eleitoral.

A iniciativa tem como base a Lei 15.179, sancionada em julho de 2025, que instituiu as novas regras para o consignado privado. Pela legislação, essa categoria de trabalhadores passa a ter autorização para oferecer seus recebíveis futuros como lastro em operações de crédito.

A criação de um modelo com garantias reais promete aliviar o custo financeiro para os trabalhadores. Segundo dados do Banco Central referentes a maio, a diferença entre as modalidades de crédito é expressiva:

  • Crédito pessoal sem garantias: Juros médios de 142,7% ao ano (cerca de 7,7% ao mês).
  • Crédito pessoal com garantias: Juros médios de 26,3% ao ano (pouco menos de 2% ao mês).

Para que o novo consignado chegue ao mercado, a equipe econômica precisa resolver gargalos operacionais complexos. O principal deles é criar um sistema que forneça às instituições financeiras o histórico de ganhos de cada trabalhador e, simultaneamente, permita "travar" o percentual do repasse que será direcionado ao pagamento da parcela do empréstimo.

A definição do limite de crédito é o ponto de maior tensão. O modelo atual de trabalho por aplicativo impõe altos custos operacionais aos profissionais — como combustível, manutenção e depreciação do veículo —, que frequentemente consomem mais da metade do valor bruto repassado pelas plataformas.

Embora a lei atual permita um desconto em folha de até 30% do repasse total, há um temor interno no governo de que esse teto comprometa a sobrevivência financeira dos motoristas e entregadores, reduzindo drasticamente a renda líquida disponível para o sustento básico.

Para mitigar esse risco, técnicos avaliam a possibilidade de estabelecer uma trava atrelada ao "mínimo existencial" — atualmente fixado em R$ 600 —, garantindo que os descontos do empréstimo não reduzam a renda líquida do trabalhador para baixo desse patamar de sobrevivência. 

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Produção industrial cresce em Pernambuco e contraria tendência nacional de queda, aponta IBGE

Estado registra alta de 2,4% em maio, enquanto produção industrial brasileira recua 0,2%; Pernambuco aparece entre os principais destaques do país

Pernambuco está entre os estados que impulsionaram o desempenho da indústria brasileira em maio. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial pernambucana cresceu 2,4% em relação a abril, resultado que contrasta com a queda de 0,2% registrada na média nacional.

O levantamento faz parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, que acompanha o comportamento da atividade industrial em 15 unidades da federação e regiões do país.

Enquanto nove localidades apresentaram retração na produção, Pernambuco figurou entre os seis estados que registraram crescimento no período, consolidando-se como um dos principais destaques do mês.

De acordo com o IBGE, o maior crescimento foi observado no Ceará, com alta de 3,2%, seguido por Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%).

O desempenho positivo reforça a recuperação da atividade industrial pernambucana em um cenário de desaceleração observado em boa parte do país.

Na outra ponta, as maiores quedas foram registradas na Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e na Região Nordeste (-3,2%), além de retrações em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Apesar do resultado positivo de alguns estados, o desempenho agregado da indústria brasileira foi negativo no mês de maio.

Segundo o IBGE, o recuo nacional de 0,2% foi influenciado principalmente pelas perdas registradas em importantes polos industriais, especialmente na Bahia, Mato Grosso e em parte da Região Nordeste.

São Paulo, maior parque industrial do país, apresentou queda de 0,1% na comparação com abril. Em relação a maio de 2025, o estado registrou retração de 1,0% na produção industrial.

A Pesquisa Industrial Mensal é um dos principais indicadores utilizados para medir o ritmo da atividade econômica brasileira, servindo de referência para avaliar o desempenho do setor industrial e subsidiar decisões de empresas, investidores e gestores públicos.

No caso de Pernambuco, o avanço de 2,4% coloca o estado entre os destaques nacionais do período, demonstrando um desempenho acima da média do país e reforçando a importância da indústria na economia estadual. 

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sábado, 27 de junho de 2026

Governo prepara renegociação de dívidas para 3,5 milhões de MEIs com descontos de até 70% e parcelamento em 145 meses

               O Governo Federal deve lançar, nos próximos dias, um novo edital de renegociação de dívidas voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte inscritos em dívida ativa da União. A proposta prevê descontos de até 70% sobre o valor dos débitos e parcelamento em até 145 meses, beneficiando cerca de 3,5 milhões de contribuintes em todo o país.

A expectativa é renegociar aproximadamente R$ 12,4 bilhões em débitos de empresas com dívidas de até R$ 20 mil.

Segundo a procuradora-geral da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida, o programa busca oferecer uma nova oportunidade para empreendedores que enfrentam dificuldades para regularizar sua situação fiscal.

"Percebemos um aumento crescente de MEIs inscritos em dívida ativa, seja porque nem sabiam que tinham que pagar ou porque não tinham condições. São dívidas pequenas quando comparadas ao estoque total da dívida ativa, mas muito importantes para quem precisa voltar a empreender de forma regular", afirmou.

A procuradora ressaltou, no entanto, que os benefícios não serão automáticos nem iguais para todos os contribuintes. A concessão de descontos e prazos será feita de forma individualizada, considerando a capacidade de pagamento e a situação financeira de cada devedor.

"Nem todos terão 145 meses ou 70% de desconto. A análise é individualizada e isso aumenta o compromisso com o pagamento, reduzindo o risco de inadimplência", explicou.

Além da renegociação das dívidas, o governo federal trabalha em outra medida aguardada pelos pequenos empreendedores: a atualização do limite anual de faturamento do MEI.

Na última sexta-feira (26), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo estuda elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para um valor entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano.

A proposta deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca corrigir a defasagem provocada pela inflação acumulada ao longo de quase dez anos sem reajuste no limite de enquadramento.

De acordo com o ministro, a mudança deverá ocorrer de forma gradual entre 2027 e 2028, preservando o equilíbrio das contas públicas.

Caso as medidas sejam aprovadas, milhões de microempreendedores poderão não apenas regularizar sua situação fiscal, mas também ampliar sua capacidade de faturamento sem precisar migrar para outro regime tributário, fortalecendo um dos segmentos que mais geram emprego e renda no país. 

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Transnordestina bate recorde de avanço e acelera transformação logística do Nordeste

       A Ferrovia Transnordestina atingiu um novo marco em sua trajetória de construção ao registrar o maior ritmo diário de montagem desde o início das obras. No último domingo (7), as equipes responsáveis pela implantação da ferrovia concluíram 1,69 quilômetro de via férrea em apenas um dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, localizado no município de Quixeramobim, no Ceará.

O desempenho recorde reforça o avanço de um dos maiores projetos de infraestrutura do país. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), mais de 100 quilômetros da ferrovia já foram concluídos, dentro de um traçado total de 1.206 quilômetros que ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará.

Considerada a maior obra linear em execução no Brasil, a Transnordestina alcançou aproximadamente 81% de execução em sua primeira fase. A expectativa do governo federal é concluir essa etapa até 2027.

O empreendimento já recebeu investimentos de R$ 9,8 bilhões, dentro de um orçamento estimado em R$ 15 bilhões. Somente em março deste ano, o Governo Federal aprovou a liberação de mais R$ 152,4 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal instrumento de financiamento da obra.

Até o momento, mais de R$ 6,6 bilhões já foram aportados pelo fundo, demonstrando a prioridade estratégica atribuída ao projeto para impulsionar o desenvolvimento regional.

“Nós vamos avançar em ritmo acelerado para concluir essa ferrovia, que é fundamental na geração de empregos e oportunidades na área logística do país”, destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

A Transnordestina atravessará 53 municípios nordestinos e deverá revolucionar o transporte de cargas na região. O projeto foi concebido para ampliar a capacidade de escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minérios, conectando áreas produtoras aos portos de exportação.

Além de fortalecer a competitividade do Nordeste, a ferrovia tem potencial para reduzir significativamente os custos logísticos de commodities como soja, milho e minério de ferro, tornando a produção regional mais eficiente e atraente para novos investimentos.

Com a obra avançando em ritmo recorde, a expectativa é que a Transnordestina se consolide como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico, geração de empregos e integração logística do Nordeste brasileiro nas próximas décadas. 

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