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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Pernambuco gera mais de 3,3 mil empregos formais em abril e acumula 8,6 mil novas vagas em 2026

              Pernambuco voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais e fechou o mês de abril com 3.340 novas vagas com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com o resultado, o estado acumula 8.648 empregos formais criados nos quatro primeiros meses de 2026, reforçando o crescimento da atividade econômica em diferentes regiões pernambucanas.

O principal destaque do levantamento foi o setor de Serviços, responsável pela abertura de 6.248 novos postos de trabalho no mês. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com saldo de 1.819 vagas formais criadas em abril.

Segundo os dados do Novo Caged, a Construção Civil registrou crescimento de 10,91% em comparação ao mesmo período do ano passado, indicando aquecimento do setor impulsionado por investimentos em infraestrutura, habitação e expansão urbana.

Outro dado relevante da pesquisa é que as mulheres lideraram a geração de empregos no estado durante o mês de abril. Ao todo, o público feminino respondeu por 3.437 vagas formais abertas no período.

A governadora Raquel Lyra comemorou os números e afirmou que o resultado demonstra retomada da capacidade de geração de oportunidades em Pernambuco.

“Esses números demonstram que o estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, destacou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, atribuiu o avanço à interiorização dos investimentos e ao fortalecimento da economia em diversas regiões do estado.

“Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, afirmou.

Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, ressaltou que os números refletem os efeitos das políticas públicas voltadas à atração de investimentos e ampliação da infraestrutura estadual.

Os dados do Novo Caged reforçam o cenário de recuperação econômica em Pernambuco, especialmente nos setores ligados a serviços, comércio e construção civil, considerados estratégicos para a geração de emprego e renda. 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Polo de Confecções do Agreste cobra apoio de Raquel Lyra contra impactos da “MP das Blusinhas”

              Representantes do Polo de Confecções do Agreste pernambucano se reuniram nesta segunda-feira (25) com a governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas, para discutir os impactos da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida nacionalmente como “MP das Blusinhas”, sobre a cadeia têxtil e de confecções de Pernambuco.

O encontro ocorreu em meio à tramitação da medida provisória no Congresso Nacional e reforçou a preocupação do setor produtivo com possíveis prejuízos à competitividade da indústria local diante do avanço das plataformas internacionais de comércio eletrônico.

A MP zerou a alíquota do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e já provocou forte reação política e econômica em diversos setores industriais do país, motivando a apresentação de 112 emendas por deputados e senadores.

Durante a reunião, empresários e representantes do setor confeccionista apresentaram uma agenda estratégica ao Governo de Pernambuco, defendendo medidas de incentivo fiscal, proteção à produção local e fortalecimento da cadeia produtiva do Agreste.

Segundo Pedro Miranda, representante do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco, o setor busca apoio institucional diante das mudanças tributárias e do crescimento da concorrência internacional.

“Entre eles está a questão da articulação junto ao Estado de Pernambuco, uma posição contra a sobretaxa e também que Pernambuco comece a preparar algum incentivo para o Polo de Confecções. A reforma tributária já decretou o fim de diversas exceções para setores da indústria nacional e isso gera preocupação”, afirmou.

Durante a coletiva, a governadora Raquel Lyra destacou que uma das maiores preocupações do setor está relacionada ao custo dos insumos utilizados pela indústria têxtil pernambucana, especialmente o poliéster.

Segundo Raquel, cerca de 90% do poliéster utilizado pelo Polo de Confecções do Agreste é importado, o que pode elevar custos de produção caso haja aumento na carga tributária sobre os insumos.

“O problema, gente, é que a gente está no poliéster. Noventa por cento do poliéster utilizado no polo de confecções do Agreste pernambucano é importado. Se subir o imposto em relação a esses insumos, encarece o nosso produto e nos torna menos competitivos”, declarou.

O Polo de Confecções do Agreste é considerado um dos principais motores econômicos do interior pernambucano, reunindo milhares de empreendedores e gerando empregos em municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. 

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Recife reúne setor produtivo e governo em defesa da Transnordestina

            O Recife sediou nesta segunda-feira (25) mais uma edição do Fórum Permanente de Infraestrutura de Pernambuco, evento que reuniu empresários, representantes do setor produtivo e autoridades públicas para discutir os impactos do Complexo Industrial Portuário de Suape e da Ferrovia Transnordestina no desenvolvimento econômico do estado.

O principal momento do encontro foi a assinatura de um manifesto em defesa da retomada e conclusão da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e Suape, considerado estratégico para fortalecer a economia pernambucana e ampliar a competitividade logística da região.

O documento foi assinado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, pela vice-governadora Priscila Krause e pelo presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

Segundo representantes do setor empresarial, a conclusão da ferrovia é considerada fundamental para reduzir custos logísticos, ampliar o escoamento da produção industrial, atrair novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico tanto da Região Metropolitana quanto do interior de Pernambuco.

O manifesto será encaminhado aos órgãos responsáveis pelo projeto ferroviário como forma de fortalecer a articulação política e institucional em torno da retomada das obras no trecho pernambucano.

Durante a programação, também foram debatidas novas oportunidades econômicas ligadas ao porto de Suape, especialmente nas áreas de transição energética, combustíveis sustentáveis e expansão das operações logísticas internacionais.

A vice-governadora Priscila Krause reforçou a importância da união entre iniciativa privada e poder público para viabilizar projetos considerados essenciais para o futuro econômico pernambucano.

“Estamos unidos em defesa de projetos fundamentais para Pernambuco, como a reinclusão do trecho Salgueiro-Suape na Transnordestina”, afirmou.

Estudos apresentados durante o fórum apontam que a conclusão do trecho pernambucano da Transnordestina poderá gerar novos investimentos privados, ampliar a geração de empregos e consolidar Suape como um dos principais corredores logísticos do Brasil.

O presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, também destacou avanços recentes do porto e revelou que novas operações internacionais deverão começar ainda este ano. 

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Câmara avança com PEC do fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

             O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta segunda-feira (25) um acordo entre o governo federal e a Câmara para estabelecer uma regra de transição na proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil.

A medida integra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana sem redução salarial.

Pelo cronograma apresentado, 60 dias após a promulgação da PEC a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas. A redução definitiva para 40 horas ocorrerá 12 meses depois, com previsão de implantação completa em 2027.

O anúncio foi realizado ao lado dos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da proposta, Leo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.

Durante a coletiva, Hugo Motta destacou que a proposta garante oficialmente dois dias de descanso semanal para os trabalhadores brasileiros, encerrando o modelo tradicional de escala 6x1.

Já o ministro Luiz Marinho afirmou que houve alinhamento entre governo e Congresso para viabilizar a tramitação da proposta e defendeu que a redução da jornada poderá avançar ainda mais no futuro.

Segundo ele, diversos países já adotam jornadas inferiores a 40 horas semanais, tendência que poderá ser debatida futuramente também no Brasil.

A comissão especial que analisa o mérito da PEC se reuniu ainda nesta segunda-feira para discutir o relatório apresentado por Leo Prates. A expectativa nos bastidores é de que parlamentares apresentem pedido de vista, adiando a votação final do parecer para quinta-feira (28).

Caso aprovada na comissão especial, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará obter pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. Em seguida, o texto será encaminhado ao Senado Federal, onde dependerá do apoio mínimo de 49 senadores.

O tema vem provocando amplo debate entre trabalhadores, empresários, sindicatos e representantes do setor produtivo, tornando-se uma das pautas trabalhistas mais relevantes em discussão no Congresso Nacional. 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Pesquisa aponta maioria dos brasileiros favorável ao fim da escala 6x1, com maior apoio entre população de baixa renda

           Levantamento divulgado nesta segunda-feira (18) pelo instituto Genial Quaest revela que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso.

De acordo com a pesquisa, 68% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto 22% se posicionam contra e 10% não souberam ou preferiram não opinar. Apesar da maioria expressiva, o índice representa uma leve queda em relação ao levantamento realizado em dezembro de 2025, quando o apoio atingia 72%.

A análise regional indica que o Nordeste lidera o apoio à proposta, com 72% de aprovação e 16% de oposição. Já o Sul apresenta o menor índice de favorabilidade, com 63% favoráveis e 29% contrários.

O estudo também aponta diferenças no nível de engajamento com o tema. No Sudeste, 47% dos entrevistados afirmam acompanhar o debate de perto, o maior índice entre as regiões. No cenário nacional, 43% dizem acompanhar a discussão com atenção, enquanto 29% acompanham pouco e 27% não demonstram interesse.

O apoio ao fim da escala 6x1 é mais expressivo entre pessoas de menor renda. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 70% defendem a mudança, contra 17% que são contrários. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, 68% apoiam e 22% rejeitam. Já entre os que possuem renda superior a cinco salários mínimos, o apoio cai para 62%, com 30% de oposição.

O levantamento evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho segue relevante no país, com impactos diretos nas relações de trabalho, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores, além de repercussões econômicas para empresas e governos. 

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amupe intensifica articulação em Brasília durante Marcha dos Prefeitos

          Em meio à mobilização nacional da Marcha dos Prefeitos, a Associação Municipalista de Pernambuco reforça sua atuação em Brasília com uma agenda voltada à defesa de pautas prioritárias para os municípios pernambucanos.

A entidade programou reuniões estratégicas ao longo da semana, incluindo um encontro com a governadora Raquel Lyra (PSD), nesta segunda-feira (18), e uma reunião com a bancada federal de Pernambuco, marcada para esta terça-feira (19), a partir das 17h.

Entre os principais temas em discussão estão os impactos econômicos do fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre o polo têxtil do Agreste e a suspensão de repasses destinados às obras do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro e o Porto de Suape.

Presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), destacou a relevância das pautas para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade da produção têxtil no Agreste.

Segundo ele, a intenção é compreender os efeitos das mudanças tributárias e identificar alternativas que possam ser adotadas pelos municípios para mitigar prejuízos ao setor produtivo. “Queremos entender os impactos e ações que podem ser adotadas. E verificar se tem algum movimento tributário que as prefeituras podem adotar. Ver o que é tributo federal, estadual ou municipal e como podemos ajudar”, afirmou.

Outro ponto de atenção da entidade é a paralisação de repasses para obras consideradas estratégicas, como o trecho da Transnordestina que liga o Sertão ao litoral. A expectativa é que o diálogo com a bancada federal contribua para destravar investimentos e garantir a continuidade dos projetos.

A atuação da Amupe durante a Marcha dos Prefeitos reforça o papel das entidades municipalistas na articulação entre os entes federativos. A agenda em Brasília busca não apenas apresentar demandas, mas também construir caminhos conjuntos para o fortalecimento das economias locais e a melhoria dos serviços públicos. 

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

TCU suspende novos compromissos financeiros para retomada da Transnordestina entre Salgueiro e Suape

              O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, na última quarta-feira (13), que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. se abstenham de assumir novos compromissos financeiros relacionados à retomada das obras da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e Suape.

A decisão foi tomada após fiscalização que apontou ausência de estudos técnicos, econômicos e ambientais capazes de comprovar que os benefícios sociais do empreendimento superam os custos. Segundo o ministro relator Jhonatan de Jesus, o cenário atual ainda apresenta incertezas relevantes quanto à viabilidade do projeto.

“Para além da insuficiência dos estudos invocados pela Administração, os autos expõem conjunto significativo de indícios que adensam o cenário de incerteza quanto à viabilidade socioeconômica do empreendimento”, destacou.

O TCU determinou ainda que a Infra S.A. apresente, no prazo de 30 dias, um plano de ação para a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do trecho Salgueiro–Suape, previsto no Novo PAC.

A Corte também orientou a criação de uma instância interinstitucional para coordenar soluções voltadas aos entraves socioambientais, fundiários e operacionais que impactam a execução da obra. O cumprimento das determinações será monitorado pela área técnica do tribunal.

Em nota, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) afirmou respeitar o papel do TCU, mas reiterou que a Transnordestina é estratégica para o desenvolvimento regional.

Segundo a autarquia, a ferrovia tem potencial para impulsionar emprego e renda, fortalecer cadeias produtivas, ampliar a integração logística e elevar a competitividade econômica do Nordeste.

A Sudene informou que apresentará estudos atualizados para demonstrar a viabilidade do empreendimento, destacando que a conclusão do trecho entre Salgueiro e Suape permanece alinhada ao compromisso do governo federal com a integração regional. 

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Pernambuco registra 2ª maior taxa de desemprego do país no início de 2026

          Pernambuco iniciou 2026 com a segunda maior taxa de desocupação do Brasil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, o estado registrou índice de 9,2% no primeiro trimestre, mesmo percentual observado na Bahia e em Alagoas.

O maior índice do país foi identificado no Amapá, com 10%. Em contrapartida, o cenário nacional apresentou taxa de 6,1%, o menor nível para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

O levantamento também mostra disparidades regionais significativas. Em 12 estados brasileiros, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional, com destaque para Santa Catarina, único estado com índice inferior a 3%.

De acordo com os critérios do IBGE, são consideradas desocupadas apenas as pessoas que buscaram emprego ativamente nos 30 dias anteriores à pesquisa. Ao todo, foram visitados cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

Outro dado que chama atenção é o percentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Enquanto a média nacional é de 74,7%, Pernambuco apresenta apenas 63,4%, evidenciando maior nível de informalidade. Santa Catarina lidera nesse indicador, com 86,7%, enquanto o Maranhão tem o menor percentual, com 53,4%.

No trabalho por conta própria, Pernambuco também aparece abaixo da média nacional. O estado registra 24,5%, contra 25,5% no Brasil. O maior índice foi novamente do Maranhão (34,1%), e o menor do Distrito Federal (16,7%).

Os dados reforçam os desafios estruturais do mercado de trabalho pernambucano, especialmente no que diz respeito à formalização e geração de empregos, em um cenário nacional de recuperação gradual. 

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Governo e Câmara avançam em proposta que prevê semana de 40 horas e fim da escala 6x1

             O debate sobre a modernização das relações de trabalho no Brasil deu um passo relevante nesta quarta-feira (13), após um acordo firmado entre ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados. A proposta em discussão prevê mudanças estruturais na jornada de trabalho, com a substituição gradual da escala 6x1 pelo modelo 5x2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana.

O entendimento também inclui a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem prejuízo salarial para os trabalhadores. A medida está sendo tratada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), considerada o eixo principal da reformulação.

Além disso, ficou definido que um projeto de lei complementar será utilizado para regulamentar pontos específicos, ajustando a legislação atual às novas diretrizes constitucionais e contemplando particularidades de diferentes categorias profissionais.

A reunião contou com a participação de integrantes do governo e parlamentares diretamente envolvidos na tramitação da matéria. Entre eles, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o relator da proposta, deputado Leo Prates, e ministros de áreas estratégicas, como Trabalho, Planejamento e Relações Institucionais.

O consenso construído aponta para um modelo que busca equilibrar os interesses de trabalhadores e empregadores, com destaque para o fortalecimento das negociações coletivas como instrumento de adaptação às realidades de cada setor econômico.

Enquanto a PEC estabelece as bases gerais da mudança — como a nova jornada e a garantia dos dois dias de descanso — o projeto de lei terá a função de detalhar a aplicação prática das medidas.

Entre os pontos que devem ser tratados no texto infraconstitucional estão regras específicas para categorias com jornadas diferenciadas, mecanismos de transição e ajustes na legislação trabalhista vigente.

A Comissão Especial responsável pela análise do tema já definiu um cronograma para votação. O parecer do relator deverá ser apreciado no dia 27 de maio, com previsão de envio ao plenário da Câmara no dia seguinte.

Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para o Senado Federal, onde passará por nova rodada de debates antes de eventual promulgação. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Lula zera imposto de importação para compras de até US$ 50 e extingue “taxa das blusinhas”

              O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (12) uma Medida Provisória que elimina a cobrança de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”.

A decisão representa uma mudança significativa na política de tributação sobre o comércio eletrônico internacional e deve ser publicada ainda hoje em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

De acordo com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a isenção só foi possível após um processo de três anos de combate a irregularidades no setor.

Segundo ele, a ampliação da fiscalização e a adesão de empresas ao programa Remessa Conforme permitiram reduzir práticas como subfaturamento e contrabando.

“O setor passou por um processo de regularização importante. Isso possibilita agora a retirada do imposto sem comprometer o controle”, afirmou.

Integrantes do governo destacam que a medida deve beneficiar principalmente consumidores de baixa renda, que utilizam plataformas internacionais para adquirir produtos de menor valor.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que o apelido dado à medida não traduz completamente o perfil das compras.

“Não se trata apenas de roupas. Há uma variedade de produtos de baixo valor que são adquiridos por essas plataformas”, explicou.

Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, avaliou que a decisão contribui para tornar o sistema tributário mais alinhado ao padrão de consumo da população.

A chamada “taxa das blusinhas” havia sido implementada em agosto de 2024 como parte do programa Remessa Conforme, que estabeleceu novas regras para compras internacionais, incluindo a cobrança antecipada de tributos no momento da aquisição.

O objetivo inicial era aumentar a transparência nas importações, reduzir fraudes e ampliar a arrecadação sobre produtos estrangeiros vendidos no comércio eletrônico.

Com a edição da Medida Provisória, a nova regra passa a valer imediatamente, mas ainda precisará ser analisada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva. 

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lula lança novo Desenrola Brasil com foco em renegociação de dívidas e alívio financeiro para famílias

            O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (4), a medida provisória que institui uma nova versão do Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de débitos de brasileiros com renda de até cinco salários mínimos — atualmente R$ 8.105.

A reformulação do programa amplia o alcance da política pública e busca reduzir o impacto do endividamento, especialmente em dívidas de alto custo, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Os detalhes da nova fase do programa foram apresentados em coletiva no Palácio do Planalto, conduzida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a presença do presidente Lula.

Entre os principais pontos do novo Desenrola Brasil estão descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas, além da possibilidade de utilização de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitação dos débitos. O programa contempla dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

A iniciativa também prevê a oferta de uma nova linha de crédito para reorganização financeira, com juros máximos de 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses para pagamento. O limite da dívida renegociada é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Outro ponto relevante é a ampliação do programa para outros públicos, incluindo estudantes com débitos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de micro e pequenas empresas e agricultores familiares.

Para aderir, os interessados devem procurar os canais oficiais de bancos e operadoras de crédito. A mobilização nacional terá duração de 90 dias.

Uma das medidas adicionais prevê que os participantes do programa fiquem impedidos, por um período de um ano, de acessar plataformas de apostas online.

Em pronunciamento recente, o presidente Lula destacou a preocupação com o impacto social do endividamento associado ao jogo.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as apostas entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar limites à destruição que elas vêm causando”, afirmou.

Com a nova versão do Desenrola Brasil, o governo federal busca ampliar o acesso ao crédito, reduzir a inadimplência e oferecer melhores condições para que milhões de brasileiros reorganizem sua vida financeira. 

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sábado, 2 de maio de 2026

Desemprego fica em 6,1% no primeiro trimestre e registra melhor resultado desde 2012

              A taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar de representar uma alta em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o índice era de 5,1%, o resultado é o melhor para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Na comparação anual, o cenário também mostra avanço. Nos três primeiros meses de 2025, a taxa de desemprego havia sido registrada em 7%, o que evidencia uma redução consistente no indicador ao longo dos últimos 12 meses.

De acordo com o IBGE, a elevação em relação ao trimestre anterior segue um comportamento sazonal típico do início do ano, período em que há redução de vagas temporárias criadas no fim do ano anterior, especialmente no comércio e nos serviços.

Outro dado relevante apontado pela pesquisa é a estabilidade recente do mercado de trabalho. Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desocupação não ultrapassava a marca de 6%, indicando um cenário de relativa manutenção dos níveis de emprego no país. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, o índice havia sido de 5,8%.

O IBGE ressalta que comparações entre trimestres imediatamente consecutivos devem ser analisadas com cautela, devido à sobreposição de dados na metodologia da pesquisa. Por isso, o instituto recomenda avaliações comparativas com períodos mais amplos, como o mesmo trimestre de anos anteriores.

Os números reforçam uma tendência de melhora gradual no mercado de trabalho brasileiro, ainda que com oscilações pontuais ao longo do ano.

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Governo federal anuncia R$ 10 bilhões para financiar máquinas agrícolas com juros reduzidos

              Durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou uma nova iniciativa voltada ao fortalecimento do agronegócio brasileiro. Trata-se do programa “Move Agrícola”, que prevê a liberação de R$ 10 bilhões em crédito para aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas de juros reduzidas.

Segundo Alckmin, a proposta está em fase final de estruturação e deve ser disponibilizada em até três semanas. O diferencial do programa será a oferta de financiamento com juros de “um dígito”, embora o percentual exato ainda não tenha sido divulgado.

A operacionalização dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com instituições financeiras. O objetivo central é impulsionar a modernização do parque agrícola nacional e ampliar a competitividade do setor.

Além do crédito para máquinas, o vice-presidente também sinalizou outras medidas em estudo pelo governo federal. Entre elas, está a ampliação do seguro rural, que atualmente cobre pouco mais de 7% da área plantada no país — um dos principais desafios estruturais do setor.

Alckmin destacou que a expansão dessa cobertura será conduzida com responsabilidade fiscal, indicando que novas políticas dependerão do equilíbrio das contas públicas. Outro ponto abordado foi a construção de um programa de renegociação de dívidas para produtores rurais, contemplando tanto os adimplentes quanto os inadimplentes.

A agenda do governo inclui ainda medidas indiretas de estímulo ao agronegócio, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Durante o evento, lideranças do setor reforçaram a necessidade de ações mais robustas. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), defendeu um modelo estruturado de renegociação de dívidas. Segundo ele, o foco deve ser garantir condições para que os produtores mantenham suas atividades e recuperem a capacidade produtiva.

O anúncio ocorre em um momento de pressão do setor agropecuário por crédito mais acessível, diante de um cenário de juros elevados e desafios financeiros no campo. 

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