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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Desemprego cai no Brasil e atinge 5,1% no quarto trimestre de 2025, aponta IBGE

              O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com sinais consistentes de recuperação. Dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua Trimestral, revelam que a taxa de desocupação no país recuou para 5,1% no quarto trimestre do ano.

O índice representa uma queda em relação aos 5,6% registrados no trimestre anterior e uma redução de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,2%.

Apesar da melhora nacional, o levantamento mostra contrastes significativos entre os estados. As maiores taxas de desemprego foram registradas em Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%). Também apresentaram índices elevados Alagoas, Bahia e Piauí, todos com 8%.

Na outra ponta, os menores níveis de desocupação foram observados em Santa Catarina (2,2%), seguido por Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, cada um com 2,4%.

Na comparação com o trimestre anterior, seis unidades da federação apresentaram queda na taxa de desemprego: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nos demais estados, o indicador permaneceu estável.

Outro dado relevante diz respeito ao desemprego de longa duração. No último trimestre do ano, 1,1 milhão de brasileiros buscavam trabalho há dois anos ou mais — uma redução de 19,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando 1,3 milhão estavam nessa condição.

Também houve diminuição entre aqueles que estavam à procura de emprego havia menos de um mês. O contingente foi de 1,1 milhão de pessoas, queda de 23,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Os números indicam um cenário de maior dinamismo no mercado de trabalho, ainda que os desafios regionais permaneçam evidentes. 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Petrobras anuncia primeira redução do preço da gasolina em 2026 e corta R$ 0,14 por litro

              Após meses de estabilidade, a Petrobras anunciou a primeira redução no preço da gasolina em 2026, sinalizando um novo movimento na política de preços dos combustíveis no país. A partir desta terça-feira (27), o valor da gasolina A vendida às distribuidoras passará a ser de R$ 2,57 por litro, representando um corte de R$ 0,14 em relação ao preço anterior.

A última alteração no valor da gasolina havia sido registrada em outubro de 2025. Em nota oficial, a estatal destacou que, desde dezembro de 2022, o preço do combustível acumulou uma redução total de R$ 0,50 por litro para as distribuidoras. Quando considerado o impacto da inflação no período, a queda real chega a 26,9%, segundo a companhia.

Diferentemente da gasolina, a Petrobras informou que não realizará ajustes no preço do diesel neste momento. Ainda assim, a estatal ressaltou que, desde 2022, o combustível acumula uma redução de 36,3%, levando em conta a correção inflacionária.

A empresa reforçou que os preços praticados pela Petrobras representam, em média, cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos, o que significa que a redução anunciada não necessariamente será repassada integralmente ao consumidor final.

Segundo a Petrobras, o preço da gasolina nas bombas é resultado de uma cadeia complexa de fatores, que vai além do valor cobrado pela estatal. Entre os principais componentes estão:

  • Custos de distribuição e revenda
  • Mistura obrigatória de etanol anidro
  • Tributos federais e estaduais
  • Margens comerciais dos postos

A petroleira reforçou que sua política de preços busca equilíbrio entre competitividade no mercado interno e sustentabilidade financeira da empresa, evitando repasses automáticos de variações internacionais.

A expectativa agora se volta para o comportamento do mercado e para o possível impacto da redução no bolso do consumidor nos próximos dias. 

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Pernambuco supera R$ 3,3 bilhões em projetos estratégicos e amplia capacidade histórica de investimentos públicos

                O Governo de Pernambuco encerrou o ano de 2025 consolidando um dos maiores ciclos de planejamento e execução de obras de sua história recente. Por meio da Secretaria de Projetos Estratégicos (Sepe), o Estado ultrapassou a marca de R$ 3,3 bilhões em projetos estruturados, sendo aproximadamente R$ 3 bilhões apenas no último ano, evidenciando um novo patamar de organização, eficiência e capacidade de investimento da gestão estadual.

Ao todo, estão previstos 327 projetos, distribuídos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social de Pernambuco. O maior volume de recursos está concentrado na educação, com R$ 1,67 bilhão aplicados em 216 equipamentos, seguida pela saúde, que soma R$ 717 milhões em 16 equipamentos, e pela segurança pública, com R$ 642 milhões destinados a 66 equipamentos.

Além desses setores prioritários, os projetos da Sepe também contemplam investimentos relevantes em esportes (R$ 81 milhões), ciência e tecnologia (R$ 45,1 milhões), cultura (R$ 33,3 milhões) e turismo e lazer (R$ 42,3 milhões), ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo diferentes cadeias produtivas do Estado.

Criada em janeiro de 2023 por iniciativa da governadora Raquel Lyra, a Secretaria de Projetos Estratégicos foi concebida para funcionar como um escritório central de planejamento, responsável pela estruturação dos principais projetos do Governo. De acordo com o secretário da pasta, Rodrigo Ribeiro, a mudança trouxe ganhos significativos na gestão pública.

“A centralização das ações consideradas prioritárias para Pernambuco garantiu uma gestão coordenada e uma execução feita por uma equipe técnica. O planejamento, que antes era reativo, passou a ser proativo, ganhando eficiência e rapidez”, destacou o secretário.

A atuação da Sepe ocorre de forma integrada com a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), por meio de um acordo de cooperação técnica que envolve desde a elaboração de estudos e projetos até a execução de obras e serviços de engenharia.

Segundo Rodrigo Ribeiro, esse novo modelo de governança tem sido determinante para ampliar a capacidade de investimentos públicos do Estado. “Entre 2015 e 2022, Pernambuco realizava investimentos médios de R$ 1,2 bilhão por ano. Em 2023, foram R$ 1,4 bilhão. Já em 2024, alcançamos R$ 3 bilhões, e em 2025 esse valor ultrapassa R$ 5 bilhões. Para este ano, a projeção é de R$ 7,9 bilhões, com tendência de crescimento contínuo”, concluiu. 

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Aumento do ICMS deve elevar preço dos combustíveis em Pernambuco nos próximos dias

             Os consumidores pernambucanos devem sentir no bolso, já na próxima semana, os efeitos do aumento do ICMS sobre os combustíveis, autorizado a partir do dia 1º de janeiro. A medida, definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), impacta diretamente a gasolina e o diesel, com reajustes de R$ 0,10 e R$ 0,05, respectivamente.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindcombustíveis-PE), Alfredo Pinheiro Ramos, o reajuste já começou a ser registrado nas notas fiscais das distribuidoras, o que deve refletir gradualmente no preço final ao consumidor.

“Aumento nunca é bom, pois impacta diretamente nos nossos custos operacionais. A gente acredita que os impactos poderão ser sentidos a partir da próxima semana, quando o mercado começar a repor seus estoques e, consequentemente, fazer suas contas”, explicou.

Ramos ressalta que o repasse não acontece de forma imediata ou linear. Segundo ele, o aumento do imposto incide inicialmente sobre as distribuidoras, e os postos precisam reajustar os preços para manter o capital de giro e garantir a reposição dos combustíveis.

“Se o custo sobe 10 centavos, o posto é obrigado a repassar para conseguir comprar o próximo caminhão. Sem repasse, o capital de giro do posto é ‘comido’ pela inflação do combustível”, afirmou.

Ainda não há uma estimativa oficial sobre o valor exato que será repassado ao consumidor nas bombas. O Sindcombustíveis-PE explica que, embora o percentual do ICMS seja igual para todos, cada posto possui uma estrutura de custos diferente e decide quanto consegue absorver.

“Esses 10 centavos nunca chegam puros na bomba. Eles carregam o aumento proporcional das taxas de cartão, impostos e perdas operacionais. Por isso, no final, o ajuste precisa ser do tamanho dos seus custos”, concluiu Ramos. 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra menor taxa da série histórica, aponta IBGE

             O mercado de trabalho brasileiro alcançou um marco histórico. A taxa de desemprego no país caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, o menor índice desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O resultado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em agosto, quando a taxa era de 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2024, o recuo é ainda mais expressivo: o índice era de 6,1%.

Atualmente, o Brasil soma 5,6 milhões de pessoas desocupadas, número que caiu 7,2% em relação ao trimestre anterior e 14,9% na comparação anual — uma redução de aproximadamente 988 mil pessoas sem trabalho em um ano.

A população ocupada também atingiu um novo recorde, estimada em 103 milhões de trabalhadores, com crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,1% em relação ao ano anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas empregadas.

O total de pessoas na força de trabalho chegou a 108,7 milhões, enquanto a população fora da força foi estimada em 66 milhões, ambos sem variações significativas. Com esse cenário, o nível da ocupação — percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — alcançou 59%, o maior já registrado pelo IBGE.

Os dados reforçam a tendência de aquecimento do mercado de trabalho e consolidação da recuperação do emprego no país. 

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Receita Federal volta a desmentir FAKE NEWS sobre taxação do Pix e multa de 150%

                 A Receita Federal voltou a se manifestar nesta segunda-feira (29) para esclarecer informações falsas que têm circulado nas redes sociais sobre uma suposta cobrança de imposto em transações financeiras acima de R$ 5 mil e a aplicação de uma multa de até 150% para quem não pagasse o tributo. Segundo o órgão, as informações são completamente FALSAS e não têm qualquer respaldo legal.

Em nota oficial, a Receita reforçou que a Constituição Federal proíbe a tributação sobre movimentações financeiras, o que torna impossível a criação de qualquer imposto desse tipo nos moldes divulgados nas fake news.

“Não existe e nunca existirá, nos termos da Constituição atual, tributação sobre movimentações financeiras. Também é falsa a informação de cobrança de 27,5% sobre transações ou a aplicação de multa de 150% por falta de declaração”, destacou o órgão.

As informações falsas já haviam sido desmentidas no início de 2025, quando vídeos e publicações insinuavam que o Pix seria taxado pelo governo federal. Nos últimos dias, no entanto, conteúdos semelhantes voltaram a ganhar força, misturando temas distintos e gerando confusão entre os usuários.

De acordo com a Receita, as FAKE NEWS associam, de forma equivocada, o monitoramento de transações suspeitas, que já ocorre por determinação legal para prevenção de crimes financeiros, com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

A isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês foi uma proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já foi aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, quem ganha até R$ 7.350 mensais passa a ter descontos no imposto.

Um dos conteúdos que voltou a circular recentemente é um vídeo antigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no qual ele afirma que um decreto do presidente Lula determinaria a cobrança de imposto para quem recebesse mais de R$ 5 mil via Pix em um único mês, sob risco de multa — afirmação desmentida pela Receita.

“A única verdade que essas mensagens falsas não querem contar é que, a partir de janeiro, quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do Imposto de Renda. Não caia em fake news”, reforçou o órgão. 

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Correios anunciam PDV com economia anual de R$ 2,1 bilhões e impacto pleno a partir de 2028

               O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, anunciou que o Programa de Demissão Voluntária (PDV), parte do plano de reestruturação da estatal, deverá gerar uma economia anual de R$ 2,1 bilhões, com impacto financeiro pleno previsto a partir de 2028. As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (29).

De acordo com Rondon, o PDV será aberto em janeiro de 2026 e poderá alcançar até 15 mil empregados ao longo de 2026 e 2027. O programa integra um conjunto de medidas voltadas à redução de custos e ao reequilíbrio financeiro da empresa, que acumula prejuízos bilionários nos últimos anos.

Segundo o presidente dos Correios, o PDV exigirá um investimento inicial estimado em R$ 1,1 bilhão, mas permitirá uma redução de 18% nos gastos com a folha de pagamento, resultando em uma economia anual de cerca de R$ 1,4 bilhão apenas com pessoal.

“O PDV é voluntário, não esteriliza a força de trabalho da empresa e não aumenta a judicialização. Há um acordo que nasce e se resolve por si. Além disso, conseguimos programar o programa de acordo com a real necessidade da empresa”, afirmou Rondon.

O plano de reestruturação prevê ainda outras ações de contenção de despesas, que juntas devem gerar uma economia total de R$ 5 bilhões até 2028. Entre elas, está a alienação de imóveis sem uso operacional, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias.

Apesar das medidas anunciadas, Rondon reconheceu que o resultado negativo da empresa deve se manter até o fim deste ano. Segundo ele, o prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro não deve sofrer alterações significativas até dezembro. A expectativa da gestão é que os efeitos positivos do plano comecem a ser percebidos a partir de 2027.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Leilão bilionário da Compesa redefine o saneamento em Pernambuco

                O leilão de concessão dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), realizado nesta quinta-feira (18), na B3, em São Paulo, entrou para a história como um dos mais expressivos do setor de saneamento no país. O certame definiu os vencedores dos blocos Sertão e Pajeú, movimentou bilhões de reais e sinalizou um novo ciclo de investimentos em infraestrutura hídrica para Pernambuco.

No bloco Sertão, a concorrência foi acirrada entre Pátria Investimentos, Aegea e Cymi Brasil. Embora Pátria e Cymi tenham apresentado o desconto máximo permitido na tarifa, o fator decisivo foi o valor de outorga. O Pátria ofereceu R$ 720 milhões, frente aos R$ 197 milhões da Cymi, gerando um ágio de impressionantes 727% sobre o valor mínimo estipulado no edital, fixado em R$ 87 milhões. A proposta garantiu a vitória direta do fundo, sem necessidade de rodada de lances.

O resultado marca a estreia do Pátria Investimentos no setor de saneamento, ampliando sua presença no segmento de infraestrutura. Até então, o fundo vinha concentrando seus investimentos principalmente em concessões rodoviárias, buscando diversificação estratégica de portfólio.

No bloco Pajeú, o cenário foi diferente. Apenas o consórcio formado pelas empresas Acciona e BRK Ambiental apresentou proposta. O grupo ofertou desconto máximo de 5% na tarifa e uma outorga de R$ 3,5 bilhões, valor que representa um ágio de 60% sobre o mínimo de R$ 2,2 bilhões previsto no edital. A participação conjunta das duas empresas foi considerada uma surpresa pelo mercado, já que ambas estavam afastadas das disputas mais recentes do setor.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), acompanhou o leilão pessoalmente na B3, ao lado da vice-governadora Priscila Krause e de autoridades, como o senador Fernando Dueire. Para Raquel, o resultado simboliza um divisor de águas para o estado.

“Um novo tempo para a Compesa. Um novo tempo para Pernambuco. Porque nada vence a força do trabalho. Essa vitória é de todos os pernambucanos”, declarou a governadora, celebrando o desfecho do certame.


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Leilão da Compesa atrai quatro grupos privados e prevê R$ 19,2 bilhões em investimentos

                  Marcado para esta quinta-feira (18), o leilão para concessão dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) recebeu propostas de quatro grandes grupos privados, sinalizando forte interesse do mercado no novo modelo de saneamento adotado pelo Governo de Pernambuco.

Protocolaram ofertas a Aegea, o Fundo de Investimentos Patria, um consórcio formado pela BRK Ambiental e Acciona e outro que reúne Cymi e Vinci Partners. As propostas foram entregues dentro do prazo estabelecido, encerrado na última quinta-feira (11).

O projeto divide o estado em duas microrregiões de água e esgoto. A MRAE1 é composta por 24 municípios do Sertão, incluindo Petrolina. Já a MRAE2 reúne 150 municípios, abrangendo desde a Região Metropolitana do Recife até o Sertão do Pajeú.

De acordo com o edital, vencerá o leilão a empresa ou consórcio que oferecer desconto de até 5% na tarifa e maior valor de outorga. Uma mesma empresa poderá disputar os dois blocos. A outorga mínima fixada é de R$ 87 milhões para a MRAE1 e R$ 2,2 bilhões para a MRAE2, valores pagos ao Estado para exploração da concessão.

O modelo prevê ainda a distribuição de parte dos recursos aos municípios e investimentos totais estimados em R$ 19,2 bilhões, voltados à ampliação do acesso à água e ao tratamento de esgoto. A Compesa permanecerá como empresa pública, concentrando-se na captação e produção de água. 

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Brasil registra maior redução da pobreza em mais de uma década

                O Brasil alcançou em 2024 um dos resultados sociais mais expressivos de sua história recente. Segundo a nova edição da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza no último ano. A melhora no cenário nacional fez a proporção da população pobre cair de 27,3% em 2023 para 23,1% em 2024 — o menor nível desde o início da série histórica, em 2012.

De acordo com o levantamento, o país registrou 48,9 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 6,85 por dia (cerca de R$ 694 mensais corrigidos), limite considerado pelo Banco Mundial para definir a linha da pobreza. Em 2023, esse contingente havia sido de 57,6 milhões de brasileiros.

O estudo evidencia ainda que 2024 marcou o terceiro ano consecutivo de queda no número de pobres, aprofundando a recuperação iniciada após o impacto socioeconômico da pandemia de covid-19, que elevou os índices de vulnerabilidade entre 2020 e 2021.

Evolução da pobreza no Brasil:

2012: 68,4 milhões

2019: 67,5 milhões (pré-pandemia)

2020: 64,7 milhões

2021: 77 milhões

2022: 66,4 milhões

2023: 57,6 milhões

2024: 48,9 milhões

A proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza, que era de 34,7% em 2012, chegou a 36,8% no pico da pandemia, em 2021. Desde então, os índices vêm recuando ano a ano, chegando a 31,6% em 2022 e atingindo 23,1% em 2024.

O pesquisador André Geraldo de Moraes Simões, responsável pelo estudo no IBGE, destaca que parte da queda registrada em 2020 se deveu ao impacto dos programas emergenciais criados durante a pandemia, como o Auxílio Emergencial. Ele ressalta também que, em 2024, houve avanço significativo no combate à extrema pobreza, definida pelo Banco Mundial como renda inferior a US$ 2,15 por dia (cerca de R$ 218 mensais).

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O número de brasileiros nessa condição caiu de 9,3 milhões em 2023 para 7,4 milhões em 2024 — uma redução de 1,9 milhão de pessoas. Com isso, a proporção da população em extrema pobreza chegou ao menor patamar da série histórica, passando de 4,4% para 3,5%.

Os dados reforçam a importância de políticas sociais estruturadas e da retomada do emprego formal, que vêm contribuindo para a melhoria das condições de vida da população.

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domingo, 30 de novembro de 2025

Lula destaca isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil em pronunciamento

               Em pronunciamento em rede nacional na noite deste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que a nova política de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais representa um marco na redução das desigualdades fiscais no país. A proposta, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional na última semana, começa a valer em janeiro de 2026.

Segundo Lula, a medida promove uma “correção da injustiça tributária” ao beneficiar a ampla maioria dos trabalhadores, enquanto aumenta a alíquota para 0,1% dos contribuintes mais ricos. “O Brasil inteiro vai ser beneficiado”, declarou. Ele lembrou que mais de 140 mil contribuintes considerados “super-ricos” terão a alíquota elevada para 10%, compensando a perda de arrecadação decorrente da isenção.

“O Brasil mudou nessa última semana. Pela primeira vez, mais de 100 anos depois do início do Imposto de Renda, os privilégios de uma pequena elite financeira deram lugar a uma conquista para a maioria do povo brasileiro”, afirmou o presidente. Lula também destacou que dezembro de 2025 será o último mês com desconto de IR para quem se enquadra na nova faixa. “É quase um 14º salário”, comparou, ao afirmar que o valor deixará de ser abatido no contracheque e passará a reforçar o orçamento das famílias.

A previsão do governo é de que a medida injete R$ 28 bilhões por ano na economia nacional, estimulando o comércio, a indústria e o empreendedorismo. O presidente defendeu ainda que a mudança vai gerar um ciclo positivo de consumo e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que torna o sistema tributário mais equilibrado.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Oito postos de combustíveis são interditados em nova etapa da Operação Ativos de Carbono em Pernambuco

                O combate à sonegação fiscal avançou em Pernambuco com a conclusão parcial da segunda fase da Operação Ativos de Carbono, que resultou na interdição de oito postos de combustíveis em nove municípios do estado. A ação fiscaliza um total de 36 estabelecimentos e é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Os dados atualizados foram apresentados nesta sexta-feira (28), na sede do Cira, no bairro de São José, área central do Recife.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o valor de crédito tributário apurado desde o início das fiscalizações já ultrapassa R$ 1 milhão, devendo aumentar após a conclusão das análises ainda pendentes.

De acordo com o promotor João Maria Rodrigues, dos 36 postos mapeados, 24 já tiveram a fiscalização concluída, e os demais passarão por vistoria nos próximos dias. Entre os estabelecimentos analisados, oito foram interditados, ou seja, um terço dos postos avaliados até agora.

O promotor afirmou que há sonegação fiscal em pelo menos 20 postos, sendo a irregularidade mais frequente a omissão de entrada, quando o estabelecimento não comprova a origem do combustível adquirido.

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As interdições, segundo Rodrigues, ocorreram em todas as regiões do estado. Sete dos postos seguem fechados; apenas um conseguiu regularizar a situação após pagar o crédito tributário identificado.

O diretor de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Antônio Emery Lopes, destacou que dois desses postos — um no Recife e outro em Olinda — devem permanecer fechados por no mínimo um ano, devido à reincidência das mesmas infrações fiscais.

Ainda segundo Emery, 56% dos postos fiscalizados apresentaram algum tipo de irregularidade, incluindo omissão de nota fiscal, ausência de documentação obrigatória e uso de maquininhas de cartão não autorizadas pela Sefaz.

A Operação Ativos de Carbono segue em andamento, com novas atualizações previstas para os próximos dias.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Lula sanciona lei que amplia isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil

                O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (26), a lei que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para todos os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A medida representa uma das mudanças mais significativas no sistema tributário brasileiro dos últimos anos e valerá a partir da declaração de 2026, referente aos rendimentos de 2025.

Segundo projeções oficiais, a alteração terá impacto direto na vida de 15 milhões de contribuintes. Desse total, 10 milhões deixarão de pagar o imposto, enquanto outros 5 milhões passarão a recolher um valor menor no próximo ciclo de declarações.

A nova legislação também cria uma regra de abatimento para pessoas com renda mensal de até R$ 7.350, permitindo reduzir a carga tributária dentro desse limite.

Para evitar perda de arrecadação, o texto estabelece um novo modelo de cobrança para contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano, grupo estimado em 140 mil brasileiros. A tributação será progressiva, com alíquota máxima de 10% sobre os ganhos anuais — percentual que já é pago por parte desse segmento.

Com esse equilíbrio, o governo federal afirma que a mudança não provocará impacto adicional nas contas públicas e não exigirá cortes orçamentários ou redução de serviços essenciais.

A lei não altera a tributação sobre outros tipos de rendimento, como:

  • ganho de capital na venda de bens
  • heranças e doações
  • rendimentos acumulados
  • rendimentos legalmente isentos (poupança, aposentadorias por doença grave, indenizações, benefícios assistenciais)

Além disso, o texto cria travas de proteção tributária que impedem que a carga somada entre imposto pago pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse limites previamente definidos. Se isso ocorrer, o contribuinte poderá receber uma restituição parcial no acerto anual.

A nova política fiscal é vista pelo governo como um passo importante para corrigir distorções históricas do sistema tributário, ampliar a progressividade e aumentar o poder de compra da população de menor renda.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

IBGE abre 402 vagas temporárias em Pernambuco e reforça expectativa de injeção econômica no estado

               O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para a seleção simplificada que vai preencher 402 vagas temporárias em Pernambuco, com contratos válidos por até três anos. Além de ampliar a capacidade operacional do órgão, a iniciativa deve movimentar o mercado de trabalho e gerar impacto econômico direto em vários municípios.

Ao todo, o país disponibiliza 9.590 vagas distribuídas entre Agentes de Pesquisas e Mapeamento (APM) e Supervisores de Coleta e Qualidade (SCQ). As inscrições seguem até 11 de dezembro de 2025, exclusivamente pelo site da FGV, responsável pela organização do certame.

Em Pernambuco, são 362 vagas para APM e 40 para SCQ, contemplando diversas regiões e prevendo reserva para Ampla Concorrência, Pessoas Pretas ou Pardas, Pessoas Indígenas, Pessoas Quilombolas e Pessoas com Deficiência. Recife concentra o maior volume, com 138 vagas de APM e 20 de SCQ.

Os salários são de R$ 2.676,24 para APM e R$ 3.379,00 para SCQ, além de benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.175, auxílio-transporte, férias e 13º proporcionais. Para APM é exigido nível médio; para SCQ, além do ensino médio, o candidato precisa possuir CNH categoria B válida.

As provas serão aplicadas em 22 de fevereiro de 2026, em dois turnos, permitindo que os inscritos concorram aos dois cargos no mesmo dia. Com remuneração acima da média e estabilidade temporária por três anos, a expectativa é de que a seleção contribua para fortalecer a renda local e ampliar oportunidades de trabalho em um período de desaceleração econômica.

Os editais completos, requisitos, conteúdos programáticos e cronograma podem ser acessados diretamente no site da FGV.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Senado aprova isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumenta taxação de altas rendas

               O Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei nº 1087/2025, que isenta do Imposto de Renda (IR) pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e eleva a taxação sobre os contribuintes de maiores rendas. Caso o texto seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim deste ano, as novas regras passam a valer a partir de janeiro de 2026.

Segundo estimativas do governo, cerca de 25 milhões de brasileiros serão beneficiados com a redução do imposto, enquanto aproximadamente 200 mil contribuintes terão aumento na carga tributária. “É uma medida que dialoga com a vida real das pessoas”, afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação.

Para compensar a perda de arrecadação, o projeto cria uma alíquota progressiva adicional de até 10% sobre rendimentos anuais acima de R$ 600 mil — o equivalente a R$ 50 mil mensais. A medida também estabelece uma alíquota de 10% sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior, o que, segundo o governo, ajuda a equilibrar a tributação entre diferentes faixas de renda.

Encaminhado ao Congresso em março deste ano, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro. O relator no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), manteve o texto-base aprovado pelos deputados, incorporando apenas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE).

A nova legislação prevê ainda uma redução gradual do imposto para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, e fixa uma alíquota mínima de 10% para rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhão, incluindo dividendos.

Outro ponto importante é a tributação de lucros e dividendos pagos por empresas a uma mesma pessoa física em valores acima de R$ 50 mil por mês, que também ficará sujeita ao IR de 10%, sem direito a deduções na base de cálculo.

Com a aprovação, o governo Lula avança em mais uma etapa da reforma tributária focada em justiça fiscal, buscando reduzir desigualdades e simplificar o sistema de impostos sobre a renda. Foto: Jefferson RudyAgência Senado

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