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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Produção industrial cresce em Pernambuco e contraria tendência nacional de queda, aponta IBGE

Estado registra alta de 2,4% em maio, enquanto produção industrial brasileira recua 0,2%; Pernambuco aparece entre os principais destaques do país

Pernambuco está entre os estados que impulsionaram o desempenho da indústria brasileira em maio. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial pernambucana cresceu 2,4% em relação a abril, resultado que contrasta com a queda de 0,2% registrada na média nacional.

O levantamento faz parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, que acompanha o comportamento da atividade industrial em 15 unidades da federação e regiões do país.

Enquanto nove localidades apresentaram retração na produção, Pernambuco figurou entre os seis estados que registraram crescimento no período, consolidando-se como um dos principais destaques do mês.

De acordo com o IBGE, o maior crescimento foi observado no Ceará, com alta de 3,2%, seguido por Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%).

O desempenho positivo reforça a recuperação da atividade industrial pernambucana em um cenário de desaceleração observado em boa parte do país.

Na outra ponta, as maiores quedas foram registradas na Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e na Região Nordeste (-3,2%), além de retrações em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Apesar do resultado positivo de alguns estados, o desempenho agregado da indústria brasileira foi negativo no mês de maio.

Segundo o IBGE, o recuo nacional de 0,2% foi influenciado principalmente pelas perdas registradas em importantes polos industriais, especialmente na Bahia, Mato Grosso e em parte da Região Nordeste.

São Paulo, maior parque industrial do país, apresentou queda de 0,1% na comparação com abril. Em relação a maio de 2025, o estado registrou retração de 1,0% na produção industrial.

A Pesquisa Industrial Mensal é um dos principais indicadores utilizados para medir o ritmo da atividade econômica brasileira, servindo de referência para avaliar o desempenho do setor industrial e subsidiar decisões de empresas, investidores e gestores públicos.

No caso de Pernambuco, o avanço de 2,4% coloca o estado entre os destaques nacionais do período, demonstrando um desempenho acima da média do país e reforçando a importância da indústria na economia estadual. 

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sábado, 27 de junho de 2026

Governo prepara renegociação de dívidas para 3,5 milhões de MEIs com descontos de até 70% e parcelamento em 145 meses

               O Governo Federal deve lançar, nos próximos dias, um novo edital de renegociação de dívidas voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte inscritos em dívida ativa da União. A proposta prevê descontos de até 70% sobre o valor dos débitos e parcelamento em até 145 meses, beneficiando cerca de 3,5 milhões de contribuintes em todo o país.

A expectativa é renegociar aproximadamente R$ 12,4 bilhões em débitos de empresas com dívidas de até R$ 20 mil.

Segundo a procuradora-geral da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida, o programa busca oferecer uma nova oportunidade para empreendedores que enfrentam dificuldades para regularizar sua situação fiscal.

"Percebemos um aumento crescente de MEIs inscritos em dívida ativa, seja porque nem sabiam que tinham que pagar ou porque não tinham condições. São dívidas pequenas quando comparadas ao estoque total da dívida ativa, mas muito importantes para quem precisa voltar a empreender de forma regular", afirmou.

A procuradora ressaltou, no entanto, que os benefícios não serão automáticos nem iguais para todos os contribuintes. A concessão de descontos e prazos será feita de forma individualizada, considerando a capacidade de pagamento e a situação financeira de cada devedor.

"Nem todos terão 145 meses ou 70% de desconto. A análise é individualizada e isso aumenta o compromisso com o pagamento, reduzindo o risco de inadimplência", explicou.

Além da renegociação das dívidas, o governo federal trabalha em outra medida aguardada pelos pequenos empreendedores: a atualização do limite anual de faturamento do MEI.

Na última sexta-feira (26), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo estuda elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para um valor entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano.

A proposta deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca corrigir a defasagem provocada pela inflação acumulada ao longo de quase dez anos sem reajuste no limite de enquadramento.

De acordo com o ministro, a mudança deverá ocorrer de forma gradual entre 2027 e 2028, preservando o equilíbrio das contas públicas.

Caso as medidas sejam aprovadas, milhões de microempreendedores poderão não apenas regularizar sua situação fiscal, mas também ampliar sua capacidade de faturamento sem precisar migrar para outro regime tributário, fortalecendo um dos segmentos que mais geram emprego e renda no país. 

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Transnordestina bate recorde de avanço e acelera transformação logística do Nordeste

       A Ferrovia Transnordestina atingiu um novo marco em sua trajetória de construção ao registrar o maior ritmo diário de montagem desde o início das obras. No último domingo (7), as equipes responsáveis pela implantação da ferrovia concluíram 1,69 quilômetro de via férrea em apenas um dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, localizado no município de Quixeramobim, no Ceará.

O desempenho recorde reforça o avanço de um dos maiores projetos de infraestrutura do país. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), mais de 100 quilômetros da ferrovia já foram concluídos, dentro de um traçado total de 1.206 quilômetros que ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará.

Considerada a maior obra linear em execução no Brasil, a Transnordestina alcançou aproximadamente 81% de execução em sua primeira fase. A expectativa do governo federal é concluir essa etapa até 2027.

O empreendimento já recebeu investimentos de R$ 9,8 bilhões, dentro de um orçamento estimado em R$ 15 bilhões. Somente em março deste ano, o Governo Federal aprovou a liberação de mais R$ 152,4 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal instrumento de financiamento da obra.

Até o momento, mais de R$ 6,6 bilhões já foram aportados pelo fundo, demonstrando a prioridade estratégica atribuída ao projeto para impulsionar o desenvolvimento regional.

“Nós vamos avançar em ritmo acelerado para concluir essa ferrovia, que é fundamental na geração de empregos e oportunidades na área logística do país”, destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

A Transnordestina atravessará 53 municípios nordestinos e deverá revolucionar o transporte de cargas na região. O projeto foi concebido para ampliar a capacidade de escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minérios, conectando áreas produtoras aos portos de exportação.

Além de fortalecer a competitividade do Nordeste, a ferrovia tem potencial para reduzir significativamente os custos logísticos de commodities como soja, milho e minério de ferro, tornando a produção regional mais eficiente e atraente para novos investimentos.

Com a obra avançando em ritmo recorde, a expectativa é que a Transnordestina se consolide como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico, geração de empregos e integração logística do Nordeste brasileiro nas próximas décadas. 

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Suape inaugura terminal 100% eletrificado com aporte de R$ 2 bilhões

O novo empreendimento da APM Terminals promete ampliar a capacidade portuária em 55% e injetar até R$ 4,9 bilhões no PIB de Pernambuco.

Nesta sexta-feira (12), o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, marcou o início de um novo capítulo na logística nacional ao inaugurar o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. Fruto de um investimento superior a R$ 2 bilhões realizado pela APM Terminals — subsidiária do grupo dinamarquês A.P. Moller-Maersk —, o projeto integra o Estado às principais rotas do comércio global e alinha alta tecnologia à sustentabilidade.

A expectativa do mercado e do governo estadual é que a operação amplie em 55% a capacidade total de movimentação de cargas do porto, gerando reflexos imediatos e bilionários na economia local.

Impacto Econômico e Geração de Empregos

A fase de implantação já demonstrou sua força ao gerar mais de 2 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Agora, com o início das operações, a projeção da APM Terminals é ainda mais robusta:

  • Empregos: Criação de mais de 43 mil postos de trabalho ao longo das cadeias produtivas associadas ao comércio exterior.
  • PIB: Potencial para acrescentar até R$ 4,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano.

"Um salto histórico para a economia de Pernambuco, como também para todo o Nordeste brasileiro", declarou o diretor-superintendente da APM Terminals Suape, Daniel Rose.

Estrutura e Capacidade Técnica

O novo complexo foi desenhado para atender às demandas da nova geração de navios conteineiros e otimizar o fluxo logístico com os seguintes números:

  • Área total: 495 mil metros quadrados.
  • Extensão de cais: 430 metros.
  • Capacidade estática: Aproximadamente 12 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
  • Infraestrutura: Mais de 300 tomadas reefers (para contêineres refrigerados).

A cerimônia de entrega reuniu líderes políticos e executivos, evidenciando o peso estratégico da obra. Estiveram presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França; e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Durante seu discurso, Geraldo Alckmin enfatizou a importância estrutural da obra: "Hoje, estamos fazendo história inaugurando um dos maiores terminais da América Latina. Os portos são as ferramentas mais importantes para o desenvolvimento".

O diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, endossou o otimismo sobre o futuro do polo industrial. "Estamos vivendo uma nova era. Suape está inaugurando o segundo terminal e o primeiro 100% eletrificado. Isso vai atrair muitos empreendimentos, não só para Suape, mas para Pernambuco todo", concluiu. 

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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Setor de serviços volta a crescer e registra primeira alta em seis meses, aponta IBGE

          O setor de serviços brasileiro voltou a apresentar crescimento após cinco meses consecutivos de oscilações e retrações. Dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o segmento avançou 1,2% em abril na comparação com março, registrando a primeira alta mensal em um intervalo de seis meses.

A expansão representa um sinal positivo para uma das atividades mais importantes da economia nacional, responsável por grande parte da geração de empregos e da movimentação financeira do país. O setor engloba áreas como transporte, turismo, restaurantes, tecnologia da informação, internet, salões de beleza e diversos serviços prestados às famílias e empresas.

O resultado interrompe a queda de 1,1% registrada em março e coloca o setor praticamente no mesmo nível observado no encerramento de 2025. Na comparação com abril do ano passado, o crescimento foi de 1,9%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses aponta expansão de 2,9%.

Segundo o analista do IBGE Rodrigo Lobo, embora o desempenho de abril represente uma recuperação importante, ainda não é possível afirmar que o setor entrou em uma trajetória consistente de crescimento.

“O setor de serviços se mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo da série histórica alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida, seja ascendente ou descendente”, explicou.

O levantamento mostra ainda que a alta de abril foi a maior desde outubro de 2024, quando o setor avançou 1,3%. Apesar das oscilações observadas nos últimos meses, os serviços seguem como um dos principais motores da economia brasileira, sustentados pelo consumo das famílias e pela retomada gradual de atividades ligadas ao turismo, tecnologia e transporte.

Especialistas avaliam que a manutenção de resultados positivos nos próximos meses será fundamental para consolidar um ciclo mais duradouro de crescimento, especialmente em um cenário de desafios econômicos e necessidade de geração de empregos. 

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domingo, 31 de maio de 2026

Petrobras reduz preço do diesel em 9,59% e combustível fica mais barato a partir desta segunda-feira

               A Petrobras anunciou neste domingo (31) uma redução de 9,59% no preço do diesel A vendido às distribuidoras. Com a medida, o valor do litro do combustível passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 a partir desta segunda-feira, 1º de junho.

A redução ocorre após o Governo Federal anunciar a prorrogação de medidas destinadas a conter a alta dos combustíveis, em meio aos impactos provocados pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, conflito que tem pressionado os preços internacionais do petróleo nos últimos meses.

Segundo a Petrobras, a queda no preço está diretamente relacionada à nova subvenção concedida pelo governo ao diesel rodoviário. A medida substitui dois programas de subsídios que se encerrariam neste domingo e prevê um auxílio de R$ 1,12 por litro para reduzir os custos do combustível.

Em comunicado oficial, a estatal informou que ainda está avaliando os detalhes da nova política de subvenção e que eventuais decisões adicionais serão divulgadas ao mercado oportunamente.

A redução representa um alívio para setores que dependem diretamente do diesel, como transporte de cargas, transporte coletivo, agricultura e logística. A expectativa é que a diminuição nos custos contribua para reduzir pressões sobre o preço de produtos e serviços em todo o país.

O diesel vinha registrando sucessivas altas desde março, quando a Petrobras reajustou o combustível em 11,6%, equivalente a R$ 0,38 por litro. Na época, a estatal justificou o aumento pela necessidade de acompanhar a valorização internacional do petróleo após a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Agora, com a nova redução, consumidores e empresas aguardam para verificar de que forma o corte anunciado pela Petrobras será repassado aos postos de combustíveis nas diferentes regiões do Brasil. 

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sábado, 30 de maio de 2026

Lula critica privatizações e afirma que Brasil perdeu capacidade de influenciar preços dos combustíveis

                O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar as privatizações realizadas no setor de energia e combustíveis no Brasil. Durante o lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil, realizado no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo afirmou que a venda de ativos estratégicos, como a BR Distribuidora, reduziu a capacidade do país de influenciar os preços dos combustíveis para a população.

Ao comentar os impactos da instabilidade internacional provocada pelos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Lula destacou que o Brasil adotou medidas para minimizar os efeitos da alta do petróleo no mercado global, mas argumentou que atualmente o país possui menos instrumentos para intervir no setor.

“O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar os preços”, declarou o presidente.

Lula também voltou a defender a Petrobras como patrimônio estratégico nacional e criticou iniciativas de governos anteriores que, segundo ele, buscaram avançar com processos de privatização da estatal.

“Eu sempre acho que a Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?”, afirmou.

Durante o evento, o presidente ainda abordou políticas públicas voltadas para a cultura. Ao destacar a expansão dos Pontos de Cultura no país, Lula afirmou que houve interrupção da política nos anos seguintes ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, o Brasil saiu de cerca de 4 mil Pontos de Cultura para 16 mil unidades atualmente, resultado da retomada dos investimentos federais no setor cultural.

As declarações reforçam a defesa do governo federal pela presença do Estado em áreas consideradas estratégicas para a economia e para a oferta de serviços à população, especialmente em setores como energia, combustíveis e cultura. 

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Pernambuco gera mais de 3,3 mil empregos formais em abril e acumula 8,6 mil novas vagas em 2026

              Pernambuco voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais e fechou o mês de abril com 3.340 novas vagas com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com o resultado, o estado acumula 8.648 empregos formais criados nos quatro primeiros meses de 2026, reforçando o crescimento da atividade econômica em diferentes regiões pernambucanas.

O principal destaque do levantamento foi o setor de Serviços, responsável pela abertura de 6.248 novos postos de trabalho no mês. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com saldo de 1.819 vagas formais criadas em abril.

Segundo os dados do Novo Caged, a Construção Civil registrou crescimento de 10,91% em comparação ao mesmo período do ano passado, indicando aquecimento do setor impulsionado por investimentos em infraestrutura, habitação e expansão urbana.

Outro dado relevante da pesquisa é que as mulheres lideraram a geração de empregos no estado durante o mês de abril. Ao todo, o público feminino respondeu por 3.437 vagas formais abertas no período.

A governadora Raquel Lyra comemorou os números e afirmou que o resultado demonstra retomada da capacidade de geração de oportunidades em Pernambuco.

“Esses números demonstram que o estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, destacou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, atribuiu o avanço à interiorização dos investimentos e ao fortalecimento da economia em diversas regiões do estado.

“Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, afirmou.

Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, ressaltou que os números refletem os efeitos das políticas públicas voltadas à atração de investimentos e ampliação da infraestrutura estadual.

Os dados do Novo Caged reforçam o cenário de recuperação econômica em Pernambuco, especialmente nos setores ligados a serviços, comércio e construção civil, considerados estratégicos para a geração de emprego e renda. 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Polo de Confecções do Agreste cobra apoio de Raquel Lyra contra impactos da “MP das Blusinhas”

              Representantes do Polo de Confecções do Agreste pernambucano se reuniram nesta segunda-feira (25) com a governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas, para discutir os impactos da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida nacionalmente como “MP das Blusinhas”, sobre a cadeia têxtil e de confecções de Pernambuco.

O encontro ocorreu em meio à tramitação da medida provisória no Congresso Nacional e reforçou a preocupação do setor produtivo com possíveis prejuízos à competitividade da indústria local diante do avanço das plataformas internacionais de comércio eletrônico.

A MP zerou a alíquota do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e já provocou forte reação política e econômica em diversos setores industriais do país, motivando a apresentação de 112 emendas por deputados e senadores.

Durante a reunião, empresários e representantes do setor confeccionista apresentaram uma agenda estratégica ao Governo de Pernambuco, defendendo medidas de incentivo fiscal, proteção à produção local e fortalecimento da cadeia produtiva do Agreste.

Segundo Pedro Miranda, representante do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco, o setor busca apoio institucional diante das mudanças tributárias e do crescimento da concorrência internacional.

“Entre eles está a questão da articulação junto ao Estado de Pernambuco, uma posição contra a sobretaxa e também que Pernambuco comece a preparar algum incentivo para o Polo de Confecções. A reforma tributária já decretou o fim de diversas exceções para setores da indústria nacional e isso gera preocupação”, afirmou.

Durante a coletiva, a governadora Raquel Lyra destacou que uma das maiores preocupações do setor está relacionada ao custo dos insumos utilizados pela indústria têxtil pernambucana, especialmente o poliéster.

Segundo Raquel, cerca de 90% do poliéster utilizado pelo Polo de Confecções do Agreste é importado, o que pode elevar custos de produção caso haja aumento na carga tributária sobre os insumos.

“O problema, gente, é que a gente está no poliéster. Noventa por cento do poliéster utilizado no polo de confecções do Agreste pernambucano é importado. Se subir o imposto em relação a esses insumos, encarece o nosso produto e nos torna menos competitivos”, declarou.

O Polo de Confecções do Agreste é considerado um dos principais motores econômicos do interior pernambucano, reunindo milhares de empreendedores e gerando empregos em municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. 

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Recife reúne setor produtivo e governo em defesa da Transnordestina

            O Recife sediou nesta segunda-feira (25) mais uma edição do Fórum Permanente de Infraestrutura de Pernambuco, evento que reuniu empresários, representantes do setor produtivo e autoridades públicas para discutir os impactos do Complexo Industrial Portuário de Suape e da Ferrovia Transnordestina no desenvolvimento econômico do estado.

O principal momento do encontro foi a assinatura de um manifesto em defesa da retomada e conclusão da Ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e Suape, considerado estratégico para fortalecer a economia pernambucana e ampliar a competitividade logística da região.

O documento foi assinado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, pela vice-governadora Priscila Krause e pelo presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

Segundo representantes do setor empresarial, a conclusão da ferrovia é considerada fundamental para reduzir custos logísticos, ampliar o escoamento da produção industrial, atrair novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico tanto da Região Metropolitana quanto do interior de Pernambuco.

O manifesto será encaminhado aos órgãos responsáveis pelo projeto ferroviário como forma de fortalecer a articulação política e institucional em torno da retomada das obras no trecho pernambucano.

Durante a programação, também foram debatidas novas oportunidades econômicas ligadas ao porto de Suape, especialmente nas áreas de transição energética, combustíveis sustentáveis e expansão das operações logísticas internacionais.

A vice-governadora Priscila Krause reforçou a importância da união entre iniciativa privada e poder público para viabilizar projetos considerados essenciais para o futuro econômico pernambucano.

“Estamos unidos em defesa de projetos fundamentais para Pernambuco, como a reinclusão do trecho Salgueiro-Suape na Transnordestina”, afirmou.

Estudos apresentados durante o fórum apontam que a conclusão do trecho pernambucano da Transnordestina poderá gerar novos investimentos privados, ampliar a geração de empregos e consolidar Suape como um dos principais corredores logísticos do Brasil.

O presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, também destacou avanços recentes do porto e revelou que novas operações internacionais deverão começar ainda este ano. 

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Câmara avança com PEC do fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

             O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta segunda-feira (25) um acordo entre o governo federal e a Câmara para estabelecer uma regra de transição na proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil.

A medida integra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana sem redução salarial.

Pelo cronograma apresentado, 60 dias após a promulgação da PEC a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas. A redução definitiva para 40 horas ocorrerá 12 meses depois, com previsão de implantação completa em 2027.

O anúncio foi realizado ao lado dos ministros Luiz Marinho e José Guimarães, além do relator da proposta, Leo Prates, e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.

Durante a coletiva, Hugo Motta destacou que a proposta garante oficialmente dois dias de descanso semanal para os trabalhadores brasileiros, encerrando o modelo tradicional de escala 6x1.

Já o ministro Luiz Marinho afirmou que houve alinhamento entre governo e Congresso para viabilizar a tramitação da proposta e defendeu que a redução da jornada poderá avançar ainda mais no futuro.

Segundo ele, diversos países já adotam jornadas inferiores a 40 horas semanais, tendência que poderá ser debatida futuramente também no Brasil.

A comissão especial que analisa o mérito da PEC se reuniu ainda nesta segunda-feira para discutir o relatório apresentado por Leo Prates. A expectativa nos bastidores é de que parlamentares apresentem pedido de vista, adiando a votação final do parecer para quinta-feira (28).

Caso aprovada na comissão especial, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará obter pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. Em seguida, o texto será encaminhado ao Senado Federal, onde dependerá do apoio mínimo de 49 senadores.

O tema vem provocando amplo debate entre trabalhadores, empresários, sindicatos e representantes do setor produtivo, tornando-se uma das pautas trabalhistas mais relevantes em discussão no Congresso Nacional. 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

Pesquisa aponta maioria dos brasileiros favorável ao fim da escala 6x1, com maior apoio entre população de baixa renda

           Levantamento divulgado nesta segunda-feira (18) pelo instituto Genial Quaest revela que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso.

De acordo com a pesquisa, 68% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto 22% se posicionam contra e 10% não souberam ou preferiram não opinar. Apesar da maioria expressiva, o índice representa uma leve queda em relação ao levantamento realizado em dezembro de 2025, quando o apoio atingia 72%.

A análise regional indica que o Nordeste lidera o apoio à proposta, com 72% de aprovação e 16% de oposição. Já o Sul apresenta o menor índice de favorabilidade, com 63% favoráveis e 29% contrários.

O estudo também aponta diferenças no nível de engajamento com o tema. No Sudeste, 47% dos entrevistados afirmam acompanhar o debate de perto, o maior índice entre as regiões. No cenário nacional, 43% dizem acompanhar a discussão com atenção, enquanto 29% acompanham pouco e 27% não demonstram interesse.

O apoio ao fim da escala 6x1 é mais expressivo entre pessoas de menor renda. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 70% defendem a mudança, contra 17% que são contrários. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, 68% apoiam e 22% rejeitam. Já entre os que possuem renda superior a cinco salários mínimos, o apoio cai para 62%, com 30% de oposição.

O levantamento evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho segue relevante no país, com impactos diretos nas relações de trabalho, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores, além de repercussões econômicas para empresas e governos. 

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amupe intensifica articulação em Brasília durante Marcha dos Prefeitos

          Em meio à mobilização nacional da Marcha dos Prefeitos, a Associação Municipalista de Pernambuco reforça sua atuação em Brasília com uma agenda voltada à defesa de pautas prioritárias para os municípios pernambucanos.

A entidade programou reuniões estratégicas ao longo da semana, incluindo um encontro com a governadora Raquel Lyra (PSD), nesta segunda-feira (18), e uma reunião com a bancada federal de Pernambuco, marcada para esta terça-feira (19), a partir das 17h.

Entre os principais temas em discussão estão os impactos econômicos do fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre o polo têxtil do Agreste e a suspensão de repasses destinados às obras do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro e o Porto de Suape.

Presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), destacou a relevância das pautas para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade da produção têxtil no Agreste.

Segundo ele, a intenção é compreender os efeitos das mudanças tributárias e identificar alternativas que possam ser adotadas pelos municípios para mitigar prejuízos ao setor produtivo. “Queremos entender os impactos e ações que podem ser adotadas. E verificar se tem algum movimento tributário que as prefeituras podem adotar. Ver o que é tributo federal, estadual ou municipal e como podemos ajudar”, afirmou.

Outro ponto de atenção da entidade é a paralisação de repasses para obras consideradas estratégicas, como o trecho da Transnordestina que liga o Sertão ao litoral. A expectativa é que o diálogo com a bancada federal contribua para destravar investimentos e garantir a continuidade dos projetos.

A atuação da Amupe durante a Marcha dos Prefeitos reforça o papel das entidades municipalistas na articulação entre os entes federativos. A agenda em Brasília busca não apenas apresentar demandas, mas também construir caminhos conjuntos para o fortalecimento das economias locais e a melhoria dos serviços públicos. 

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