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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Suprema Corte dos EUA barra tarifaço de Trump, e ex-presidente reage com nova taxa global de 10%

            Uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos redesenhou, nesta sexta-feira (20), o cenário da política comercial americana. Por seis votos a três, os ministros invalidaram o pacote de tarifas criado por Donald Trump no ano passado, entendendo que o ex-presidente extrapolou os limites de sua autoridade ao instituir unilateralmente as medidas.

A maioria da Corte concluiu que a legislação invocada pelo governo não concede poderes ao presidente para impor tarifas comerciais de forma autônoma, sem respaldo claro do Congresso. A decisão atinge especialmente o chamado conjunto de “tarifas recíprocas”, considerado o núcleo da estratégia protecionista adotada por Trump.

Pouco depois da divulgação do veredicto, Trump reagiu publicamente por meio da rede Truth Social e em entrevista coletiva. Classificou a decisão como “vergonhosa” e “terrível” e acusou os ministros contrários às tarifas de agirem sob influência externa.

O republicano também afirmou que dispõe de “métodos ainda mais fortes” para sustentar sua política comercial e anunciou a adoção de uma nova tarifa global de 10%, utilizando como base a chamada Seção 122 da legislação comercial americana — dispositivo que permite ao presidente impor tarifas temporárias em determinadas circunstâncias.

Além disso, declarou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais, o que pode resultar na aplicação de novas sanções tarifárias.

Embora a decisão da Suprema Corte enfraqueça parte central da estratégia comercial de Trump, outras tarifas permanecem em vigor, incluindo aquelas incidentes sobre aço, alumínio e produtos relacionados ao combate ao tráfico de fentanil.

O embate jurídico evidencia a tensão entre Executivo e Judiciário em torno da condução da política econômica externa dos Estados Unidos, especialmente em um contexto de disputas comerciais globais e reposicionamento estratégico no comércio internacional. 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Lula anuncia viagem a Washington e diálogo ampliado com Trump em agenda bilateral nos EUA

              O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou nesta terça-feira (27) que realizará uma viagem oficial aos Estados Unidos no início de março, com o objetivo de participar de uma reunião bilateral com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. A declaração foi feita no momento em que o chefe do Executivo brasileiro chegava ao Panamá, onde participa como convidado do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Lula enfatizou a importância do encontro pessoal com Trump, afirmando que a relação entre Brasil e Estados Unidos — consideradas “as duas principais democracias do Ocidente” — deve ser pautada pelo diálogo direto e pelo fortalecimento das relações diplomáticas. “Dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, disse o presidente em conversa com jornalistas em Cidade do Panamá.

Além de confirmar a viagem, Lula ressaltou que espera intensificar o multilateralismo, reforçar laços de cooperação e contribuir para a recuperação econômica — tema que, segundo ele, deve ser foco das agendas internacionais nos próximos meses. “Estou convencido de que vamos fortalecer o multilateralismo e fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, afirmou.

O anúncio ocorre após uma conversa telefônica recente entre Lula e Trump, na qual os dois líderes abordaram diversos pontos da agenda internacional, incluindo situação na Venezuela, propostas de cooperação em segurança e no combate ao crime organizado, além de temas econômicos que podem pautar o encontro em Washington.

Durante sua passagem pelo Panamá, o presidente também foi questionado sobre a crise venezuelana e reiterou a defesa da soberania dos países latino-americanos, sinalizando que pretende manter contato com representantes do país vizinho para acompanhar o desenrolar da situação política na região. 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Lula e Trump conversam por telefone em meio a crise regional e acordam visita a Washington

           Em um momento de intensas transformações no cenário geopolítico das Américas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram, nesta segunda-feira (26), uma conversa telefônica de cerca de 50 minutos que sinaliza um restabelecimento prático do diálogo bilateral. A troca de impressões ocorreu em meio a um contexto crítico — dominado por conflitos na Venezuela, tensões na Faixa de Gaza e debates sobre o papel do Brasil em fóruns internacionais.

Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula e Trump abordaram a situação na Venezuela, ressaltando a importância de preservar a paz e a estabilidade na região, ao mesmo tempo em que enfatizaram o bem-estar do povo venezuelano diante dos recentes acontecimentos no país vizinho.

Durante a ligação, os dois mandatários acertaram uma visita oficial do presidente brasileiro a Washington, agendada para ocorrer nos próximos meses, depois das viagens programadas de Lula à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A data exata ainda será pactuada pelos dois governos.

A conversa incluiu ainda temas como cooperação econômica, o combate ao crime organizado e uma iniciativa multilaterial proposta pelo governo americano batizada de “Conselho da Paz” — um fórum que Trump apresentou para discutir questões humanitárias e de reconstrução. Nessa pauta, Lula defendeu que o grupo seja focado prioritariamente na situação da Faixa de Gaza e inclua um assento representativo para a Palestina, sinalizando, porém, que não há uma confirmação formal de participação brasileira.

A conversa ocorre poucos dias após declarações firmes do presidente brasileiro criticando a ofensiva militar norte-americana na Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro em território dos Estados Unidos — movimentações que foram amplamente debatidas pela comunidade internacional e vistas por Brasília como uma violação da ordem internacional baseada na Carta das Nações Unidas.

Nesse sentido, Lula aproveitou o diálogo com Trump para reafirmar um antigo pleito brasileiro: a necessidade de uma reforma abrangente do Conselho de Segurança da ONU, propondo uma ampliação de seus membros permanentes para refletir melhor o peso político e econômico atual de países como Brasil, Índia e outros do Sul Global.

Apesar das diferenças nas abordagens sobre a crise venezuelana e a criação de fóruns paralelos às Nações Unidas, o tom do diálogo entre os dois líderes refletiu um pragmatismo diplomático. A expectativa é que a visita de Lula a Washington reforce canais institucionais de interlocução, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para tratar de temas sensíveis da agenda global — como segurança regional, comércio internacional e cooperação multilateral.


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

EUA apreendem petroleiros em águas internacionais e geram tensão diplomática com a Rússia

            Uma operação da Guarda-Costeira dos Estados Unidos realizada na manhã desta quarta-feira (7) elevou o nível de tensão no cenário geopolítico internacional. Dois navios-petroleiros foram apreendidos em águas internacionais sob a acusação de violar as sanções comerciais impostas por Washington ao setor petrolífero da Venezuela, medida que provocou reação imediata da Rússia e reacendeu o debate sobre soberania marítima e direito internacional.

De acordo com o governo norte-americano, uma das embarcações, o Marinera, navegava sob bandeira russa no momento da interceptação e foi abordada na zona econômica exclusiva da Islândia, no Atlântico Norte. A informação foi confirmada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que classificou a operação como resultado de semanas de monitoramento.

Segundo as autoridades, o Marinera — anteriormente registrado como Bella I — teria tentado evitar a apreensão por meio de manobras irregulares, incluindo a mudança de bandeira e a pintura de um novo nome no casco do navio, numa tentativa de ocultar sua identidade.

“Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda-Costeira há semanas, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou Kristi Noem, ao comentar a ação.

O segundo navio apreendido, identificado como M/T Sophia, foi interceptado em águas próximas ao Caribe. De acordo com os Estados Unidos, a embarcação realizava “atividades ilícitas” relacionadas ao transporte de petróleo venezuelano e está sendo escoltada para território norte-americano.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a postura rígida do governo ao classificar os petroleiros como “navios fantasmas” utilizados para driblar sanções internacionais. “O bloqueio à comercialização de petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno efeito”, declarou.

A Rússia reagiu duramente à operação. Em nota, o Ministério dos Transportes russo classificou a apreensão como ilegal e citou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982), argumentando que houve violação da liberdade de navegação. Segundo o governo russo, “nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados sob a jurisdição de outro país”.

O episódio amplia o desgaste diplomático entre Washington e Moscou e adiciona um novo capítulo às disputas envolvendo sanções econômicas, comércio internacional de petróleo e o equilíbrio de poder nos mares.


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump afirma que EUA estão “no comando” da Venezuela após captura de Maduro

             O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional neste domingo (4) ao declarar que Washington estaria “no comando” da Venezuela, após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro e o início de negociações com as novas autoridades venezuelanas. As declarações ocorreram em meio a críticas de líderes internacionais e analistas, que questionam o alcance e a legalidade da atuação americana no país sul-americano.

Maduro, acusado nos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, foi sequestrado em uma operação na madrugada do sábado (3) e transferido para Nova York, onde permanece preso aguardando apresentação à Justiça nesta segunda-feira (5). Sua esposa, Cilia Flores, também deixou o país.

Questionado por jornalistas a bordo do Air Force One sobre quem estaria efetivamente no controle da Venezuela, Trump foi direto: “Estamos lidando com as pessoas que acabam de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando porque vou dar uma resposta muito polêmica”. Em seguida, completou: “Significa que nós estamos no comando”.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reconhecida oficialmente pelas Forças Armadas do país, afirmou estar disposta a dialogar com os Estados Unidos, defendendo uma relação “equilibrada, respeitosa e baseada na soberania”.

Segundo o governo americano, há disposição para cooperação com setores remanescentes do antigo governo, desde que sejam atendidos interesses estratégicos de Washington, especialmente a abertura ao investimento americano nas vastas reservas de petróleo venezuelanas.

Ao ser questionado se a operação teria motivação econômica ou política, Trump respondeu: “Trata-se da paz na Terra”.

Trump afirmou ainda que as eleições na Venezuela “terão que esperar”. “Vamos governá-la, arrumá-la e realizar eleições no momento certo. O principal agora é consertar um país falido”, declarou.

Em tom ofensivo, o presidente americano também atacou outros líderes regionais. Sem apresentar provas, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de envolvimento com o narcotráfico, afirmando que “não o será por muito tempo”. Trump também declarou que o governo comunista de Cuba está prestes a cair e ameaçou o Irã com retaliações caso novas mortes de manifestantes ocorram.

Mais cedo, Trump havia advertido diretamente Delcy Rodríguez, afirmando que a presidente interina deveria colaborar com os Estados Unidos para não “pagar um preço muito alto”.

Do exílio na Espanha, o opositor Edmundo González Urrutia classificou a captura de Maduro como “um passo importante” rumo à normalização da Venezuela, mas ressaltou que a medida “não é suficiente”.

González pediu o respeito aos resultados das eleições de 2024, que afirma ter vencido, além da libertação imediata de todos os presos políticos, como condição para uma “transição verdadeiramente democrática”.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez realizou neste domingo seu primeiro conselho de ministros como presidente interina e anunciou a criação de uma comissão de alto nível para atuar pela libertação de Maduro e de Cilia Flores.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, EUA condicionam diálogo a decisões da liderança venezuelana e crise gera reações globais

                      A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela ganhou novos desdobramentos neste domingo (4), após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que o governo norte-americano poderá trabalhar com as atuais lideranças venezuelanas, desde que sejam tomadas “as decisões certas”. A declaração ocorre após uma operação militar americana que resultou no sequestro e retirada do país do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou. Segundo ele, caso não haja avanços considerados adequados, Washington manterá “diversas ferramentas de pressão”.

A operação militar gerou reações imediatas no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro”. Macron disse ainda esperar que o oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato nas eleições de 2024 e a quem se referiu como presidente, conduza uma transição política “o mais rápido possível”.

Em posição mais cautelosa, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que a escalada da tensão traz “implicações preocupantes para a região” e estabelece um precedente perigoso, independentemente do contexto político interno da Venezuela.

Outros países também se posicionaram. Espanha e Rússia se ofereceram para atuar como mediadores, enquanto Irã e China, aliados do governo venezuelano, condenaram a ação americana. O representante chinês para a América Latina e o Caribe, Qiu Xiaoqi, havia se reunido com Maduro na véspera da ofensiva.

No âmbito interno, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Estado após a captura de Maduro.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo estava preparado para defender a soberania e os recursos naturais do país. Ela também pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação” e classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, reafirmando que ele segue sendo, em sua avaliação, o único presidente legítimo do país. 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Trump eleva tom contra a Venezuela, anuncia bloqueio de navios petroleiros e amplia tensão diplomática

                O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra a Venezuela nesta terça-feira (16), ao afirmar que o país sul-americano está cercado “pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. Segundo o chefe da Casa Branca, a pressão internacional sobre o governo de Caracas tende a aumentar nos próximos dias.

Em declarações feitas por meio de uma rede social, Trump acusou a Venezuela de roubar petróleo e terras pertencentes aos Estados Unidos, sem detalhar quais ativos teriam sido supostamente tomados. O presidente norte-americano afirmou ainda que as sanções permanecerão em vigor até que o país “devolva” o que considera ter sido retirado dos interesses americanos.

Trump também direcionou críticas diretas ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem acusou de utilizar os recursos do país para sustentar um “regime ilegítimo”. Segundo ele, o governo de Caracas estaria envolvido no financiamento de atividades criminosas, incluindo o que classificou como terrorismo associado ao narcotráfico, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

Com base nessas acusações, o presidente dos Estados Unidos anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que estejam sob sanções norte-americanas e que tentem entrar ou sair do território venezuelano. A medida amplia o cerco econômico contra o país, cuja principal fonte de receita é a exportação de petróleo.

No último dia 10 de dezembro, autoridades americanas já haviam interceptado e apreendido um navio petroleiro no Caribe que constava na lista de embarcações sancionadas pelo governo dos EUA, sinalizando uma escalada prática das restrições anunciadas.

Em resposta, o governo venezuelano divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (16), na qual classificou a decisão de Trump como uma “ameaça grotesca” e descreveu o bloqueio como “absolutamente irracional”. Caracas afirmou ainda que a medida viola princípios do livre comércio internacional e da navegabilidade marítima.

No comunicado, o governo de Nicolás Maduro reafirmou a soberania da Venezuela sobre suas riquezas naturais, em especial o petróleo, principal alvo das investidas norte-americanas, conforme apontado em reportagem do jornal The New York Times.

Os novos episódios aprofundam a crise diplomática entre Washington e Caracas, marcando mais um capítulo de instabilidade política e econômica na América do Sul.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

EUA retiram ministro Alexandre de Moraes e familiares da lista de sanções da Lei Global Magnitsky

               O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (12), a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e do Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., ligado à família, da lista de sancionados da Lei Global Magnitsky. A decisão foi oficializada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro responsável por aplicar sanções econômicas e monitorar ativos internacionais.

O comunicado divulgado pelo governo americano não especifica as razões que motivaram a exclusão dos nomes da lista. A medida reverte todas as restrições impostas ao ministro desde julho, quando ele foi incluído durante o governo Donald Trump sob acusações de violação de direitos humanos. As alegações eram relacionadas à sua atuação no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e às determinações que ordenavam a retirada de conteúdos de redes sociais hospedadas nos Estados Unidos.

Com o cancelamento das sanções, deixam de valer bloqueios financeiros, proibições de entrada e circulação em território americano, além de impedimentos para realizar transações em dólar ou possuir bens nos EUA — restrições que também atingiam sua esposa e o instituto mencionado.

A inclusão do ministro havia desencadeado uma das mais graves crises diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos em mais de 200 anos de relações bilaterais, criando tensão inédita entre os dois países. A decisão de hoje é vista por analistas internacionais como um gesto de distensão e normalização das relações institucionais envolvendo o Judiciário brasileiro. 

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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Trump reduz tarifas sobre produtos agrícolas e beneficia frutas e café do Brasil

               O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) um novo decreto reduzindo tarifas cobradas sobre importações de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, bananas, café e tomates. A medida ocorre em meio à crescente pressão interna para que o governo adote ações capazes de frear o avanço do custo de vida no país.

Segundo a Casa Branca, alguns itens passarão a ser isentos das tarifas “recíprocas” impostas ao longo deste ano, após uma avaliação sobre a capacidade de produção interna norte-americana. A mudança marca um recuo parcial do decreto de 2 de abril, quando Trump determinou tarifas mínimas de 10% sobre produtos importados, acompanhadas de sobretaxas dirigidas a países específicos.

A política tarifária ampliou a arrecadação do Tesouro, mas também contribuiu para a aceleração da inflação, apontam analistas. A administração americana já havia realizado uma revisão em 5 de setembro, e agora volta a flexibilizar a cobrança diante da escalada de preços registrada por itens básicos.

Pesquisas recentes mostram que o custo de vida é hoje uma das principais preocupações da população americana.

A decisão ocorre em um momento de retomada das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Após reunião durante a cúpula do G7, no Canadá, o chanceler Mauro Vieira afirmou que ambos os países avançam em um acordo provisório para destravar a relação bilateral.

O encontro foi realizado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que destacou, em comunicado oficial, o diálogo sobre a construção de um “quadro mútuo” para o comércio entre as duas nações.

As relações comerciais haviam sido tensionadas após Trump impor tarifas de até 50% — entre as mais altas do mundo — sobre diversos produtos brasileiros, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O café foi um dos itens mais afetados, registrando aumento de 21% nos preços ao consumidor americano em 12 meses até agosto.

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domingo, 26 de outubro de 2025

Lula pede suspensão de tarifas e se oferece como mediador entre EUA e Venezuela em reunião com Trump na Malásia

                Em uma reunião de cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (26), na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o pedido para suspender temporariamente o tarifaço americano sobre produtos brasileiros enquanto as negociações comerciais estiverem em curso.

O encontro, considerado positivo por ambas as partes, também tratou de temas sensíveis como sanções impostas a cidadãos brasileiros, o desequilíbrio na balança comercial bilateral e a crise política na Venezuela, em que Lula se colocou como possível mediador.

Após a conversa, Lula afirmou nas redes sociais que teve uma “ótima reunião” com o americano.

“Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu o presidente.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o principal ponto do diálogo foi o pedido de suspensão das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros como aço, alumínio, carne e café. O governo brasileiro argumenta que as barreiras dificultam um diálogo equilibrado e defende a suspensão como medida provisória para reconstruir a confiança entre os países.

A pauta comercial também incluiu o déficit de US$ 5,1 bilhões registrado pelo Brasil nas trocas com os Estados Unidos entre janeiro e setembro, contrariando o discurso da Casa Branca de que há prejuízo americano na relação.

Outro ponto discutido foi a revogação das sanções contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sua esposa, Viviane, alvos da Lei Magnitsky, que impede transações comerciais com empresas americanas.

Na pauta internacional, Lula defendeu uma solução diplomática para a crise na Venezuela, rejeitando sanções e qualquer forma de intervenção externa. Apesar das divergências, o diálogo foi mantido em tom cordial, com o compromisso de seguir as negociações.

Os dois presidentes acertaram ainda a criação de grupos técnicos bilaterais, que se reunirão nos próximos dias com representantes dos ministérios e das áreas de comércio exterior dos dois países, para buscar avanços concretos nas pautas tarifária e diplomática. 

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Lula e Trump retomam diálogo e iniciam negociação para reduzir tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

                Em um encontro inédito desde o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, o chefe de Estado brasileiro se reuniu neste domingo (26/10) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na capital da Malásia. A conversa, que durou cerca de uma hora, marcou o início da reaproximação entre os dois países e abriu caminho para negociações sobre o chamado tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros.

Segundo fontes diplomáticas, o encontro foi marcado por um tom pragmático e pela disposição de ambos os líderes em restabelecer o diálogo bilateral. Trump afirmou que há espaço para “acordos muito bons” e que acredita em uma “relação muito boa” com o Brasil.

Lula, por sua vez, destacou que não existem divergências intransponíveis entre as duas nações e defendeu a suspensão imediata das tarifas enquanto as negociações avançam. “Não há impasse grande o suficiente que não possamos resolver com diálogo e respeito mútuo”, declarou o petista.

Ficou definida uma nova reunião ainda neste domingo entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para detalhar os termos da possível redução ou suspensão das taxas em setores estratégicos.

O encontro ocorreu à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual Brasil e Estados Unidos participam como convidados. A presença de ambos em território neutro foi vista como oportunidade para retomar pontes diplomáticas após anos de afastamento e tensões comerciais. 

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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Lula e Trump podem se reunir na Malásia durante Cúpula da Asean

                    A possibilidade de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às margens da Cúpula do bloco econômico do Sudeste Asiático (Asean), está sendo considerada pelo governo brasileiro. A reunião pode ocorrer na tarde do dia 26 de outubro, em Kuala Lumpur, capital da Malásia — o que, pelo fuso horário, equivaleria à madrugada ou início da manhã em Brasília.

Segundo o diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Itamaraty, embaixador Everton Frask Lucero, a conversa entre os dois líderes é possível, embora ainda não esteja confirmada oficialmente. “O Brasil está reservando espaço para o encontro com o presidente americano, assim como para bilaterais com outros países”, afirmou Lucero.

Até o momento, o único compromisso bilateral confirmado de Lula é com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O embaixador explicou que “a grade de programação do presidente ainda não está totalmente tomada no país”, e que “há janelas que permitem acomodar novas reuniões conforme as agendas evoluem”.

Lula viajará entre os dias 24 e 28 de outubro para a Indonésia e a Malásia, onde fará visitas de Estado e participará da Cúpula da Asean. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro é convidado oficialmente para o evento, considerado estratégico para as relações entre a América do Sul e o Sudeste Asiático. 

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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Brasil e EUA avançam em diálogo para reverter tarifas e reforçar cooperação comercial

                 Após meses de tensão diplomática, o Brasil e os Estados Unidos voltaram a fortalecer os canais de diálogo e devem realizar uma nova reunião em novembro, como parte de uma agenda de reaproximação entre os dois países. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em um clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Foi uma reunião muito produtiva, com disposição de ambos os lados para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral sólida de comércio”, declarou Vieira a jornalistas.

A reunião teve duas etapas: uma conversa reservada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais das duas nações. O chanceler confirmou que as equipes técnicas devem iniciar “em breve” negociações para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

Além das questões comerciais, Mauro Vieira afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se reunir nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos. “Está mantido o objetivo de que os líderes se encontrem proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, disse.

Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o ministro, as agendas dos presidentes deverão determinar o momento mais adequado para a reunião.

O governo brasileiro avalia que a retomada do diálogo e a construção de uma nova agenda comercial podem abrir espaço para ampliar exportações e atrair investimentos em setores estratégicos, reforçando a posição do país como parceiro relevante nas relações econômicas internacionais. 

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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Telefonema entre Lula e Donald Trump marca retomada de diálogo entre Brasil-EUA

           Em um movimento diplomático de grande simbolismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, na manhã desta segunda-feira (6), uma conversa telefônica de 30 minutos com o ex-presidente norte-americano Donald Trump. O diálogo, descrito pelo brasileiro como “cordial e produtivo”, sinaliza uma reaproximação entre as duas maiores democracias do Ocidente e a possível reconstrução de pontes diplomáticas entre Brasília e Washington.

Segundo Lula, a ligação foi marcada por um clima de respeito mútuo e afinidade pessoal, lembrando o encontro entre ambos em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.

“Recebi, nesta manhã, telefonema do presidente Trump. Conversamos por 30 minutos e relembramos a boa química que tivemos no encontro em Nova York. Considero nosso contato direto uma oportunidade para restaurar as relações amigáveis de 201 anos entre os dois países”, declarou o presidente.

Entre os temas discutidos, Lula destacou o interesse em reequilibrar a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos. O presidente lembrou que o país é um dos três do G20 com os quais Washington mantém superávit em bens e serviços, e solicitou a retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros, além da revisão de medidas restritivas aplicadas contra autoridades nacionais.

Em resposta, Donald Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar continuidade às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad. O gesto foi interpretado como um sinal concreto de boa vontade do republicano em fortalecer os laços bilaterais.

Lula afirmou que ambos concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. O presidente brasileiro sugeriu a Cúpula da ASEAN, na Malásia, como possível cenário para a reunião, além de reiterar o convite a Trump para participar da COP 30, em Belém, no Pará, em 2025.

“Também me dispus a viajar aos Estados Unidos. Eu e o presidente Trump trocamos telefones para estabelecermos uma via direta de comunicação”, revelou Lula.

A conversa contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e do assessor especial Celso Amorim, reforçando o peso político e diplomático da ligação.

A retomada do contato direto entre Lula e Trump ocorre em um momento de redefinição das relações internacionais do Brasil, que busca equilibrar sua atuação entre as grandes potências e recuperar protagonismo no cenário global.

Fontes do Palácio do Planalto interpretam o telefonema como um gesto pragmático de Lula, disposto a manter canais abertos de diálogo independentemente das diferenças ideológicas. O ex-presidente Trump, por sua vez, teria reconhecido o papel estratégico do Brasil na América do Sul e demonstrado interesse em uma cooperação comercial e diplomática de longo prazo.

Com o gesto, ambos sinalizam que o pragmatismo pode se sobrepor às divergências políticas, abrindo uma nova fase na história das relações entre Brasil e Estados Unidos — marcada pela diplomacia direta e pela busca de resultados concretos. 

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