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terça-feira, 21 de abril de 2026

Lula defende reforma da ONU e ironiza Trump em discurso sobre paz mundial

             Em um cenário internacional marcado por conflitos persistentes e crescente tensão geopolítica, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender mudanças estruturais na governança global como caminho para a construção de uma paz duradoura. Durante agenda oficial em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Lula destacou a necessidade de reformar o estatuto da Organização das Nações Unidas e, especialmente, o Conselho de Segurança.

Segundo o presidente brasileiro, o atual modelo das instituições multilaterais já não responde de forma eficaz aos desafios contemporâneos. “Não é possível que não tenhamos uma instituição capaz de acabar com a guerra no mundo”, afirmou, ao reforçar que a ONU precisa ser fortalecida e modernizada para garantir maior capacidade de mediação e resolução de conflitos.

Na mesma declaração, Lula se posicionou de forma crítica ao que classificou como práticas unilaterais no cenário internacional, defendendo o multilateralismo como base para a estabilidade global. Ele se autodefiniu como “inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, sinalizando divergências com políticas adotadas por grandes potências.

O presidente também fez referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizando declarações recorrentes do republicano sobre sua atuação em conflitos internacionais. “Vamos dar o prêmio para ele para que as guerras acabem”, disse Lula, em tom crítico, ao mencionar o Prêmio Nobel da Paz.

A fala integra um conjunto de posicionamentos recentes do governo brasileiro em defesa de uma atuação mais ativa no cenário internacional, com ênfase na diplomacia, no diálogo e na busca por soluções negociadas para crises globais. 

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Polícia Federal redefine representação nos EUA e nomeia nova oficial de ligação

               A Polícia Federal promoveu uma mudança estratégica em sua representação internacional ao designar uma nova oficial de ligação para atuar nos Estados Unidos. A decisão foi formalizada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, que nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para a função.

A delegada assumirá o posto em Miami, onde atuará junto ao ICE, substituindo Marcelo Ivo de Carvalho. O antecessor deixou o cargo após um episódio diplomático envolvendo autoridades norte-americanas, que resultou em sua saída do país.

Com mais de duas décadas de experiência na corporação, Tatiana Alves Torres ingressou na Polícia Federal em 2002 e já ocupou cargos de destaque, incluindo a superintendência regional em Minas Gerais. Mais recentemente, exercia a função de coordenadora-geral de Gestão de Processos na Diretoria de Gestão de Pessoas.

A nomeação ocorreu ainda no mês passado, dentro de um planejamento interno da instituição, que já previa a substituição no posto desde fevereiro. O mandato da delegada nos Estados Unidos deve ter duração de dois anos.

Na função, Tatiana será responsável por representar a Polícia Federal junto às autoridades americanas, atuando na articulação institucional, no intercâmbio de informações e no apoio a investigações conjuntas entre os dois países. A atuação como oficial de ligação é considerada estratégica para o combate a crimes transnacionais, como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e imigração irregular.

A mudança reforça o papel da cooperação internacional na atuação da Polícia Federal e ocorre em um momento de atenção às relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos no campo da segurança pública. 

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Ex-diretor da Abin e ex-deputado Alexandre Ramagem é preso nos Estados Unidos

      O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, na Flórida. A informação foi confirmada pela Polícia Federal, que acompanha o caso em cooperação com autoridades norte-americanas.

Segundo as primeiras informações, a detenção ocorreu por questões migratórias. Ramagem foi levado a um centro de detenção, e o governo brasileiro aguarda detalhes sobre os procedimentos que podem levar à sua eventual extradição ou retorno ao país.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Ramagem estava foragido desde que deixou o Brasil, em 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

As investigações apontam que ele teria deixado o país de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, antes de seguir para os Estados Unidos.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prisão é resultado de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime.

“Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e está em situação migratória irregular”, afirmou.

A captura ocorre em meio a um processo de extradição já solicitado pelo governo brasileiro às autoridades norte-americanas, ainda em análise.

Com a prisão, a expectativa é de avanço nos trâmites legais para que o ex-deputado responda à condenação no Brasil. A Polícia Federal segue analisando o caso e mantendo interlocução com órgãos internacionais. 

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Trump ataca Papa Leão XIV chamando-o de “fraco” e expõe tensão EUA e Vaticano

            A relação entre poder político e liderança religiosa voltou ao centro do debate global após uma nova escalada de declarações envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Papa Papa Leão XIV. O episódio, registrado neste domingo (12), evidencia um ambiente de crescente tensão entre a Casa Branca e o Vaticano em meio a divergências sobre conflitos internacionais e posicionamentos morais.

Em publicação na rede Truth Social, Trump fez duras críticas ao pontífice, classificando-o como “fraco” e questionando sua atuação tanto na condução da Igreja Católica quanto em temas de política externa. O presidente norte-americano também afirmou que o Papa estaria cedendo a pressões ideológicas e deveria se concentrar exclusivamente em sua missão religiosa.

As declarações surgem como resposta direta às recentes manifestações do Papa Leão XIV, que criticou duramente a postura dos Estados Unidos diante do conflito com o Irã. O pontífice classificou como “inaceitáveis” ameaças envolvendo a destruição de uma nação, destacando que tais discursos ferem princípios morais e o direito internacional.

Em outra manifestação pública, o líder da Igreja Católica reforçou seu posicionamento contrário à guerra, afirmando que “Deus não abençoa conflitos” e defendendo o diálogo como caminho para a paz, em contraposição à escalada militar.

No ataque mais recente, Trump também questionou a legitimidade da eleição de Leão XIV, sugerindo que sua escolha teria motivações políticas ligadas à sua nacionalidade americana — declaração que ampliou a repercussão internacional e acentuou o tom de confronto.

Especialistas avaliam que o embate revela não apenas divergências pessoais, mas uma disputa simbólica entre duas formas de liderança global: de um lado, o poder político e militar; do outro, a autoridade moral e espiritual representada pelo Vaticano.

O episódio marca um novo capítulo nas tensões entre líderes políticos e religiosos em um cenário internacional já pressionado por conflitos geopolíticos, ampliando o debate sobre os limites entre fé, diplomacia e poder. 

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terça-feira, 7 de abril de 2026

Irã e Estados Unidos anunciam trégua temporária e avanço nas negociações para acordo no Oriente Médio

           Após dias de tensão crescente no cenário internacional, um movimento diplomático de grande relevância pode abrir caminho para a redução do conflito no Oriente Médio. O governo do Irã confirmou, nesta terça-feira (7), a adoção de uma trégua de duas semanas com os Estados Unidos, incluindo a garantia de passagem segura pelo estratégico Estreito de Ormuz.

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, que destacou que a suspensão das operações militares defensivas dependerá da interrupção dos ataques por parte dos Estados Unidos.

“Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas”, afirmou o chanceler, ressaltando ainda que a navegação pelo Estreito de Ormuz será viabilizada mediante coordenação com as forças iranianas, respeitando limitações técnicas.

Do lado americano, o presidente Donald Trump confirmou a decisão de suspender bombardeios e ações militares pelo mesmo período. Em declaração pública, ele destacou que a medida foi tomada após intensas negociações diplomáticas e com base em avanços significativos nas tratativas entre os dois países.

Segundo Trump, a trégua permitirá consolidar um possível acordo definitivo, baseado em uma proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã. “Acreditamos que essa proposta constitui uma base viável para negociação. Estamos próximos de um entendimento”, afirmou.

Um dos pontos centrais do acordo provisório envolve a reabertura plena, imediata e segura do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, cuja instabilidade impacta diretamente a economia mundial.

A mediação do Paquistão foi fundamental para o avanço das negociações. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir atuaram diretamente no diálogo entre as partes, sendo reconhecidos publicamente pelos dois governos.

O gesto de distensão ocorre em um momento crítico e pode representar um ponto de inflexão no conflito, ainda que analistas internacionais alertem para a fragilidade do acordo e a necessidade de avanços concretos nas próximas semanas.

Caso as negociações avancem, o cenário pode evoluir para um entendimento mais amplo, com impactos diretos na estabilidade geopolítica e econômica global. 

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domingo, 5 de abril de 2026

Trump eleva tom contra o Irã e impõe ultimato sobre reabertura do Estreito de Ormuz

               A tensão geopolítica no Oriente Médio ganhou novos contornos neste fim de semana após declarações contundentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionadas ao governo do Irã. Em publicação feita na rede social Truth Social, o líder norte-americano estabeleceu um prazo para que Teerã reabra o estratégico Estreito de Ormuz ou firme um acordo com Washington.

Segundo Trump, o prazo se encerra na próxima segunda-feira (6), reforçando o caráter de urgência da exigência. Em tom incisivo, o presidente afirmou que o tempo para uma resolução diplomática está se esgotando, sinalizando possíveis consequências severas caso não haja avanço nas negociações.

As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tensões entre os dois países, marcada por ameaças e demonstrações de força. Em outra publicação recente, Trump indicou que os Estados Unidos poderiam agir militarmente para garantir a reabertura da importante rota marítima, considerada vital para o transporte global de petróleo.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, conectando o Golfo Pérsico aos principais mercados internacionais. Nos últimos dias, ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais provocaram a paralisação de grande parte do tráfego na região, gerando impacto imediato nos preços da commodity.

Analistas internacionais avaliam que o endurecimento do discurso por parte de Washington pode ampliar os riscos de um conflito de maiores proporções, sobretudo diante da importância estratégica da região para a economia global. A possibilidade de intervenção militar e disputa pelo controle de recursos energéticos também eleva o nível de preocupação entre líderes e mercados.

O cenário permanece instável, com a comunidade internacional acompanhando atentamente os desdobramentos e possíveis tentativas de mediação diplomática para evitar uma crise de grandes proporções. 

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domingo, 29 de março de 2026

Milhões vão às ruas nos EUA em protestos contra Trump, guerra no Irã e política migratória

             Uma onda de mobilização popular sem precedentes tomou conta dos Estados Unidos neste sábado (28), com milhões de pessoas participando de manifestações simultâneas em diversas cidades. Os atos, organizados sob o lema “No Kings” (sem reis), refletem a crescente insatisfação com decisões do presidente Donald Trump, especialmente relacionadas à política externa e ao endurecimento das ações migratórias.

De acordo com estimativas, mais de 3 mil protestos ocorreram em todo o país, reunindo multidões em centros urbanos e também em cidades de menor porte. A pauta dos manifestantes é ampla, envolvendo críticas à guerra no Irã, à atuação de agentes federais de imigração e ao que consideram um avanço de práticas autoritárias na condução do governo.

O epicentro das manifestações foi o estado de Minnesota, onde milhares de pessoas se concentraram na capital St. Paul. O local se tornou símbolo dos protestos após episódios recentes envolvendo mortes de civis durante operações do serviço de imigração, o ICE (Immigration and Customs Enforcement), que intensificaram a revolta popular.

O ato em Minnesota ganhou ainda mais repercussão com a presença do cantor Bruce Springsteen, que se apresentou para a multidão e interpretou a música Streets of Minneapolis, composta em resposta às mortes registradas no estado. A canção se transformou em um dos símbolos do movimento e reforçou o tom de denúncia contra a violência e as políticas federais.

Em outras cidades, como Los Angeles, também houve registros de tensão, com prisões durante os atos. Ainda assim, a maioria das manifestações ocorreu de forma pacífica, com organização prévia e orientação para evitar confrontos.

Os protestos também refletem críticas ao estilo de governança adotado por Trump, frequentemente descrito por opositores como centralizador e personalista. Entre os pontos que ampliaram a insatisfação está o envolvimento militar no Irã e medidas simbólicas que, segundo críticos, reforçam uma imagem de culto à personalidade.

Com forte adesão popular e ampla repercussão internacional, os atos “No Kings” se consolidam como um dos maiores movimentos de contestação política recente nos Estados Unidos, indicando um cenário de polarização intensa e mobilização crescente às vésperas de novos ciclos eleitorais. 

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Suprema Corte dos EUA barra tarifaço de Trump, e ex-presidente reage com nova taxa global de 10%

            Uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos redesenhou, nesta sexta-feira (20), o cenário da política comercial americana. Por seis votos a três, os ministros invalidaram o pacote de tarifas criado por Donald Trump no ano passado, entendendo que o ex-presidente extrapolou os limites de sua autoridade ao instituir unilateralmente as medidas.

A maioria da Corte concluiu que a legislação invocada pelo governo não concede poderes ao presidente para impor tarifas comerciais de forma autônoma, sem respaldo claro do Congresso. A decisão atinge especialmente o chamado conjunto de “tarifas recíprocas”, considerado o núcleo da estratégia protecionista adotada por Trump.

Pouco depois da divulgação do veredicto, Trump reagiu publicamente por meio da rede Truth Social e em entrevista coletiva. Classificou a decisão como “vergonhosa” e “terrível” e acusou os ministros contrários às tarifas de agirem sob influência externa.

O republicano também afirmou que dispõe de “métodos ainda mais fortes” para sustentar sua política comercial e anunciou a adoção de uma nova tarifa global de 10%, utilizando como base a chamada Seção 122 da legislação comercial americana — dispositivo que permite ao presidente impor tarifas temporárias em determinadas circunstâncias.

Além disso, declarou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais, o que pode resultar na aplicação de novas sanções tarifárias.

Embora a decisão da Suprema Corte enfraqueça parte central da estratégia comercial de Trump, outras tarifas permanecem em vigor, incluindo aquelas incidentes sobre aço, alumínio e produtos relacionados ao combate ao tráfico de fentanil.

O embate jurídico evidencia a tensão entre Executivo e Judiciário em torno da condução da política econômica externa dos Estados Unidos, especialmente em um contexto de disputas comerciais globais e reposicionamento estratégico no comércio internacional. 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Lula anuncia viagem a Washington e diálogo ampliado com Trump em agenda bilateral nos EUA

              O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou nesta terça-feira (27) que realizará uma viagem oficial aos Estados Unidos no início de março, com o objetivo de participar de uma reunião bilateral com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. A declaração foi feita no momento em que o chefe do Executivo brasileiro chegava ao Panamá, onde participa como convidado do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Lula enfatizou a importância do encontro pessoal com Trump, afirmando que a relação entre Brasil e Estados Unidos — consideradas “as duas principais democracias do Ocidente” — deve ser pautada pelo diálogo direto e pelo fortalecimento das relações diplomáticas. “Dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, disse o presidente em conversa com jornalistas em Cidade do Panamá.

Além de confirmar a viagem, Lula ressaltou que espera intensificar o multilateralismo, reforçar laços de cooperação e contribuir para a recuperação econômica — tema que, segundo ele, deve ser foco das agendas internacionais nos próximos meses. “Estou convencido de que vamos fortalecer o multilateralismo e fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, afirmou.

O anúncio ocorre após uma conversa telefônica recente entre Lula e Trump, na qual os dois líderes abordaram diversos pontos da agenda internacional, incluindo situação na Venezuela, propostas de cooperação em segurança e no combate ao crime organizado, além de temas econômicos que podem pautar o encontro em Washington.

Durante sua passagem pelo Panamá, o presidente também foi questionado sobre a crise venezuelana e reiterou a defesa da soberania dos países latino-americanos, sinalizando que pretende manter contato com representantes do país vizinho para acompanhar o desenrolar da situação política na região. 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Lula e Trump conversam por telefone em meio a crise regional e acordam visita a Washington

           Em um momento de intensas transformações no cenário geopolítico das Américas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram, nesta segunda-feira (26), uma conversa telefônica de cerca de 50 minutos que sinaliza um restabelecimento prático do diálogo bilateral. A troca de impressões ocorreu em meio a um contexto crítico — dominado por conflitos na Venezuela, tensões na Faixa de Gaza e debates sobre o papel do Brasil em fóruns internacionais.

Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula e Trump abordaram a situação na Venezuela, ressaltando a importância de preservar a paz e a estabilidade na região, ao mesmo tempo em que enfatizaram o bem-estar do povo venezuelano diante dos recentes acontecimentos no país vizinho.

Durante a ligação, os dois mandatários acertaram uma visita oficial do presidente brasileiro a Washington, agendada para ocorrer nos próximos meses, depois das viagens programadas de Lula à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A data exata ainda será pactuada pelos dois governos.

A conversa incluiu ainda temas como cooperação econômica, o combate ao crime organizado e uma iniciativa multilaterial proposta pelo governo americano batizada de “Conselho da Paz” — um fórum que Trump apresentou para discutir questões humanitárias e de reconstrução. Nessa pauta, Lula defendeu que o grupo seja focado prioritariamente na situação da Faixa de Gaza e inclua um assento representativo para a Palestina, sinalizando, porém, que não há uma confirmação formal de participação brasileira.

A conversa ocorre poucos dias após declarações firmes do presidente brasileiro criticando a ofensiva militar norte-americana na Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro em território dos Estados Unidos — movimentações que foram amplamente debatidas pela comunidade internacional e vistas por Brasília como uma violação da ordem internacional baseada na Carta das Nações Unidas.

Nesse sentido, Lula aproveitou o diálogo com Trump para reafirmar um antigo pleito brasileiro: a necessidade de uma reforma abrangente do Conselho de Segurança da ONU, propondo uma ampliação de seus membros permanentes para refletir melhor o peso político e econômico atual de países como Brasil, Índia e outros do Sul Global.

Apesar das diferenças nas abordagens sobre a crise venezuelana e a criação de fóruns paralelos às Nações Unidas, o tom do diálogo entre os dois líderes refletiu um pragmatismo diplomático. A expectativa é que a visita de Lula a Washington reforce canais institucionais de interlocução, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para tratar de temas sensíveis da agenda global — como segurança regional, comércio internacional e cooperação multilateral.


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

EUA apreendem petroleiros em águas internacionais e geram tensão diplomática com a Rússia

            Uma operação da Guarda-Costeira dos Estados Unidos realizada na manhã desta quarta-feira (7) elevou o nível de tensão no cenário geopolítico internacional. Dois navios-petroleiros foram apreendidos em águas internacionais sob a acusação de violar as sanções comerciais impostas por Washington ao setor petrolífero da Venezuela, medida que provocou reação imediata da Rússia e reacendeu o debate sobre soberania marítima e direito internacional.

De acordo com o governo norte-americano, uma das embarcações, o Marinera, navegava sob bandeira russa no momento da interceptação e foi abordada na zona econômica exclusiva da Islândia, no Atlântico Norte. A informação foi confirmada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que classificou a operação como resultado de semanas de monitoramento.

Segundo as autoridades, o Marinera — anteriormente registrado como Bella I — teria tentado evitar a apreensão por meio de manobras irregulares, incluindo a mudança de bandeira e a pintura de um novo nome no casco do navio, numa tentativa de ocultar sua identidade.

“Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda-Costeira há semanas, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou Kristi Noem, ao comentar a ação.

O segundo navio apreendido, identificado como M/T Sophia, foi interceptado em águas próximas ao Caribe. De acordo com os Estados Unidos, a embarcação realizava “atividades ilícitas” relacionadas ao transporte de petróleo venezuelano e está sendo escoltada para território norte-americano.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a postura rígida do governo ao classificar os petroleiros como “navios fantasmas” utilizados para driblar sanções internacionais. “O bloqueio à comercialização de petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno efeito”, declarou.

A Rússia reagiu duramente à operação. Em nota, o Ministério dos Transportes russo classificou a apreensão como ilegal e citou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982), argumentando que houve violação da liberdade de navegação. Segundo o governo russo, “nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados sob a jurisdição de outro país”.

O episódio amplia o desgaste diplomático entre Washington e Moscou e adiciona um novo capítulo às disputas envolvendo sanções econômicas, comércio internacional de petróleo e o equilíbrio de poder nos mares.


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump afirma que EUA estão “no comando” da Venezuela após captura de Maduro

             O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional neste domingo (4) ao declarar que Washington estaria “no comando” da Venezuela, após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro e o início de negociações com as novas autoridades venezuelanas. As declarações ocorreram em meio a críticas de líderes internacionais e analistas, que questionam o alcance e a legalidade da atuação americana no país sul-americano.

Maduro, acusado nos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, foi sequestrado em uma operação na madrugada do sábado (3) e transferido para Nova York, onde permanece preso aguardando apresentação à Justiça nesta segunda-feira (5). Sua esposa, Cilia Flores, também deixou o país.

Questionado por jornalistas a bordo do Air Force One sobre quem estaria efetivamente no controle da Venezuela, Trump foi direto: “Estamos lidando com as pessoas que acabam de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando porque vou dar uma resposta muito polêmica”. Em seguida, completou: “Significa que nós estamos no comando”.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reconhecida oficialmente pelas Forças Armadas do país, afirmou estar disposta a dialogar com os Estados Unidos, defendendo uma relação “equilibrada, respeitosa e baseada na soberania”.

Segundo o governo americano, há disposição para cooperação com setores remanescentes do antigo governo, desde que sejam atendidos interesses estratégicos de Washington, especialmente a abertura ao investimento americano nas vastas reservas de petróleo venezuelanas.

Ao ser questionado se a operação teria motivação econômica ou política, Trump respondeu: “Trata-se da paz na Terra”.

Trump afirmou ainda que as eleições na Venezuela “terão que esperar”. “Vamos governá-la, arrumá-la e realizar eleições no momento certo. O principal agora é consertar um país falido”, declarou.

Em tom ofensivo, o presidente americano também atacou outros líderes regionais. Sem apresentar provas, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de envolvimento com o narcotráfico, afirmando que “não o será por muito tempo”. Trump também declarou que o governo comunista de Cuba está prestes a cair e ameaçou o Irã com retaliações caso novas mortes de manifestantes ocorram.

Mais cedo, Trump havia advertido diretamente Delcy Rodríguez, afirmando que a presidente interina deveria colaborar com os Estados Unidos para não “pagar um preço muito alto”.

Do exílio na Espanha, o opositor Edmundo González Urrutia classificou a captura de Maduro como “um passo importante” rumo à normalização da Venezuela, mas ressaltou que a medida “não é suficiente”.

González pediu o respeito aos resultados das eleições de 2024, que afirma ter vencido, além da libertação imediata de todos os presos políticos, como condição para uma “transição verdadeiramente democrática”.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez realizou neste domingo seu primeiro conselho de ministros como presidente interina e anunciou a criação de uma comissão de alto nível para atuar pela libertação de Maduro e de Cilia Flores.

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, EUA condicionam diálogo a decisões da liderança venezuelana e crise gera reações globais

                      A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela ganhou novos desdobramentos neste domingo (4), após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que o governo norte-americano poderá trabalhar com as atuais lideranças venezuelanas, desde que sejam tomadas “as decisões certas”. A declaração ocorre após uma operação militar americana que resultou no sequestro e retirada do país do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou. Segundo ele, caso não haja avanços considerados adequados, Washington manterá “diversas ferramentas de pressão”.

A operação militar gerou reações imediatas no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro”. Macron disse ainda esperar que o oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato nas eleições de 2024 e a quem se referiu como presidente, conduza uma transição política “o mais rápido possível”.

Em posição mais cautelosa, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que a escalada da tensão traz “implicações preocupantes para a região” e estabelece um precedente perigoso, independentemente do contexto político interno da Venezuela.

Outros países também se posicionaram. Espanha e Rússia se ofereceram para atuar como mediadores, enquanto Irã e China, aliados do governo venezuelano, condenaram a ação americana. O representante chinês para a América Latina e o Caribe, Qiu Xiaoqi, havia se reunido com Maduro na véspera da ofensiva.

No âmbito interno, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Estado após a captura de Maduro.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo estava preparado para defender a soberania e os recursos naturais do país. Ela também pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação” e classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, reafirmando que ele segue sendo, em sua avaliação, o único presidente legítimo do país. 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Trump eleva tom contra a Venezuela, anuncia bloqueio de navios petroleiros e amplia tensão diplomática

                O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra a Venezuela nesta terça-feira (16), ao afirmar que o país sul-americano está cercado “pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. Segundo o chefe da Casa Branca, a pressão internacional sobre o governo de Caracas tende a aumentar nos próximos dias.

Em declarações feitas por meio de uma rede social, Trump acusou a Venezuela de roubar petróleo e terras pertencentes aos Estados Unidos, sem detalhar quais ativos teriam sido supostamente tomados. O presidente norte-americano afirmou ainda que as sanções permanecerão em vigor até que o país “devolva” o que considera ter sido retirado dos interesses americanos.

Trump também direcionou críticas diretas ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem acusou de utilizar os recursos do país para sustentar um “regime ilegítimo”. Segundo ele, o governo de Caracas estaria envolvido no financiamento de atividades criminosas, incluindo o que classificou como terrorismo associado ao narcotráfico, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

Com base nessas acusações, o presidente dos Estados Unidos anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que estejam sob sanções norte-americanas e que tentem entrar ou sair do território venezuelano. A medida amplia o cerco econômico contra o país, cuja principal fonte de receita é a exportação de petróleo.

No último dia 10 de dezembro, autoridades americanas já haviam interceptado e apreendido um navio petroleiro no Caribe que constava na lista de embarcações sancionadas pelo governo dos EUA, sinalizando uma escalada prática das restrições anunciadas.

Em resposta, o governo venezuelano divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (16), na qual classificou a decisão de Trump como uma “ameaça grotesca” e descreveu o bloqueio como “absolutamente irracional”. Caracas afirmou ainda que a medida viola princípios do livre comércio internacional e da navegabilidade marítima.

No comunicado, o governo de Nicolás Maduro reafirmou a soberania da Venezuela sobre suas riquezas naturais, em especial o petróleo, principal alvo das investidas norte-americanas, conforme apontado em reportagem do jornal The New York Times.

Os novos episódios aprofundam a crise diplomática entre Washington e Caracas, marcando mais um capítulo de instabilidade política e econômica na América do Sul.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

EUA retiram ministro Alexandre de Moraes e familiares da lista de sanções da Lei Global Magnitsky

               O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (12), a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e do Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., ligado à família, da lista de sancionados da Lei Global Magnitsky. A decisão foi oficializada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro responsável por aplicar sanções econômicas e monitorar ativos internacionais.

O comunicado divulgado pelo governo americano não especifica as razões que motivaram a exclusão dos nomes da lista. A medida reverte todas as restrições impostas ao ministro desde julho, quando ele foi incluído durante o governo Donald Trump sob acusações de violação de direitos humanos. As alegações eram relacionadas à sua atuação no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e às determinações que ordenavam a retirada de conteúdos de redes sociais hospedadas nos Estados Unidos.

Com o cancelamento das sanções, deixam de valer bloqueios financeiros, proibições de entrada e circulação em território americano, além de impedimentos para realizar transações em dólar ou possuir bens nos EUA — restrições que também atingiam sua esposa e o instituto mencionado.

A inclusão do ministro havia desencadeado uma das mais graves crises diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos em mais de 200 anos de relações bilaterais, criando tensão inédita entre os dois países. A decisão de hoje é vista por analistas internacionais como um gesto de distensão e normalização das relações institucionais envolvendo o Judiciário brasileiro. 

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