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domingo, 7 de junho de 2026

Brasil tenta acordo com os EUA para evitar tarifa extra de 25% sobre exportações

           O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e poderá impactar setores importantes da economia nacional caso seja confirmada.

A recomendação surgiu após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O órgão norte-americano alega que o Brasil adota práticas consideradas "desleais" nas relações comerciais, incluindo políticas que favoreceriam o sistema de pagamentos Pix em detrimento de empresas estrangeiras do setor financeiro.

O governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou os argumentos como inconsistentes. Além disso, avalia que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas do país e uma medida de caráter protecionista.

Outro ponto utilizado pelo Brasil nas negociações é o fato de que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral. O governo também destaca que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre produtos norte-americanos é de apenas 2,7%, percentual considerado insuficiente para justificar uma sobretaxa tão elevada.

A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas. O prazo estabelecido pelo USTR para uma decisão final é 15 de julho, embora exista a possibilidade de prorrogação.

A equipe econômica brasileira trabalha para construir uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre os dois países e evite impactos sobre as exportações nacionais.

Especialistas avaliam que um eventual aumento tarifário poderá afetar a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano, tornando as próximas semanas decisivas para o futuro das relações comerciais entre Brasília e Washington. 

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Deputados governistas vão aos EUA para rebater articulação bolsonarista contra o Brasil

       Uma comitiva de deputados federais alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou esta semana em Washington, nos Estados Unidos, com o objetivo de apresentar uma versão alternativa à narrativa construída por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano e discutir os impactos das recentes medidas comerciais adotadas pela administração de Donald Trump.

A missão ocorre poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro ter participado de encontros políticos na capital americana, em meio às discussões que antecederam o anúncio de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Integram a comitiva governista os deputados Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, Jandira Feghali, André Janones e Pedro Campos.

Segundo os parlamentares, a agenda prevê reuniões com representantes do Partido Democrata e debates sobre temas como combate ao crime organizado, relações comerciais e cooperação internacional. No entanto, o movimento também possui forte componente político, diante do acirramento da disputa entre governistas e bolsonaristas em torno da política externa brasileira.

Em vídeo divulgado nas redes sociais em frente ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, André Janones afirmou que o grupo pretende confrontar o que considera uma narrativa construída pela oposição brasileira em território norte-americano.

Além da pauta comercial, os deputados afirmam ter levado documentos, reportagens e informações públicas relacionadas a investigações financeiras que, segundo eles, mereceriam atenção das autoridades e de parlamentares norte-americanos. As informações incluem referências a operações financeiras sob investigação e supostas conexões que, de acordo com os parlamentares, deveriam ser analisadas por órgãos competentes.

O episódio amplia a internacionalização do embate político brasileiro e ocorre em um momento de crescente tensão entre governo e oposição, especialmente diante das repercussões econômicas das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e de seus possíveis reflexos sobre a economia nacional.

Nos bastidores de Brasília, a viagem é vista como mais um capítulo da disputa pela narrativa política entre os grupos que deverão protagonizar o cenário eleitoral brasileiro nos próximos anos. 

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Nova ofensiva comercial dos EUA ameaça exportações brasileiras com proposta de tarifa adicional de 12,5%

Brasil está entre os países mais afetados e decisão ocorre após encontro com os irmãos Bolsonaros.

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova proposta de sobretaxação sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil, ampliando a tensão comercial entre Washington e importantes parceiros econômicos. A nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil ocorre poucos dias após reuniões realizadas em Washington entre o presidente americano Donald Trump e os irmãos Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro e prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias brasileiras, sob a alegação de que o país não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de produtos produzidos com trabalho forçado.

A iniciativa foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento legal utilizado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.

O Brasil integra o grupo de países que poderá sofrer a maior alíquota adicional proposta, ao lado de economias como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Reino Unido. Já países que adotaram restrições parciais ou compromissos formais de fiscalização, como Canadá, México e União Europeia, foram enquadrados em uma faixa menor de 10%.

A nova proposta surge poucos dias após outra ação comercial anunciada pelos Estados Unidos envolvendo produtos brasileiros. O USTR já havia concluído uma investigação separada sobre práticas comerciais brasileiras, propondo tarifas de até 25% sobre diversos produtos exportados pelo país.

Até o momento, não está claro se as novas tarifas de 12,5% relacionadas ao trabalho forçado serão cumulativas com as taxas anteriormente anunciadas, o que pode elevar significativamente os custos de exportação para empresas brasileiras que atuam no mercado americano.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano abriu um período para consulta pública e realização de audiências antes da decisão final sobre a aplicação das tarifas.

Especialistas acompanham com atenção os possíveis reflexos da medida para setores exportadores brasileiros. Caso seja confirmada, a nova tarifa poderá atingir produtos destinados ao mercado americano e ampliar os desafios enfrentados por empresas brasileiras em um cenário global já marcado por disputas comerciais e aumento do protecionismo internacional. 

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terça-feira, 2 de junho de 2026

Trump aumenta tarifas contra o Brasil no dia que posta foto ao lado de Flávio Bolsonaro

                A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ganhou novos contornos políticos nesta terça-feira (2), após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma publicação do presidente norte-americano Donald Trump envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No mesmo dia em que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou relatório apontando supostas práticas comerciais brasileiras consideradas "irracionais" e restritivas ao comércio americano, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro.

Na postagem, o presidente americano escreveu: “Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.

A publicação repercutiu no cenário político brasileiro e ocorreu em meio às discussões sobre a possível adoção de novas barreiras comerciais contra produtos nacionais.

Ao comentar a proposta do governo americano, o presidente Lula fez duras críticas à família Bolsonaro e associou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ao agravamento das relações diplomáticas entre os dois países.

"Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores", afirmou o presidente.

A declaração elevou ainda mais a temperatura do debate político em torno da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.

O USTR concluiu que determinados atos, políticas e práticas adotados pelo Brasil estariam impondo restrições e custos considerados excessivos para empresas americanas.

Com base nessa avaliação, o órgão sugeriu a aplicação de uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, embora algumas exceções ainda estejam sendo analisadas.

O processo ainda não foi concluído. O governo americano realizará uma audiência pública no próximo dia 6, ouvindo representantes de setores econômicos e interessados no tema. A decisão final está prevista para o dia 15 deste mês.

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Estados Unidos classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

             O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que irá classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida passa a valer oficialmente a partir do dia 5 de junho, conforme comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.

A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. Além da classificação como organizações terroristas estrangeiras, as facções também foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

No comunicado oficial, Rubio afirmou que o PCC e o CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e destacou que as redes de atuação das facções ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da América Latina e também os Estados Unidos.

Segundo especialistas em segurança e relações internacionais, a medida pode provocar impactos diplomáticos, jurídicos e econômicos relevantes nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro vinha tentando evitar essa classificação por avaliar que a decisão poderia abrir espaço para ações unilaterais norte-americanas, sanções financeiras e maior interferência externa em temas ligados à segurança pública brasileira.

A preocupação do Palácio do Planalto também envolve possíveis reflexos em operações conjuntas de inteligência e investigação. Analistas apontam que a mudança no enquadramento jurídico das facções pode alterar os níveis de sigilo e compartilhamento de informações entre os dois países, centralizando dados em órgãos ligados à inteligência militar dos EUA, como a CIA.

A medida ocorre em meio à nova estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump para a América Latina, baseada no combate ao chamado “narcoterrorismo”. Nos últimos meses, o governo norte-americano intensificou operações militares e ações de segurança na região sob justificativa de enfrentamento ao tráfico internacional e organizações criminosas.

No Brasil, o anúncio repercutiu imediatamente nos meios políticos e diplomáticos, ampliando o debate sobre soberania nacional, cooperação internacional e os limites da atuação estrangeira em temas de segurança pública.

O PCC e o Comando Vermelho são atualmente as duas maiores facções criminosas do país, com atuação ligada ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos em diferentes estados brasileiros e em outros países da América do Sul. 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Mensagens revelam articulação de Eduardo Bolsonaro para enviar milhões de filme aos EUA via Texas

Diálogos revelados pelo Intercept Brasil mostram ex-parlamentar orientando remessas para a produção 'Dark Horse' por meio de fundo gerido por aliados.

Mensagens vazadas e divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo site Intercept Brasil colocaram o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no centro das discussões financeiras da cinebiografia Dark Horse, filme que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com as informações, Eduardo atuou diretamente na coordenação do envio de recursos para os Estados Unidos, negociados com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A interlocução ocorria por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Nos textos, Eduardo demonstrava preocupação com a burocracia e com a velocidade das transferências internacionais a partir do Brasil.

"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", escreveu o ex-deputado em um dos trechos.

Na mesma conversa, Eduardo sugere pressa ao intermediário para blindar o fluxo financeiro: "Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?".

As investigações apontam que parte dos R$ 134 milhões acertados entre o clã Bolsonaro e Vorcaro para a produção do longa-metragem foi enviada ao exterior por meio da Entre Investimentos e Participações — empresa parceira do dono do Banco Master.

O destino final dessa parcela foi o Havengate Development Fund LP, um fundo de investimentos sediado no Texas (EUA). O fundo é controlado pelo corretor de imóveis Altieris Santana e pelo advogado Paulo Calixto, ambos descritos como pessoas ligadas e à disposição de Eduardo Bolsonaro no exterior. Calixto, inclusive, é o advogado responsável pelo processo de imigração do ex-parlamentar.

A Polícia Federal apura se os repasses milionários para a produção cinematográfica serviram de fachada para subsidiar os custos de vida e a permanência de Eduardo em solo americano. Vale ressaltar que ele se transferiu para os Estados Unidos em fevereiro do ano passado, buscando apoio internacional após a condenação de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em trama golpista.

A reportagem do Intercept Brasil localizou a residência de alto padrão onde Eduardo Bolsonaro reside atualmente com a família, na cidade de Southlake, no Texas — um imóvel com anúncios de aluguel cotados em cerca de R$ 30 mil mensais até o início deste ano. No local, Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado, atendeu o jornalista, informou que o marido não estava e declarou que a família não concederia entrevistas.

Até o momento, nem Altieris Santana, Paulo Calixto, Thiago Miranda ou a defesa de Daniel Vorcaro se manifestaram sobre o teor das mensagens divulgadas. 

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sábado, 16 de maio de 2026

Fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro compra imóvel nos Estados Unidos

Um fundo vinculado ao advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, adquiriu, em fevereiro, um imóvel em Arlington, no estado do Texas, nos Estados Unidos — região onde o parlamentar mantém residência.

A compra foi realizada pela empresa Mercury Legacy Trust, responsável pela propriedade do imóvel, avaliado à época em US$ 753,5 mil (cerca de R$ 3,8 milhões). A escritura aponta que a aquisição foi concluída em 27 de fevereiro.

Além disso, o escritório de advocacia de Calixto nos Estados Unidos aparece como agente registrado do fundo Havengate Development Fund LP, que recebeu um aporte de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 11,3 milhões) do banqueiro Daniel Vorcaro. O recurso teria como finalidade financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as informações divulgadas pela imprensa nacional, tanto a Mercury Legacy Trust quanto o fundo Havengate possuem registro no mesmo endereço em Dallas, local que também abriga o escritório utilizado por Paulo Calixto e que teria sido cedido a Eduardo Bolsonaro para reuniões políticas.

A operação imobiliária foi assinada por André Porciúncula, que atuou como representante da Mercury. Ele integrou o governo federal anterior como secretário de Fomento à Cultura.

Apesar das conexões entre as estruturas jurídicas e financeiras, os documentos disponíveis não indicam, até o momento, vínculo direto entre o fundo imobiliário e o fundo responsável pelo financiamento do filme.

Procurados, Paulo Calixto, Eduardo Bolsonaro e André Porciúncula não se manifestaram até a publicação da reportagem.

O caso levanta questionamentos sobre a atuação de estruturas financeiras no exterior e possíveis interseções entre atividades políticas, culturais e patrimoniais. 

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Maior parte dos brasileiros vê Lula mais forte após encontro com Trump, diz Quaest”

              Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra que uma fatia maior dos brasileiros considera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu fortalecido da reunião que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. Os que pensam assim são 43%. Para 26%, Lula saiu mais fraco e, para 13%, saiu igual. Os que não sabem ou não responderam são 18%.

Há também os 37% que dizem que a reunião foi mais positiva a Lula, contra 20% que dizem ter sido mais negativa. Outros 6% dizem não ter sido nem positiva nem negativa e 37% não souberam ou não responderam.

Em relação aos efeitos para o Brasil, 60% disseram ter considerado a reunião boa para o País, contra 18% que a acharam ruim. Já 10% disseram não ter sido boa nem ruim para o Brasil e 12% não souberam ou não responderam.

Além disso, 70% dos entrevistados afirmaram terem sabido do encontro, contra 30% que disseram desconhecê-lo.

Quanto à atitude de Lula, 56% afirmaram que o petista teve uma postura "amigável", 13% consideram que ele foi duro e 3% que não foi nem amigável nem duro. Outros 28% não souberam ou não responderam.

A maioria (56%) defende que Lula seja aliado dos Estados Unidos, 29% que seja independente e 6% que seja opositor.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026. 

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domingo, 10 de maio de 2026

Irã responde a proposta de paz enviada pelos Estados Unidos

               O Irã enviou sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência estatal iraniana.

"A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.

A agência destacou que a resposta do Irã à proposta americana se concentra em "pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima" no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Esse anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo e um deles atingiu um cargueiro que se dirigia ao Catar; ataques que minam a trégua em vigor desde 8 de abril.

Além disso, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irã chegou ao fim.

"Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas", escreveu Ebrahim Rezaei em uma publicação no X.

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, provocou represálias de Teerã em vários países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota comercial estratégica por onde passa um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás liquefeito. 

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Trump elogia Lula após encontro na Casa Branca e sinaliza avanço nas relações comerciais

           O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez elogios públicos ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, após reunião bilateral realizada nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington.

Durante declarações à imprensa, Trump classificou Lula como “um bom homem” e “um cara inteligente”, destacando que o encontro foi produtivo e apontando perspectivas de ampliação das relações comerciais entre os dois países.

“Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muito comércio e vamos aumentar ainda mais esse comércio. Falamos sobre tarifas. Eles gostariam de algum alívio, e tivemos uma conversa muito boa”, afirmou o presidente norte-americano.

Antes mesmo da coletiva, Trump já havia se manifestado em sua rede social, a Truth Social, onde descreveu Lula como um “presidente dinâmico” e confirmou que temas estratégicos, como comércio bilateral e tarifas, estiveram no centro das discussões. Segundo ele, novas rodadas de negociações entre representantes dos dois países já estão previstas.

Após o encontro, Lula também comentou a reunião durante entrevista concedida na embaixada brasileira em Washington. O presidente brasileiro detalhou que o diálogo abordou uma agenda ampla, incluindo parcerias econômicas, exploração de terras raras, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, além de questões geopolíticas como a situação em Cuba e o conflito envolvendo o Irã.

Em tom descontraído, Lula relatou ainda um momento informal do encontro, afirmando que sugeriu ao líder norte-americano que sorrisse mais. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, comentou.

A reunião reforça a retomada do diálogo direto entre Brasil e Estados Unidos em temas econômicos e estratégicos, indicando um movimento de aproximação diplomática em um cenário internacional marcado por disputas comerciais e rearranjos geopolíticos. 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Lula chega aos EUA para encontro com Trump e agenda bilateral mira comércio, segurança e tecnologia

             O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta quarta-feira (6) em Washington, nos Estados Unidos, para uma reunião oficial com o presidente norte-americano Donald Trump. O encontro, previsto para quinta-feira (7), ocorre após meses de articulação diplomática e deve abordar uma pauta ampla e estratégica entre as duas maiores economias do continente.

A agenda bilateral inclui negociações em áreas consideradas prioritárias, como acordos comerciais, cooperação em segurança pública e parcerias no setor de minerais críticos — tema que tem ganhado relevância global diante da transição energética e do avanço tecnológico.

De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o encontro representa uma oportunidade concreta para ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em múltiplas frentes. Em declarações recentes, Alckmin destacou que não há restrições temáticas na conversa entre os dois chefes de Estado, o que amplia o alcance das negociações.

“Não há tema proibido. Vamos discutir desde big techs até política tarifária e não tarifária, além de data centers e terras raras. É uma agenda robusta e estratégica”, afirmou.

Entre os principais pontos que devem ser levados à mesa está a proposta de um novo acordo bilateral de combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa prevê cooperação em inteligência, investigação e controle de fluxos financeiros ilícitos, além de ações conjuntas para enfrentar o tráfico de drogas, armas e combustíveis.

O vice-presidente ressaltou que a parceria pode fortalecer o enfrentamento a organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. “Esse é um tema extremamente relevante e com potencial de resultados concretos para ambos os países”, pontuou.

Outro eixo importante da reunião envolve o setor de tecnologia e regulação digital. O governo brasileiro pretende discutir com os Estados Unidos o papel das grandes empresas de tecnologia (big techs), ao mesmo tempo em que busca ampliar investimentos norte-americanos no Brasil. Segundo Alckmin, o país está aberto ao diálogo, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e famílias no ambiente digital.

A visita de Lula aos Estados Unidos ocorre em um contexto de reconfiguração das relações internacionais e pode sinalizar um novo momento na cooperação entre os dois países, com foco em interesses econômicos, segurança e inovação tecnológica. 

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Encontro de Lula e Trump nos EUA é visto como estratégico para economia brasileira, diz Alckmin

                O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (4) que a reunião prevista entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, possui caráter estratégico para o fortalecimento das relações bilaterais e para o avanço da agenda econômica brasileira.

A viagem de Lula à capital norte-americana está programada para a próxima quinta-feira (7), em um contexto de intensificação do diálogo entre os dois países, especialmente nas áreas de comércio e investimentos.

De acordo com Alckmin, os Estados Unidos ocupam posição de destaque nas relações econômicas do Brasil.

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia”, afirmou.

O vice-presidente ressaltou ainda que a relevância norte-americana vai além das trocas comerciais, destacando o papel dos EUA como principal investidor estrangeiro no país.

“É o primeiro investidor no Brasil”, pontuou, acrescentando que o perfil das exportações brasileiras para o mercado norte-americano inclui produtos industrializados de maior valor agregado.

Durante a declaração, Alckmin também voltou a criticar políticas tarifárias mais rígidas, defendendo maior previsibilidade nas relações comerciais internacionais.

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido”, declarou.

Para sustentar seu argumento, o vice-presidente destacou que, ao contrário de outros países, os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação com o Brasil.

“Do G20, só três países os Estados Unidos têm superávit na balança: Reino Unido, Austrália e Brasil”, explicou, destacando que o saldo positivo abrange tanto bens quanto serviços.

Alckmin finalizou demonstrando expectativa de que o encontro entre os dois chefes de Estado contribua para ampliar o entendimento entre os governos.

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa se fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países”, concluiu.

A reunião entre os líderes ocorre em um cenário global de desafios econômicos e pode representar um novo capítulo nas relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos. 

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Lula defende reforma da ONU e ironiza Trump em discurso sobre paz mundial

             Em um cenário internacional marcado por conflitos persistentes e crescente tensão geopolítica, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender mudanças estruturais na governança global como caminho para a construção de uma paz duradoura. Durante agenda oficial em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Lula destacou a necessidade de reformar o estatuto da Organização das Nações Unidas e, especialmente, o Conselho de Segurança.

Segundo o presidente brasileiro, o atual modelo das instituições multilaterais já não responde de forma eficaz aos desafios contemporâneos. “Não é possível que não tenhamos uma instituição capaz de acabar com a guerra no mundo”, afirmou, ao reforçar que a ONU precisa ser fortalecida e modernizada para garantir maior capacidade de mediação e resolução de conflitos.

Na mesma declaração, Lula se posicionou de forma crítica ao que classificou como práticas unilaterais no cenário internacional, defendendo o multilateralismo como base para a estabilidade global. Ele se autodefiniu como “inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, sinalizando divergências com políticas adotadas por grandes potências.

O presidente também fez referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizando declarações recorrentes do republicano sobre sua atuação em conflitos internacionais. “Vamos dar o prêmio para ele para que as guerras acabem”, disse Lula, em tom crítico, ao mencionar o Prêmio Nobel da Paz.

A fala integra um conjunto de posicionamentos recentes do governo brasileiro em defesa de uma atuação mais ativa no cenário internacional, com ênfase na diplomacia, no diálogo e na busca por soluções negociadas para crises globais. 

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Polícia Federal redefine representação nos EUA e nomeia nova oficial de ligação

               A Polícia Federal promoveu uma mudança estratégica em sua representação internacional ao designar uma nova oficial de ligação para atuar nos Estados Unidos. A decisão foi formalizada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, que nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para a função.

A delegada assumirá o posto em Miami, onde atuará junto ao ICE, substituindo Marcelo Ivo de Carvalho. O antecessor deixou o cargo após um episódio diplomático envolvendo autoridades norte-americanas, que resultou em sua saída do país.

Com mais de duas décadas de experiência na corporação, Tatiana Alves Torres ingressou na Polícia Federal em 2002 e já ocupou cargos de destaque, incluindo a superintendência regional em Minas Gerais. Mais recentemente, exercia a função de coordenadora-geral de Gestão de Processos na Diretoria de Gestão de Pessoas.

A nomeação ocorreu ainda no mês passado, dentro de um planejamento interno da instituição, que já previa a substituição no posto desde fevereiro. O mandato da delegada nos Estados Unidos deve ter duração de dois anos.

Na função, Tatiana será responsável por representar a Polícia Federal junto às autoridades americanas, atuando na articulação institucional, no intercâmbio de informações e no apoio a investigações conjuntas entre os dois países. A atuação como oficial de ligação é considerada estratégica para o combate a crimes transnacionais, como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e imigração irregular.

A mudança reforça o papel da cooperação internacional na atuação da Polícia Federal e ocorre em um momento de atenção às relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos no campo da segurança pública. 

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