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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA em meio a processos no STF

Documento garante residência permanente ao ex-deputado e à família enquanto permanecem em solo americano; caso ocorre em meio a investigações, condenação judicial e crise comercial entre os dois países

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu neste mês o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos. A autorização também foi concedida à esposa, Heloísa Wolf Bolsonaro, e aos dois filhos do casal, Geórgia e Jair Henrique, consolidando a permanência da família em território norte-americano.

A informação foi divulgada inicialmente pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada por pessoas próximas ao ex-parlamentar. O green card assegura ao beneficiário o direito de morar, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, além de permitir, após cinco anos, o pedido de cidadania americana, desde que cumpridos os requisitos da legislação local.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando deixou o Brasil após se tornar alvo de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho deste ano, ele foi condenado pela Corte a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, decisão relacionada à atuação do ex-deputado em articulações internacionais durante as investigações envolvendo a tentativa de golpe de Estado.

A confirmação da residência permanente ocorre em um momento de elevada tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo do presidente Donald Trump adotou medidas comerciais contra produtos brasileiros, justificando parte das decisões com críticas ao tratamento dado pela Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Washington anunciou uma nova rodada de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, que deverá entrar em vigor nesta quarta-feira (22), ampliando o impasse diplomático e econômico entre os dois países.

A concessão do green card foi comemorada por aliados de Eduardo Bolsonaro. O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo afirmou que o pedido havia sido protocolado há mais de um ano e sustentou que o ex-deputado passa a contar com maior proteção jurídica nos Estados Unidos.

Segundo ele, qualquer medida que venha a ser adotada contra Eduardo em território americano poderá ser analisada à luz da legislação e da Constituição dos Estados Unidos.

Embora o green card represente um novo status migratório para Eduardo Bolsonaro e sua família, a situação jurídica do ex-parlamentar no Brasil permanece inalterada. Os processos em tramitação no STF seguem seu curso, enquanto a decisão de permanecer nos Estados Unidos reforça a expectativa de que sua atuação política continue concentrada no cenário internacional.

O episódio também amplia o debate sobre os reflexos diplomáticos e políticos da crise envolvendo integrantes da família Bolsonaro, especialmente em um momento em que as relações entre Brasília e Washington atravessam uma das fases mais delicadas dos últimos anos. 

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domingo, 19 de julho de 2026

Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

                A Espanha escreveu mais um capítulo marcante de sua história no futebol ao conquistar o bicampeonato da Copa do Mundo. Em uma final equilibrada e decidida apenas na prorrogação, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0, neste domingo, no Estádio de Nova Jersey, e confirmou a melhor campanha da competição.

Embora o placar tenha sido apertado, a equipe comandada pelo técnico Luis de la Fuente foi superior durante a maior parte da partida. Com amplo controle da posse de bola, intensidade na marcação e organização tática, os espanhóis dominaram as principais ações ofensivas e impediram que a Argentina desenvolvesse seu jogo.

Um dos destaques da decisão foi a atuação defensiva da Espanha, que conseguiu neutralizar o principal nome argentino, Lionel Messi. Bem marcado durante os 120 minutos, o camisa 10 teve poucas oportunidades de decidir e passou discretamente pela final.

A conquista consolida a fase mais vitoriosa da história recente da seleção espanhola. Com o título, a equipe alcança seu segundo Mundial e amplia para 38 partidas a sequência de invencibilidade, além de encerrar a competição com a defesa menos vazada.

Durante toda a Copa do Mundo, a Espanha sofreu apenas um gol, registrado na vitória sobre a Bélgica, e terminou o torneio sem estar em desvantagem no placar em nenhum dos oito jogos disputados.

O sucesso espanhol foi construído sobre um modelo de jogo coletivo, baseado na circulação rápida da bola, posse de bola qualificada e movimentação constante dos atletas. A fórmula já havia sido determinante na vitória sobre a França, na semifinal, e voltou a funcionar diante da Argentina na decisão.

Mais do que levantar a taça, a Espanha reafirma seu protagonismo no futebol mundial e confirma o amadurecimento de uma geração que alia talento individual, organização tática e consistência defensiva para alcançar resultados históricos. 

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC e lavagem de dinheiro

           O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (1º), a aplicação de sanções contra dois brasileiros, quatro empresas sediadas no Brasil e uma empresa em Portugal por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida marca a primeira ação do governo norte-americano contra brasileiros desde que a gestão do presidente Donald Trump passou a classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), as sanções são resultado de uma investigação conduzida pela Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), em parceria com o FBI de Miami e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O objetivo é combater redes internacionais de lavagem de dinheiro supostamente ligadas à facção criminosa.

Segundo o governo norte-americano, o brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada seria o principal elo entre integrantes do PCC no Brasil e na Flórida, nos Estados Unidos. As autoridades afirmam que ele teria participado de um esquema responsável pela lavagem de mais de US$ 30 milhões em diversas cidades norte-americanas.

Também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como colaboradora de Shimada e integrante da estrutura administrativa do grupo investigado.

Além das pessoas físicas, o Tesouro dos EUA incluiu na lista de sanções as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda., esta última sediada em Portugal.

As autoridades norte-americanas alegam que as empresas teriam sido utilizadas para movimentação de recursos e ocultação de ativos ligados ao esquema investigado. As sanções determinam o bloqueio de eventuais bens e interesses localizados nos Estados Unidos, além de restringir transações com cidadãos e empresas norte-americanas.

Em nota, o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que a decisão representa "mais um passo para enfrentar a crescente presença das atividades ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro das fronteiras dos Estados Unidos".

Até o momento, não houve manifestação pública dos citados sobre as acusações. As sanções têm caráter administrativo e não representam condenação criminal, embora possam ampliar a cooperação internacional nas investigações.

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domingo, 7 de junho de 2026

Brasil tenta acordo com os EUA para evitar tarifa extra de 25% sobre exportações

           O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e poderá impactar setores importantes da economia nacional caso seja confirmada.

A recomendação surgiu após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O órgão norte-americano alega que o Brasil adota práticas consideradas "desleais" nas relações comerciais, incluindo políticas que favoreceriam o sistema de pagamentos Pix em detrimento de empresas estrangeiras do setor financeiro.

O governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou os argumentos como inconsistentes. Além disso, avalia que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas do país e uma medida de caráter protecionista.

Outro ponto utilizado pelo Brasil nas negociações é o fato de que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral. O governo também destaca que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre produtos norte-americanos é de apenas 2,7%, percentual considerado insuficiente para justificar uma sobretaxa tão elevada.

A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas. O prazo estabelecido pelo USTR para uma decisão final é 15 de julho, embora exista a possibilidade de prorrogação.

A equipe econômica brasileira trabalha para construir uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre os dois países e evite impactos sobre as exportações nacionais.

Especialistas avaliam que um eventual aumento tarifário poderá afetar a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano, tornando as próximas semanas decisivas para o futuro das relações comerciais entre Brasília e Washington. 

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Deputados governistas vão aos EUA para rebater articulação bolsonarista contra o Brasil

       Uma comitiva de deputados federais alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou esta semana em Washington, nos Estados Unidos, com o objetivo de apresentar uma versão alternativa à narrativa construída por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano e discutir os impactos das recentes medidas comerciais adotadas pela administração de Donald Trump.

A missão ocorre poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro ter participado de encontros políticos na capital americana, em meio às discussões que antecederam o anúncio de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Integram a comitiva governista os deputados Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, Jandira Feghali, André Janones e Pedro Campos.

Segundo os parlamentares, a agenda prevê reuniões com representantes do Partido Democrata e debates sobre temas como combate ao crime organizado, relações comerciais e cooperação internacional. No entanto, o movimento também possui forte componente político, diante do acirramento da disputa entre governistas e bolsonaristas em torno da política externa brasileira.

Em vídeo divulgado nas redes sociais em frente ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, André Janones afirmou que o grupo pretende confrontar o que considera uma narrativa construída pela oposição brasileira em território norte-americano.

Além da pauta comercial, os deputados afirmam ter levado documentos, reportagens e informações públicas relacionadas a investigações financeiras que, segundo eles, mereceriam atenção das autoridades e de parlamentares norte-americanos. As informações incluem referências a operações financeiras sob investigação e supostas conexões que, de acordo com os parlamentares, deveriam ser analisadas por órgãos competentes.

O episódio amplia a internacionalização do embate político brasileiro e ocorre em um momento de crescente tensão entre governo e oposição, especialmente diante das repercussões econômicas das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e de seus possíveis reflexos sobre a economia nacional.

Nos bastidores de Brasília, a viagem é vista como mais um capítulo da disputa pela narrativa política entre os grupos que deverão protagonizar o cenário eleitoral brasileiro nos próximos anos. 

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Nova ofensiva comercial dos EUA ameaça exportações brasileiras com proposta de tarifa adicional de 12,5%

Brasil está entre os países mais afetados e decisão ocorre após encontro com os irmãos Bolsonaros.

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova proposta de sobretaxação sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil, ampliando a tensão comercial entre Washington e importantes parceiros econômicos. A nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil ocorre poucos dias após reuniões realizadas em Washington entre o presidente americano Donald Trump e os irmãos Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro e prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias brasileiras, sob a alegação de que o país não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de produtos produzidos com trabalho forçado.

A iniciativa foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento legal utilizado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.

O Brasil integra o grupo de países que poderá sofrer a maior alíquota adicional proposta, ao lado de economias como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Reino Unido. Já países que adotaram restrições parciais ou compromissos formais de fiscalização, como Canadá, México e União Europeia, foram enquadrados em uma faixa menor de 10%.

A nova proposta surge poucos dias após outra ação comercial anunciada pelos Estados Unidos envolvendo produtos brasileiros. O USTR já havia concluído uma investigação separada sobre práticas comerciais brasileiras, propondo tarifas de até 25% sobre diversos produtos exportados pelo país.

Até o momento, não está claro se as novas tarifas de 12,5% relacionadas ao trabalho forçado serão cumulativas com as taxas anteriormente anunciadas, o que pode elevar significativamente os custos de exportação para empresas brasileiras que atuam no mercado americano.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano abriu um período para consulta pública e realização de audiências antes da decisão final sobre a aplicação das tarifas.

Especialistas acompanham com atenção os possíveis reflexos da medida para setores exportadores brasileiros. Caso seja confirmada, a nova tarifa poderá atingir produtos destinados ao mercado americano e ampliar os desafios enfrentados por empresas brasileiras em um cenário global já marcado por disputas comerciais e aumento do protecionismo internacional. 

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terça-feira, 2 de junho de 2026

Trump aumenta tarifas contra o Brasil no dia que posta foto ao lado de Flávio Bolsonaro

                A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ganhou novos contornos políticos nesta terça-feira (2), após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma publicação do presidente norte-americano Donald Trump envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No mesmo dia em que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou relatório apontando supostas práticas comerciais brasileiras consideradas "irracionais" e restritivas ao comércio americano, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro.

Na postagem, o presidente americano escreveu: “Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.

A publicação repercutiu no cenário político brasileiro e ocorreu em meio às discussões sobre a possível adoção de novas barreiras comerciais contra produtos nacionais.

Ao comentar a proposta do governo americano, o presidente Lula fez duras críticas à família Bolsonaro e associou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ao agravamento das relações diplomáticas entre os dois países.

"Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores", afirmou o presidente.

A declaração elevou ainda mais a temperatura do debate político em torno da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.

O USTR concluiu que determinados atos, políticas e práticas adotados pelo Brasil estariam impondo restrições e custos considerados excessivos para empresas americanas.

Com base nessa avaliação, o órgão sugeriu a aplicação de uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, embora algumas exceções ainda estejam sendo analisadas.

O processo ainda não foi concluído. O governo americano realizará uma audiência pública no próximo dia 6, ouvindo representantes de setores econômicos e interessados no tema. A decisão final está prevista para o dia 15 deste mês.

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Estados Unidos classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

             O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que irá classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida passa a valer oficialmente a partir do dia 5 de junho, conforme comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.

A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. Além da classificação como organizações terroristas estrangeiras, as facções também foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

No comunicado oficial, Rubio afirmou que o PCC e o CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e destacou que as redes de atuação das facções ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da América Latina e também os Estados Unidos.

Segundo especialistas em segurança e relações internacionais, a medida pode provocar impactos diplomáticos, jurídicos e econômicos relevantes nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro vinha tentando evitar essa classificação por avaliar que a decisão poderia abrir espaço para ações unilaterais norte-americanas, sanções financeiras e maior interferência externa em temas ligados à segurança pública brasileira.

A preocupação do Palácio do Planalto também envolve possíveis reflexos em operações conjuntas de inteligência e investigação. Analistas apontam que a mudança no enquadramento jurídico das facções pode alterar os níveis de sigilo e compartilhamento de informações entre os dois países, centralizando dados em órgãos ligados à inteligência militar dos EUA, como a CIA.

A medida ocorre em meio à nova estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump para a América Latina, baseada no combate ao chamado “narcoterrorismo”. Nos últimos meses, o governo norte-americano intensificou operações militares e ações de segurança na região sob justificativa de enfrentamento ao tráfico internacional e organizações criminosas.

No Brasil, o anúncio repercutiu imediatamente nos meios políticos e diplomáticos, ampliando o debate sobre soberania nacional, cooperação internacional e os limites da atuação estrangeira em temas de segurança pública.

O PCC e o Comando Vermelho são atualmente as duas maiores facções criminosas do país, com atuação ligada ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos em diferentes estados brasileiros e em outros países da América do Sul. 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Mensagens revelam articulação de Eduardo Bolsonaro para enviar milhões de filme aos EUA via Texas

Diálogos revelados pelo Intercept Brasil mostram ex-parlamentar orientando remessas para a produção 'Dark Horse' por meio de fundo gerido por aliados.

Mensagens vazadas e divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo site Intercept Brasil colocaram o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no centro das discussões financeiras da cinebiografia Dark Horse, filme que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com as informações, Eduardo atuou diretamente na coordenação do envio de recursos para os Estados Unidos, negociados com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A interlocução ocorria por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Nos textos, Eduardo demonstrava preocupação com a burocracia e com a velocidade das transferências internacionais a partir do Brasil.

"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", escreveu o ex-deputado em um dos trechos.

Na mesma conversa, Eduardo sugere pressa ao intermediário para blindar o fluxo financeiro: "Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?".

As investigações apontam que parte dos R$ 134 milhões acertados entre o clã Bolsonaro e Vorcaro para a produção do longa-metragem foi enviada ao exterior por meio da Entre Investimentos e Participações — empresa parceira do dono do Banco Master.

O destino final dessa parcela foi o Havengate Development Fund LP, um fundo de investimentos sediado no Texas (EUA). O fundo é controlado pelo corretor de imóveis Altieris Santana e pelo advogado Paulo Calixto, ambos descritos como pessoas ligadas e à disposição de Eduardo Bolsonaro no exterior. Calixto, inclusive, é o advogado responsável pelo processo de imigração do ex-parlamentar.

A Polícia Federal apura se os repasses milionários para a produção cinematográfica serviram de fachada para subsidiar os custos de vida e a permanência de Eduardo em solo americano. Vale ressaltar que ele se transferiu para os Estados Unidos em fevereiro do ano passado, buscando apoio internacional após a condenação de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em trama golpista.

A reportagem do Intercept Brasil localizou a residência de alto padrão onde Eduardo Bolsonaro reside atualmente com a família, na cidade de Southlake, no Texas — um imóvel com anúncios de aluguel cotados em cerca de R$ 30 mil mensais até o início deste ano. No local, Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado, atendeu o jornalista, informou que o marido não estava e declarou que a família não concederia entrevistas.

Até o momento, nem Altieris Santana, Paulo Calixto, Thiago Miranda ou a defesa de Daniel Vorcaro se manifestaram sobre o teor das mensagens divulgadas. 

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sábado, 16 de maio de 2026

Fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro compra imóvel nos Estados Unidos

Um fundo vinculado ao advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, adquiriu, em fevereiro, um imóvel em Arlington, no estado do Texas, nos Estados Unidos — região onde o parlamentar mantém residência.

A compra foi realizada pela empresa Mercury Legacy Trust, responsável pela propriedade do imóvel, avaliado à época em US$ 753,5 mil (cerca de R$ 3,8 milhões). A escritura aponta que a aquisição foi concluída em 27 de fevereiro.

Além disso, o escritório de advocacia de Calixto nos Estados Unidos aparece como agente registrado do fundo Havengate Development Fund LP, que recebeu um aporte de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 11,3 milhões) do banqueiro Daniel Vorcaro. O recurso teria como finalidade financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com as informações divulgadas pela imprensa nacional, tanto a Mercury Legacy Trust quanto o fundo Havengate possuem registro no mesmo endereço em Dallas, local que também abriga o escritório utilizado por Paulo Calixto e que teria sido cedido a Eduardo Bolsonaro para reuniões políticas.

A operação imobiliária foi assinada por André Porciúncula, que atuou como representante da Mercury. Ele integrou o governo federal anterior como secretário de Fomento à Cultura.

Apesar das conexões entre as estruturas jurídicas e financeiras, os documentos disponíveis não indicam, até o momento, vínculo direto entre o fundo imobiliário e o fundo responsável pelo financiamento do filme.

Procurados, Paulo Calixto, Eduardo Bolsonaro e André Porciúncula não se manifestaram até a publicação da reportagem.

O caso levanta questionamentos sobre a atuação de estruturas financeiras no exterior e possíveis interseções entre atividades políticas, culturais e patrimoniais. 

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Maior parte dos brasileiros vê Lula mais forte após encontro com Trump, diz Quaest”

              Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra que uma fatia maior dos brasileiros considera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu fortalecido da reunião que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. Os que pensam assim são 43%. Para 26%, Lula saiu mais fraco e, para 13%, saiu igual. Os que não sabem ou não responderam são 18%.

Há também os 37% que dizem que a reunião foi mais positiva a Lula, contra 20% que dizem ter sido mais negativa. Outros 6% dizem não ter sido nem positiva nem negativa e 37% não souberam ou não responderam.

Em relação aos efeitos para o Brasil, 60% disseram ter considerado a reunião boa para o País, contra 18% que a acharam ruim. Já 10% disseram não ter sido boa nem ruim para o Brasil e 12% não souberam ou não responderam.

Além disso, 70% dos entrevistados afirmaram terem sabido do encontro, contra 30% que disseram desconhecê-lo.

Quanto à atitude de Lula, 56% afirmaram que o petista teve uma postura "amigável", 13% consideram que ele foi duro e 3% que não foi nem amigável nem duro. Outros 28% não souberam ou não responderam.

A maioria (56%) defende que Lula seja aliado dos Estados Unidos, 29% que seja independente e 6% que seja opositor.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026. 

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domingo, 10 de maio de 2026

Irã responde a proposta de paz enviada pelos Estados Unidos

               O Irã enviou sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência estatal iraniana.

"A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.

A agência destacou que a resposta do Irã à proposta americana se concentra em "pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima" no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Esse anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo e um deles atingiu um cargueiro que se dirigia ao Catar; ataques que minam a trégua em vigor desde 8 de abril.

Além disso, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irã chegou ao fim.

"Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas", escreveu Ebrahim Rezaei em uma publicação no X.

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, provocou represálias de Teerã em vários países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota comercial estratégica por onde passa um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás liquefeito. 

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Trump elogia Lula após encontro na Casa Branca e sinaliza avanço nas relações comerciais

           O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez elogios públicos ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, após reunião bilateral realizada nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington.

Durante declarações à imprensa, Trump classificou Lula como “um bom homem” e “um cara inteligente”, destacando que o encontro foi produtivo e apontando perspectivas de ampliação das relações comerciais entre os dois países.

“Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muito comércio e vamos aumentar ainda mais esse comércio. Falamos sobre tarifas. Eles gostariam de algum alívio, e tivemos uma conversa muito boa”, afirmou o presidente norte-americano.

Antes mesmo da coletiva, Trump já havia se manifestado em sua rede social, a Truth Social, onde descreveu Lula como um “presidente dinâmico” e confirmou que temas estratégicos, como comércio bilateral e tarifas, estiveram no centro das discussões. Segundo ele, novas rodadas de negociações entre representantes dos dois países já estão previstas.

Após o encontro, Lula também comentou a reunião durante entrevista concedida na embaixada brasileira em Washington. O presidente brasileiro detalhou que o diálogo abordou uma agenda ampla, incluindo parcerias econômicas, exploração de terras raras, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, além de questões geopolíticas como a situação em Cuba e o conflito envolvendo o Irã.

Em tom descontraído, Lula relatou ainda um momento informal do encontro, afirmando que sugeriu ao líder norte-americano que sorrisse mais. “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, comentou.

A reunião reforça a retomada do diálogo direto entre Brasil e Estados Unidos em temas econômicos e estratégicos, indicando um movimento de aproximação diplomática em um cenário internacional marcado por disputas comerciais e rearranjos geopolíticos. 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Lula chega aos EUA para encontro com Trump e agenda bilateral mira comércio, segurança e tecnologia

             O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta quarta-feira (6) em Washington, nos Estados Unidos, para uma reunião oficial com o presidente norte-americano Donald Trump. O encontro, previsto para quinta-feira (7), ocorre após meses de articulação diplomática e deve abordar uma pauta ampla e estratégica entre as duas maiores economias do continente.

A agenda bilateral inclui negociações em áreas consideradas prioritárias, como acordos comerciais, cooperação em segurança pública e parcerias no setor de minerais críticos — tema que tem ganhado relevância global diante da transição energética e do avanço tecnológico.

De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o encontro representa uma oportunidade concreta para ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em múltiplas frentes. Em declarações recentes, Alckmin destacou que não há restrições temáticas na conversa entre os dois chefes de Estado, o que amplia o alcance das negociações.

“Não há tema proibido. Vamos discutir desde big techs até política tarifária e não tarifária, além de data centers e terras raras. É uma agenda robusta e estratégica”, afirmou.

Entre os principais pontos que devem ser levados à mesa está a proposta de um novo acordo bilateral de combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa prevê cooperação em inteligência, investigação e controle de fluxos financeiros ilícitos, além de ações conjuntas para enfrentar o tráfico de drogas, armas e combustíveis.

O vice-presidente ressaltou que a parceria pode fortalecer o enfrentamento a organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. “Esse é um tema extremamente relevante e com potencial de resultados concretos para ambos os países”, pontuou.

Outro eixo importante da reunião envolve o setor de tecnologia e regulação digital. O governo brasileiro pretende discutir com os Estados Unidos o papel das grandes empresas de tecnologia (big techs), ao mesmo tempo em que busca ampliar investimentos norte-americanos no Brasil. Segundo Alckmin, o país está aberto ao diálogo, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e famílias no ambiente digital.

A visita de Lula aos Estados Unidos ocorre em um contexto de reconfiguração das relações internacionais e pode sinalizar um novo momento na cooperação entre os dois países, com foco em interesses econômicos, segurança e inovação tecnológica. 

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