Mostrando postagens com marcador RIO DE JANEIRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RIO DE JANEIRO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Presidente da Alerj é preso pela PF em operação que investiga vazamento de informações

                A política fluminense foi sacudida nesta quarta-feira (3) com a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga o suposto vazamento de informações sigilosas e a tentativa de obstrução de investigações relacionadas ao crime organizado. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento imediato de Bacellar do mandato.

Segundo informações da PF, Bacellar é suspeito de ter repassado dados confidenciais da Operação Zargun, deflagrada em setembro, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias (MDB). As apurações revelam que, na véspera da operação, Bacellar teria telefonado para TH Joias, alertando sobre os mandados que seriam cumpridos e orientando o colega a destruir provas. A manobra incluiu, segundo a investigação, a contratação de um caminhão-baú para transportar materiais que poderiam comprometer o parlamentar.

Bacellar foi preso dentro da própria Superintendência da PF no Rio, na Praça Mauá, após ser “convidado” pelo superintendente Fábio Galvão para uma reunião. Assim que chegou ao local, recebeu voz de prisão e teve o celular apreendido. TH Joias também seria levado para prestar novo depoimento no âmbito das investigações.

Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes classificou as condutas investigadas como extremamente graves.

“Os fatos narrados pela Polícia Federal são gravíssimos, indicando que Rodrigo Bacellar estaria atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa”, escreveu o ministro.

A Operação Unha e Carne segue em andamento, e novos desdobramentos são aguardados nos próximos dias, podendo impactar diretamente o cenário político do Estado do Rio de Janeiro.

 👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Megaoperação nas comunidades da Penha e do Alemão deixa 64 mortos e expõe falência da segurança pública no Rio

                   Uma megaoperação conjunta das Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão, terminou com um saldo trágico: 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 pessoas presas. A ação, que tinha como alvo a facção Comando Vermelho (CV), reacende o debate sobre o colapso da segurança pública no Estado e a necessidade urgente de cooperação entre os governos estadual e federal.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o Rio vive uma situação de guerra, com áreas dominadas pelo tráfico e pela milícia, onde o Estado praticamente perdeu o controle.

“São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem. Casas construídas de forma irregular, becos que tornam impossível o patrulhamento. Esses criminosos dominaram essa região. Hoje, por exemplo, utilizaram drones lançando artefatos explosivos contra policiais e a população. Essa é a realidade do Estado de guerra que vivemos”, afirmou o secretário em entrevista à TV Globo.

Vídeos divulgados pela Polícia Civil mostram drones lançando bombas em direção às equipes de segurança, em uma das mais ousadas retaliações já vistas no histórico do crime organizado no país.

Santos ressaltou ainda que o governo fluminense solicitou ajuda federal em uma operação anterior, mas o pedido foi negado.

“Sozinho, ninguém consegue fazer nada. São quase 1.900 favelas no Rio de Janeiro. Somos o quarto menor Estado, mas o terceiro mais populoso. Já apreendemos 600 fuzis na mão de criminosos. É um diagnóstico muito ruim. É importante que Estado, prefeitura e União sentem à mesa, sem ideologia”, completou.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota nesta terça-feira (28) na qual afirma que mantém a Força Nacional no Rio de Janeiro desde outubro de 2023, com atuação garantida até dezembro de 2025. Segundo o ministério, essa medida pode ser renovada.

A pasta também afirma que atendeu a todos os 11 pedidos de renovação feitos pelo governo do Rio, o que demonstra "total apoio" do governo às forças de segurança estaduais e federais que atuam na capital fluminense.

A escalada da violência na capital fluminense reacende a discussão sobre a presença do crime organizado em áreas dominadas e a dificuldade das forças de segurança em restabelecer o controle territorial. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sábado, 9 de agosto de 2025

Arlindo Cruz será velado em cerimônia pública com homenagem tradicional no Império Serrano

                Morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, o cantor e compositor Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro. O velório do artista será realizado neste sábado (9), a partir das 18h, na quadra do Império Serrano, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, em uma cerimônia no formato de gurufim, tradição de origem africana que combina música e bebida para amenizar o luto. A homenagem ficará aberta ao público até às 10h da manhã de domingo (10).

Segundo familiares, um momento restrito para amigos e familiares próximos também será reservado durante o velório. O sepultamento está marcado para as 11h do domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Arlindo Cruz estava internado desde abril no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio, e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O artista vinha enfrentando graves problemas de saúde desde 2017, quando sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico. Após o episódio, passou quase um ano e meio internado e, desde então, lidava com as sequelas, passando por várias internações e sem retornar aos palcos.

Em comunicado oficial, a família ressaltou o legado deixado pelo sambista:

“Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos que cruzaram seu caminho. Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores.”

O texto acrescenta ainda:

“Agradecemos profundamente todas as mensagens de carinho, orações e gestos de apoio recebidos ao longo de sua trajetória e, especialmente, neste momento de despedida. Arlindo parte deixando um legado imenso para a cultura brasileira e um exemplo de força, humildade e paixão pela arte. Que sua música continue ecoando e inspirando as próximas gerações, como sempre foi seu desejo.”

A despedida de Arlindo Cruz no Império Serrano promete reunir admiradores e amigos para celebrar a vida e a obra de um dos maiores ícones do samba, cuja trajetória marcou profundamente a música popular brasileira.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 3 de agosto de 2025

Ato em Copacabana reúne bolsonaristas com discursos contra Lula, Moraes e defesa de anistia para 8 de janeiro

Com presença de Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e parlamentares, manifestação reforça discurso de perseguição política e ganha tons internacionais com referência à Lei Magnitsky

A orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a ser palco de manifestações políticas neste domingo (3). Convocado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ato reuniu centenas de apoiadores com bandeiras do Brasil, bandeiras dos Estados Unidos, camisas verde-amarelas e faixas com mensagens que pediam a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Entre os discursos inflamados, um momento simbólico ocorreu quando o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, colocou Jair Bolsonaro no viva-voz do celular para falar brevemente com os manifestantes. A fala, ainda que rápida, foi recebida com aplausos e gritos de apoio, evidenciando a permanência do ex-presidente como figura central do bolsonarismo.

O senador também aproveitou o momento para criticar duramente o Supremo Tribunal Federal, reforçando a narrativa de perseguição política. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também subiu no carro de som e discursou, declarando solidariedade àqueles que, segundo ele, estão sendo "injustamente punidos" pelos acontecimentos do 8 de janeiro.

Além dos líderes políticos locais, deputados federais, estaduais e vereadores compareceram ao ato, que buscou dar uma nova roupagem ao discurso bolsonarista, agora com tintas de conflito internacional. Cartazes e falas mencionaram a Lei Magnitsky, recentemente evocada por Donald Trump — que enquadrou o ministro Alexandre de Moraes como alvo da norma, usada nos Estados Unidos para aplicar sanções contra estrangeiros acusados de violar direitos humanos.

Não passaram despercebidas as bandeiras norte-americanas erguidas durante a manifestação, sinalizando alinhamento simbólico com o presidente norte-americano e seu novo mandato. Manifestantes também comemoraram a imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, supostamente em retaliação ao posicionamento do Judiciário brasileiro — uma tese promovida pela ala bolsonarista mais radical.

Embora tenha se apresentado como um ato “em defesa da liberdade e da democracia”, a manifestação teve como foco principal o repúdio às decisões do STF, os desdobramentos jurídicos do 8 de janeiro e o fortalecimento da imagem de Bolsonaro como líder de oposição perseguido por instituições.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Despedida no palco da arte: Brasil se despede de Preta Gil com emoção, música e reverência

                    Em um dia marcado por emoção e reverência, o coração cultural do Rio de Janeiro — o imponente Theatro Municipal — foi palco de um adeus à altura de uma estrela que jamais será esquecida. Foi ali, sob lustres centenários e colunas de mármore, que familiares, amigos e fãs prestaram a última homenagem à cantora Preta Gil, que faleceu aos 50 anos após uma intensa batalha contra um câncer no intestino.

O silêncio solene do salão nobre foi entrecortado por lágrimas e abraços apertados. Entre os vitrais coloridos que tantas vezes refletiram aplausos à arte, refletiu-se desta vez a dor de uma despedida precoce, mas também o legado de uma artista que viveu com intensidade, generosidade e autenticidade.

No fim da tarde, o cortejo seguiu para a capela ecumênica do Crematório e Cemitério Vertical da Penitência, no Caju, em uma cerimônia íntima, reservada aos mais próximos. Lá, Preta Gil foi cremada, encerrando um ciclo que começou em 2003, quando trocou a publicidade pela música e lançou seu primeiro álbum, “Prêt-à-Porter”.

A partir dali, construiu uma carreira vibrante, que não se prendeu a rótulos. Preta foi do pop ao samba, do trio elétrico à televisão, das novelas à criação de eventos icônicos como o Baile da Preta. Também brilhou no GNT com o programa Vai e Vem e em parcerias inesquecíveis com o filho Fran Gil, como a música “Meu Xodó”. No palco ou fora dele, sua mensagem era uma só: liberdade, respeito, amor e verdade.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta carregava em si o DNA da música popular brasileira. Cresceu entre acordes, afetos e lutas. Era afilhada de Gal Costa, irmã de outros seis filhos de Gil, mãe dedicada de Fran e avó apaixonada de Sol de Maria, de 9 anos. Sua família sempre foi seu porto seguro — e também inspiração para seguir firme nos momentos mais difíceis.

Ao tornar público o diagnóstico de câncer em janeiro de 2023, Preta escolheu caminhar com o Brasil ao seu lado. Em suas redes, revelou o lado humano da doença, sem esconder as dores, os medos e as pequenas vitórias. Sua coragem em viver com dignidade até o fim transformou seguidores em admiradores ainda mais fiéis.

Preta Gil não foi apenas uma artista. Foi uma mulher à frente de seu tempo. Uma voz que enfrentou preconceitos, rompeu padrões, abriu caminhos e mostrou que vulnerabilidade também é força. Que ser quem se é, com todas as cores e curvas da vida, é um ato político e revolucionário.

Ela se foi, mas a sua luz — intensa, irreverente e cheia de vida — continuará ecoando por gerações. Nos palcos, nas ruas, nos carnavais, nos lares de tantas mulheres que ela inspirou a viver sem medo.

Preta Gil vive. Em cada nota de “Sinais de Fogo”, em cada sorriso solto ao som de “Só o Amor”, em cada passo firme de quem aprendeu com ela que é possível ser grande, mesmo diante da dor.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

terça-feira, 20 de maio de 2025

PF deflagra operação contra vereadores eleitos por corrupção eleitoral em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia

              A manhã desta terça-feira (20) foi marcada por uma nova ação da Polícia Federal no combate à corrupção eleitoral no estado do Rio de Janeiro. A operação, deflagrada nas cidades de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, tem como alvo vereadores eleitos nas eleições municipais de 2024, suspeitos de compra de votos e outros atos ilícitos durante a campanha.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, em residências de investigados e nas Câmaras Municipais dos dois municípios.

As investigações em Cabo Frio começaram ainda no primeiro turno do pleito municipal, quando cabos eleitorais de um dos candidatos a vereador foram conduzidos à delegacia da Polícia Federal por suspeita de compra de votos. Com os indivíduos, foram apreendidos santinhos e uma quantia considerável de dinheiro, fracionada em cédulas de R$ 100, sinal claro de uma possível prática de aliciamento de eleitores.

Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal teve acesso a conversas e mensagens que confirmam a existência de um esquema ilícito envolvendo a troca de agendamentos médicos em um hospital municipal por votos. As informações indicam que um funcionário da unidade de saúde estaria envolvido diretamente nas articulações, favorecendo eleitores com marcações de consultas em troca de apoio eleitoral ao então candidato, hoje eleito.

Já no município de São Pedro da Aldeia, também durante o primeiro turno, um eleitor foi flagrado filmando o momento do voto na urna eletrônica – prática proibida pela legislação eleitoral. Levado à Polícia Federal, ele revelou que foi orientado por um cabo eleitoral de outro candidato, que também conseguiu se eleger, a gravar o voto como comprovação do apoio, em troca de uma recompensa de R$ 100.

As conversas obtidas pela PF indicam que a entrega do valor seria feita no comitê de campanha do candidato, localizado no bairro Mossoró, demonstrando um esquema de cooptação direta do eleitor.

Com a deflagração da operação, os vereadores eleitos investigados poderão responder pelo crime de corrupção eleitoral, tipificado no Código Eleitoral, e por outros delitos conexos que forem descobertos no curso das investigações.

A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos e não descarta novas fases da operação ou o envolvimento de mais agentes públicos. A ação reforça o compromisso da instituição com a lisura do processo democrático e a repressão a práticas que comprometem a legitimidade do voto popular. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 4 de maio de 2025

Lady Gaga reúne 2,1 milhões em Copacabana e supera Madonna e Rolling Stones

            A apresentação de Lady Gaga, no último sábado (3), em Copacabana, entrou para a história dos grandes shows internacionais no Brasil. Segundo estimativa da Riotur, cerca de 2,1 milhões de pessoas acompanharam a performance da estrela pop na praia, superando os públicos registrados nos shows de Madonna, em 2023, e dos Rolling Stones, em 2006, ambos com cerca de 1,6 milhão de pessoas.

Apesar do novo marco, o recorde de maior público em show gratuito na orla carioca ainda pertence ao cantor britânico Rod Stewart, que se apresentou no Réveillon de 1994 para um público estimado entre 3,5 milhões e 4,2 milhões de pessoas, segundo o Guinness Book, o livro dos recordes. A contagem, no entanto, é contestada por críticos que argumentam que parte significativa da audiência estava na praia apenas para celebrar a virada de ano.

Naquele show histórico, Rod Stewart cantou sucessos como “Maggie May”, “Baby Jane” e “Stay With Me”, marcando um dos momentos mais emblemáticos da música ao vivo no país. Ao programa Fantástico, o cantor relembrou recentemente o evento e o episódio em que foi expulso do Copacabana Palace após jogar futebol no quarto do hotel.

Outro show memorável foi o dos Rolling Stones, em 2006, que levou 1,5 milhão de pessoas à praia. A apresentação contou com estrutura grandiosa e um palco conectado por passarela diretamente ao Copacabana Palace, onde os integrantes da banda estavam hospedados. O grupo embalou o público com clássicos como “Start Me Up”, “Brown Sugar” e “Satisfaction”. Com informações do G1/Foto: Marcelo Piu/Riotur

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

terça-feira, 15 de abril de 2025

Operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro termina com cinco mortos

               Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada nesta terça-feira (15) na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul da capital, resultou na morte de cinco suspeitos, incluindo o chefe do tráfico local, conhecido pelo apelido de “Cheio de Ódio”. A informação foi confirmada pelo secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, em entrevista ao telejornal RJ1, da Rede Globo.

A ação teve como objetivo o cumprimento de dois mandados de prisão contra os suspeitos de envolvimento na morte do policial civil João Pedro Marquini, de 38 anos, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a tropa de elite da corporação. Marquini era casado com a juíza Tula Mello e foi assassinado durante uma operação anterior na comunidade.

Os principais alvos da ofensiva, Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca e Walace Andrade de Oliveira, não foram localizados. Contudo, durante a ação, os policiais apreenderam três fuzis, duas pistolas, granadas e prenderam dois suspeitos.

Felipe Curi destacou que o confronto aconteceu em resposta à reação dos criminosos:

“Se eles não reagirem, não vai haver confronto. Agora, se optarem pelo confronto, a opção é deles”, afirmou o secretário.

Curi também criticou decisões judiciais que limitaram operações policiais em comunidades nos últimos anos, alegando que tais restrições permitiram o fortalecimento do crime organizado.

“Antes, nós mantínhamos uma ostensividade nas comunidades. Isso foi proibido. Agora, a gente está fazendo um plano de retomada dessas localidades”, declarou.

A operação segue em andamento, com reforço no policiamento da região e buscas pelos dois alvos principais que continuam foragidos. Do G1

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

domingo, 16 de março de 2025

Ato em Copacabana reúne apoiadores de Bolsonaro e pede anistia para presos de 8 de janeiro

                Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participaram de um ato na manhã deste domingo (16) em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Convocada pelo próprio ex-presidente, a manifestação teve como principal pauta o pedido de anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, considerados o maior atentado às instituições democráticas do Brasil desde a redemocratização.

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o evento chegou ao seu ápice com cerca de 18,3 mil pessoas presentes. Já a Polícia Militar do Rio de Janeiro, em publicação nas redes sociais, estimou um público de 400 mil pessoas.

O ato contou com a presença de diversas autoridades políticas, entre elas o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. Também marcaram presença os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, além do pastor Silas Malafaia, coordenador do evento.

Bolsonaro pede anistia e critica o governo Lula

Por volta das 11h30, Bolsonaro discursou para seus apoiadores, defendendo a anistia para os presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro e criticando a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante sua fala, ele comparou sua administração com a de Lula e afirmou que sua permanência no Brasil será um problema para seus opositores.

"Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção, e nem poder pra fazer aquilo que estão sendo acusados", declarou Bolsonaro. Ele citou nomes de algumas mulheres condenadas e questionou as penas impostas. "Quem foi a liderança dessas pessoas? Não tiveram. Foram atraídas pra uma armadilha", afirmou.

O ex-presidente ainda sugeriu que as condenações de manifestantes seriam uma justificativa para sua própria punição. "Se deram 17 anos de pena para pessoas humildes, é para justificar uma pena de 28 anos para mim", declarou. Bolsonaro garantiu que não pretende deixar o Brasil. "Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila, se eu tivesse do lado deles", afirmou.

A manifestação reforçou o apoio de Bolsonaro entre seus seguidores e sua linha de defesa sobre os atos de 8 de janeiro. O evento também evidenciou a polarização política no país e a força do ex-presidente dentro do seu grupo político.  Foto: Custodio Coimbra

👉 Acompanhe mais notícias em nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

PF apreende celulares no freezer da casa do prefeito eleito em Caxias (RJ)

             A Polícia Federal apreendeu dois celulares no freezer na casa do prefeito eleito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB). Ele é um dos alvos da operação deflagrada nesta sexta-feira (13) contra uma organização criminosa suspeita de compra de votos e lavagem de dinheiro.

Quando os agentes chegaram na casa do político, que é sobrinho do secretário Estadual de Transportes e ex-prefeito de Caxias, Washington Reis (MDB), também alvo da ação, Netinho tentou esconder os aparelhos dentro do eletrodoméstico.

Os aparelhos foram colocados dentro de uma gaveta do refrigerador ao lado de potes de sorvetes. Os telefones foram achados durante as buscas feitas pelos agentes federais. Dois carros de luxo foram apreendidos em Xerém, em Caxias, na casa de Washington Reis.

A Operação Têmis cumpre 22 mandados de busca e apreensão em São João do Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e na capital fluminense.

Fernanda Izabel da Costa (MDB), vereadora de Caxias e filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, também está entre os alvos da operação.

O deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), que foi candidato à prefeito de São João de Meriti, na Baixada, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Na casa de Wellington da Rosa, assessor do deputado Valdecy da Saúde e funcionário das prefeituras de São João de Meriti e Miguel Pereira, os agentes apreenderam R$ 2,28 milhões.

Em setembro, o Fantástico, da Rede Globo, revelou que um grupo era contratado por políticos em períodos eleitorais para aplicar o golpe do "teatro invisível". Caracterizados de moradores locais, atores e atrizes abordavam as pessoas na rua e espalhavam informações falsas que favoreciam o político que os contratou ou desfavoreciam os opositores.

A PF teve acesso a um arquivo chamado "Valdecy campanha teatro", que registra um gasto total de R$ 55 mil por grupo. Os relatórios da polícia listam quantas pessoas foram abordadas e quantas foram convencidas a trocar de voto. Do G1 

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/

Secretário de Transporte do RJ e prefeito de Caxias são alvos de operação da PF

               A Polícia Federal faz uma operação, na manhã desta sexta-feira (13), contra uma organização criminosa suspeita de compra de votos e lavagem de dinheiro que atua na Baixada Fluminense. Entre os alvos estão o secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Washington Reis, e do atual prefeito de Duque de Caxias, Wilson Reis, e a vereadora de Caxias Fernanda Izabel da Costa (MDB), filha do traficante Fernandinho Beira-Mar.

A Operação Têmis visa cumprir 22 mandados de busca e apreensão em São João do Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e na capital fluminense.

"Tenho 32 anos de vida pública, tenho muita tranquilidade, e não tenho nada a ver com isso. Nossa eleição foi feita com muita transparência, honestidade, as contas foram aprovadas, e está tudo tranquilo. Não tenho nada a temer e estou aqui para colaborar com a justiça", afirmou Washington Reis 

As investigações começaram em outubro, quando um homem foi preso em flagrante em Duque de Caxias, com R$ 1,9 milhão em espécie, sob suspeita de compra de votos.

De acordo com as investigações, o grupo movimentou cifras milionárias para financiar, ilicitamente, campanhas de candidatos a cargos políticos.

Há indícios de que empresas contratadas pelo poder público eram utilizadas para favorecer agentes políticos em suas campanhas, com o fim de manter a hegemonia do grupo nesses municípios. Os crimes investigados incluem organização criminosa, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Do G1

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/

sábado, 23 de novembro de 2024

MP Eleitoral defende cassação do governador e vice do Rio de Janeiro

            O Ministério Público (MP) Eleitoral defende a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do vice-governador, Thiago Pampolha (União Brasil), por gastos ilícitos na campanha de 2022. A manifestação (alegações finais) foi enviada, nessa quinta-feira (21), ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ).

De acordo com o MP Eleitoral, os políticos não comprovaram a destinação de aproximadamente R$ 10 milhões recebidos de fundos públicos e gastos na campanha ao governo fluminense. “Há configuração clara e tranquila da infração caracterizada pelos gastos ilícitos de recursos públicos para campanha”, afirmam os procuradores regionais eleitorais Neide Cardoso de Oliveira e Flávio Paixão no parecer.

Embora as contas da chapa tenham sido aprovadas com ressalvas pelo TRE/RJ, os procuradores afirmam que a comprovação de gastos ilícitos para fins eleitorais sujeita os candidatos favorecidos à cassação e registro de  inelegibilidade, conforme prevê o artigo 30-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A legislação, segundo eles, pretende que as campanhas políticas sejam financiadas de forma correta e transparente, para permitir que a disputa eleitoral transcorra de maneira saudável e isonômica entre todos os concorrentes.

“No caso dos autos, os gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais demonstram um total desrespeito à corrida eleitoral, que se traduzem em gravidade suficiente para configurar os gastos ilícitos de recursos, com potencialidade de afetação do pleito de 2022”, conclui o MP Eleitoral. Para os procuradores, as irregularidades não podem ser consideradas “meras falhas formais ou impropriedades de natureza contábil”.

O corpo técnico do TRE detectou irregularidades em fontes de despesas distintas, envolvendo contratos de locação de veículos por empresas sem capacidade operacional. Oito fornecedores receberam movimentações irregulares da campanha em 2022, conforme aponta as apurações: Cinqloc Empreendimentos (ACE Rio), Car Service Logística e Eventos, WR Car Service Locação de Veículos e Eventos, M.N. Seixas Automóveis, Posto Novo Recreio, Vitoraci Comunicação 2022 SPE, 8em7 Inteligência em Comunicação e Arrow Agência Digital Marketing e Parcerias.

Segundo o MP Eleitoral, as provas e informações bancárias colhidas no curso da investigação revelam que algumas das empresas contratadas não tinham sede física, nem capacidade operacional para prestar o serviço. Além disso, há evidências de que subcontratavam os serviços que se dispuseram a prestar para a campanha, por valores bem menores do que efetivamente receberam.

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Procuradoria defende cassação de governador e vice do Rio de Janeiro

             A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro, do vice, Thiago Pamplona, e do deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar. O parecer foi enviado nesta quinta-feira (7) ao tribunal.

A manifestação da procuradoria fez parte de um recurso no qual o órgão pretende reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio deste ano, absolveu Castro e outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) durante a campanha eleitoral de 2022.

As acusações também são endossadas pela campanha de Marcelo Freixo, candidato ao governo estadual em 2022. A coligação entrou com o recurso no TRE para cassar a chapa de Castro. 

No documento enviado ao TSE, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirma que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários sem amparo legal e na descentralização de recursos para entidades desvinculadas da administração pública, além de outras irregularidades. Para Espinosa, Castro e os demais acusados devem ter os mandatos cassados. 

"A prova dos autos autoriza o reconhecimento da prática do abuso de poder político e econômico, com gravidade suficiente para conspurcar a legitimidade do pleito, de modo a se determinar a cassação do diploma dos investigados Cláudio Castro, Thiago Pampolha Gonçalves e Rodrigo da Silva Bacelar, declarando-se a inelegibilidade, pelo prazo de oito anos", diz o parecer. O caso é relatado no TSE pela ministra Isabel Galotti. Não há data definida para o julgamento.

Em nota, Cláudio Castro declarou que está "tranquilo e confiante na Justiça. Segundo ele, o TRE rejeitou a ação por "total inconsistência e falta de provas". A Agência Brasil busca contato com os demais envolvidos. O espaço está aberto para manifestação. Do DP

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Assassinos de Marielle, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são condenados pelo Tribunal do Júri

                  Quase sete após o crime, o 4º Tribunal do Júri do Rio condenou nesta quarta-feira (30) os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime chocou o país e – até hoje – gera repercussão em todo o mundo.

O ex-policial militar Ronnie Lessa, o autor dos disparos naquela noite de 14 de março de 2018, recebeu a pena de 78 anos e 9 meses de prisão.

O também ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o Cobalt usado no atentado, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. O Ministério Público, que queria 84 anos de prisão para os dois, afirmou que vai recorrer.

"A Justiça por vezes é lenta, é cega, é burra, é injusta, é errada, é torta, mas ela chega. A Justiça chega para aqueles que como os acusados acham que jamais serão atingidos pela Justiça", disse a juíza Lúcia Glioche na leitura da setença

Diante do anúncio das sentenças, famílias devastadas pelas perdas caíram em lágrimas no tribunal. Os pais (Marinete e Antônio), a irmã (Anielle Franco) e a filha de Marielle (Luyara), e as viúvas dela (Mônica Benício) e de Anderson (Ágatha Reis) se abraçaram e aplaudiram, muito emocionados.

Além da prisão, Lessa e Élcio terão que pagar:

uma pensão, até os 24 anos, para o filho de Anderson, Arthur

R$ 706 mil de indenização por dano moral para cada uma das vítimas — Arthur, Ághata, Luyara, Mônica e Fernanda Chaves. As indenizações somam R$ 3.530.000 para os dois dividirem

custas do processo, sendo mantida a prisão preventiva deles, negando o direito de recorrer em liberdade.

Apesar das penas, Lessa e Élcio devem sair bem antes da cadeia. Os dois assinaram um acordo de delação premiada, que levou ao avanço das investigações – principalmente em relação aos mandantes.

No acordo, está previsto, entre outras coisas, que:

Élcio Queiroz ficará preso, no máximo, por 12 anos em regime fechado;

Ronnie Lessa ficará preso por, no máximo, 18 anos em regime fechado – e mais 2 anos em regime semiaberto.

Esses prazos começam a contar na data em que foram presos, em 12 de março de 2019 – um ano após o crime. Ou seja, 5 anos e 7 meses serão descontados das penas máximas. 

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/

terça-feira, 29 de outubro de 2024

MP pede pena máxima, de 84 anos, para Lessa e Queiroz, assassinos de Marielle

                 O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) vai requerer, ao Conselho de Sentença do IV Tribunal do Júri, a condenação máxima para os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O crime ocorreu em março de 2018 e os réus confessos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz serão julgados a partir desta quarta-feira (30) e podem pegar até 84 anos de prisão. O Júri inicia às 9h.

Os dois foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado para o Caso Marielle Franco e Anderson Gomes (Gaeco/FTMA) do por duplo homicídio triplamente qualificados, um homicídio tentado, e pela receptação do Cobalt utilizado no dia do crime, ocorrido em 14 de março de 2018. Ronnie e Elcio foram presos em março de 2019.

O processo que levou à prisão de Lessa e Queiroz tem 13.680 folhas, 68 volumes e 58 anexos. Ambos fizeram delação premiada com a Polícia Federal desde o ano passado para identificar os mandantes do crime. Lessa afirma que Chiquinho e Domingos Brazão, deputado federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, respectivamente, foram os mandantes. Para o Tribunal do Júri, foram selecionadas 21 pessoas comuns. Deste grupo, sete serão sorteadas na hora para compor, de fato, o júri.

Durante os dias de julgamento, os jurados ficam incomunicáveis e dormem em dependências restritas do Tribunal de Justiça do Rio. Para o julgamento, o MPRJ pretende ouvir sete testemunhas. A acusação contará com os depoimentos da única sobrevivente do atentado, a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro com a vereadora e o motorista, além de familiares das vítimas e dois policiais civis.

A previsão é de que o julgamento desta semana se estenda por ao menos dois dias. Das nove testemunhas que deverão prestar depoimento, sete são indicadas pelo Ministério Público estadual, sendo elas a assessora Fernanda Chaves; a viúva de Anderson, Ágatha Reis; a mãe de Marielle, Marinete da Silva; a viúva da vereadora, Monica Benício; uma perita criminal; e dois agentes da Polícia Civil. 

CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL NO INSTAGRA

https://www.instagram.com/afolhadascidades

https://www.facebook.com/afolhadascidades/