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sábado, 30 de maio de 2026

Fux nega pedido de presidente da Alerj e mantém presidente do TJ no comando do Estado

                O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido liminar protocolado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), que pleiteava assumir interinamente a chefia do Poder Executivo fluminense. Com a decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, permanece no comando do governo estadual.

A petição de Douglas Ruas foi apresentada no âmbito da ação que discute o rito e as regras para a realização de uma futura eleição indireta no estado. O parlamentar argumentava que, por critério de linha sucessória constitucional, o comando do Palácio Guanabara deveria ser transferido ao chefe do Legislativo.

A vacância absoluta no Executivo do Rio ocorreu após um duplo movimento político e administrativo: o governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato em abril, enquanto o vice-governador, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Ao fundamentar a rejeição, o ministro Luiz Fux sublinhou que a atual configuração governamental cumpre uma deliberação anterior do próprio plenário da Suprema Corte. O colegiado já havia determinado que o chefe do Poder Judiciário fluminense, Ricardo Couto, deveria conduzir o Estado interinamente até que o mérito das ações que questionam a validade das regras da eleição indireta seja julgado em definitivo pelo STF.

A decisão de Fux barra a tentativa da Alerj de assumir o controle político imediato do Estado, congelando a disputa pelo Palácio Guanabara no campo jurídico e mantendo o Judiciário como garantidor da estabilidade administrativa em meio à crise sucessória fluminense. 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

PF mira Cláudio Castro em operação sobre fundos ligados ao Banco Master

             O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (26), em investigação que apura supostos aportes irregulares de recursos públicos estaduais em fundos ligados ao Banco Master.

A ação da PF investiga transferências que, segundo os investigadores, chegaram perto de R$ 3 bilhões. Os recursos teriam sido direcionados durante a gestão estadual para aplicações vinculadas ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Grande parte do dinheiro saiu do Rioprevidência — fundo responsável pela administração dos benefícios de aproximadamente 235 mil aposentados e pensionistas do estado — e também da Cedae, companhia estadual responsável pelo abastecimento de água em boa parte do território fluminense.

A operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação ganhou força após movimentações políticas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou recentemente ter conseguido as assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar os investimentos do governo estadual no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi instalada.

Segundo os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência teria investido quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.

A defesa de Cláudio Castro acompanha o caso. O advogado Carlo Luchione informou que se deslocava para a residência do ex-governador para acompanhar o cumprimento das buscas realizadas pelos agentes federais.

O caso amplia a pressão política e jurídica sobre aliados do PL no Rio de Janeiro e pode provocar novos desdobramentos tanto no campo judicial quanto no ambiente político da Alerj e do governo estadual. 

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sábado, 23 de maio de 2026

Lula critica influência de milícias no Rio durante agenda na Fiocruz e provoca reação da Alerj

        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas à influência das milícias no Rio de Janeiro durante agenda oficial realizada neste sábado (23), na inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz.

Ao lado do governador interino Ricardo Couto, Lula afirmou que, caso a escolha do novo chefe do Executivo fluminense tivesse ficado sob responsabilidade da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o estado poderia acabar sendo governado por alguém ligado às milícias.

“Se a Assembleia tivesse que indicar, ia vir um miliciano”, declarou o presidente durante discurso no evento.

Na fala, Lula pediu que Ricardo Couto aproveite o período à frente do governo estadual para enfrentar o avanço das organizações criminosas no estado.

“Não é possível que esse estado poderoso, bonito, seja governado por milicianos. O povo do Rio não merece isso”, afirmou.

O presidente também defendeu ações mais duras contra grupos criminosos e cobrou investigações envolvendo agentes públicos ligados às milícias.

“Prenda todos que governaram esse estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, disse Lula.

Ricardo Couto assumiu o comando do Executivo estadual após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Antes disso, ele presidia o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Nos bastidores políticos, o grupo aliado de Cláudio Castro articulava uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para definir o novo governador, movimento posteriormente barrado por decisões judiciais.

Durante o evento, Lula também afirmou que o governo federal pretende ampliar ações de combate ao domínio territorial de facções criminosas e milícias em comunidades do Rio de Janeiro.

“Não é possível que a cidade mais conhecida do mundo continue como local onde facções tomaram conta do território”, declarou.

As declarações provocaram reação imediata da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que divulgou nota oficial criticando as falas do presidente.

Segundo o comunicado, a Alerj afirmou que “respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”.

A nota também classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos.

O episódio amplia a tensão política entre o Palácio do Planalto e setores da política fluminense em meio ao debate sobre segurança pública e combate às organizações criminosas no estado. 

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Deputado Thiago Rangel é preso pela Polícia Federal que investiga fraudes na Educação do RJ

             O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (5) durante a deflagração da 4ª fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A ação tem como foco o combate a fraudes em processos de contratação de materiais e serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Ao todo, foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão. As diligências ocorreram em diversas cidades fluminenses, incluindo Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

De acordo com as investigações, o esquema envolvia o direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais ligadas à Diretoria Regional Noroeste da Secretaria de Educação — área apontada como de influência política de Thiago Rangel — para empresas previamente selecionadas e supostamente vinculadas ao grupo investigado.

A atual fase da operação é um desdobramento direto das apurações iniciadas anteriormente, quando foram analisadas mídias apreendidas na 1ª etapa da Operação Unha e Carne. Na ocasião, a investigação tinha como foco o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos.

Durante a primeira fase, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) também foi preso. Nesta nova etapa, há ainda um mandado de prisão expedido contra Bacellar, que já se encontra detido.

Segundo a Polícia Federal, os indícios apontam para um esquema estruturado de favorecimento em contratos públicos, comprometendo a lisura dos processos licitatórios e gerando prejuízos aos cofres públicos.

As investigações seguem em curso, e os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitações e corrupção. 

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Presidente da Alerj é preso pela PF em operação que investiga vazamento de informações

                A política fluminense foi sacudida nesta quarta-feira (3) com a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga o suposto vazamento de informações sigilosas e a tentativa de obstrução de investigações relacionadas ao crime organizado. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento imediato de Bacellar do mandato.

Segundo informações da PF, Bacellar é suspeito de ter repassado dados confidenciais da Operação Zargun, deflagrada em setembro, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias (MDB). As apurações revelam que, na véspera da operação, Bacellar teria telefonado para TH Joias, alertando sobre os mandados que seriam cumpridos e orientando o colega a destruir provas. A manobra incluiu, segundo a investigação, a contratação de um caminhão-baú para transportar materiais que poderiam comprometer o parlamentar.

Bacellar foi preso dentro da própria Superintendência da PF no Rio, na Praça Mauá, após ser “convidado” pelo superintendente Fábio Galvão para uma reunião. Assim que chegou ao local, recebeu voz de prisão e teve o celular apreendido. TH Joias também seria levado para prestar novo depoimento no âmbito das investigações.

Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes classificou as condutas investigadas como extremamente graves.

“Os fatos narrados pela Polícia Federal são gravíssimos, indicando que Rodrigo Bacellar estaria atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa”, escreveu o ministro.

A Operação Unha e Carne segue em andamento, e novos desdobramentos são aguardados nos próximos dias, podendo impactar diretamente o cenário político do Estado do Rio de Janeiro.

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Megaoperação nas comunidades da Penha e do Alemão deixa 64 mortos e expõe falência da segurança pública no Rio

                   Uma megaoperação conjunta das Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão, terminou com um saldo trágico: 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 pessoas presas. A ação, que tinha como alvo a facção Comando Vermelho (CV), reacende o debate sobre o colapso da segurança pública no Estado e a necessidade urgente de cooperação entre os governos estadual e federal.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o Rio vive uma situação de guerra, com áreas dominadas pelo tráfico e pela milícia, onde o Estado praticamente perdeu o controle.

“São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem. Casas construídas de forma irregular, becos que tornam impossível o patrulhamento. Esses criminosos dominaram essa região. Hoje, por exemplo, utilizaram drones lançando artefatos explosivos contra policiais e a população. Essa é a realidade do Estado de guerra que vivemos”, afirmou o secretário em entrevista à TV Globo.

Vídeos divulgados pela Polícia Civil mostram drones lançando bombas em direção às equipes de segurança, em uma das mais ousadas retaliações já vistas no histórico do crime organizado no país.

Santos ressaltou ainda que o governo fluminense solicitou ajuda federal em uma operação anterior, mas o pedido foi negado.

“Sozinho, ninguém consegue fazer nada. São quase 1.900 favelas no Rio de Janeiro. Somos o quarto menor Estado, mas o terceiro mais populoso. Já apreendemos 600 fuzis na mão de criminosos. É um diagnóstico muito ruim. É importante que Estado, prefeitura e União sentem à mesa, sem ideologia”, completou.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota nesta terça-feira (28) na qual afirma que mantém a Força Nacional no Rio de Janeiro desde outubro de 2023, com atuação garantida até dezembro de 2025. Segundo o ministério, essa medida pode ser renovada.

A pasta também afirma que atendeu a todos os 11 pedidos de renovação feitos pelo governo do Rio, o que demonstra "total apoio" do governo às forças de segurança estaduais e federais que atuam na capital fluminense.

A escalada da violência na capital fluminense reacende a discussão sobre a presença do crime organizado em áreas dominadas e a dificuldade das forças de segurança em restabelecer o controle territorial. 

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sábado, 9 de agosto de 2025

Arlindo Cruz será velado em cerimônia pública com homenagem tradicional no Império Serrano

                Morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, o cantor e compositor Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro. O velório do artista será realizado neste sábado (9), a partir das 18h, na quadra do Império Serrano, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, em uma cerimônia no formato de gurufim, tradição de origem africana que combina música e bebida para amenizar o luto. A homenagem ficará aberta ao público até às 10h da manhã de domingo (10).

Segundo familiares, um momento restrito para amigos e familiares próximos também será reservado durante o velório. O sepultamento está marcado para as 11h do domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Arlindo Cruz estava internado desde abril no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio, e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O artista vinha enfrentando graves problemas de saúde desde 2017, quando sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico. Após o episódio, passou quase um ano e meio internado e, desde então, lidava com as sequelas, passando por várias internações e sem retornar aos palcos.

Em comunicado oficial, a família ressaltou o legado deixado pelo sambista:

“Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos que cruzaram seu caminho. Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores.”

O texto acrescenta ainda:

“Agradecemos profundamente todas as mensagens de carinho, orações e gestos de apoio recebidos ao longo de sua trajetória e, especialmente, neste momento de despedida. Arlindo parte deixando um legado imenso para a cultura brasileira e um exemplo de força, humildade e paixão pela arte. Que sua música continue ecoando e inspirando as próximas gerações, como sempre foi seu desejo.”

A despedida de Arlindo Cruz no Império Serrano promete reunir admiradores e amigos para celebrar a vida e a obra de um dos maiores ícones do samba, cuja trajetória marcou profundamente a música popular brasileira.

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domingo, 3 de agosto de 2025

Ato em Copacabana reúne bolsonaristas com discursos contra Lula, Moraes e defesa de anistia para 8 de janeiro

Com presença de Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e parlamentares, manifestação reforça discurso de perseguição política e ganha tons internacionais com referência à Lei Magnitsky

A orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a ser palco de manifestações políticas neste domingo (3). Convocado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ato reuniu centenas de apoiadores com bandeiras do Brasil, bandeiras dos Estados Unidos, camisas verde-amarelas e faixas com mensagens que pediam a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Entre os discursos inflamados, um momento simbólico ocorreu quando o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, colocou Jair Bolsonaro no viva-voz do celular para falar brevemente com os manifestantes. A fala, ainda que rápida, foi recebida com aplausos e gritos de apoio, evidenciando a permanência do ex-presidente como figura central do bolsonarismo.

O senador também aproveitou o momento para criticar duramente o Supremo Tribunal Federal, reforçando a narrativa de perseguição política. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também subiu no carro de som e discursou, declarando solidariedade àqueles que, segundo ele, estão sendo "injustamente punidos" pelos acontecimentos do 8 de janeiro.

Além dos líderes políticos locais, deputados federais, estaduais e vereadores compareceram ao ato, que buscou dar uma nova roupagem ao discurso bolsonarista, agora com tintas de conflito internacional. Cartazes e falas mencionaram a Lei Magnitsky, recentemente evocada por Donald Trump — que enquadrou o ministro Alexandre de Moraes como alvo da norma, usada nos Estados Unidos para aplicar sanções contra estrangeiros acusados de violar direitos humanos.

Não passaram despercebidas as bandeiras norte-americanas erguidas durante a manifestação, sinalizando alinhamento simbólico com o presidente norte-americano e seu novo mandato. Manifestantes também comemoraram a imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, supostamente em retaliação ao posicionamento do Judiciário brasileiro — uma tese promovida pela ala bolsonarista mais radical.

Embora tenha se apresentado como um ato “em defesa da liberdade e da democracia”, a manifestação teve como foco principal o repúdio às decisões do STF, os desdobramentos jurídicos do 8 de janeiro e o fortalecimento da imagem de Bolsonaro como líder de oposição perseguido por instituições.

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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Despedida no palco da arte: Brasil se despede de Preta Gil com emoção, música e reverência

                    Em um dia marcado por emoção e reverência, o coração cultural do Rio de Janeiro — o imponente Theatro Municipal — foi palco de um adeus à altura de uma estrela que jamais será esquecida. Foi ali, sob lustres centenários e colunas de mármore, que familiares, amigos e fãs prestaram a última homenagem à cantora Preta Gil, que faleceu aos 50 anos após uma intensa batalha contra um câncer no intestino.

O silêncio solene do salão nobre foi entrecortado por lágrimas e abraços apertados. Entre os vitrais coloridos que tantas vezes refletiram aplausos à arte, refletiu-se desta vez a dor de uma despedida precoce, mas também o legado de uma artista que viveu com intensidade, generosidade e autenticidade.

No fim da tarde, o cortejo seguiu para a capela ecumênica do Crematório e Cemitério Vertical da Penitência, no Caju, em uma cerimônia íntima, reservada aos mais próximos. Lá, Preta Gil foi cremada, encerrando um ciclo que começou em 2003, quando trocou a publicidade pela música e lançou seu primeiro álbum, “Prêt-à-Porter”.

A partir dali, construiu uma carreira vibrante, que não se prendeu a rótulos. Preta foi do pop ao samba, do trio elétrico à televisão, das novelas à criação de eventos icônicos como o Baile da Preta. Também brilhou no GNT com o programa Vai e Vem e em parcerias inesquecíveis com o filho Fran Gil, como a música “Meu Xodó”. No palco ou fora dele, sua mensagem era uma só: liberdade, respeito, amor e verdade.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta carregava em si o DNA da música popular brasileira. Cresceu entre acordes, afetos e lutas. Era afilhada de Gal Costa, irmã de outros seis filhos de Gil, mãe dedicada de Fran e avó apaixonada de Sol de Maria, de 9 anos. Sua família sempre foi seu porto seguro — e também inspiração para seguir firme nos momentos mais difíceis.

Ao tornar público o diagnóstico de câncer em janeiro de 2023, Preta escolheu caminhar com o Brasil ao seu lado. Em suas redes, revelou o lado humano da doença, sem esconder as dores, os medos e as pequenas vitórias. Sua coragem em viver com dignidade até o fim transformou seguidores em admiradores ainda mais fiéis.

Preta Gil não foi apenas uma artista. Foi uma mulher à frente de seu tempo. Uma voz que enfrentou preconceitos, rompeu padrões, abriu caminhos e mostrou que vulnerabilidade também é força. Que ser quem se é, com todas as cores e curvas da vida, é um ato político e revolucionário.

Ela se foi, mas a sua luz — intensa, irreverente e cheia de vida — continuará ecoando por gerações. Nos palcos, nas ruas, nos carnavais, nos lares de tantas mulheres que ela inspirou a viver sem medo.

Preta Gil vive. Em cada nota de “Sinais de Fogo”, em cada sorriso solto ao som de “Só o Amor”, em cada passo firme de quem aprendeu com ela que é possível ser grande, mesmo diante da dor.

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terça-feira, 20 de maio de 2025

PF deflagra operação contra vereadores eleitos por corrupção eleitoral em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia

              A manhã desta terça-feira (20) foi marcada por uma nova ação da Polícia Federal no combate à corrupção eleitoral no estado do Rio de Janeiro. A operação, deflagrada nas cidades de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, tem como alvo vereadores eleitos nas eleições municipais de 2024, suspeitos de compra de votos e outros atos ilícitos durante a campanha.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, em residências de investigados e nas Câmaras Municipais dos dois municípios.

As investigações em Cabo Frio começaram ainda no primeiro turno do pleito municipal, quando cabos eleitorais de um dos candidatos a vereador foram conduzidos à delegacia da Polícia Federal por suspeita de compra de votos. Com os indivíduos, foram apreendidos santinhos e uma quantia considerável de dinheiro, fracionada em cédulas de R$ 100, sinal claro de uma possível prática de aliciamento de eleitores.

Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal teve acesso a conversas e mensagens que confirmam a existência de um esquema ilícito envolvendo a troca de agendamentos médicos em um hospital municipal por votos. As informações indicam que um funcionário da unidade de saúde estaria envolvido diretamente nas articulações, favorecendo eleitores com marcações de consultas em troca de apoio eleitoral ao então candidato, hoje eleito.

Já no município de São Pedro da Aldeia, também durante o primeiro turno, um eleitor foi flagrado filmando o momento do voto na urna eletrônica – prática proibida pela legislação eleitoral. Levado à Polícia Federal, ele revelou que foi orientado por um cabo eleitoral de outro candidato, que também conseguiu se eleger, a gravar o voto como comprovação do apoio, em troca de uma recompensa de R$ 100.

As conversas obtidas pela PF indicam que a entrega do valor seria feita no comitê de campanha do candidato, localizado no bairro Mossoró, demonstrando um esquema de cooptação direta do eleitor.

Com a deflagração da operação, os vereadores eleitos investigados poderão responder pelo crime de corrupção eleitoral, tipificado no Código Eleitoral, e por outros delitos conexos que forem descobertos no curso das investigações.

A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos e não descarta novas fases da operação ou o envolvimento de mais agentes públicos. A ação reforça o compromisso da instituição com a lisura do processo democrático e a repressão a práticas que comprometem a legitimidade do voto popular. 

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domingo, 4 de maio de 2025

Lady Gaga reúne 2,1 milhões em Copacabana e supera Madonna e Rolling Stones

            A apresentação de Lady Gaga, no último sábado (3), em Copacabana, entrou para a história dos grandes shows internacionais no Brasil. Segundo estimativa da Riotur, cerca de 2,1 milhões de pessoas acompanharam a performance da estrela pop na praia, superando os públicos registrados nos shows de Madonna, em 2023, e dos Rolling Stones, em 2006, ambos com cerca de 1,6 milhão de pessoas.

Apesar do novo marco, o recorde de maior público em show gratuito na orla carioca ainda pertence ao cantor britânico Rod Stewart, que se apresentou no Réveillon de 1994 para um público estimado entre 3,5 milhões e 4,2 milhões de pessoas, segundo o Guinness Book, o livro dos recordes. A contagem, no entanto, é contestada por críticos que argumentam que parte significativa da audiência estava na praia apenas para celebrar a virada de ano.

Naquele show histórico, Rod Stewart cantou sucessos como “Maggie May”, “Baby Jane” e “Stay With Me”, marcando um dos momentos mais emblemáticos da música ao vivo no país. Ao programa Fantástico, o cantor relembrou recentemente o evento e o episódio em que foi expulso do Copacabana Palace após jogar futebol no quarto do hotel.

Outro show memorável foi o dos Rolling Stones, em 2006, que levou 1,5 milhão de pessoas à praia. A apresentação contou com estrutura grandiosa e um palco conectado por passarela diretamente ao Copacabana Palace, onde os integrantes da banda estavam hospedados. O grupo embalou o público com clássicos como “Start Me Up”, “Brown Sugar” e “Satisfaction”. Com informações do G1/Foto: Marcelo Piu/Riotur

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terça-feira, 15 de abril de 2025

Operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro termina com cinco mortos

               Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada nesta terça-feira (15) na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul da capital, resultou na morte de cinco suspeitos, incluindo o chefe do tráfico local, conhecido pelo apelido de “Cheio de Ódio”. A informação foi confirmada pelo secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, em entrevista ao telejornal RJ1, da Rede Globo.

A ação teve como objetivo o cumprimento de dois mandados de prisão contra os suspeitos de envolvimento na morte do policial civil João Pedro Marquini, de 38 anos, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a tropa de elite da corporação. Marquini era casado com a juíza Tula Mello e foi assassinado durante uma operação anterior na comunidade.

Os principais alvos da ofensiva, Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca e Walace Andrade de Oliveira, não foram localizados. Contudo, durante a ação, os policiais apreenderam três fuzis, duas pistolas, granadas e prenderam dois suspeitos.

Felipe Curi destacou que o confronto aconteceu em resposta à reação dos criminosos:

“Se eles não reagirem, não vai haver confronto. Agora, se optarem pelo confronto, a opção é deles”, afirmou o secretário.

Curi também criticou decisões judiciais que limitaram operações policiais em comunidades nos últimos anos, alegando que tais restrições permitiram o fortalecimento do crime organizado.

“Antes, nós mantínhamos uma ostensividade nas comunidades. Isso foi proibido. Agora, a gente está fazendo um plano de retomada dessas localidades”, declarou.

A operação segue em andamento, com reforço no policiamento da região e buscas pelos dois alvos principais que continuam foragidos. Do G1

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domingo, 16 de março de 2025

Ato em Copacabana reúne apoiadores de Bolsonaro e pede anistia para presos de 8 de janeiro

                Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participaram de um ato na manhã deste domingo (16) em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Convocada pelo próprio ex-presidente, a manifestação teve como principal pauta o pedido de anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, considerados o maior atentado às instituições democráticas do Brasil desde a redemocratização.

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o evento chegou ao seu ápice com cerca de 18,3 mil pessoas presentes. Já a Polícia Militar do Rio de Janeiro, em publicação nas redes sociais, estimou um público de 400 mil pessoas.

O ato contou com a presença de diversas autoridades políticas, entre elas o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. Também marcaram presença os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, além do pastor Silas Malafaia, coordenador do evento.

Bolsonaro pede anistia e critica o governo Lula

Por volta das 11h30, Bolsonaro discursou para seus apoiadores, defendendo a anistia para os presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro e criticando a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante sua fala, ele comparou sua administração com a de Lula e afirmou que sua permanência no Brasil será um problema para seus opositores.

"Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção, e nem poder pra fazer aquilo que estão sendo acusados", declarou Bolsonaro. Ele citou nomes de algumas mulheres condenadas e questionou as penas impostas. "Quem foi a liderança dessas pessoas? Não tiveram. Foram atraídas pra uma armadilha", afirmou.

O ex-presidente ainda sugeriu que as condenações de manifestantes seriam uma justificativa para sua própria punição. "Se deram 17 anos de pena para pessoas humildes, é para justificar uma pena de 28 anos para mim", declarou. Bolsonaro garantiu que não pretende deixar o Brasil. "Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila, se eu tivesse do lado deles", afirmou.

A manifestação reforçou o apoio de Bolsonaro entre seus seguidores e sua linha de defesa sobre os atos de 8 de janeiro. O evento também evidenciou a polarização política no país e a força do ex-presidente dentro do seu grupo político.  Foto: Custodio Coimbra

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

PF apreende celulares no freezer da casa do prefeito eleito em Caxias (RJ)

             A Polícia Federal apreendeu dois celulares no freezer na casa do prefeito eleito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB). Ele é um dos alvos da operação deflagrada nesta sexta-feira (13) contra uma organização criminosa suspeita de compra de votos e lavagem de dinheiro.

Quando os agentes chegaram na casa do político, que é sobrinho do secretário Estadual de Transportes e ex-prefeito de Caxias, Washington Reis (MDB), também alvo da ação, Netinho tentou esconder os aparelhos dentro do eletrodoméstico.

Os aparelhos foram colocados dentro de uma gaveta do refrigerador ao lado de potes de sorvetes. Os telefones foram achados durante as buscas feitas pelos agentes federais. Dois carros de luxo foram apreendidos em Xerém, em Caxias, na casa de Washington Reis.

A Operação Têmis cumpre 22 mandados de busca e apreensão em São João do Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e na capital fluminense.

Fernanda Izabel da Costa (MDB), vereadora de Caxias e filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, também está entre os alvos da operação.

O deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), que foi candidato à prefeito de São João de Meriti, na Baixada, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Na casa de Wellington da Rosa, assessor do deputado Valdecy da Saúde e funcionário das prefeituras de São João de Meriti e Miguel Pereira, os agentes apreenderam R$ 2,28 milhões.

Em setembro, o Fantástico, da Rede Globo, revelou que um grupo era contratado por políticos em períodos eleitorais para aplicar o golpe do "teatro invisível". Caracterizados de moradores locais, atores e atrizes abordavam as pessoas na rua e espalhavam informações falsas que favoreciam o político que os contratou ou desfavoreciam os opositores.

A PF teve acesso a um arquivo chamado "Valdecy campanha teatro", que registra um gasto total de R$ 55 mil por grupo. Os relatórios da polícia listam quantas pessoas foram abordadas e quantas foram convencidas a trocar de voto. Do G1 

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