Em manifestação pública
nesta segunda-feira (18), o advogado Anderson Flexa classificou a condução do
caso como um “grande equívoco de compreensão” por parte da polícia. Segundo
ele, a investigação carece de elementos técnicos fundamentais que sustentem a
tese de fraude.
“Nenhum laudo pericial
foi apresentado, nenhuma análise técnica conclusiva foi incluída no inquérito.
Aquilo que deveria comprovar a versão da polícia simplesmente não existe nos
autos”, afirmou o advogado, destacando a ausência de
exames de trajetória balística ou provas materiais que confirmem a suposta
simulação do crime.
O caso remonta ao dia 27 de
março, quando o veículo em que Aline Melo estava foi atingido por disparos de
arma de fogo na rodovia estadual PE-28. Na ocasião, a secretária relatou que
poderia se tratar de um episódio de violência de gênero. Apesar do susto,
ninguém ficou ferido.
Com o avanço das
investigações, a Polícia Civil passou a questionar a veracidade do atentado,
com base principalmente na análise de imagens de câmeras de segurança e em
contradições identificadas nos depoimentos das pessoas envolvidas. A delegada
responsável pelo caso, Myrthor Andrade, afirmou que as divergências levantaram
suspeitas sobre a dinâmica apresentada inicialmente.
Diante da conclusão do
inquérito, Aline Melo e o motorista do veículo, Ewerton Eduardo, foram
indiciados por fraude processual, denunciação caluniosa e falsa comunicação de
crime. Ambos também foram afastados de suas funções na prefeitura.
A defesa, no entanto,
sustenta que a ausência de provas técnicas fragiliza a acusação e deve ser
considerada no curso do processo judicial. O caso agora segue para análise do
Ministério Público, que avaliará a consistência das provas e decidirá sobre eventual
denúncia à Justiça.
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