terça-feira, 19 de maio de 2026

Denúncia de conflitos internos aprofundam crise em igreja de Arcoverde

            A crise envolvendo a Primeira Igreja Batista de Arcoverde ganhou novos desdobramentos após o avanço judicial de um caso de suposto assédio sexual contra um ex-missionário da congregação. O episódio, que já repercutia internamente, agora se amplia com implicações judiciais e questionamentos sobre a condução administrativa da instituição. 

O Ministério Público de Pernambuco formalizou, em 13 de março de 2026, denúncia contra o ex-missionário, acusado de assediar uma adolescente. A Justiça acatou a acusação quatro dias depois, autorizando o andamento da ação penal na 2ª Vara Criminal de Arcoverde. 

Além da esfera judicial, a crise se intensificou dentro da igreja. Relatos de membros apontam para um ambiente de divisão interna, com acusações de afastamento de fiéis que buscaram apoio junto à Convenção Batista. Há ainda críticas sobre a condução de casos anteriores envolvendo o mesmo acusado. 

Um dossiê elaborado por membros da congregação levanta suspeitas de falhas administrativas e possíveis violações estatutárias por parte do pastor-presidente. Entre os pontos apontados estão a suposta omissão diante de denúncias, tentativa de tratar casos de forma interna sem deliberação da assembleia e ausência de comunicação transparente à comunidade. 

O documento destaca episódios que remontam a 2023, quando um  caso envolvendo o mesmo indivíduo teria sido tratado sem medidas disciplinares efetivas. Em 2025, um novo episódio teria levado a tentativas de resolução interna, contrariando procedimentos previstos no estatuto da igreja. 

A intervenção da Convenção Batista foi solicitada para acompanhar o caso e avaliar a conduta da liderança. Entre as recomendações, estão medidas administrativas e maior rigor na condução institucional. 

A permanência do pastor-presidente também tem sido alvo de debates. Em duas reuniões, a maioria dos membros votou contra sua continuidade, mas o afastamento não foi concretizado devido à exigência estatutária de dois terços dos votos. 

A situação evidencia um cenário de instabilidade institucional, com reflexos tanto na governança interna quanto na relação entre os fiéis, principalmente no ano em que a igreja celebra seu centenário.

Especialistas apontam que crises dessa natureza podem comprometer a credibilidade das instituições religiosas, sobretudo quando envolvem denúncias sensíveis e falhas na condução administrativa.

O caso segue em andamento, com desdobramentos judiciais e administrativos ainda em curso. A expectativa é de que as investigações avancem e que medidas sejam adotadas para garantir transparência, responsabilização e proteção aos membros da comunidade. 

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