terça-feira, 19 de maio de 2026

Defesa de secretária contesta conclusão da Polícia Civil e aponta falhas em investigação no Cabo

              A conclusão do inquérito da Polícia Civil de Pernambuco que indiciou a secretária executiva da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, por supostamente forjar um atentado a tiros ocorrido em março deste ano, passou a ser questionada pela defesa da gestora, que aponta inconsistências no processo investigativo.

Em manifestação pública nesta segunda-feira (18), o advogado Anderson Flexa classificou a condução do caso como um “grande equívoco de compreensão” por parte da polícia. Segundo ele, a investigação carece de elementos técnicos fundamentais que sustentem a tese de fraude.

Nenhum laudo pericial foi apresentado, nenhuma análise técnica conclusiva foi incluída no inquérito. Aquilo que deveria comprovar a versão da polícia simplesmente não existe nos autos”, afirmou o advogado, destacando a ausência de exames de trajetória balística ou provas materiais que confirmem a suposta simulação do crime.

O caso remonta ao dia 27 de março, quando o veículo em que Aline Melo estava foi atingido por disparos de arma de fogo na rodovia estadual PE-28. Na ocasião, a secretária relatou que poderia se tratar de um episódio de violência de gênero. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a questionar a veracidade do atentado, com base principalmente na análise de imagens de câmeras de segurança e em contradições identificadas nos depoimentos das pessoas envolvidas. A delegada responsável pelo caso, Myrthor Andrade, afirmou que as divergências levantaram suspeitas sobre a dinâmica apresentada inicialmente.

Diante da conclusão do inquérito, Aline Melo e o motorista do veículo, Ewerton Eduardo, foram indiciados por fraude processual, denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime. Ambos também foram afastados de suas funções na prefeitura.

A defesa, no entanto, sustenta que a ausência de provas técnicas fragiliza a acusação e deve ser considerada no curso do processo judicial. O caso agora segue para análise do Ministério Público, que avaliará a consistência das provas e decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário