De
acordo com o secretário executivo de Gestão Estratégica, Anderson Oliveira, o
percentual máximo de ocupação reflete a ausência momentânea de vagas
disponíveis, embora haja variações ao longo do dia. “Esse índice
significa que, naquele momento específico, não há leitos livres, mas a dinâmica
muda conforme altas e transferências”, explicou.
A
maior pressão sobre o sistema está concentrada na primeira macrorregião de
saúde, que inclui a Região Metropolitana do Recife e áreas da Zona da Mata.
Segundo o gestor, essa região concentra entre 85% e 90% das solicitações por
leitos de terapia intensiva pediátrica.
O
aumento da demanda está diretamente ligado à circulação intensificada de vírus
respiratórios, especialmente em quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Apesar de esperado dentro do calendário sazonal, o fenômeno surpreende pela
antecipação. “Estamos lidando com um cenário que se comporta como se
estivéssemos cerca de oito semanas à frente do previsto”, afirmou Anderson
Oliveira.
Mesmo
com a elevada taxa de ocupação, a SES-PE ressalta que não há colapso em
unidades específicas, mas sim uma pressão generalizada. A fila por leitos, que
chegou a registrar cerca de 58 crianças, apresentou redução para 39 pacientes,
evidenciando a rotatividade no sistema.
Para
enfrentar a demanda crescente, o estado intensificou a abertura de novos leitos
desde o período do carnaval, somando cerca de 300 novas vagas de UTI.
Atualmente, Pernambuco conta com 554 leitos destinados ao atendimento de casos
relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Entre
as ações recentes, destaca-se a ampliação da capacidade no Hospital da Mulher
do Agreste, em Caruaru, que recebeu novos leitos de UTI neonatal.
Apesar
dos esforços, a gestão estadual reconhece os limites estruturais da rede. “Existe
um ponto em que a capacidade de expansão não acompanha o ritmo da demanda. A
rede pode, sim, entrar em sobrecarga”, alertou o secretário.
O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada com medidas preventivas e acompanhamento dos casos, especialmente entre o público infantil, mais vulnerável às complicações respiratórias.
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