sexta-feira, 17 de abril de 2026

Gilmar Mendes restabelece prisão da mãe de Henry Borel e reforça autoridade do STF

             Uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal recoloca em evidência um dos casos criminais de maior repercussão no país. Nesta sexta-feira (17), o ministro Gilmar Mendes determinou o restabelecimento da prisão preventiva de Monique Medeiros, ré no processo que apura a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em 2021.

Monique é acusada de participação no crime ao lado do ex-vereador Jairo dos Santos Júnior, também réu no caso. Ambos seguem sendo julgados pela Justiça do Rio de Janeiro.

A decisão do ministro atende a uma reclamação apresentada por Leniel Borel de Almeida Junior, pai da vítima e assistente de acusação no processo. Ele contestou a decisão do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que havia revogado a prisão preventiva de Monique sob o argumento de excesso de prazo.

No entendimento do magistrado, a revogação da prisão desconsiderou decisões anteriores do próprio STF. “Houve violação à autoridade das decisões da Corte que já haviam restabelecido a prisão para garantia da ordem pública e da instrução processual”, destacou o ministro.

O posicionamento também foi respaldado pela Procuradoria-Geral da República, que se manifestou pela necessidade de manutenção da medida cautelar. Em parecer, a PGR apontou que a soltura contrariava decisões já consolidadas no âmbito do Supremo.

Outro ponto central da decisão diz respeito ao alegado excesso de prazo. Para Gilmar Mendes, o atraso no andamento do processo não configura ilegalidade, uma vez que teria sido provocado por estratégias da própria defesa. “Quando o retardo decorre de atos da defesa, não há constrangimento ilegal”, afirmou.

Segundo o ministro, houve manobras processuais que contribuíram para o adiamento da sessão de julgamento, o que afasta o argumento utilizado para justificar a soltura da acusada.

Ao determinar o retorno de Monique Medeiros à prisão, o ministro também orientou a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro a adotar medidas que garantam a integridade física e moral da ré. 

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