Em
declaração pública, a chefe do Executivo estadual destacou os impactos da
ausência de aprovação do orçamento. “Somos o único estado do Brasil que
ainda não aprovou plenamente o orçamento público. Isso atrapalha o
funcionamento do Estado e compromete convênios com os municípios”,
afirmou.
A
governadora também questionou a condução do processo legislativo e defendeu a
soberania do plenário. “Qual é a justificativa para não colocar em pauta
o orçamento? O plenário é soberano e precisa deliberar”, disse.
Apesar
do cenário de indefinição, Raquel Lyra garantiu que a gestão tem mantido os
serviços essenciais. “Estamos segurando, sem parar serviço nenhum, mas na
dureza”, declarou, indicando limitações administrativas impostas pela
ausência da LOA aprovada.
Em
outro momento, a governadora relembrou sua atuação como deputada estadual entre
2011 e 2016, ressaltando que, à época, não houve atrasos em votações
relevantes. Ela também fez críticas indiretas a adversários políticos,
sugerindo que o impasse pode ter motivações eleitorais. “Eleição tem seu
tempo. Agora, me deixem trabalhar, que eu sei fazer”, concluiu.
A
resposta veio do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro
Porto, que negou qualquer obstrução por parte da Casa. Segundo ele, não há
retenção deliberada do projeto e classificou como “falácia” a
narrativa apresentada pelo Governo do Estado.
O impasse em torno da LOA 2026 mantém o clima de tensão entre os poderes Executivo e Legislativo em Pernambuco e segue sem previsão concreta de resolução, enquanto municípios e setores da administração aguardam definição para planejamento orçamentário.
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