O
procedimento foi concluído na noite desta quinta-feira (2), após rigorosa
avaliação técnica conduzida pela NASA. A decisão final partiu dos controladores
de voo no Centro Espacial Johnson, que autorizaram o acionamento após
confirmação de pleno funcionamento dos sistemas da nave.
Considerada
o último grande impulso de propulsão da missão, a manobra insere a Orion na
chamada trajetória de retorno livre — um percurso orbital que permite à nave
contornar a Lua e retornar à Terra aproveitando a gravidade lunar, mesmo em
caso de falhas adicionais de propulsão.
O
administrador da NASA, Jared Isaacman, celebrou o sucesso da operação:
“A manobra de injeção translunar foi concluída com
sucesso. A tripulação da Artemis II está oficialmente a caminho da Lua.”
A
bordo, o clima entre os astronautas é de entusiasmo. O canadense Jeremy Hansen,
que integra a tripulação, destacou o momento histórico:
“Estamos nos sentindo muito bem aqui, a caminho da Lua.”
Com
cerca de 1.600 quilômetros de distância da Terra logo após a manobra, a missão
avança agora para uma fase crucial de testes. Durante os próximos dias, serão
avaliados sistemas essenciais como suporte de vida, navegação e comunicação em
ambiente de espaço profundo — longe da cobertura tradicional de satélites
terrestres.
A
Artemis II marca o retorno de voos tripulados além da órbita terrestre após
mais de cinco décadas, desde a histórica Apollo 17. Diferentemente das missões
Apollo, no entanto, este voo não prevê pouso na superfície lunar.
O
principal objetivo é validar, com astronautas a bordo, os sistemas que
permitirão futuras missões mais ambiciosas — incluindo o retorno definitivo de
humanos à Lua e, posteriormente, avanços rumo a Marte.
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