quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ministério Público apura possível irregularidade em leilão de bens públicos em Arcoverde

            O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades em um leilão de bens promovido pela Prefeitura de Arcoverde. A apuração está centrada, principalmente, na alienação de uma usina de asfalto e de veículos considerados inservíveis pela gestão municipal.

A iniciativa partiu da 4ª Promotoria de Justiça do município, por meio de portaria assinada pelo promotor Edson de Miranda Cunha Filho, com publicação oficial no Diário Eletrônico do MPPE nesta semana.

O procedimento foi instaurado após o recebimento de denúncias encaminhadas à Ouvidoria do órgão, que levantam questionamentos sobre a legalidade e a justificativa técnica da venda de equipamentos públicos. Entre os pontos destacados está a negociação da usina de asfalto, adquirida em 2013 por aproximadamente R$ 1 milhão e que, segundo os denunciantes, poderia atualmente alcançar valor estimado em até R$ 3 milhões.

As manifestações também apontam ausência de documentação técnica que comprove a inservibilidade do equipamento ou que justifique sua desativação, o que levanta dúvidas sobre a conformidade do processo com a legislação vigente.

Outro aspecto que será analisado pelo MPPE envolve a possível contradição administrativa: enquanto promove a venda da usina, a gestão municipal estaria realizando licitações para contratar empresas terceirizadas para execução de serviços de asfaltamento. Segundo os relatos recebidos, essa estratégia poderia resultar em custos mais elevados para os cofres públicos.

De acordo com a portaria, a alienação de bens públicos deve seguir critérios rigorosos estabelecidos pela Lei nº 14.133/2021, incluindo a comprovação de interesse público, avaliação prévia dos bens e declaração formal de que os itens são desnecessários ou inservíveis para a administração.

O procedimento administrativo terá prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado, conforme prevê a Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Durante esse período, o MPPE deverá reunir documentos, ouvir envolvidos e analisar a legalidade dos atos praticados.

A investigação reforça o papel dos órgãos de controle na fiscalização da gestão pública e no acompanhamento de políticas que envolvem o uso e a destinação de bens pertencentes à coletividade. Do Nill Junior

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário