quinta-feira, 2 de abril de 2026

João Campos inaugura Hospital da Criança e amplia rede especializada do SUS

                A cidade do Recife deu um passo estratégico na ampliação da assistência em saúde infantil com a inauguração do Hospital da Criança do Recife Antônio Carlos Figueira. A nova unidade, entregue nesta quinta-feira (2), marca um avanço na estrutura da rede municipal ao concentrar atendimentos especializados voltados exclusivamente para crianças e adolescentes.

A cerimônia contou com a presença do prefeito João Campos e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, simbolizando a parceria entre município e governo federal no financiamento da obra, que ultrapassou R$ 200 milhões — sendo R$ 130 milhões provenientes da União.

Com aproximadamente 12 mil metros quadrados de área construída, o hospital inicia suas atividades de forma gradual, operando inicialmente com cerca de 30% da capacidade. A expectativa da gestão é que a unidade alcance funcionamento pleno em até seis meses, seguindo um modelo progressivo adotado também em hospitais privados.

O equipamento foi planejado para atuar exclusivamente dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com atendimento regulado — ou seja, sem portas abertas para demanda espontânea. Os pacientes serão encaminhados por meio da Central de Regulação do Recife, após passarem por serviços como atenção básica, policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A estrutura dispõe de 60 leitos — sendo 50 de enfermaria e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) — e tem capacidade para realizar mais de 500 mil procedimentos por ano, incluindo consultas, exames e cirurgias. A proposta é garantir atendimento integral em 15 subespecialidades pediátricas, como neuropediatria, psiquiatria infantil e gastroenterologia.

Entre os diferenciais, destaca-se o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Tipo III, com previsão de mais de 2.700 atendimentos mensais, além de um Centro de Diagnóstico Integral (CDI), que reunirá 18 especialidades médicas e oito áreas multiprofissionais. A estimativa é ultrapassar 420 mil exames por ano.

Outro ponto relevante é a implantação do Centro TEA/Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI), voltado ao atendimento de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento. O espaço terá capacidade para cerca de 1.800 atendimentos mensais, com atuação de equipes multiprofissionais.

De acordo com a prefeitura, a nova unidade representa um investimento estratégico na qualificação da rede pública, priorizando a população recifense — responsável por cerca de 65% do custeio da obra — e ampliando o acesso a serviços especializados com maior resolutividade. Foto: Karol Rodrigues/DP

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