No
centro da disputa está a fisioterapeuta Daniele Galindo, que busca na Justiça o
reconhecimento da paternidade de sua filha com o empresário, o que garantiria à
criança o direito a uma herança estimada em mais de R$ 100 milhões.
O
relacionamento entre Daniele e Bino teve início em Arcoverde, onde ambos se
conheceram e passaram a viver juntos. Segundo relato da mãe, o casal manteve
uma relação por cerca de três anos, entre 2017 e 2020.
Durante
esse período, a gravidez teria marcado uma virada no relacionamento. De acordo
com Daniele, o empresário não reagiu bem à notícia, o que teria gerado
conflitos constantes e levado ao fim da convivência.
Ainda
grávida, ela decidiu deixar o Brasil e se mudar para a Itália, onde possuía
vínculos profissionais anteriores.
Na
Itália, a filha nasceu e acabou sendo registrada por um cidadão italiano, um
idoso de 79 anos, como pai legal da criança. A decisão, segundo Daniele, foi
motivada pelas circunstâncias vividas no momento.
Apesar
disso, a relação entre pai e filha biológica não teria sido rompida. Vídeos e
mensagens apresentados mostram o empresário convivendo com a menina, tratando-a
como filha e participando de momentos familiares.
Inclusive,
registros indicam que a criança chegou a conviver com membros da família
paterna, incluindo o avô, Clemens Dengler.
Em
setembro de 2025, Bino esteve pela última vez em Arcoverde. Dias depois,
durante uma viagem rumo a Anápolis, sofreu um acidente fatal na altura de Feira
de Santana. O empresário, a namorada e um amigo morreram no local.
Com
a morte, a disputa pela herança ganhou força. A criança, apontada como única
filha biológica, passou a ser potencial herdeira do patrimônio milionário.
Diante
da possibilidade de cremação do corpo, Daniele solicitou à Justiça a coleta de
material genético para realização de exame de DNA. O pedido foi aceito, e o
resultado confirmou que a menina é filha biológica do empresário.
No
entanto, mesmo com a comprovação científica, o reconhecimento legal ainda
enfrenta entraves. A defesa da família paterna questiona a validade do
processo, apontando supostas irregularidades, como a existência de ações
judiciais em diferentes cidades.
Outro
argumento apresentado é que, por ter sido registrada por outro homem na Itália,
a criança não teria direito automático à herança biológica.
Em
meio ao impasse, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao
reconhecimento da paternidade, defendendo que o vínculo biológico garante à
menina o direito à herança.
Enquanto
a disputa segue sem desfecho, a mãe do empresário, residente na Alemanha, foi
designada como responsável pela administração do patrimônio deixado pelo filho.
O processo segue em tramitação na Justiça de Pernambuco e deve ter novos desdobramentos nos próximos meses. O caso levanta discussões sobre filiação, direitos sucessórios e os desafios jurídicos envolvendo registros internacionais.
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