sexta-feira, 20 de março de 2026

Alta do diesel persiste e pressiona preços dos combustíveis em Pernambuco e no Brasil

              Mesmo após o anúncio de medidas emergenciais por parte do governo federal, o mercado de combustíveis segue pressionado em todo o país. Levantamentos recentes apontam que o valor do diesel continua em trajetória de alta, refletindo os impactos do cenário internacional e levantando preocupações sobre os efeitos na economia, especialmente no setor de transportes.

De acordo com dados da empresa de gestão de frotas Truckpag, o preço médio do litro do Diesel S10 atingiu R$ 7,28 nesta sexta-feira (20), acumulando uma elevação de 26,87% desde o fim de fevereiro, período marcado pelo início do conflito no Oriente Médio. O aumento representa um acréscimo de R$ 1,54 por litro em menos de um mês.

No recorte regional, Pernambuco aparece entre os estados com maiores reajustes no Nordeste. Segundo o levantamento, o estado registrou alta de 23,54% no preço do Diesel S10, o equivalente a R$ 1,33 a mais por litro no período analisado.

No comparativo regional, a maior variação foi observada na Bahia, onde o diesel subiu 36,09%, enquanto a menor alta foi registrada na Paraíba, com 13,16%.

Especialistas apontam que o avanço dos preços está diretamente ligado às oscilações do mercado internacional de petróleo, agravadas por tensões geopolíticas recentes, além da dinâmica cambial.

A pressão não se limita ao diesel. Dados da empresa Valecard indicam que o preço da gasolina também apresentou elevação em todo o país, com média de alta de 11,38% no período analisado.

Em Pernambuco, no entanto, o impacto foi ainda mais expressivo. O estado registrou uma das maiores variações do Brasil, com aumento de 16,33% no valor do litro. O preço médio chegou a R$ 7,47 na quinta-feira (19), com registros de postos comercializando a gasolina a R$ 7,49 nesta sexta-feira.

A continuidade da alta nos combustíveis preocupa setores produtivos e consumidores, uma vez que o diesel é fundamental para o transporte de cargas e influencia diretamente os preços de alimentos e outros produtos.

Apesar das tentativas do governo federal de conter os reajustes, o cenário ainda é de instabilidade, e o mercado segue sensível a fatores externos, o que pode manter a pressão sobre os preços nas próximas semanas. 

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