terça-feira, 3 de novembro de 2026

Senado aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos; texto segue para promulgação

      Proposta recebeu 73 votos no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários. Texto prevê integração entre forças de segurança e medidas de combate às facções criminosas.

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e segue para promulgação.

A proposta estabelece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e amplia a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade.

O texto também prevê mecanismos de integração entre as forças de segurança, além de regras para a organização das polícias, guardas municipais e do sistema socioeducativo, respeitadas as competências de cada ente federativo.

Entre as medidas voltadas ao enfrentamento do crime organizado estão a previsão de cumprimento de pena por chefes de facções em estabelecimentos de segurança máxima ou de natureza especial, além de restrições a benefícios penais, conforme as condições estabelecidas no texto.

A PEC também prevê a possibilidade de expropriação de bens, direitos e valores econômicos relacionados a atividades de organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas.

Os destaques apresentados por PT e PL, que tratam da redução da maioridade penal, ficaram fora da votação da proposta principal. O Senado aprovou requerimentos para que as emendas tramitem separadamente.

A aprovação da PEC integra a agenda de segurança pública do governo Lula, que também pretende criar o Ministério da Segurança Pública.

Com a aprovação em dois turnos no Senado, a proposta segue para promulgação, conforme o procedimento constitucional.

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Victor Marques anuncia cancelamento do show de Jorge & Mateus no Réveillon do Recife

Prefeito afirmou que “não há mais clima” para a apresentação da dupla. Contratação foi alvo de críticas nas redes sociais após manifestação política do cantor Jorge em apoio a Flávio Bolsonaro.

O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), anunciou nesta terça-feira (3) o cancelamento da apresentação da dupla sertaneja Jorge & Mateus na programação do Réveillon 2027 da capital pernambucana. A decisão foi comunicada em vídeo publicado nas redes sociais, após a repercussão negativa da contratação.

A polêmica começou depois que internautas resgataram um vídeo em que o cantor Jorge manifesta apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. Na ocasião, o artista declarou: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”.

Diante das críticas, o prefeito afirmou que a situação mudou e justificou a retirada da dupla da programação.

“E é justamente por esse motivo que não há mais clima para a apresentação da dupla Jorge & Mateus dentro da nossa programação”, declarou Victor.

Antes de anunciar o cancelamento, Victor Marques havia se manifestado em defesa da pluralidade política e da convivência entre pessoas com posicionamentos diferentes.

Na ocasião, o prefeito afirmou que as disputas eleitorais não deveriam impedir o respeito às opiniões divergentes e citou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu faço as palavras do presidente Lula as minhas. O Brasil precisa superar as divisões e não aprofundá-las”, publicou anteriormente.

A contratação da dupla também provocou questionamentos sobre a presença de artistas pernambucanos na programação. As críticas ganharam repercussão nas redes sociais, com internautas pedindo a retirada dos cantores da grade do evento.

No pronunciamento desta terça-feira, Victor Marques também destacou a intenção de preservar a dimensão do Réveillon do Recife e ressaltou a importância econômica da festa para a capital pernambucana.

O evento integra o calendário turístico da cidade e movimenta setores como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços.

A decisão de retirar Jorge & Mateus da programação ocorre após dias de manifestações públicas e coloca fim à participação da dupla na festa, conforme anunciado pelo prefeito. 

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Fux arquiva ação que contestava rejeição de Jorge Messias pelo Senado para o STF

Ministro apontou irregularidade na representação da associação autora do processo. Entidade pedia anulação da votação e nova análise da indicação em sessão aberta.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta terça-feira (3) uma ação apresentada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura contra a decisão do Senado Federal que rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte.

A entidade pretendia anular a votação realizada em 29 de abril e obrigar os senadores a analisar novamente o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao justificar o arquivamento, Fux apontou que Gisela Luisa Sterzi de Britto, advogada responsável pela representação da associação, está com a inscrição cancelada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Apresentada ao STF em 2 de maio, a ação pedia, inicialmente, uma liminar para suspender os efeitos da rejeição de Messias até o julgamento definitivo do caso.

A Civitas alegou que a decisão do Senado teria ocorrido mediante “vício de vontade, desvio de finalidade e violação ao devido processo constitucional”.

A associação também solicitou que a votação fosse declarada nula e que uma nova deliberação ocorresse por meio de votação nominal e aberta, sob o argumento de garantir maior transparência e permitir a verificação dos votos dos parlamentares.

Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários no Senado, ficando abaixo dos 41 votos necessários para aprovação. Na votação, todos os 81 senadores estavam aptos a participar. Com a rejeição, a indicação foi arquivada.

Com o arquivamento da ação, o pedido apresentado pela associação não avançou no STF. 

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Senado vota PEC da Segurança Pública nesta terça-feira (3)

Proposta prevê integração das forças de segurança, ampliação das atribuições da PRF, criação de polícias municipais e mudanças no financiamento do setor. Texto é uma das principais prioridades do governo federal.

O Senado Federal deve votar nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para avançar na agenda de enfrentamento à criminalidade. A matéria foi pautada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Apresentada pelo Poder Executivo, a PEC 18/2025 propõe mudanças na organização da segurança pública brasileira, com foco no fortalecimento da integração entre as forças policiais e no combate ao crime organizado.

Entre os principais pontos do texto estão a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a previsão de criação de polícias municipais e o fortalecimento de mecanismos de coordenação e financiamento das políticas de segurança.

A proposta busca ampliar a articulação entre União, estados e municípios, estabelecendo novas diretrizes para a atuação dos órgãos responsáveis pela segurança pública.

O texto também prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, além de medidas relacionadas à criação de ouvidorias autônomas e à implantação do Sistema de Políticas Penais, voltado ao aprimoramento da gestão do sistema prisional brasileiro.

Outro eixo da proposta é a destinação de mais recursos para a área, com o objetivo de fortalecer a capacidade de atuação dos entes federativos diante dos desafios da criminalidade.

As mudanças pretendem dar maior integração às ações de prevenção, investigação e repressão, especialmente contra organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país.

A iniciativa integra o esforço do governo federal para ampliar a resposta institucional ao avanço das facções criminosas e ao domínio territorial exercido por grupos ligados ao narcotráfico.

A proposta também se soma à legislação Antifacção, sancionada em março deste ano, que estabeleceu medidas de endurecimento penal e mecanismos relacionados ao perdimento de bens em investigações envolvendo o crime organizado.

Enquanto a legislação atua sobre instrumentos de responsabilização e repressão, a PEC busca promover mudanças estruturais na organização e no funcionamento do sistema de segurança pública. 

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

André Janones leva estratégia digital de Lula à Argentina e se reúne com Cristina Kirchner contra Milei

Deputado da Rede apresentou métodos de mobilização política e redes sociais a lideranças da oposição argentina. Parlamentar também se encontrou com Sergio Massa e descartou assumir ministério no governo Lula.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu com a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner para apresentar estratégias de mobilização política e digital voltadas ao enfrentamento do governo de Javier Milei. A agenda no país vizinho também incluiu um encontro com o ex-ministro da Economia Sergio Massa, uma das principais lideranças da oposição argentina.

A movimentação ocorre em meio às articulações políticas para as próximas eleições argentinas e à projeção internacional das estratégias digitais utilizadas por Janones durante a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas redes sociais, o parlamentar destacou o encontro com Cristina Kirchner e associou a iniciativa à possibilidade de derrotar a direita radical nas urnas.

“Ao lado de Cristina Kirchner para dizer ao mundo que sim, nós podemos derrotar a extrema direita! Creiam!”, escreveu.

Janones ganhou notoriedade nacional pela atuação nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2022, quando participou da mobilização de apoiadores de Lula e da disseminação de conteúdos políticos no ambiente digital.

O deputado é associado à criação do chamado “Exército do Lula”, canal de WhatsApp que, segundo as informações divulgadas, reúne mais de 10 milhões de seguidores e se tornou uma das ferramentas de mobilização da base digital do presidente.

O modelo de comunicação desenvolvido pelo parlamentar passou a despertar interesse de setores da esquerda em outros países, especialmente pela capacidade de organizar apoiadores, ampliar o alcance de mensagens e disputar narrativas nas plataformas digitais.

A experiência brasileira é apresentada como uma referência para grupos políticos que buscam estruturar estratégias de comunicação e engajamento eleitoral.

Os encontros com Cristina Kirchner e Sergio Massa acontecem em um momento de reorganização da oposição ao presidente Javier Milei.

As duas lideranças integram o campo político peronista e aparecem no debate sobre os possíveis caminhos eleitorais da oposição argentina. Eventuais candidaturas, contudo, dependem das articulações partidárias e das definições políticas no país.

A aproximação com Janones sinaliza o interesse em intercambiar experiências de comunicação e mobilização, em um cenário no qual as redes sociais ocupam espaço cada vez mais relevante nas disputas políticas.

Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (1º), Janones afirmou que não pretende assumir um ministério no governo federal. Segundo o parlamentar, caso receba um convite, a intenção é recusá-lo para continuar exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados.

O deputado também declarou que pretende permanecer na Rede e descartou uma eventual filiação ao PT. 

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Miguel Coelho fala em recomeço após derrota eleitoral e anuncia pausa para cuidar da família e dos negócios

Ex-prefeito de Petrolina reconhece que resultado nas urnas ficou abaixo do esperado, agradece aos pernambucanos e afirma que ainda não definiu os próximos passos na política.

O ex-prefeito de Petrolina e ex-candidato a deputado federal Miguel Coelho (União Brasil) afirmou que vive um momento de recomeço e que ainda não decidiu os rumos de sua trajetória política. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o político fez um balanço das eleições de 2026, reconheceu que o resultado eleitoral não correspondeu às expectativas e anunciou que pretende dedicar mais tempo à família e aos negócios.

“É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, declarou Miguel, ao agradecer aos pernambucanos e, especialmente, à população de Petrolina, cidade que governou por dois mandatos.

Ao comentar a disputa eleitoral, Miguel explicou que aceitou concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados após não conseguir viabilizar sua candidatura ao Senado Federal.

Segundo ele, a decisão ocorreu após incentivos de integrantes de seu grupo político, que defendiam sua participação no pleito. O ex-prefeito afirmou que tinha consciência das dificuldades de uma candidatura construída em curto espaço de tempo e que procurou preservar os demais integrantes da aliança.

Durante a campanha, apostou no reconhecimento popular pelo trabalho realizado à frente da Prefeitura de Petrolina.

Apesar de conquistar, segundo sua avaliação, a maior votação da história do município para deputado federal, Miguel não conseguiu garantir uma vaga na Câmara.

“Sou muito grato a Petrolina. Tive a maior votação da história para deputado federal. Nosso grupo saiu forte em geral, mas o resultado não foi o que eu queria”, afirmou.

Na avaliação do ex-prefeito, as transformações vividas por Petrolina nos últimos anos também trouxeram novos desafios eleitorais.

Miguel destacou que o município recebeu mais de 100 mil novos moradores e empresas, cenário que, segundo ele, ampliou o eleitorado com parcelas da população que não acompanharam diretamente suas duas gestões.

O político, entretanto, não detalhou como esse fator se refletiu individualmente no desempenho de sua candidatura.

Além do resultado nas urnas, Miguel Coelho relembrou os acontecimentos pessoais que marcaram 2026. Entre as expectativas para o ano estavam conquistas profissionais e familiares, incluindo a chegada do terceiro filho, Rafael, com a esposa, Lara.

O ex-prefeito relatou a perda do bebê ainda durante a gestação, aos oito meses, em um dos trechos mais emocionados do pronunciamento.

“De forma precoce, ainda sem compreender, e com lembranças vivas quando fecho os olhos, Deus chamou o nosso Rafael aos oito meses de gestação. Não é natural ou humano um pai ou uma mãe ver um caixão daquele tamanho”, declarou.

O relato trouxe uma dimensão pessoal ao balanço de um ano marcado por frustrações políticas e uma profunda dor familiar.

Sobre os próximos passos, Miguel afirmou que pretende se afastar, neste momento, da pressão por novas decisões políticas. A prioridade, segundo ele, será estar próximo da esposa, dos filhos e dos amigos, além de se dedicar aos negócios.

Ao falar sobre o futuro, também mencionou a necessidade de se desapegar do passado e abrir espaço para novas conquistas, sem antecipar decisões sobre projetos eleitorais ou partidários.

“Não quero mais me atrever a viver o amanhã, enquanto hoje ainda tem muito o que me ensinar”, afirmou.

Sem anunciar rompimento com a política ou apresentar um calendário para eventual retorno, Miguel Coelho deixa em aberto seu futuro público, sinalizando que o momento é de reorganização pessoal e reflexão após uma eleição cujo desfecho ficou aquém de seus planos. 

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Victor Marques defende pluralidade na Virada Recife 2027 após críticas à contratação de Jorge & Mateus

Prefeito afirma que a festa deve respeitar diferentes posicionamentos políticos e rebate questionamentos sobre a presença de artistas que manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro. Programação também é alvo de cobranças por mais atrações pernambucanas.

O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), se pronunciou nesta segunda-feira (2) sobre as críticas à contratação de artistas que manifestaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a programação da Virada Recife 2027. A polêmica ganhou força após o anúncio da dupla Jorge & Mateus, depois que um vídeo do cantor Jorge declarando apoio ao parlamentar repercutiu nas redes sociais.

Em publicação, o gestor defendeu que a festa de Réveillon seja um espaço de convivência democrática, respeito às diferenças e pluralidade, independentemente das preferências políticas dos artistas ou do público.

Victor reafirmou seu alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relembrou sua participação na campanha pela reeleição do petista. No entanto, argumentou que as disputas eleitorais não devem determinar a organização de eventos públicos.

“Mas a eleição passou, e o palanque foi desarmado”, escreveu o prefeito.

Ao justificar seu posicionamento, Victor Marques ressaltou o perfil plural, democrático e acolhedor do Recife, defendendo que a programação da Virada contemple pessoas com diferentes visões políticas.

A contratação de Jorge & Mateus provocou questionamentos de parte da população sobre a presença de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro, em meio à polarização política nacional.

Além da discussão ideológica, a grade de atrações também passou a ser questionada pela ausência de maior participação de artistas pernambucanos, ampliando o debate sobre valorização da cultura local e espaço para nomes da música produzida no estado.

Ao defender uma festa aberta a diferentes posicionamentos, Victor sinaliza que a programação da Virada Recife 2027 não deve ser condicionada exclusivamente às escolhas políticas dos artistas contratados, mas inserida em uma proposta de convivência e participação democrática. 

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domingo, 1 de novembro de 2026

Marília Arraes ameaça deixar o PDT caso partido avance em federação com o PSB

Senadora eleita resiste à aliança com os socialistas e, segundo informações de bastidores, prefere uma composição com o PSDB ou legendas menores. Divergências com João Campos aprofundam o impasse.

A possibilidade de uma federação entre o PDT e o PSB pode provocar uma nova mudança partidária no cenário político pernambucano. A senadora eleita Marília Arraes teria comunicado a pessoas próximas que pretende deixar o PDT caso a direção nacional da legenda aprove a união com os socialistas.

A informação aponta que Marília ainda espera uma alternativa para o futuro partidário da sigla. Entre as possibilidades que considera estariam uma federação com o PSDB ou uma composição com partidos menores, como Avante, Solidariedade e PRD.

O principal obstáculo, segundo os relatos, seria justamente o PSB, partido com o qual a senadora eleita mantém divergências políticas e dificuldades de relacionamento. Na avaliação atribuída a Marília, os socialistas poderiam assumir o protagonismo dentro de uma eventual federação, reduzindo seu espaço nas decisões e articulações políticas.

O desconforto entre Marília Arraes e lideranças do PSB teria se intensificado durante a campanha estadual e o segundo turno da eleição presidencial. Um dos episódios apontados como determinantes foi um café da manhã promovido pelo prefeito do Recife, João Campos, com lideranças que participaram da mobilização eleitoral, sem a presença da senadora eleita.

De acordo com a versão apresentada por interlocutores, a ausência teria ampliado o desgaste entre os dois grupos políticos.

Por outro lado, lideranças socialistas também teriam demonstrado insatisfação com a exposição de Marília ao lado de Lula durante o segundo turno. Naquele período, João Campos evitava participar diretamente de agendas em Pernambuco para não interferir na estratégia de transferência de votos de eleitores da governadora Raquel Lyra para o presidente, movimento conhecido como “Luquel”.

Durante a campanha presidencial, Marília ganhou visibilidade em agendas ao lado de Lula. Após o primeiro turno, participou de uma reunião em Brasília com o então candidato e, posteriormente, o acompanhou em compromissos em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Petrolina, no Sertão pernambucano.

Em Petrolina, segundo o relato, Marília esteve ao lado do presidente no veículo que conduziu a principal comitiva, enquanto João Campos permaneceu mais distante.

A resistência à federação com o PSB conta, conforme as informações divulgadas, com o apoio do ex-deputado federal e ministro Wolney Queiroz, presidente estadual do PDT, que também integra as articulações em torno do futuro da legenda.

Outro argumento atribuído a Marília nas conversas reservadas é a possibilidade de mudar de partido sem enfrentar os mesmos obstáculos jurídicos aplicáveis a outros cargos eletivos.

Eleita para o Senado, ela avalia que sua condição de ocupante de mandato majoritário oferece maior liberdade para uma eventual troca de legenda. Diferentemente de deputados e vereadores, senadores não estão sujeitos à mesma regra de fidelidade partidária que pode resultar na perda do mandato por desfiliação sem justa causa. 

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Universidades punem estudantes de Medicina por mensagens ofensivas contra bolsistas após vitória de Lula

UniCesumar desligou alunos envolvidos em manifestações discriminatórias em grupo de WhatsApp; em Cascavel, Centro Universitário FAG aplicou advertências e suspensões a três estudantes.

Mensagens ofensivas contra estudantes bolsistas, compartilhadas em grupos de WhatsApp após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições, provocaram medidas disciplinares em duas instituições de ensino superior do Paraná.

A UniCesumar, em Maringá, informou ter concluído uma sindicância sobre o caso e aplicado punições a estudantes de Medicina envolvidos nas manifestações, que teriam apresentado conteúdo elitista, discriminatório e de teor nazista contra colegas beneficiários de bolsas de estudo.

Em nota, a universidade informou que a apuração foi encerrada na sexta-feira (30), com recomendação à reitoria para adoção de medidas disciplinares proporcionais à gravidade das condutas identificadas. Entre as sanções previstas estavam advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente.

Segundo a instituição, a reitoria acatou a recomendação e determinou a aplicação das penalidades. O comunicado, no entanto, não detalha quantos estudantes foram punidos nem divulga suas identidades.

Em Cascavel, também no Paraná, o Centro Universitário FAG informou que três estudantes de Medicina receberam advertências e suspensões pelo envio de mensagens semelhantes.

A instituição afirmou, em comunicado, que repudia manifestações que desrespeitem a dignidade humana, estimulem o ódio ou comprometam os princípios de respeito e convivência democrática. O centro universitário acrescentou que os processos administrativos relacionados ao episódio continuam em andamento.

Os episódios reacendem o debate sobre discriminação socioeconômica, intolerância política e responsabilidade no ambiente acadêmico, especialmente em cursos de formação profissional que exigem compromisso com a dignidade humana e o respeito às diferenças. 

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Lula avalia indicação de Cinara Wagner Fredo para o Ministério da Defesa; escolha pode ser histórica

Atual secretária-geral da pasta, servidora é cotada para suceder José Múcio Monteiro e, se confirmada, será a primeira mulher a assumir o comando do ministério.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia possíveis nomes para o comando do Ministério da Defesa em seu quarto mandato. Entre os cotados está Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, indicada pelo ministro José Múcio Monteiro para sucedê-lo.

A informação, divulgada pelo Estadão, aponta que Múcio comunicou a Lula que não poderá permanecer no cargo e sugeriu o nome de Cinara para assumir a função. Até o momento, porém, o presidente não tomou uma decisão sobre a sucessão.

Com trajetória na administração pública federal, Cinara ocupa atualmente a Secretaria-Geral do Ministério da Defesa. Desde 2016, passou por diferentes estruturas do governo, incluindo a Secretaria de Governo Digital, o Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o Ministério da Previdência Social.

Formada em Direito, ela possui mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra.

Caso a indicação seja confirmada, Cinara Wagner Fredo entrará para a história como a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa, pasta estratégica responsável pela coordenação das políticas de defesa nacional e pela relação institucional do governo com as Forças Armadas.

Aliados de Lula avaliam que a presença de uma mulher civil à frente do ministério teria relevância política neste momento, sobretudo pela possibilidade de imprimir uma nova configuração à condução da área.

O presidente, entretanto, ainda consulta interlocutores e ouve outras opiniões antes de definir o nome. Entre as lideranças mencionadas nas articulações estão o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, apontados como integrantes do círculo político ouvido por Lula.

Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, a pasta foi comandada por nomes como Élcio Álvares, Geraldo Magela da Cruz Quintão, José Viegas Filho, José Alencar, Waldir Pires, Nelson Jobim, Celso Amorim, Jaques Wagner, Aldo Rebelo, Raul Jungmann, Joaquim Silva e Luna, Fernando Azevedo e Silva, Walter Souza Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e José Múcio Monteiro.

A eventual escolha de Cinara representaria uma mudança histórica no perfil de quem ocupa o comando da Defesa, tradicionalmente liderado por homens. 

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