Ex-prefeito
de Petrolina reconhece que resultado nas urnas ficou abaixo do esperado,
agradece aos pernambucanos e afirma que ainda não definiu os próximos passos na
política.
O
ex-prefeito de Petrolina e ex-candidato a deputado federal Miguel Coelho (União
Brasil) afirmou que vive um momento de recomeço e que ainda não decidiu os
rumos de sua trajetória política. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta
segunda-feira (2), o político fez um balanço das eleições de 2026, reconheceu
que o resultado eleitoral não correspondeu às expectativas e anunciou que
pretende dedicar mais tempo à família e aos negócios.
“É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de
Deus”, declarou
Miguel, ao agradecer aos pernambucanos e, especialmente, à população de
Petrolina, cidade que governou por dois mandatos.
Ao
comentar a disputa eleitoral, Miguel explicou que aceitou concorrer a uma vaga
na Câmara dos Deputados após não conseguir viabilizar sua candidatura ao Senado
Federal.
Segundo
ele, a decisão ocorreu após incentivos de integrantes de seu grupo político,
que defendiam sua participação no pleito. O ex-prefeito afirmou que tinha
consciência das dificuldades de uma candidatura construída em curto espaço de
tempo e que procurou preservar os demais integrantes da aliança.
Durante
a campanha, apostou no reconhecimento popular pelo trabalho realizado à frente
da Prefeitura de Petrolina.
Apesar
de conquistar, segundo sua avaliação, a maior votação da história do município
para deputado federal, Miguel não conseguiu garantir uma vaga na Câmara.
“Sou muito grato a Petrolina. Tive a maior votação da
história para deputado federal. Nosso grupo saiu forte em geral, mas o
resultado não foi o que eu queria”,
afirmou.
Na
avaliação do ex-prefeito, as transformações vividas por Petrolina nos últimos
anos também trouxeram novos desafios eleitorais.
Miguel
destacou que o município recebeu mais de 100 mil novos moradores e empresas,
cenário que, segundo ele, ampliou o eleitorado com parcelas da população que
não acompanharam diretamente suas duas gestões.
O
político, entretanto, não detalhou como esse fator se refletiu individualmente
no desempenho de sua candidatura.
Além
do resultado nas urnas, Miguel Coelho relembrou os acontecimentos pessoais que
marcaram 2026. Entre as expectativas para o ano estavam conquistas
profissionais e familiares, incluindo a chegada do terceiro filho, Rafael, com
a esposa, Lara.
O
ex-prefeito relatou a perda do bebê ainda durante a gestação, aos oito meses,
em um dos trechos mais emocionados do pronunciamento.
“De forma precoce, ainda sem compreender, e com
lembranças vivas quando fecho os olhos, Deus chamou o nosso Rafael aos oito
meses de gestação. Não é natural ou humano um pai ou uma mãe ver um caixão
daquele tamanho”,
declarou.
O
relato trouxe uma dimensão pessoal ao balanço de um ano marcado por frustrações
políticas e uma profunda dor familiar.
Sobre
os próximos passos, Miguel afirmou que pretende se afastar, neste momento, da
pressão por novas decisões políticas. A prioridade, segundo ele, será estar
próximo da esposa, dos filhos e dos amigos, além de se dedicar aos negócios.
Ao
falar sobre o futuro, também mencionou a necessidade de se desapegar do passado
e abrir espaço para novas conquistas, sem antecipar decisões sobre projetos
eleitorais ou partidários.
“Não quero mais me atrever a viver o amanhã, enquanto
hoje ainda tem muito o que me ensinar”, afirmou.
Sem anunciar rompimento com a política ou apresentar um calendário para eventual retorno, Miguel Coelho deixa em aberto seu futuro público, sinalizando que o momento é de reorganização pessoal e reflexão após uma eleição cujo desfecho ficou aquém de seus planos.
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