segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Marília Arraes conquista apoio da prefeita de Escada e amplia alianças na Mata Sul

Mary Gouveia anunciou adesão à candidatura ao Senado e leva para o palanque o grupo político liderado pelo ex-prefeito Jandelson Gouveia

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) ampliou sua base de apoios políticos em Pernambuco com a adesão da prefeita de Escada, Mary Gouveia (PSDB). O anúncio também consolida a chegada ao palanque da pedetista do grupo político liderado pelo ex-prefeito Jandelson Gouveia (PSDB), uma das principais lideranças da Mata Sul.

Jandelson comandou a Prefeitura de Escada por dois mandatos consecutivos e, ao lado de Mary Gouveia, passa a integrar a rede de lideranças municipais que declararam apoio à candidatura de Marília nas últimas semanas.

A adesão ocorre em um momento de expansão da campanha da candidata em diferentes regiões do Estado. Somente neste fim de semana, Marília também recebeu o apoio do prefeito de Tamandaré, Carrapicho (Republicanos), e do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD). O grupo político de São Caetano também conta com o apoio do candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos).

Na última sexta-feira, a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), oficializou adesão à candidatura. Na semana anterior, o prefeito de Bonito, Dr. Ruy (PSB), também anunciou apoio a Marília na disputa por uma vaga no Senado.

À frente da Prefeitura de Escada, Mary Gouveia afirmou que a decisão foi motivada pela confiança na experiência da candidata e em sua capacidade de representar os interesses dos municípios pernambucanos em Brasília.

“Marília tem experiência, conhece a realidade do nosso estado e tem capacidade para defender os municípios e ajudar a trazer investimentos e oportunidades para a população. Nossa parceria política nasce dessa confiança no trabalho e no compromisso que ela tem com a nossa gente”, afirmou Mary.

O ex-prefeito Jandelson Gouveia destacou que a decisão foi construída de forma coletiva e ressaltou a trajetória política e a capacidade de diálogo da candidata.

“Nosso grupo conhece a história de Marília, sua capacidade de diálogo e a forma como ela constrói a política estando próxima das pessoas. Ela reúne experiência, força política e compromisso para representar Pernambuco no Senado. Por isso, Mary, eu e todo o nosso grupo estamos juntos com Marília nessa caminhada”, declarou.

Marília Arraes comemorou a adesão e destacou a importância da chegada do grupo político de Escada para o fortalecimento de sua campanha na Mata Sul.

Com a nova aliança, a candidata amplia sua presença entre lideranças municipais e reforça a estratégia de construir uma base política regionalizada, reunindo apoios de diferentes cidades e grupos partidários na disputa por uma das vagas de Pernambuco no Senado. 

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Flávio Dino autoriza PF a acessar investigação sobre produtora de filme que retrata Bolsonaro

Caso envolve contratos da Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, e repasses de R$ 2 milhões por meio de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal (PF) tenha acesso aos dados de uma investigação envolvendo a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal para acessar informações obtidas em uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apura contratos firmados pela produtora com a Prefeitura de São Paulo.

O caso também envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual. A destinação dos recursos passou a ser investigada pelo Supremo após questionamentos sobre um possível desvio de finalidade na aplicação de R$ 2 milhões.

Os valores foram destinados ao instituto por meio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A investigação chegou ao STF a partir de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Com a relatoria do caso sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, foram determinadas medidas para ampliar o acesso às informações consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A autorização concedida nesta segunda-feira permite que a Polícia Federal examine os elementos reunidos pela Polícia Civil paulista na apuração sobre os contratos da Go Up Entertainment, possibilitando o cruzamento de informações entre as investigações.

A produção de Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, ganhou maior repercussão após reportagem do site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme.

A revelação ampliou o debate sobre a origem dos recursos relacionados à produção audiovisual e sobre as conexões entre os envolvidos no projeto e os repasses públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer a regularidade da destinação das emendas parlamentares, os vínculos entre o instituto e a produtora e outros elementos que possam surgir a partir da análise dos dados agora liberados à Polícia Federal.

Até o momento, a autorização do STF representa mais uma etapa no aprofundamento das apurações, sem antecipação de conclusões sobre eventuais responsabilidades dos envolvidos. 

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MP Eleitoral apura antecipação da Feira da Rapadura e gastos com evento em Santa Cruz da Baixa Verde

Procedimento investiga possível abuso de poder político e desvio de finalidade na mudança do calendário da tradicional festividade, antecipada de outubro para setembro em ano eleitoral

O Ministério Público Eleitoral instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para apurar possíveis irregularidades relacionadas à antecipação e à realização da XXVIII Feira da Rapadura, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco.

A investigação foi formalizada pelo promotor eleitoral Carlênio Mário Lima Brandão e tem como foco a possível ocorrência de abuso de poder político e desvio de finalidade na alteração do calendário da tradicional festividade.

Realizada historicamente no mês de outubro, a Feira da Rapadura foi antecipada para o período de 10 a 15 de setembro de 2026. De acordo com a portaria de instauração, a mudança ocorreu de forma atípica e passou a ser questionada diante da proximidade do processo eleitoral.

A notícia de fato que originou o procedimento também aponta para a realização de gastos considerados vultosos na contratação de atrações artísticas, ao mesmo tempo em que o município possuiria dívidas previdenciárias e débitos ainda não quitados com artistas que participaram de edições anteriores do evento.

Diante dos fatos, o MP Eleitoral estabeleceu o prazo de cinco dias úteis para que o prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde, Ismael Quintino (Republicanos), apresente justificativa técnico-administrativa para a antecipação da Feira da Rapadura.

O gestor também deverá encaminhar cópias dos atos normativos e administrativos que fundamentaram a alteração do calendário da festividade para setembro de 2026.

Além da investigação sobre a antecipação do evento, o Ministério Público Eleitoral expediu recomendação para que a Prefeitura impeça a utilização da estrutura, do custeio e dos recursos públicos da Feira da Rapadura para fins de promoção pessoal ou eleitoral.

Segundo o órgão, durante a realização da festividade, não deverão ser feitas menções, elogios ou pedidos de voto, explícitos ou implícitos, em favor de candidatos, partidos, federações ou coligações.

A recomendação busca evitar que uma estrutura financiada com recursos públicos seja utilizada para interferir na disputa eleitoral, preservando a igualdade de condições entre os candidatos e a regularidade do processo democrático.

Os autos relacionados ao caso foram encaminhados à Promotoria de Justiça de Triunfo, responsável pela atuação no município de Santa Cruz da Baixa Verde, para apuração de possíveis questões ligadas à defesa do patrimônio público.

A investigação poderá avançar sobre os gastos realizados com a Feira da Rapadura e sobre a situação das dívidas municipais mencionadas na notícia de fato.

Com a instauração do procedimento, o Ministério Público passa a reunir informações e documentos para esclarecer se a antecipação da festa e a aplicação de recursos públicos observaram critérios administrativos legítimos ou se houve eventual utilização da máquina pública com finalidade incompatível com a legislação eleitoral.

O procedimento ainda está em fase de apuração e, ao final das diligências, o Ministério Público Eleitoral poderá adotar as medidas que considerar cabíveis, conforme os elementos eventualmente reunidos durante a investigação. 

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Simplex/CBN: Raquel Lyra abre 10,1 pontos sobre João Campos e pode ganhar no 1º turno

Levantamento aponta governadora na liderança em todos os cenários pesquisados e registra 63,8% de aprovação da atual gestão estadual

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) lidera a disputa pelo Governo de Pernambuco, segundo nova pesquisa Simplex/CBN. No cenário estimulado, com a presença de todos os candidatos, Raquel aparece com 46,2% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 36,1%.

A diferença entre os dois principais concorrentes é de 10,1 pontos percentuais. Considerando apenas os votos válidos, Raquel alcança 55,4%, contra 43,3% de João Campos, resultado que, se confirmado nas urnas, representaria vitória da atual governadora ainda no primeiro turno.

Os demais candidatos aparecem com percentuais reduzidos. Guilherme Fonseca (PSTU) tem 0,6%, enquanto Professora Camila (UP), Ivan Moraes (PSOL), Renan (Missão) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) registram 0,1% cada. Victor Assis (PCO) não pontuou.

No levantamento, 6,2% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 10,5% não souberam ou não responderam.

A pesquisa também simulou uma disputa concentrada entre Raquel Lyra e João Campos. Nesse cenário, a governadora amplia a vantagem e aparece com 47,4%, contra 38% do adversário.

Nos votos válidos, o resultado é de 55,5% para Raquel Lyra e 44,5% para João Campos, mantendo a governadora acima da marca necessária para uma vitória no primeiro turno.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra também aparece na frente. A governadora foi citada por 39,6% dos eleitores, enquanto João Campos somou 26,9%.

Outros nomes mencionados representam 0,2%. Brancos e nulos correspondem a 4,9%, enquanto 28,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam, indicando que ainda há uma parcela significativa do eleitorado sem definição espontânea.

O levantamento também mediu a avaliação da administração estadual. Segundo a pesquisa, 63,8% dos entrevistados aprovam a gestão de Raquel Lyra, enquanto 28,8% desaprovam. Outros 7,4% se declararam indecisos ou não quiseram responder.

O resultado reforça o cenário de vantagem da governadora na disputa eleitoral, com liderança nas pesquisas estimulada e espontânea, além de um índice de aprovação superior a 60%.

A pesquisa Simplex/CBN ouviu 1.067 eleitores entre os dias 16 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-06688/2026. 

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Júri condena réu a mais de 22 anos de prisão pela morte do jornalista Antônio Marcolino

Davi Fernando Ferreira Graciano recebeu pena de 22 anos e dois meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado; defesa recorreu da decisão

O réu Davi Fernando Ferreira Graciano foi condenado a 22 anos e dois meses de reclusão pela morte do jornalista e colunista social de Caruaru, Antônio Marcolino de Barros Filho, que tinha 46 anos à época do crime. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O julgamento foi realizado na última sexta-feira (21), no Fórum Thomaz de Aquino, no Recife, sob a presidência da juíza Maria Segunda Gomes de Lima. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada às 21h35.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os jurados reconheceram as qualificadoras de paga ou promessa de recompensa, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, caracterizando o homicídio triplamente qualificado.

A sessão teve início com a formação do Conselho de Sentença, composto por cinco mulheres e dois homens, escolhidos por sorteio. Durante o julgamento, três testemunhas foram ouvidas e, em seguida, o réu foi interrogado.

Na etapa seguinte, acusação e defesa apresentaram suas sustentações aos jurados, com até uma hora e meia para cada lado. O julgamento também contou com as fases de réplica e tréplica, com uma hora destinada a cada parte.

Após os debates, os jurados se reuniram em sala reservada para deliberar sobre o caso e decidir pela condenação ou absolvição do acusado. Ao final, Davi Fernando Ferreira Graciano foi condenado e recebeu a pena de 22 anos e dois meses de reclusão.

Após a decisão, o réu foi preso e encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel). A defesa informou que recorreu da sentença.

A condenação encerra uma longa sessão de julgamento e representa mais um capítulo no processo que apura o assassinato de Antônio Marcolino, profissional conhecido pela atuação no jornalismo e pela presença na vida social e cultural de Caruaru. 

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Raquel Lyra destaca parceria com Lula e promete ampliar investimentos em habitação e contenção de encostas

Governadora e candidata à reeleição destacou ações realizadas pela gestão e defendeu continuidade de investimentos para reduzir riscos nos morros

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou neste domingo (23) que pretende ampliar os investimentos em habitação e em obras de contenção de encostas para reduzir os riscos enfrentados por moradores de áreas de morro em Pernambuco.

A declaração foi feita durante uma caminhada em Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, onde a candidata reforçou o discurso voltado à melhoria das condições de moradia e à prevenção de desastres provocados pelas chuvas.

“A gente não vai descansar enquanto quem mora aqui não tiver o direito de viver em uma habitação com segurança, com água, sem medo de chuva”, afirmou Raquel.

Segundo a governadora, a atual gestão já entregou 26 mil moradias em Pernambuco e destinou mais de R$ 500 milhões para intervenções em morros e encostas. Raquel também ressaltou a parceria com o governo federal para viabilizar investimentos na área habitacional e em obras de infraestrutura.

Durante a agenda, Raquel afirmou que encontrou o Estado, no início da gestão, com poucos projetos estruturantes e recursos limitados para intervenções em áreas consideradas de risco. Na comparação com os anos anteriores, a governadora destacou o aumento dos investimentos em obras de contenção.

“A gente pegou um estado sem projeto, sem dinheiro. Nos oito anos que nos antecederam, um R$ 1 milhão de investimento”, declarou.

A candidata reconheceu, porém, que ainda existem demandas e obras a serem executadas. O argumento foi utilizado para reforçar a defesa da continuidade da atual gestão.

“É claro que a gente ainda tem muito o que fazer. É por isso que eu me coloco para vocês como pronta para ser a próxima governadora de Pernambuco, para liderar um movimento que começou a devolver a Pernambuco a liderança do Nordeste e que não pode parar”, afirmou.

Raquel esteve ao lado da vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

A caminhada também reuniu prefeitos, vereadores e candidatos a deputado federal e estadual que integram a base de apoio à candidatura.

Entre os aliados presentes estavam os prefeitos Mano Medeiros, de Jaboatão dos Guararapes; Mirella Almeida, de Olinda; e Júnior de Irmã Têca, de Itapissuma.

A agenda reforçou uma das principais frentes do discurso de campanha de Raquel Lyra: a combinação entre investimentos em habitação, infraestrutura e prevenção de riscos para ampliar a proteção de famílias que vivem em áreas vulneráveis. A governadora aposta na continuidade das ações como argumento para buscar um novo mandato à frente do Estado. 

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domingo, 23 de agosto de 2026

Flávio Dino anula emendas indicadas por presidentes de partidos e ex-parlamentares

Ministro do STF determina que qualquer indicação feita por quem não possui competência constitucional ou legal é nula e não pode resultar em execução de despesa pública

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (23) que emendas parlamentares que tenham tido a participação de presidentes de partidos políticos ou ex-parlamentares em sua indicação são juridicamente nulas e não podem ser utilizadas para a execução de despesas públicas.

A decisão monocrática estabelece que a nulidade permanece mesmo quando a indicação tenha sido posteriormente referendada por um parlamentar com competência formal para apresentar emendas. Para Dino, a intervenção posterior não é suficiente para validar um ato praticado originalmente por quem não possui prerrogativa constitucional ou legal para destinar recursos públicos.

“Qualquer ato, tabela, expediente, comunicação, planilha, ofício ou solicitação que pretenda atribuir a presidente de partido político ou a ex-parlamentar a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emenda parlamentar deve ser considerado juridicamente inidôneo e revestido de nulidade absoluta, não podendo servir de fundamento para a prática de atos administrativos destinados à execução da despesa pública”, escreveu o ministro.

Na decisão, Flávio Dino reforçou que as exigências de transparência e rastreabilidade na destinação das emendas parlamentares não podem ser tratadas apenas como formalidades burocráticas.

Segundo o ministro, permitir que um parlamentar valide posteriormente uma indicação feita por um agente sem competência legal poderia abrir espaço para a tentativa de regularização de atos considerados irregulares desde a origem.

“A intervenção posterior de parlamentar competente não pode funcionar como mecanismo de convalidação de indicação originariamente formulada por quem jamais dispôs de competência constitucional ou legal para fazê-la”, afirmou.

Dino também alertou que o descumprimento da decisão poderá resultar em novas apurações.

O ministro determinou ainda que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deem “imediata e ampla ciência” da decisão aos órgãos técnicos, assessorias, servidores e demais agentes envolvidos no processamento das indicações de emendas parlamentares.

De acordo com Dino, os próprios partidos políticos que foram chamados a se manifestar no processo não reconheceram que seus presidentes tenham competência para “indicar, distribuir ou alocar emendas parlamentares”.

As exceções, segundo a decisão, foram o Podemos e o Solidariedade, que não apresentaram manifestação dentro do prazo inicial. Agora, por determinação do ministro, as duas siglas terão cinco dias úteis para responder, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O novo despacho se soma a outras decisões adotadas por Flávio Dino no âmbito das investigações relacionadas à destinação e à execução de emendas parlamentares.

Em julho, o ministro determinou o bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. As medidas foram tomadas em processos que apuram suspeitas de desvios envolvendo recursos oriundos de emendas parlamentares.

A decisão deste domingo reforça o entendimento do STF de que a autoria e a responsabilidade pela indicação dos recursos devem ser claramente identificadas, ampliando a pressão por maior controle, transparência e rastreabilidade sobre o chamado orçamento parlamentar. 

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João Campos diz que pode vender aeronaves do Estado para financiar isenção de IPVA de motocicletas

Candidato do PSB ao Governo de Pernambuco criticou compras realizadas pela atual gestão e apresentou proposta durante agenda de campanha no Recife

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou neste domingo (23) que poderá vender um avião e dois helicópteros pertencentes ao Estado para ajudar a financiar uma eventual isenção de IPVA para motocicletas de até 150 cilindradas.

A declaração foi feita durante a inauguração do comitê de campanha dos candidatos Gabriel e Álvaro Porto, na Zona Oeste do Recife, e elevou o tom das críticas do socialista à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).

“A gente vai isentar o IPVA de todas as motos até 150 cilindradas. Sabe quem é que vai pagar essa conta? Eu vou dizer de novo. Se for preciso, a gente vai vender um avião e dois helicópteros que o governo comprou para as autoridades federais”, declarou João Campos.

A fala resgata a polêmica envolvendo a aquisição, pelo Governo de Pernambuco, de um avião King Air 260, comprado em julho de 2025 por R$ 64,3 milhões, com recursos da Secretaria de Defesa Social (SDS). A aeronave foi equipada para operações aeromédicas, mas a utilização em viagens da governadora para agendas oficiais e compromissos políticos também passou a ser alvo de questionamentos.

Durante o evento, João Campos voltou a atacar a postura da adversária e afirmou que a população espera soluções concretas para os problemas do Estado.

“Quem tem o direito de reclamar é o povo. O político tem que é trabalhar, trabalhar, trabalhar”, disse o candidato.

Além das críticas e da proposta relacionada ao IPVA, o socialista apresentou pontos de seu plano para a área de segurança pública. Entre as medidas está o chamado “Pacto Antifacção”, que prevê o fortalecimento das estruturas de inteligência para identificar e rastrear recursos financeiros de organizações criminosas, combater a lavagem de dinheiro e ampliar a integração de informações entre diferentes órgãos.

A proposta de venda de aeronaves e as críticas à atual gestão devem ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente por colocarem frente a frente duas visões sobre a utilização dos recursos públicos e as prioridades para a administração estadual. A campanha de João Campos aposta na redução de impostos e no discurso de mudança, enquanto a gestão de Raquel Lyra deve defender os investimentos e a finalidade estratégica dos equipamentos adquiridos pelo Estado. 

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Em Petrolina, Regina da Saúde recebe apoio de agricultores familiares

               Debatendo Pernambuco e os problemas de cada região visitada, assim têm sido as agendas da candidata a deputada estadual, Regina da Saúde (Podemos), que, no último sábado (22), recebeu apoio de um grupo de agricultores familiares da área irrigada, em Petrolina, no Sertão do São Francisco.

O encontro contou com a participação da ex-vereadora e liderança da região, Samara da Visão, que destacou a política como instrumento de transformação, citando o trabalho de Regina da Saúde para impulsionar a produção leiteira de Itaíba para a liderança em Pernambuco, ocupando o sétimo lugar no Brasil.

“É esse tipo de política que a gente defende, porque gera oportunidade e renda para o agricultor. É por isso e pela pessoa humana que ela é, que a minha deputada estadual é Regina da Saúde, 20123. Essa mulher aqui tem minha confiança e eu quero a de vocês também para a gente caminhar juntos”, destacou Samara.

Regina da Saúde, por sua vez, agradeceu a confiança dos agricultores e ressaltou que qualquer candidato só estará realmente preparado para exercer o cargo se tiver a capacidade de percorrer o estado e conhecer a realidade das famílias e, a partir daí, construir caminhos para a solução dos problemas encontrados.

“Eu quero agradecer o apoio da minha amiga Samara e de todas as agricultoras e agricultores que nos permitiram viver uma noite de muito diálogo. Campanha é isso. É andar por Pernambuco e conhecer as diferentes realidades para apresentar um projeto que visa trazer políticas públicas e ações para perto do povo”, afirmou Regina.

Neste domingo (23), a candidata cumpriu agenda em Salgueiro, no Sertão Central, onde participou de visitas, reuniões com lideranças e encontro com apoiadores.

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Lula diz que filho deve responder por atos e afirma que não interfere em investigações

Presidente e candidato à reeleição comentou, neste domingo (23), os inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse tratar o caso com “muita seriedade”

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste domingo (23) que não pretende interferir nas investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e defendeu que as apurações sigam o curso normal.

Em entrevista à Record, Lula declarou tratar o caso com “muita seriedade” e afirmou que qualquer eventual responsabilidade deve ser apurada pelos órgãos competentes.

“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações são conduzidas pela Polícia Federal e apuram suspeitas relacionadas a suposto tráfico de influência em negócios envolvendo pessoas ligadas ao governo federal.

Entre as estruturas citadas nas apurações estão o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros setores da administração pública.

A declaração do presidente ocorre em meio à repercussão das investigações e durante a campanha eleitoral. Lula reforçou que, em sua avaliação, o fato de o investigado ser seu filho não deve impedir ou limitar o trabalho das autoridades responsáveis pelas apurações.

A entrevista à Record foi programada para ir ao ar no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Band em parceria com o Estadão, na noite deste domingo. Lula decidiu não participar do confronto e criticou a presença de outros candidatos convidados, entre eles Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Ao comentar a decisão, o presidente preferiu manter a agenda alternativa de entrevistas, enquanto o cenário eleitoral segue marcado pelo debate entre os candidatos e pela repercussão de temas que envolvem diretamente integrantes e pessoas próximas às campanhas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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