Segundo a PF, as
investigações apontam que contratos de publicidade institucional da Prefeitura
de Macapá, que somam aproximadamente R$ 25 milhões, teriam sido usados de forma
indevida para custear influenciadores digitais, empresas de comunicação e
veículos voltados à divulgação de conteúdos político-eleitorais.
De acordo com os
investigadores, o esquema envolveria uma estrutura organizada para produção e
disseminação de conteúdos manipulados nas redes sociais, além de campanhas
digitais direcionadas à autopromoção de agentes públicos e ataques a
adversários políticos.
A Polícia Federal apura se
verbas originalmente destinadas à comunicação institucional da prefeitura foram
desviadas de sua finalidade legal para alimentar a atuação dessa rede de
influência digital.
As investigações incluem
possíveis crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e
delitos contra a administração pública. A PF também não descarta a
identificação de novos crimes ao longo do avanço das apurações.
A operação amplia o debate
nacional sobre o uso político das redes sociais e a possível utilização de
estruturas públicas para impulsionamento de narrativas digitais em períodos
pré-eleitorais.
Até o momento, a PF não
divulgou detalhes sobre alvos específicos da operação nem o número de mandados
cumpridos. O caso segue sob sigilo parcial.
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