A ação da PF investiga
transferências que, segundo os investigadores, chegaram perto de R$ 3 bilhões.
Os recursos teriam sido direcionados durante a gestão estadual para aplicações
vinculadas ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Grande parte do dinheiro
saiu do Rioprevidência — fundo responsável pela administração dos benefícios de
aproximadamente 235 mil aposentados e pensionistas do estado — e também da
Cedae, companhia estadual responsável pelo abastecimento de água em boa parte
do território fluminense.
A operação cumpre 10
mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. As
ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal (STF).
A investigação ganhou força
após movimentações políticas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
(Alerj). O deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou recentemente
ter conseguido as assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar os investimentos do governo
estadual no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi instalada.
Segundo os dados
apresentados na Alerj, o Rioprevidência teria investido quase R$ 1 bilhão
diretamente no Banco Master, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em fundos
administrados pela instituição financeira.
A defesa de Cláudio Castro
acompanha o caso. O advogado Carlo Luchione informou que se deslocava para a
residência do ex-governador para acompanhar o cumprimento das buscas realizadas
pelos agentes federais.
O caso amplia a pressão política e jurídica sobre aliados do PL no Rio de Janeiro e pode provocar novos desdobramentos tanto no campo judicial quanto no ambiente político da Alerj e do governo estadual.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário