segunda-feira, 25 de maio de 2026

Polo de Confecções do Agreste cobra apoio de Raquel Lyra contra impactos da “MP das Blusinhas”

              Representantes do Polo de Confecções do Agreste pernambucano se reuniram nesta segunda-feira (25) com a governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas, para discutir os impactos da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida nacionalmente como “MP das Blusinhas”, sobre a cadeia têxtil e de confecções de Pernambuco.

O encontro ocorreu em meio à tramitação da medida provisória no Congresso Nacional e reforçou a preocupação do setor produtivo com possíveis prejuízos à competitividade da indústria local diante do avanço das plataformas internacionais de comércio eletrônico.

A MP zerou a alíquota do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e já provocou forte reação política e econômica em diversos setores industriais do país, motivando a apresentação de 112 emendas por deputados e senadores.

Durante a reunião, empresários e representantes do setor confeccionista apresentaram uma agenda estratégica ao Governo de Pernambuco, defendendo medidas de incentivo fiscal, proteção à produção local e fortalecimento da cadeia produtiva do Agreste.

Segundo Pedro Miranda, representante do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco, o setor busca apoio institucional diante das mudanças tributárias e do crescimento da concorrência internacional.

“Entre eles está a questão da articulação junto ao Estado de Pernambuco, uma posição contra a sobretaxa e também que Pernambuco comece a preparar algum incentivo para o Polo de Confecções. A reforma tributária já decretou o fim de diversas exceções para setores da indústria nacional e isso gera preocupação”, afirmou.

Durante a coletiva, a governadora Raquel Lyra destacou que uma das maiores preocupações do setor está relacionada ao custo dos insumos utilizados pela indústria têxtil pernambucana, especialmente o poliéster.

Segundo Raquel, cerca de 90% do poliéster utilizado pelo Polo de Confecções do Agreste é importado, o que pode elevar custos de produção caso haja aumento na carga tributária sobre os insumos.

“O problema, gente, é que a gente está no poliéster. Noventa por cento do poliéster utilizado no polo de confecções do Agreste pernambucano é importado. Se subir o imposto em relação a esses insumos, encarece o nosso produto e nos torna menos competitivos”, declarou.

O Polo de Confecções do Agreste é considerado um dos principais motores econômicos do interior pernambucano, reunindo milhares de empreendedores e gerando empregos em municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário