A
noite desta segunda-feira (13) entrou para a história recente de Arcoverde como
uma das mais movimentadas e politicamente tensas no Legislativo municipal. A Câmara
de Vereadores de Arcoverde foi palco de uma sessão acompanhada por grande
público e cercada de expectativa em torno de possíveis desdobramentos
envolvendo processos de possível cassação de parlamentares.
O
foco principal recai sobre o presidente da Casa, Luciano Pacheco, e o
vice-presidente, Claudelino Costa. No entanto, apesar da expectativa, apenas a
situação de Pacheco dominou os debates iniciais. No plenário, vários vereadores
e presidentes de casas legislativas de outras cidades, além do suplente de deputado
estadual Cayo Albino (PSB).
A
primeira parte da sessão foi consumida por um impasse em torno da leitura da
ata de uma sessão extraordinária anterior, na qual foi formalizada a denúncia
contra o presidente da Câmara. Após discussões entre os parlamentares, o
documento acabou sendo lido pela vereadora Célia Galindo, 1ª Secretária da Mesa
Diretora.
No
conteúdo, foi reforçado o direito à ampla defesa do parlamentar e estabelecido
o prazo para apresentação de sua defesa, previsto para se encerrar nesta
terça-feira (14).
Luciano
Pacheco voltou a contestar a legalidade da sessão extraordinária que originou o
processo, alegando irregularidades no procedimento e afirmando não reconhecer
as deliberações adotadas. Em contraponto, vereadores defenderam a legitimidade
das decisões com base na soberania do plenário.
Durante
sua fala, o presidente da Câmara fez um resgate de sua trajetória política e
adotou um tom de resistência diante das acusações. Citou passagens bíblicas
para ressaltar sua fé na justiça e na verdade. Ele afirmou que seguirá na
disputa política e ressaltou que eventuais decisões podem ser analisadas pelo
Poder Judiciário.
O
ambiente permaneceu acalorado por cerca de uma hora e meia, sem que a denúncia
envolvendo o vice-presidente Claudelino Costa fosse efetivamente pautada. Em
sua fala, Claudelino destacou que apesar das acusações que vem sofrendo não é e
nem será candidato a presidente da Câmara.
A
movimentação popular foi intensa. As portas da Câmara foram fechadas antes do
início da sessão, devido à lotação do espaço. Parte do público se concentrou na
área externa, na Avenida Coronel Antônio Japiassu. Durante toda a noite, a Polícia
Militar de Pernambuco permaneceu no local para garantir a segurança, diante do
clima de tensão e da presença de apoiadores do presidente da casa legislativa e
servidores públicos municipais. A
Guarda Civil Municipal protestou por nota, por ter sido impedida de atuar na
câmara.
O
processo segue agora para uma fase decisiva. Com o encerramento do prazo de
defesa nesta terça (14), caberá à comissão responsável emitir um parecer sobre
a admissibilidade da denúncia. Caso seja aceita, será instaurada uma comissão
processante para aprofundar a apuração.
O
andamento, no entanto, ainda pode sofrer interferências judiciais, o que é mais provável, mantendo o cenário político em aberto e sob forte expectativa nos próximos dias.
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