O
anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas
Araghchi, que destacou que a suspensão das operações militares defensivas
dependerá da interrupção dos ataques por parte dos Estados Unidos.
“Se
os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas
cessarão suas operações defensivas”, afirmou o chanceler, ressaltando ainda que
a navegação pelo Estreito de Ormuz será viabilizada mediante coordenação com as
forças iranianas, respeitando limitações técnicas.
Do
lado americano, o presidente Donald Trump confirmou a decisão de suspender
bombardeios e ações militares pelo mesmo período. Em declaração pública, ele
destacou que a medida foi tomada após intensas negociações diplomáticas e com
base em avanços significativos nas tratativas entre os dois países.
Segundo
Trump, a trégua permitirá consolidar um possível acordo definitivo, baseado em
uma proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã. “Acreditamos que essa proposta
constitui uma base viável para negociação. Estamos próximos de um
entendimento”, afirmou.
Um
dos pontos centrais do acordo provisório envolve a reabertura plena, imediata e
segura do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de
petróleo, cuja instabilidade impacta diretamente a economia mundial.
A
mediação do Paquistão foi fundamental para o avanço das negociações. O
primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir atuaram
diretamente no diálogo entre as partes, sendo reconhecidos publicamente pelos
dois governos.
O
gesto de distensão ocorre em um momento crítico e pode representar um ponto de
inflexão no conflito, ainda que analistas internacionais alertem para a
fragilidade do acordo e a necessidade de avanços concretos nas próximas
semanas.
Caso as negociações avancem, o cenário pode evoluir para um entendimento mais amplo, com impactos diretos na estabilidade geopolítica e econômica global.
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